História Surviving for you: Lions and Serpents - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Just Pets


O clima no acampamento havia ficado tenso depois do incidente com a flecha disparada pelo arqueiro veterano, John. Cato estava ensandecido de raiva. Seu melhor amigo, o cara que ele havia considerado um irmão desde que conheceu e sabia que tinha esse sentimento correspondido, havia sido atacado por seus homens. Aquilo deixava o loiro de olhos azuis com tanta raiva acumulada, que poderia estar discutindo até com o vento por ter lhe tocado a face e bagunçado os cabelos.

Para começar, Cato obrigou todos os membros do exército ali presentes a fazerem uma série de exercícios bastante complexas. O exército inteiro estava esgotado. “Tudo por causa de uma maldita flecha”, era o que todos pensavam. Mas a cabeça de Cato trabalhava a mil. Ele estava tentando relacionar o corrido e as palavras de Ythan com algo que ele já tivesse ouvido do rapaz de cabelos negros. O príncipe com armadura de leão estava sentado próximo ao pai, que lhe matinha “preso” a si para que não fizesse algo estúpido.

- por quanto tempo pretende me manter aqui? – questionou o loiro de coroa menor, encarando, ao longe, Ythan deitado entre os dois leões com asas. O moreno estava com os pés sobre as costas de Petros, enquanto se mantinha com o torso apoiado no torso de Payne.

- por quanto tempo pretende sustentar essa ideia de ir arrancar as respostas a força do seu amigo? – perguntou Klaus, vendo o filho ignorar a lição que estava fazendo sobre os reinos que ele mesmo ordenara, para encarar, ao longe, a imagem do amigo de cabelos negros.

- até eu conseguir o que quero, que são respostas – respondeu o loiro menor encarando o pai lhe fitar com seriedade, antes de bufar e rolar os olhos.

- não vai conseguir nada desse jeito. Não se deve forçar o seu amigo a lhe contar algo – ditou o homem de coroa, batendo com o indicador na imagem de um reino no mapa em sua mesa. Cato observou bem a imagem, antes de coçar a cabeça, irritado com o que tinha de fazer.

- Aálas – disse vendo o homem a sua frente menear positivamente.

- Família? – questionou o mais velho vendo o filho estalar a língua no céu da boca, enquanto coçava a barba por fazer.

- Nádios – ditou com convicção vendo o pai suspirar.

- errado – falou Klaus cruzando os braços na frente do peito.

- sério? Podia jurar que eram os Nádios – argumentou Cato, coçando a nuca.

- Os Nádios são de Lena, há vinte dias de viagem de Aálas – ditou Klaus, apontando para um outro reino, cujo brasão era um cavalo. Cato estalou a língua mais uma vez, antes de bufar irritado.

- eu preciso mesmo, fazer isso? – questionou o loiro mais novo, encarando o pai lhe fitar com repreensão.

- precisa, sim. Meu filho não vai ser o príncipe que não sabe os brasões e famílias de cada reino – ditou o rei, já visivelmente irritado. Sempre que começavam as aulas, Cato vivia lhe questionando se precisava, realmente, aprender aquilo.

- Aaaargh – o loiro mais novo rosnou irritado, se jogando no encosto da cadeira e jogando a cabeça para trás.

- Não adianta, Cato. Você só irá parar de ter aulas comigo, quando souber tudo o que precisa saber – ditou o loiro mais velho, cruzando os braços e encarando o filho tomar uma expressão de chateação antes de encarar o mapa abaixo de si.

- quando chegarmos lá, no reino para qual estamos indo, também terei de ter aulas? – questionou o mais novo encarando o homem de coroa dourada.

- vai. Até quando chegarmos em casa, você irá ter aulas. Você não irá se tornar um bom príncipe se não souber formar boas relações com outros reinos, e você só saberá fazer isso, estudando todas as famílias, seus brasões e seus territórios. Agora do começo! – ordenou Klaus, vendo o loiro de coroa menor suspirar derrotado.

