História Survive (sobreviva) - Capítulo 8


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Categorias Cameron Dallas, Fear The Walking Dead, Magcon, Matthew Espinosa, Nash Grier, Sam "Wilk" Wilkinson, The Walking Dead
Personagens Cameron Dallas, Matthew Espinosa, Nash Grier, Personagens Originais, Sammy Wilkinson
Tags Drama, Romance, Suspense, Terror
Exibições 19
Palavras 2.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey amores!!💖💖
primeiramente desculpem a demora, esta bastante corrido pra mim esse último trimestre na escola, mas assim que entrar de férias vou postar mais capitulos por sema

Capítulo 8 - Você precisa lutar


Fanfic / Fanfiction Survive (sobreviva) - Capítulo 8 - Você precisa lutar

 Meus olhos lacrimejaram e o nó que se formou em minha garganta estava se tornando difícil de controlar, os olhos de Hayes pareciam procurar por algo, eu o balancei e percebi lágrimas grossas rolaram suas bochechas

-Nash... -a voz da pequena Skylynn se fez presente enquanto ela saia do pequeno armário abaixo da TV-
-Ele não está com vocês -suas palavras saíram como um sussurro, eu não os culpo por pensarem primeiro em seu irmão, era notável o quanto eles já perderam-
-Ele está bem, mas...-Um grito reconfortante interrompeu a fala de Matthew-
-Mamãe!

   Aquela voz ecoou pela casa e meu olhar se direcionou rapidamente para a escada, senti lágrimas transbordarem, antes que eu desse por mim Cassey estava envolvida em meus braços e logo Carly se juntou a nós, a sensação de alívio percorreu todo meu corpo, soltei as duas e acariciei seus rostinhos, eu nunca pensei que vê-los poderia me dar uma razão tão forte para lutar, sussurrei um eu amo vocês" antes de Matthew aperta-las em seus braços, eu não o culpo por não ter acreditado que elas estariam bem, mas naquele momento eu queria muito tocar nessa ferida porque no fundo aquilo me magoou 

-Seus pais estão lá em cima, quem são eles? -Hayes perguntou apontado para os dois japas e Sammy-
-Longa história

Suspirei já subindo as escadas, sem duvida a melhor coisa nesse momento seria um abraço bem apertado deles, havia bastante tempo desde a ultima vez que isso aconteceu, eu tenho andado sem tempo, salvando tantas vidas mas não a minha.

-E quanto a Taylor, Lacey e Liz,? Eles estão com meu irmão?  

Seu tom de voz era desesperador, porém com uma certa esperança, meus pés travaram no último degrau, apertei minhas próprias mãos e por mais que eu tentasse evitar me lembrar disso aquelas lembranças invadiam minha mente me dilacerando por dentro

-Eu sinto muito.

Minhas palavras foram frias, mordi forte o lábio inferior enquanto escutava o choro de Hayes se formar, terminei minha jornada e abri a primeira porta que dava acesso ao antigo quarto de Taylor, sorri ao ver os dois, seus cabelos já brancos denunciavam suas idades, lágrimas dominaram todo meu rosto, abracei a figura paterna em pé a minha frente.

-Ah minha princesa 
-Papai -sussurrei, garanto que só eu mesma ouvi-

Ele acariciou meus cabelos e eu me senti a garotinha de 10 anos que um dia eu já fui, me sentei na beira da cama, os lábios rachados da minha mãe formaram um sorriso verdadeiro, ela não parecia está bem sua pulsação é tão fraca, não pude evitar arregalar os olhos enquanto tentava entender oque havia de errado com ela

-Eu estou tão feliz por está aqui -ela apertou minha mão-
-Achamos um lugar seguro Mãe, vai ficar tudo bem
-E Taylor? 
  A voz rouca fez com que meu coração se apertasse, eu encarei a sombra no corredor, eu tenho certeza que é de Sammy, foquei na pergunta e olhei para eles, minha mãe apertou ainda mais minhas mãos, sua pele estava quente ela ardia em febre, o que esta acontecendo?-
-Seu irmão está bem não é? -senti meus olhos lacrimejarem, sua voz era fraca-
-Sim, ele está esperando por vocês, quis ficar com Nash e Liz, cuidando da pequena afinal daqui a pouco ele e Lacey serão pais

Acariciei seus cabelos e ela sorriu, encarei meu pai ele pareceu entender que nada do que eu disse era a verdade, discretamente ele fez um sinal com a cabeça para deixarmos o quarto e assim eu fiz, me escorei na parede tentando guardar minhas emoções oque fez um enorme nó se apertar em minha garganta.

