História Surpreendente - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 6
Palavras 1.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu queria conseguir postar pelo menos duas vezes por semana, mas tá muito difícil postar pelo menos uma. Porém eu me recuso a deixar essa história morrer, então conforme vai sobrando um tempinho eu venho aqui deixar um capítulo.

Esse capítulo tá bem legal.

Enjoy
Bjs

Capítulo 4 - Se adaptando


Fanfic / Fanfiction Surpreendente - Capítulo 4 - Se adaptando

A semana que se seguiu foi preenchida por inúmeras idas e vindas da loja de decoração, uma rápida passada na escola nova pra conhecer. Por duas vezes ele insistiu em irmos jantar no centro da cidade, mas eu ainda estava sem vontade nenhuma de sair de casa.

Por aquela semana, eu podia dizer que seria muito fácil conviver com meu pai. Ele me deixou totalmente à vontade na casa, não ficava atrás de mim perguntando se eu queria alguma coisa.

- Nos armários e na geladeira tem tudo o que é necessário para fazer uma refeição. – Ele me falava no dia que cheguei, após o jantar que ele mesmo preparou. - Você pode assistir televisão na sala quando quiser e por quanto tempo quiser, assim como o telefone, não se preocupe muito com o tempo que você fala nele, se preocupe apenas com o tempo que você desperdiça ao telefone e não falando pessoalmente. Enquanto não estalamos seu computador, pode usar o meu no quarto, mas é o mesmo caso do telefone, procure ler bons livros ao invés das bobagens divulgadas na internet. Na área de serviço tem todos os produtos de limpeza, se você precisar limpar alguma coisa. Mas, Cass, a única coisa que quero é que se sinta em casa, você tem sua chave, pode sair a hora que quiser, só peço que me avise antes. E não conte que eu ficarei atrás de você, não faz o meu estilo, e acho que já está grandinha o suficiente pra essas coisas.

Tinha certeza que ele preferiria que eu ficasse o maior tempo possível na rua, afinal eu sabia que ele raramente passava as noites em casa, tendo em vista o número de vezes que eu liguei a noite e ele nunca atendia.

Também me apresentou a Ingrid, a diarista que vinha duas vezes na semana arrumar a casa, e eu fiquei me perguntando por que um homem solteiro precisava limpar a casa duas vezes na semana, mas entendi o motivo quando os amigos dele chegaram na quarta-feira à noite para o tradicional jantar, e ficou explicado que alguém precisava limpar a bagunça.

Eram pessoas animadas e divertidas, falavam alto e riam muito de tudo, todos na faixa dos trinta a quarenta anos, assim como meu pai. Estava presente três homens e duas mulheres, uma delas estava claro que namorava com um dos homens, podia até serem casados, mas a outra estava tão à vontade na casa, que podia jurar que ela vinha mais ali do que meu pai admitia.

- No caso Júlio, sua filha na verdade é sua irmã mais nova, mas para dar um ar de seriedade a sua figura você divulga que é sua filha, estou certo? – O homem que falava era o mais velho do grupo, Oscar, e me olhava com olhos de predador, de forma que me fez abaixar a cabeça algumas vezes.

- Não, eu só sei trabalhar direito. E Cassandra é o melhor que eu já fiz em toda vida. – Me olhava com muito carinho, entendendo que estava um pouco desconfortável naquela posição.

- Mas, Cassandra, você veio tentar o vestibular? – A mulher que namorava o outro rapaz, Andreia, me perguntou muito gentilmente, para mudarmos de assunto, e eu fiquei bem agradecida.

- Não, eu ainda estou na primeira metade do primeiro ano do colégio. – O espanto foi geral, apenas meu pai achou graça do engano.

- Então, quantos anos você tem? – Oscar era o mais surpreso do grupo.

- Eu tenho quinze, recém-completos.

Atena, a suposta namorada do meu pai, uma loira, baixinha, que tinha ar de arrogância, começou a rir descontroladamente.

- Oras, vocês acham que o Júlio tinha quantos anos quando virou pai dessa criança? Ele já morava aqui e estava terminando a faculdade. – Me espantou ela saber tanto da minha história, se eu precisava de uma confirmação de que ela era minha madrasta, aquela manifestação já estava bem explicita.

Meu pai notou que ela foi além do que tinha direito, e interviu.

- Na verdade, eu moro aqui desde o colegial, isso não quer dizer nada. Mas sim, eu já era bem mais velho do que vocês podem imaginar, a mãe dela também já havia começado a faculdade. E apesar de ser uma gravidez inesperada, não foi irresponsável. Cassandra chegou apenas pra concretizar o que Laís e eu tínhamos.

Podia ser que meu pai tenha feito às escolhas erradas na vida, mas naquele momento ele estava escolhendo a nós dois, ao invés da diversão dos amigos e da suposta namorada. Ficarei agradecida eternamente do fim daquela discussão da minha vida, da história que só cabia a quem viveu, e não a aquelas pessoas que só queriam um papo-furado pra passar a noite.

Ao final da noite, a conversa sobre minha vida e minha presença ali já havia se esgotado, Atena coordenou todo trabalho para tirar a mesa do jantar e servir os drinks e café, o que confirmava a cada instante que foi ela quem decorou a casa. Passava um pouco da meia-noite, quando os últimos convidados foram embora, Oscar e Atena, que puxou meu pai pela mão para ir até o carro. Eu fiquei sentada nos degraus da escada esperando ele voltar, para enfim ir para o meu quarto.

Não se passou muito tempo quando ele entrou pela porta, parecia nervoso e de certa forma até constrangido.

- Desculpa pela intromissão deles. Não cheguei a dar muitos detalhes da sua vinda para cá, achei que você não ia se sentir muito feliz com alguém falando sobre você, sem o seu consentimento.

- Somente a Atena sabia dos detalhes. – Minha voz não demonstrava toda a decepção que eu sentia, por ter sido pauta de fofoca daquela mulher que não se preocupava muito com quem estava a rodeando. – Ela é sua namorada, certo?

- Como você soube? – Ele ficou muito surpreso e ainda mais constrangido. – Eu não sabia se você gostaria de conhece-la desta forma, apesar dela não ser exatamente isso.

- Ok, ela é apenas sua amiga com alguns direitos a mais. Mas acho que você precisa avisar isso a ela, porque ela certamente acredita que vai casar com você logo, logo. – Dar voltas no assunto não ajudaria muito na construção de uma convivência pacifica.

- Desculpa, devia ter falado com você antes. Talvez você ache estanho eu sair com alguém, mas eu posso evitar enquanto você estiver aqui.

Então era por isso que ele estava tão constrangido, porque achou que eu não gostaria de vê-lo namorando, quem sabe na cabeça dele, eu ainda achava que ele devia fidelidade a minha mãe, morta há quatorze anos.

- Você pode namorar quem quiser, quantas quiser, pode trazê-las pra dormir aqui, ou até morar, mas eu só gostaria de ser informada antes, pra não sentir essa sensação de que estou sobrando e atrapalhando. Você tem o direito de reconstruir a sua vida, e eu não posso e nem quero atrapalhar isso. Já é tarde, eu vou me deitar, boa noite!

Fui para o meu quarto, muito tranquila, o meu recado estava dado. Eu ia morar ali, não queria atrapalhar, mas também não queria ser considerada carta fora do baralho.


Notas Finais


Até o próximo capítulo, quando der.

Bjs


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