História Suprema(cia) - Capítulo 13


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, meus queridos lírios do campo!
Desculpem a demora... Vou tentar postar mais rápido kkk
A partir desse capítulo vcs terão muitas surpresas, garanto... Digamos que o jogo está prestes a virar e quem sempre achamos que ia perder, pode ser um grande vencedor...
Boa leitura!
Xoxo 😘

PS: Comentem oq estão achando, seus comentários são importantes e podem me ajudar muito!

Capítulo 13 - Seja gentil... Sempre!


Na manhã seguinte, Cristina não conseguia se concentrar em nada durante a aula, até que pediu pra sair da sala e foi conversar com a direção do curso, sobre o que havia acontecido com seu irmão. 

Infelizmente, disseram que se ela fosse pra casa, ficaria com falta e não era isso que queria. 

Durante o intervalo, acabou se isolando dos amigos pra fazer uma ligação pro pai. 

Quando ela falou da possibilidade de faltar às aulas pra ir vê-los, seu pai ficou irritado.

– De jeito nenhum! 

– Mas pai... Você sabe o quanto Luís e eu éramos próximos, eu queria ao menos ir ao enterro pra me despedir e ver como vocês estão. E minha mãe? 

– Bom, ela está deprimida, teve que tomar dois calmantes. Mas fique tranquila, estamos cuidando de tudo. Tina, você é a salvação da nossa família... Não nos envergonhe. Pode vir nos ver no final de semana, está bem? E não esquece de agarrar a primeira oportunidade de estágio que aparecer. 

Cris suspirou, mas concordou com o pai.

 

***

 

– Yuki, sabe onde está a Cristina dessa vez? – Lola perguntou ao amigo, quando entraram na sala pra segunda aula, que era de Políticas Públicas.

– Não, eu não sei. Por que deveria? É você que anda mais com ela, Lola.

– Ela estava estranha ontem a noite. Sabe, eu queria tanto poder ajudá-la, mas ela é muito difícil de lidar, não se abre comigo. 

– Bom, tenta conversar com lá depois então. 

Lola assentiu e resolveu mudar de assunto, pensando na câmera fotográfica que já havia chegado e estava em seu armário. 

– Bom, mudando de assunto... Eu comprei um presente pra você.

Yuki arregalou os olhos, em choque.

– Sério? É que tem pouco tempo que nós conhecemos... – ele coçou a nuca, meio sem graça.

Lola revirou os olhos.

– Bom, mas você é meu amigo. Tenho certeza que vai gostar. 

Então eles pararam de conversar quando a professora entrou na sala e escreveu seu nome no quadro. 

“Rose”.

Entao ela sorriu pros alunos.

– Bom, pessoal... Eu me chamo Rose e antes de tudo vou contar um pouco da minha história, pra depois adentrarmos na disciplina. Eu me formei em Comunicação Social nesta mesma instituição que vocês estão estudando. E hoje sou locutora de rádio e estou fazendo meu doutorado. Sobre a vida pessoal, eu tenho dois cachorros enormes e tenho uma filha, mas... Bom, eu fiz uma escolha de que não me orgulho muito. Talvez muitos de vocês não entendam, eu resolvi deixá-la em um orfanato, porque não tinha condições de criá-la. E espero que esteja com uma ótima família e que tenha tempo pra ela... – ele começou a ficar comovida com o que dizia e resolveu voltar o assunto à faculdade. – Enfim, vocês já viram o mural da universidade? Sempre tem ótimas vagas para estágio, é melhor darem uma olhada. Geralmente eles só aceitam alunos do 3° semestre em diante, mas acho que vale a pena tentar. Creio que se vocês forem realmente esforçados, podem conseguir logo nesse semestre. Então, boa sorte. – ela ligou o datashow. – Bom, agora vamos à matéria. 

No final da aula, Lola deixou a sala quase correndo. Estava louca pra ver o mural e saber se conseguiria um estágio. 

Yuki praticamente correu atrás dela e a encontrou admirada, olhando para o mural. Ela parecia hipnotizada, olhando pra um papel em especial. 

