História Surviving to Hell - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Personagens Originais, Rick Grimes
Tags Daryl Dixon, Personagem Original, Romance, Yaoi
Exibições 51
Palavras 2.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Famí­lia, Ficção Científica, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello, friend.

Com conta e idéias novas, aqui venho eu com essa fanfic.
Cansada de histórias sobre ele e uma guria (embora haja sim fics boas sobre tal), trouxe uma de um Daryl + OC masculino. Tô nervosa pra caralho, mas com a esperança de que alguém se atraia pelo enredo.

Antes, gostaria de esclarecer algumas coisas:

• Daryl Dixon e o plano de fundo da história não me pertencem. Os respectivos personagens não presentes na série e HQ de TWD, são de minha autoria.
• A fanfic não possui fins lucrativos, feita apenas de fã para fã.
• Reviews são incentivos. Críticas, tanto negativas quando positivas, são aceitas e levadas em conta.
• A fanfic não será movida a comentários, mas se não houver retorno, não continuarei com essa loucura.

Espero que gostem!

Capítulo 1 - Era só pegar a maldita bebida!


Fanfic / Fanfiction Surviving to Hell - Capítulo 1 - Era só pegar a maldita bebida!

Brayden Mitchell - Georgia - Arredores da Prisão

 

Eu não costumo ter medo. Mesmo depois de toda essa merda acontecer, não temi muita coisa. Você pode me ver com ódio, receio, rancor, desconfiança e descontrole, mas é certo que não estarei assustado, temendo o pior. Só que a desgraça acontece quando você menos espera, e te toma de súbito. E aí você fica lá, sentido suas entranhas serem corroídas, sem poder fazer nada. É assim que eu estou. Já faz três dias que meus olhos estão arregalados, olhando o que eu não queria se concretizar.

Lauren está deitada no sofá mofado, suando frio no pescoço e tronco, ao passo que sua testa queima em febre. Fios negros de seu cabelo estão colados pelas bochechas e testa, e há um enorme arroxeado ao redor de seus olhos. Estes estão abertos, fitando o teto baixo. Os lábios finos às vezes se mexem, deixando escapar poucas palavras num sussurro. Mas já faz alguns longos minutos que ela ou eu tenha dito algo, e o clima na sala é sepulcral.

Por mais que eu me controle diante essas situações, não dando bandeira, agora tá mais difícil. Desde que tudo foi à merda, perdi muitas pessoas, incluindo meu irmão. Depois dele, jurei que não iria arranjar gente pra me preocupar, não iria passar por aquilo de novo. Mas aí Lauren apareceu e mudou toda essa merda, me fez voltar atrás. Se tornou minha família. E, caralho, não há nada pior que perder a família. Antes fosse eu.

Até juraria que, assim que ela morrer, vou finalmente ficar sozinho, não me preocupar com mais nada. Mas a porra do meu plano de não atrair alguém é tão útil quanto um tiro no peito de um errante.

Tô de joelhos ao lado dela faz mais de uma hora, olhando-a em silêncio, desejando que ela se levante do nada e fique bem. Não durmo desde que isso começou, quando ela desmaiou e depois não ficou mais bem. São setenta e duas horas de pé, pareço um drogado. Só que preciso ficar com ela até o final.

Lauren começa a resmungar algo. Me ergo para olhar seu rosto melhor.

– Tequila... - ela sussurra, sem força.

– Tequila? - pergunto. Que diabo ela quer dizer com isso?

Lauren vira a cabeça lentamente na minha direção e força um sorriso. – Quero tomar Tequila... antes de morrer.

– Droga, Lauren, até morrendo você é uma bêbada. - sussurro, tentando descontrair. – Mas não temos tequila. - passo minha mão sobre o rosto dela, tirando alguns fios de cabelo.

– Dois quilômetros ao norte dessa floresta e você vai ver uma cabana. Tinha algumas garrafas lá. - ela insiste, agora com a voz mais forte.

Talvez eu deva ir. É tipo um último desejo. Estranho, mas um último desejo. E ela merece. Mas não posso ir e deixar ela ali.  Está morrendo, precisa de mim.

– Não posso deixar você sozinha. - digo por fim, me levantando.

Antes que me afaste, sinto ela puxar minha mão com a pouca força que lhe resta.

– Por favor, Mitch. - ela pede, a voz ficando fraca novamente. – Faça isso. Vou morrer, de qualquer forma.

Volto até ela e me ajoelho de novo.

– Mas... Por que diabos uma tequila? - pergunto sorrindo.

– Tem a ver com o Louis. - ela responde na hora. – Não é só uma bebida.

Balanço a cabeça, concordando, e me levanto. Ando até a cozinha, que é tão pequena quanto a sala. A merda da casa é um cubículo.

Tem uma mesa pequena de madeira, encostada na parede, um armário com uma pia e uma geladeira comida pelo ferrugem. Há duas mochilas sobre a mesa, uma com comida, outra com roupa. Ao lado, algumas armas. As duas .40 são de Lauren, a sniper e as três .45, minhas. E umas cinco facas militares.