-Até que parte é mentira? -apenas neguei com a cabeça, senti seus braços me envolverem enquanto suas lágrimas molhavam meus cabelos-
-Eu encontrei um lugar seguro, podemos ficar lá -parti o abraço enxugando minhas lágrimas-
-Ela não vai aguentar Alisson
-Está tudo bem, temos um carro, lá temos remédios uma gripe passa rápido, eu vou chamar todos -ele segurou meu braço impedindo que eu descesse o corredor para o andar de baixo-
-Alisson -ele suspirou prendendo minha atenção- Ela foi mordida.
-Não, ela...Pai, não -meus olhos ardiam enquanto eu tentava processar aquilo-
-Hoje de manhã, ela foi até o celeiro, achamos que lá fora estava seguro como aqui dentro
-Ela vai ficar bem

   Eu praticamente gritei sentindo meu rosto molhado, caminhei em passos firmes até a escada, mas parei ao chegar até a mesma, um choque de realidade percorreu meu corpo, por um segundo meus olhos encontraram os de Sammy, ele estava sentado no último degrau, engoli seco, ele parecia entender bem oque estava acontecendo mesmo sem eu ter dito se quer uma palavra, mas existe algo que as pessoas chamam de "o olhar da perda" é como as pessoas te olham quando perdem alguém, é mais que comum cirurgiões carregarem esse olhar.

-Ali. -meu pai disse e eu me virei novamente adentrando o corredor- Passe esse tempo com ela.
-Eu não quero perde-lá, eu não aguento mais passar por isso
-Você é uma mulher forte -ele apertou minhas mãos- Eu sei disso porque criei você. -ele acariciou meus cabelos- E você tem a força da sua mãe

Eu o abracei o mais apertado que pude, eu havia me esquecido de como o familiar é o mais confortável e acolhedor que todo ser humano pode encontrar, como um porto seguro e hoje sinto que estou dando adeus para tudo isso. Adentrei o quarto junto com ele e nos sentamos nos pés da cama.

-Sabe, oque eu estava lembrando -ela riu- Da primeira vez que você e Taylor mataram aula -eu gargalhei-
-Foi uma surra em tanto -papai completou-
-Sim, mas só Taylor apanhou
-Ele assumiu a culpa toda por você
-A senhora sempre soube que a ideia foi minha? -ela assentiu-
-Mas ele sempre teve aquele instinto protetor -ela sorriu e fechou os olhos- sempre se achou um herói pra você
-Ele é sim, ele é um herói
-Alisson, quero que me prometa 
-O que?
-Me prometa que sempre vai lutar -ela apertou minha mão- O mundo está se perdendo, mas me prometa que não vai desistir
-Eu prometo, eu prometo por tudo

Beijei sua mão, ela sorriu, logo sua força diminuiu e sua mão caiu sobre a cama, chequei seus sinais vitais colocando o dedo em seu pescoço, então isso é tudo? Passamos a vida inteira com alguém e basta um segundo para que tudo se torne um imenso vazio. Abracei forte meu pai, meu choro não cessava e se misturava com o dele ecoando por todo o quarto, a dor era tanto que tirava por completo minha respiração, nos encaramos por um tempo, ele não precisava dizer nada, aliás meu pai nunca foi muito bom as palavras, meu olhar se direcionou para a pistola em sua mão.

-Não consigo com você aqui

Ele disse em meio as lágrimas, eu assenti me aproximei do corpo na cama e depositei um beijo demorado na testa enrugada sem me importar com as minhas lágrimas, desci para o andar de baixo, a primeira coisa que fiz foi abraçar apertado Carly e Cassey, eu ouvi o disparo ecoar por toda a casa, eu estava jogada contra ao chão abraçando minhas filhas e a dor era insuportável, Matthew se agachou ao meu lado e envolveu meus ombros, os passos de meu pai se aproximaram, meu olhar vagou pela sala em silêncio, foram minutos e mais minutos em total silêncio, as palavras da minha mãe rodavam em minha mente "Me prometa que vai lutar" enxuguei meu rosto e me levantei

-Temos que ir

Todos assentiram menos Sammy que continuou a me encarar descaradamente, eu não me importei com aquilo, não naquele momento, nos dividimos entre os carros de Glenn e Carter, eu estava no banco de trás com Cassey e Carly, Matthew me olhava pelo retrovisor se certificando que estava tudo bem.

-Você é chinês? -Casey perguntou para Glenn e ele gargalhou-
-Quase
-Já sei, japonês -Carly disse e me fez rir fraco-
-Passou perto, na verdade meu irmão e eu somos coreanos
-Poxa, Skylynn ganhou -as duas resmungaram e no fundo eu agradeci por aquele momento-
-Droga!