Pai e filho voltaram a estudar os reinos por mais duas horas, antes de Ythan adentrar a tenda, chamando a atenção dos dois loiros imediatamente. Cato se levantou para poder questionar ao amigo sobre o ocorrido de mais cedo, mas o moreno o cortou erguendo a mão assim que o melhor amigo abriu a boca para liberar todas as perguntas que estavam presas em sua garganta. O moreno de olhos verdes, ainda de mão erguida, se virou para Klaus e o reverenciou, antes de mais nada.

- Meu senhor, há um grupo de cavaleiros dizendo ser de Meraxes. Eles disseram que foram ordenados a nos acompanharem até o reino. Pelo que me disseram, houve um deslizamento no vale que constitui o caminho principal pelo qual estávamos a seguir, e, como estamos em áreas vulcânicas, eles conhecem um caminho seguro pelo qual devemos seguir para chegarmos com o mesmo número de homens com o qual saímos do reino – falou o moreno, vendo o rei lhe fitar com certa curiosidade.

Cato encarou o melhor amigo surpreso. Aquela fora a fala mais longa que Ythan já direcionou ao seu pai e, pela face do rei, o mesmo concordava completamente com o filho. Klaus abriu e fechou a boca, algumas vezes, sem saber ao certo o que dizer. O rei até mesmo piscou algumas vezes, antes de Ythan rolar os olhos, entediado. Esse foi o empurrão necessário para que o rei de Capitals falasse algo.

- A-ah, m-me leve até os homens, Ythan – ditou vendo o moreno menear positivamente, antes de se virar para a saída da tenda. Assim que os dois loiros se colocaram atrás do moreno de olhos verdes, o mesmo olhou por sobre o ombro para o rei, que lhe fitou atentamente.

- tente não gaguejar na frente deles também – ditou o Bleik vendo o rei lhe fitar um pouco surpreso, antes de tomar uma expressão um tanto irritada.

- sabe com quem está falando, Senhor Bleik? Eu sou um rei e você um ferreiro, tenha modos! – ditou o loiro mais alto, vendo o moreno negar com a cabeça, sorrindo. Cato encarou o pai surpreso. Klaus raramente ficava irritado por uma brincadeira, o que com certeza tinha sido a fala de seu melhor amigo.

- sei muito bem o que és, meu Rei. Mas se gaguejas com um simples ferreiro, de que modo agirá na frente de cavaleiros treinados? – rebateu o moreno usando um tom um pouco grosseiro, antes de sair da tenda, a passos apressados.

Klaus coçou a testa, soltando um suspiro cansado, antes de seguir o melhor amigo de seu filho. Cato estranhou toda a cena, antes de seguir o pai. Assim que saiu da tenda, o Hadley mais novo pôde ver sua mãe caminhar um pouco irritada ao trio. A mulher parou na frente de Ythan, que a fitou questionador. A mulher cruzou os braços rente ao torso, logo abaixo dos seios, fechando o leque, que usava para se refrescar naquele calor que o vapor dos vulcões proporcionava a montanha, no processo.

- posso saber o que um ferreiro da pior qualidade fazia na tenda real? – questionou a mulher em um tom irritado e o moreno respirou fundo, erguendo as mãos diante do peito e as juntando numa palma, antes de a esquerda se fechar e girar, deixando apenas o polegar rente a palma aberta da mão direita, enquanto o pulso desta era apoiado no dedo indicador da esquerda, que se mantinha fechada.

- estava apenas relatando ao meu Senhor, Rei Klaus, que havia um grupo a nossa espera, para nos escoltar até o reino de Meraxes, por ordem do Rei do reino para o qual nos direcionamos – respondeu o moreno de olhos verdes, com as mãos na esma posição. Posição esta que Cato sabia muito bem que servia para acalmar o jovem de cabelos negros um tanto desgrenhados.

- e por que você? Temos um exército aqui para isso – questionou a mulher, insatisfeita com a resposta.

- porque os outros estão ocupados demais tentando obedecer certas ordens. Agora, se nos dá licença, temos que responder ao chamado – disse o rapaz passando pela mulher sem dar chance de resposta. Hera simplesmente ignorou o rapaz para agarrar o braço do marido com certa força.

- vai deixar que ele me responda deste jeito? – questionou a mulher, visivelmente indignada.