Abro a mochila preta, pego de lá uma garrafa pequena de água e um enlatado, e a fecho. Abro a lata redonda com uma das facas. É feijão, o caldo grosso e azedo. Dou de ombros e tomo tudo de uma vez. Depois, tomo toda a água da garrafinha. Com um arroto alto demais, encerro a super-refeição.

Puxo a mochila azul-marinho, bem maior que a outra, daquelas de acampar. Tiro dela um casaco xadrez, vermelho e preto, e um boné preto, com a aba torta. Já com o casaco e o boné, é a vez de se armar. Primeiro pego a sniper e, com a bandoleira, a penduro no pescoço, depois pego duas facas, e as escondo dentro dos coturnos.

Feito isso, vou até o armário e pego uma sacola plástica, amasso e a coloco no bolso de trás da calça jeans. Então caminho de volta para a sala, parando ao lado de Lauren.

– Estou indo. - digo me ajoelhando. – É melhor estar aqui quando eu voltar.

– E onde mais eu estaria?

– Não sei. Talvez fuja com a comida e arma. Não seria a primeira vez. - respondo sorrindo. Aproximo meu rosto do dela e colo nossos lábios. Não fico muito tempo ali, preciso ir logo.

– Estarei aqui. Prometo. - Lauren sussurra.

Sem mais enrolações, me levanto e saio da casa, fechando a porta. A gente tá numa casa dentro da floresta, embora a área que a circule está limpa, sem árvores. Olho para o céu, me localizando, e ando para a esquerda, floresta adentro.

Trezentos metros andando e me deparo com três errantes. Lentos e nojentos, iguais a todos os outros. Me abaixo e pego uma faca do coturno. A empunho e vou até o errante mais perto e a enfio em seu crânio. Quando ele cai, os outros dois parecem acordar e ficam mais agressivos. Vou até o que parece com uma mulher, a seguro pelos ombros e a encosto em uma árvore, imobilizando-a. Só assim acerto sua cabeça.

Então, antes mesmo que o corpo que já foi feminino caia no chão, o terceiro errante me agarra por trás, segurando meu rosto com mãos podres. Sinto o hálito quente do quase-morto em minha nuca, pronto para me morder. Levo minhas mãos às da coisa e forço para tirá-las, mas o errante é forte. Ergo a perna esquerda e o chuto com toda a força, e ele enfim se afasta, mas por pouco tempo. Mal viro e o errante volta a insistir, mas agora tô em vantagem. Sem muito trabalho, ergo braço e finco a faca no olho do morto-vivo. Com um sorriso de desdém, limpo a lâmina na roupa sobre o corpo em decomposição.

De volta ao caminho, o tempo começa a esquentar. O sol está em seu ápice, assim como a temperatura. Tiro meu casaco e o amarro na cintura, tentando disfarçar a quentura.

 

***

 

Se passa mais de vinte minutos quando finalmente encontro uma cabana velha, caindo aos pedaços.

Vou depressa até ela e forço a fechadura da porta, que cai de tão podre. Empunho a sniper, preparado pra qualquer merda. Chuto a porta, que abre fazendo um barulho dos infernos. Dou alguns passos e espero que algo venha até mim, atraído pela algazarra. Ninguém vem.

O lugar é um quadrado pequeno, com uma cama de solteiro, que mais parece uma maca de hospital. E tem uma prateleira grande, ocupando a maior parede dali. Há garrafas e mais garrafas ali. Sorrio satisfeito. Como sempre, Lauren está certa.

Vou até a prateleira e olho as bebidas. Há tequilas, whisky, vodcas e rum. Pego a sacola do bolso e a abro. Coloco lá uma tequila, Casamigos Blanco, e um rum, Captain Morgan. Afinal, também mereço uma distração. Sem enrolar mais, saio da cabana. Meia hora é tempo demais para um doente.

Ando alguns metros e ouço tiros. Quatro ou cinco disparos. Aperto o passo, quase correndo. Muito pior que errantes, são, com toda a certeza, pessoas.

Mais alguns tiros, dessa vez mais próximo. Agora começo a correr, com a sniper pendurada em meu pescoço e a sacola fina pesando em minha mão. Decido olhar para trás, ainda correndo, e então sinto algo puxar meu pé. Caiu no chão como um bebê.

Uma dor sufocante invade minha perna, focando no tornozelo. Largo a sacola e tiro a arma, jogando-a ao meu lado. A dor é terrível. Sinto algo perfurando meu tornozelo. Deixo escapar um grito grave e sufocado, trincando os dentes.

Com dificuldade, me sento ali mesmo e seguro minha perna. Olho para onde dói e descubro o que é. Uma armadilha enferrujada. Dentes de ferro estão trincados na minha perna, que arde mais e mais. Deixo escapar mais um grito abafado, que mais parece um urro.

Tento ignorar a dor e levo as mãos à armadilha. Preciso tirá-lá. Respiro fundo várias vezes, posso sentir meu coração bater violentamente contra meu peito.

Puxo uma parte do ferro, que nem se mexe, mas aumenta a dor.