– Lola, encontrou algo interessante? – ele quis saber.

Ela desviou os olhos pra encara-lo. Parecia radiante.

– Essa é a minha chance! – ela colocou o dedo no papel que lhe chamou atenção. 

Yuki leu algo sobre vagas na editora Suprema e mais algumas informações. 

– Parece bem concorrido, só tem 3 vagas. – disse ele. 

– Sim, mas uma dessas vai ser minha. 

Yuki ficou admirado com o entusiasmo e otimismo da garota. Nunca viu ninguém assim. 

Nesse momento, Cris apareceu. 

– Oi, gente. – disse, num tom baixo e melancólico.

Na hora, Lola a agarrou pelos braços e riu de alegria. 

– Cris, você não vai acreditar! Estão abertas vagas de estágio pra trabalhar na Suprema! É o meu sonho... – ela parou quando enfim percebeu a infelicidade da amiga. – Você tá bem? 

– Problemas na família, só isso. – disse.

– Cris, não me esconda nada. Sabe que pode contar comigo sempre, né? 

Cris assentiu e olhou pra Yuki.

– Depois eu preciso fala com você. – disse. 

– Tudo bem então...

Cris forçou um sorriso.

– Não quero falar sobre mim. Por que está tão alegre, Lola? 

– Não ouviu nada do que eu disse né? É porque tem vaga de estágio na Suprema. Por que nós 3 não nós escrevemos juntos? – ela sorria.

– Essa editora não faz meu estilo. Eu não quero arrumar um estágio agora, tenho muito o que aprender ainda e não quero passar vergonha. – disse Yuki. 

– Certo. E você, Cris? 

– Eu não tô com cabeça pra isso agora. Acho melhor em outra ocasião. 

– Acho que seria bom pra te distrair dos problemas. Aliás, é uma revista, Cris. É o seu sonho também... 

– Ela tem razão. – Yuki concordou.

Cris se lembrou das palavras do pai e resolveu tentar. 

– Tudo bem, vou tentar. 

Naquela mesma folha, tinha endereço e telefone. Elas anotaram e mandaram seus currículos no e-mail indicado, nos computadores do laboratório. 

Agora era só esperar.

Depois, Cris resolveu ficar mais um pouco no laboratório, enquanto que Lola arrastou Yuki para o corredor onde estavam os armários. 

– Estou curioso. – disse ele. 

Lola deu uma risada nervosa enquanto destrancava o armário. Ela tirou uma caixa embrulhada em papel presente e entregou ao amigo.

- Espero que goste. – disse. 

Ele começou a rasgar o papel, na expectativa e ficou boquiaberto ao ver que se tratava de uma câmera fotográfica profissional. 

– Nossa, nem sei o que dizer! Obrigado! Não precisava... Sério. 

Na hora da empolgação, ele a abraçou forte, sorrindo, pensando no quanto ela era especial. 

Ela nem o conhecia direito e já lhe deu um presente. E não era qualquer coisa. Yuki estava muito feliz e decidiu que precisava recompensar a amiga de algum modo, só não sabia como. 

– Podíamos ir ao cinema no sábado a noite pra comemorar. – deixou isso escapulir sem querer. 

E agora torcia para que ela não pensasse que fosse um encontro. 

Lola sorriu. 

– Claro, vai ser bom até pra Cristina ver distrair um pouco dos problemas. 

– É... Claro. – Yuki quase não conseguiu disfarçar a frustração em sua voz. Não tinha nada contra Cristina, mas não queria que ela fosse. Queria ficar sozinho com a Lola e conhecer mais dessa garota tão incrível que o havia cativado. 

Mas sabia que jamais teria chance com ela. Não era como se estivesse apaixonado, até mesmo porque era muito cedo pra isso. Ele só tinha admiração e interesse nela.

Fora que eles tinham tanto em comum, ele jamais conhecerá alguém como ela. 