Glenn freio bruscamente o carro, oque fez com que Carter acertasse em cheio a traseira do automóvel, havia um bando de trinta adentrando a estrada, e com toda a certeza a batida chamou toda a atenção deles, as meninas gritaram, senti minhas pernas tremerem, saímos do carro correndo, eu nem se quer tive tempo de ver para onde estava indo ou quem estava ao meu lado, eu estava preocupada em manter as meninas na minha frente.

-Ali, por ali

Sammy gritou apontando para a cerca azul, Carter foi o primeiro a pular, logo depois as meninas, precisava ser rápido do outro lado da cerca também haviam andarilhos e aglomerando.

-Matthew -gritei quando percebi o quanto próximo os andarilhos já estavam-
-Vão logo vocês dois -ele não cessava os tiros-
-Mamãe! -Cassey gritou do outro lado da cerca-
-Vai logo minha filha -eu a pulei e rapidamente voltei a atenção para meu pai que disparava vários tiros-
-Vamos! Venham logo

Agarrei a cerca, mas era tarde demais, toquei a mão de meu pai, enquanto seu sangue manchava todo meu rosto, ele havia sido mordido e agora aquelas coisas se aglomeravam em volta dele, eu só conseguia gritar, embora pareça que minha voz não seja ouvida.

-Sai dai agora Matthew

Ouvi a voz rouca de Glenn ordenar e antes que eu pudesse desviar o olhar para ele, Matt não estava mais ali, eu não soltei a mão de meu pai enquanto ele gritava de dor, seus olhos perdiam o brilho, eu estava perdendo todo meu chão, meu corpo pressionado contra a grade, eu estava vivendo o meu pior pesadelo

-Vamos Alisson -senti alguém me puxar mas não correspondi ao comando-
-Pai! -eu gritei pela miléssima vez-
-Temos que ir Ali, agora -

Sammy me puxou pela cintura praticamente me carregando dali, eu ainda me prendia a grade, eu não conseguia acreditar, ele me soltou assim que adentramos uma loja, Nate fechou a porta, não sei como ele foi parar ali, mas eu não me importo senti meu corpo deslizar até que meu rosto entrasse em contato com o chão gélido.

Esse é o tipo de dor que você simplesmente não consegue ignorar, um nível tão grande de dor que bloqueia todo o resto, faz com o que o mundo inteiro desapareça.

-Matthew deve ter entrado no esgoto, é a única saída -Sammy argumentou, todas aquelas vozes pareciam distantes, eu não conseguia fixar as palavras em minha mente-
-Tem algum lugar que da acesso pra encontrar ele? -Carter perguntou-
-Não conseguiremos passar por eles -Hayes abraçava Skylynn que parecia assustada, tanto ele quanto Nash sempre protegeram a irmã da forma como Taylor fazia comigo-
-Tenho uma ideia, me ajuda aqui Sammy

Nate se manifestou, eu continuava imóvel jogada contra o chão encarando toda a conversa, eu estava distante como se nada fosse real, como se eu não fosse real.

-Quem merda você ta fazendo? 
Hayes gritou quando eles deixaram dois zumbis adentrarem o local, mas logo os matando, o choro das crianças ecoava por toda a loja, eu não conseguia me mexer ou me manifestar, eu estava em um estado de choque e a cena de meu pai se repetia sem descanso em minha mente.

-Eles não sabem e não podem diferenciar o rosto de um humano para uma daquelas coisas, então se cobrimos nossos rastros e cheiro com as entranhas deles, podemos...
-Pera, você não ta querendo que nós, não, cara não! -Hayes resmungou interrompendo a explicação de Nate-
-Já fizemos isso antes -Sammy esclareceu-
-Isso é nojento
-O mariquinha pode ser nojento mas é a melhor chance do seu amiguinho ali -Nate rebateu
-Você está de acordo com isso Alisson? -Hayes me perguntou, meus olhos rodaram toda a sala, eu não conseguia dizer nada, muito menos raciocinar-
-Alisson!

Sammy berrou no instante em que o vidro atrás de mim foi quebrado, senti mãos puxarem meu cabelo e arranharem levemente meu pescoço, o grito de pavor de Cassey e Carly me fizeram encara-las, eu precisava lutar mas não conseguia me mover. 
E foi naquele momento que a ideia de desistir dominou por completo minha mente.
 


Notas Finais


O que acharam do Nate? Possivelmente vou escrever um cap. contando a história dele

Deixem a opinião de vocês aqui, é muito importante💖


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