– CARALHO! - berro de dor e impaciência. – Vamos lá, cara... não seja um viadinho fraco!

Respiro fundo. Vou tirar essa merda do tornozelo antes que venha aqueles otários dos errantes ou, ainda, a gente que atirava. Mentalmente, conto até três. Mas ao chegar no três, som de passos me faz parar.

De súbito, ergo a cabeça e vejo um cara andando até mim. Alto e forte, com um colete de couro e os cabelos já cobrindo orelhas e testa. Tem nas mãos uma arma estranha, parece que uma espingarda transou com um arco-e-flecha. E no rosto, uma expressão dura.

Antes que ele ou eu diga algo, alguém o faz, um pouco longe.

– Tá tudo bem aí, Daryl? - a voz de um cara se espalha entre as árvores.

Daryl? Se for o nome dele, então preciso falar que realmente combina com a expressão de otário que ele tem.

– Ah, sim. - o homem na minha frente diz. – Só minha armadilha que pegou algo.

De quem esse filho da puta pensa que tá falando?

Ele dá um sorriso sem humor nenhum, mas então larga sua arma e se aproxima de mim. Não consigo dizer nada, só continuo a trincar os dentes de dor. Se agacha perto do meu tornozelo machucado e me encara.

– Olha para outro lugar, se concentra em qualquer coisa que não seja isso aqui. - diz. Sua voz é ligeiramente rouca, com um sotaque caipira meio apagado. A expressão dura continua em seu rosto.

O rosto. É ali que me concentro. O encaro, sem piscar.

– Tira essa merda logo. - digo, com os olhos colados no homem.

E como um susto, sinto os ferros sendo puxados da minha perna, como um novo rasgo.

– Filho da puta! - praguejo.

– De nada. - Daryl diz sarcástico, e me olha de volta.

– Achei que fosse um javali, não um homem, Daryl.

Ergo os olhos para trás do cara que me ajudou. Há um homem de mesmo tamanho e porte, mas ligeiramente mais velho, com o cabelo menor e a barba visível. Veste uma camisa branca justa, e nas mãos, uma python. A postura rígida, as mãos na cintura, a cabeça pendida para um lado. Conheço aquele tipo. Com certeza era um policial ou segurança.

– Rick. - Daryl o chama, e este anda até ele, se agachando. – Preciso estancar esse sangue. Ele já perdeu muito.

Então os caras estão querendo me ajudar? Ou me mantendo vivo pra me matar depois?

– Aqui. - falo e tiro meu casaco. – Acho que serve.

Daryl o pega e amarra firme em meu tornozelo.

– De onde é? - o outro cara, Rick, pergunta, observando a cena.

Viu? Esse tipo de gente, da lei, adora investigar. Ou talvez ele só queira saber se eu tenho um acampamento e grupo. Então nos ataca e fode tudo.

– Tô em uma casa há uns trinta minutos daqui.

– Está sozinho? - ele pergunta. – Podemos levar você e cuidar disso.

Ou talvez ele só queira ajudar.

– De graça? - questiono, com os olhos semicerrados.

– Temos um lugar e um grupo. - Rick responde. – Quando melhorar, fica e nos ajuda a proteger o lugar, as pessoas.

Ele parece não estar mentindo, parece realmente querer ajudar. Mas que tipo de gente boa ou desesperada fica falando de si pra um estranho? Respiro fundo e respondo.

– Ah, uma família... Olha, eu tenho uma família, se chama Lauren. E ela tá em casa, fodidamente doente, pronta pra morrer. E eu preciso voltar e dar essa merda de tequila pra ela, antes que vire um deles. Não vou com vocês.

Sim, esse tipo de pessoa desesperada: eu. Tô puto de desespero. Preciso de ajuda. Lauren tá morrendo.

– Ela foi mordida? - Rick pergunta, interessado. – Porque se foi...

Não, ela não foi, otário. Não sou tão burro assim.

– Não. - respondo da forma mais ríspida possível. – Só está doente. E não temos remédio.

– Podemos ajudá-la então. Temos remédios.

– Mas nem conhecemos ele. - Daryl diz baixo, ignorando minha presença.

– Ele não parece ser ruim. E tem porte. Só caiu em uma armadilha. Pode ser útil, mas precisamos ajudá-lo antes. - Rick explica.

– E se ele for...

– Se for, o matamos.

Eles realmente falam de mim como se eu fosse uma criança e eles os pais disputando a custódia. Otários.

– Porra, eu tô aqui! - falo alto.

– Nós sabemos. - Rick diz e se levanta, acompanhado por Daryl. – Vem, vamos te levar até sua família. - e estica a mão.

Semicerro os olhos. Isso não pode estar certo. Uma ajuda do nada, depois de todo esse tempo? Por que não? Ergo a mão e seguro a de Rick, me levantando.


Notas Finais


A história partiu de um sonho. E minha imaginação fértil ajudou no andamento.
É um pouco estranho e novo escrever no POV de um cara, mas estou me divertindo.

Espero que ao longo do tempo, vocês também se divirtam e gostem disso tudo. Até.


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