Era o mesmo gosto musical, ambos eram um tanto obcecados pelo Japão e sua cultura... Gostavam de Star Wars e Harry Potter, isso importava muito. 

Por fim, decidiu mudar de assunto. 

– Bom, e a aula da prof Rose ? O que achou? – perguntou, quando começaram a descer as escadas e ir para a praça de alimentação, era hora do almoço. 

– Eu fiquei pensando no que ela disse sobre ter dado a filha numa adoção. 

– E você acha que ela tomou a decisão certa? 

– Eu não gosto de julgar as pessoas e nem quero críticar a professora, ela deve ter tido suas razões. Mas eu jamais deixaria um filho meu em orfanato. Ainda que eu engravidasse sem querer, eu cuidaria da criança e iria amá-la muito. Abortar pra mim também não é uma opção. Acho que é crual demais. A criança não tem culpa de nada. 

– Mas e se a mãe fosse vítima de estupro? Mudaria de ideia? 

Lola fez uma careta.

– Eu acho que não. Minha mãe me ensinou que um filho é sempre um presente. E se é um presente, não se pode recusar. E como eu disse, a criança não tem culpa. Em caso de estupro é preferível que entregue a criança na adoção mesmo. Mas abortar não. Eu sou muito contra o aborto, embora seja algo tão moderno é um assunto tão tratado nesses últimos anos. 

– Entendo. – disse Yuki, apenas. 

– E você?  O que pensa a respeito disso tudo? 

Ele suspirou. 

– Bom, eu acho que cada um deve ser livre para fazer suas escolhas, desde que envolva respeitar o próximo. Não posso dizer se eu sou contra ou a favor do aborto. Mas sou totalmente a favor de as pessoas serem livres para fazer o que quiser com sua própria vida. 

Um garoto de cabelos cacheados e castanhos se aproximou deles e cumprimentou Yuki com um aperto de mão. 

Lola achou estranho, considerando que ele não tinha amigos. 

– Lola, esse aqui é você Gabriel. Ele é meu novo colega de quarto. Se não me engano, é calouro em Pedagogia. – disse Yuki. 

Gabriel usava anéis nos dedos e uma blusa xadrez. 

– Oi. – disse, de um jeito meio tímido. Então encarou Yuki. – Bom, eu já vou indo... Só vim falar com você mesmo. – e saiu. 

Lola riu. 

– Ele é estranho, Yuki. Não acha? 

Ee deu de ombros.

– Sim, mas pelo menos tenho um amigo agora. 

 

***

 

Assim que terminou a hora do almoço, Cristina se aproximou dos amigos. Ela não almoçou, não sentia fome. 

Mas estava intrigada com Yuki, ainda. 

– Yuki, podemos conversar agora? – disse, ao se aproximar da mesa. 

Lola havia acabado de sair para ir ao banheiro. 

– Claro. – ele parecia preocupado. 

– Eu ouvi uma conversa entre Mariana e Daphne no banheiro. E queria saber se é verdade. 

– O que? Falavam algo sobre maquiagem? – ele riu. 

– Não. Era sobre você. 

O semblante dele ficou sério de repente. 

– O que disseram? 

– Que você transou com a Gabi no banheiro, no dia da festa. 

Ele suspirou. 

 – Que droga, não sei como elas descobriram. Elas vão excluir a Gabi... Tudo por minha culpa. – ele enterrou o cabelo nas mãos. 

– Mas ... Por que fez isso, Yuki? Tá apaixonado por ela? 

– Não, eu só... Foi um momento de fraqueza, um lapso. Eu já disse a Gabi que não vai se repetir e não sinto nada por ela. Mas por favor... Guarde segredo. Estou arrependido pelo que fiz. Não quero que ninguém saiba, as pessoas dessa faculdade já me odeiam, não podem nem sonhar que fiz isso. Consegue guardar segredo? 

– Sim, a Lola sabe? 

– Não, e não quero que conte. 

Cris assentiu. 

– Então temos um segredo. 

Yuki olhou por cima dos ombros. 

– Agora vamos mudar de assunto. Lola está vindo. – sussurrou. 