- ele não lhe faltou com respeito em momento algum. Inclusive, está com toda a razão. Tenho que falar com os homens de Meraxes – ditou Klaus retirando a mão da mulher de seu braço com certa violência, antes de seguir o moreno de olhos verdes.

Cato olhava da mãe para o pai com surpresa. Ele nunca havia visto a mulher tão enfurecida. Hera bufou irritada antes de cruzar os braços e se aproximar do rei, do ferreiro e do grupo de cavaleiros com espinhos pequenos e redondos em suas armaduras de ferro. Cato encarou o modo como a mulher fuzilava o ferreiro, antes de desviar os olhos para os cavaleiros de Meraxes.

- meu senhor, temos ordens de escoltar o senhor, sua família e seu exército até o nosso reino em segurança, para que não corram riscos pelos vulcões – ditou o cavaleiro que se encontrava a frente de seu grupo. O mesmo desceu do cavalo para reverenciar o rei de Capitals, antes de seus homens fazerem o mesmo.

- Ythan me falou tudo. Sabem o que pode estar envolvido no deslizamento do vale no caminho principal? – questionou Klaus, estendendo a mão para o homem que a apertou com firmeza.

- foi um problema interno, meu senhor. Mas os culpados já estão a resolver o problema – disse o homem olhando ao redor e vendo como havia muitos homens para uma simples escolta.

- para que tantos homens? – questionou o homem voltando a encarar o rei.

- teme o nosso número? – questionou Hera vendo o homem erguer um sobrancelha para si. Klaus olhou para trás com seriedade.

- não mesmo. Sabemos do que nosso reino é capaz de enfrentar – respondeu outro homem, sorrindo para o companheiro ao lado e socando o ombro do mesmo, que gargalhou.

- não teme um reino maior que o de vocês? Não sabia de tamanha burrice entre nossos subordinados – falou Hera sorrindo venenosa para os homens, que lhe fitaram com seriedade.

- e eu não me lembro de ter perdido o lugar para minha mulher, para ela estar fazendo ameaças sem o meu consentimento – ditou Klaus, já enraivecido, após receber um olhar questionador de Ythan e de alguns homens.

- Querido, sabes muito bem... – a mulher tentou argumentar, mas Klaus ergueu a mão e Hera se calou, antes de erguer a cabeça e permanecer em silêncio.

- como o seu cavaleiro mesmo disse, viemos em nome de nosso rei – um dos homens voltou ao assunto principal.

- ele não é um cavaleiro – soltou Hera, com certa ignorância.

- nem almejo ser – ditou Ythan, pousando a mão sobre a empunhadura da espada em sua cintura.

- enfim, se vieram em nome de meu velho amigo, seguiremos vocês pelo caminho seguro – disse Klaus, determinado.

- a família Mellark os aguarda – ditaram todos, reverenciando o rei.

- por favor, me sigam – disse o rei, dando as costas ao grupo de cavaleiros de armaduras espinhosas.

- e como saberemos que não é uma armadilha? – questionou Hera, assim que Klaus se virou para dar as costas aos homens. No mesmo instante, Klaus se voltou furioso para a mulher.

- Hera! Não ouse insultar o nome dos Mellark’s. Se esse grupo veio ao seu comando, então não há nada o que temer – falou Klaus, furioso, antes de voltar a caminhar na direção da tenda real. Cato e Ythan seguiram Klaus, deixando Hera mais irritada ainda. A mulher caminhou a passos pesados pelo campo até a sua tenda, onde se jogou no sofá irritada e estalou os dedos.

- vinho, agora – disse e logo um dos homens correu para pegar o vinho que lhe fora pedido.

- mas o que são aquelas coisas? – questionou um dos homens, enquanto puxava o cavalo pelas rédeas, seguindo o rei. Ele encarou Petros e Payne jogados sobre a grama, rolando no chão como se fossem meros gatos.

- apenas bichinhos de estimação, não deve se preocupar com eles, pelo menos não enquanto não nos vir como inimigos – respondeu Cato sorrindo para o homem, que engoliu em seco, antes de se virar para o príncipe, vendo o mesmo sorrir para o moreno ao seu lado, que sorria negando com a cabeça.



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