 

***

 

– O que faremos quando vermos a Gabi? – Daphne perguntou, enquanto caminhava pelo jardim com Mari.

– Vamos tratá-la com indiferença e deixar claro que ela não faz mais parte do nosso grupo. 

– Ela vai ficar arrasada. É a mais sensível de nós três. 

Mari ergueu uma sobrancelha.

– Não me diga que prefere ser vista por aí com uma drogada...

– Aí não, que horror. Tem razão. Pelo menos não estamos expondo ela, né... 

– Exatamente.

Nesse momento, Gabi se aproximou delas pra conversar. 

Ela parecia mais alegre que de costume. 

– Olá, meninas! Saíram da sala sem nem me esperar... – disse. – Tá tudo bem? 

Mari lhe lançou um olhar altivo. 

– Gabi, não queremos mais andar com você. – disse friamente. 

– O quê? Mariana, vocês duas são minhas únicas amigas... Não podem fazer isso comigo. Sei que nos últimos dias eu ando muito ausente, é que estou passando por problemas em casa e... 

Mari a cortou. 

– Não confia em nós o bastante para contar... 

– Não, é que eu realmente ia contar, mas...

– Chega, Gabi. Não queremos estar com você! – Mariana falou em alto e bom tom. 

Gabi engoliu em seco e saiu correndo. 

– Acho que você pegou pesado com ela. – disse Daphne. 

– Eu faço qualquer coisa pra preservar minha imagem. 

 

***

 

Eduardo havia acabado de sair da academia dentro da faculdade e tomava uma garrafa de água. 

Daniel resolveu ficar mais tempo la. 

Quando estava indo pro quarto, viu quando Gabi correu pelo jardim e entrou na praça de alimentação. 

Ele a alcançou é a chamou. 

Ela se virou pra ele, com os olhos marejados. 

– Eu preciso falar com você. – disse, parecendo seriamente angustiada. 

– Claro. Vamos pra biblioteca. É mais tranquilo lá. 

A garota assentiu e ambos foram. Escolheram uma mesa nos fundos da biblioteca e se sentaram. 

– O que está acontecendo? – ele questionou. 

– Tenho passado por muitos problemas e ninguém entende. Estou desesperada. E só consigo ver solução nas drogas, me fazem esquecer tudo. 

– Quer me contar ? Eu posso ajudar. Dizem por aí que sou bom com conselhos. – ele riu, tentando animar a garota. 

Ela deu apenas um fraco sorriso de lado e ficou brincando com a própria pulseira. 

–  Meus pais morreram quando eu era muito jovem. Minha mãe morreu quando eu tinha cinco anos. E meu pai, quando eu tinha doze. Então eu tive que morar com minha tia, é a única que tenho. E ela tem um filho que é dois anos mais velho que eu. Minha tia é uma mulher muito rigorosa com tudo e ela mima muito o filho, sempre foi assim. E embora ele seja um adulto praticamente, tem tornado minha vida um inferno. 

– O que ele faz, exatamente? 

– Não sei se tenho coragem .. – a respiração dela começou a ofega e novas lágrimas se formaram em seus olhos. 

Eduardo segurou a mão dela e a olhou nos olhos. 

– Pode confiar em mim. 

– Obrigada. Mas... Tenho muito medo. 

– Não vou contar a ninguém. 

– Ele tem... Abusado de mim... Nesses últimos dias... 

Eduardo lutou pra manter a calma.

– Que tipo de abuso?

Gabi quis recuar só pela mudança brusca no tom dele e o modo como cerrava o maxilar. 

– Eduardo... 

– Que tipo de abuso, Gabrielle? – disse, num tom mais incisivo e ameaçador. 

Ela apenas abaixou a cabeça e se pois a chorar.

– Estou grávida. – sussurrou. 

Ele fechou os olhos momentaneamente. 

– Desgraçado. – sussurrou, como que para si mesmo. Então levantou e saiu da sala, ignorando uma Gabi o chamando de modo desesperado.



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