História Survivor - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 1.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Orange, Shoujo-Ai, Survival, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Aliada


Já haviam se passado algumas horas e Catarina se encontrava em um sono profundo, a exaustão extrema do corpo causara isso.

Aquele era seu primeiro descanso em semanas.


Havia caminhado por dias, estava completamente perdida, antes de encontrar e ser salva por Leona.

Sua caminhada era em busca do seu grupo de sobreviventes, que acabou sendo dividido, devido a um último ataque dos mordedores.

Todos estavam abrigados em um acampamento improvisado, afastado das cidades.


Catarina estava desconfiada demais, havia pensado durante dias de que o ataque foi uma armação própria do líder.


Frank, o líder, era um sujeito desprezível, não agia como um líder, agia como um ditador. Tudo o que fazia no grupo era por ordens e ameaças, fazia tudo para o seu próprio bem.


Frank e Catarina não suportavam a presença um do outro. Os dois no mesmo ambiente era briga na certa, como cão e gato, caça e caçador, eram dois alfas ocupando um só espaço.

Mas mesmo assim, Catarina o obedecia, devido a uma dívida que não podia ser paga, a vida de sua irmã, que havia sido salva pelo vilão.


Os zumbis começaram a atacar pela sua barraca, e por pouco ela não foi mordida, mas em meio ao caos do momento, um incêndio foi iniciado.

Ninguém saberia se Catarina estava viva ou morta, pois só restou cinzas de sua barraca.



O que era perfeito, pois retornaria de surpresa e resgataria sua irmã.





Havia escurecido e era a hora em que os zumbis ficavam mais alertas, não se sabia o motivo mas a noite, pertencia aos mortos.


Leona estava acordada,  vigiando a porta, sentada no chão com um rifle no colo e uma faca entre as mãos.

Sentiu uma falta enorme da outra vida, quando seus únicos problemas era um amor não correspondido e notas vermelhas. Nada disso importava agora, corações já estavam partidos e notas altas não traziam a sobrevivência.



Era quase manhã e Leona acabou pegando no sono, também estava exausta mesmo que tenha dormido um pouco no dia anterior.

****



A claridade do dia fez com que Catarina despertasse, pois toda luminosidade batia diretamente no seu rosto.

Esfregou os olhos e olhou ao redor. Ficou confusa quando se viu nua apenas enrolada numa toalha, sentiu a coxa formigar e se lembrou dos pontos da noite passada.

Lúcifer se levantou e foi até a dona, que o afagou na cabeça.


  -Venha Luci, me ajude a levantar. -disse num fio de voz enquanto se levantava com dificuldade usando o cachorro como apoio.


Estava de frente ao espelho empoeirado. Os cabelos escuros todos emaranhados, fez um coque rápido e prendeu com um elástico que estava em cima da pia.

Lavou o rosto e se enrolou num roupão que estava pendurado entre as prateleiras do banheiro.



Girou a fria maçaneta da porta que com um estalo ao abrir, fez com que Leona despertasse, acordou assustada e irritada consigo mesma, pois sabia que não devia ter pegado no sono.


    -Bom dia dorminhoca, sua vigia me deixou muito segura -disse Catarina num tom de provocação.


   -Não enche garota. -respondeu ríspida.


Catarina estava sem se vestir ainda, enrolada apenas num roupão, foi até a sua mochila e começou a vasculhar por roupas, vendo o que era lixo e o que dava para ser usado. Estava praticamente sem roupas. Teve sorte de achar aquela casa que não havia sido muito devastada e onde morava uma mulher. Com certeza haveria roupas ali que ela poderia usar. Foi até o closet a procura do que vestir não notando quando Leona se levantou e foi atrás dela.

- Era uma dondoca e tanto. – disse Leona.

Catarina se assustou com voz atrás de si. Estava tão distraída que por um momento esqueceu-se de que havia companhia. Por conta do susto ela se virou rapidamente pronta para dar um soco. Mas Leona foi mais ágil e segurou a mão da outra antes que essa a atingisse.

- Calma garota! – ela disse ainda segurando o braço de Catarina.
- Desculpe…



Seu braço foi solto e ela voltou-se para o guarda roupa. Leona abriu a outra porta e também se pôs a procurar por algo para vestir.

- Está muito tempo aqui? – perguntou Catarina.
- Na verdade cheguei ontem de manhã. Deitei para descansar um pouco e acabei dormindo o dia todo.
- Até que para quem estava dormindo, você foi bem ágil. – disse Catarina com um singelo sorriso e um agradecimento silencioso.

Leona sorriu sem graça. Era estranho ter outra presença ali. Alguém que não quisesse lhe matar e comer seus órgãos. No fundo, seu peito se encheu com um pouco de esperança de que as coisas poderiam melhorar. E que talvez estar vivo fosse algo mais que apenas sobreviver.


—O que te trouxe aqui, afinal? —Perguntou Leona enquanto revirava uma das gavetas.

Catarina parou por um instante e como se retomasse sua consciência, sua feição mudou, e os punhos fecharam.


—Foi uma armação tudo aquilo! Eu sabia…


E como se falasse sozinha, Catarina  começou a dizer suas conspirações. Leona olhou sem entender nada, estalou os dedos na frente de Catarina que retomou a atenção a ela.


-É uma longa história… -disse num sussurro. -Eu vim de um grupo de sobreviventes, e eu diria que tenho alguns problemas com o líder do grupo, e resumidamente, acho que ele tentou me matar.


—O quê? Há outras pessoas? E porquê querem te matar? Você é perigosa? —Leona estava desconfiada agora, não havia entendido nada do que a garota havia dito.



—Como eu disse, é uma longa história -Catarina olha para Leona e vê pelo olhar da loira que ela insistiria em saber o que havia acontecido — eu não sou perigosa, quem é perigoso é o líder  do grupo. Uns meses atrás, eu estava em uma mata sozinha com Lúcifer. Não havia achado ninguém além de zumbis, e então ouvi um grito. Corri atrás do som e quando cheguei perto vi uma mulher amarrada sendo guiada por dois homens que pretendiam mata-la. Tentei impedir mas acabei sendo pega. Me apagaram e quando acordei estava sendo interrogada por Frank, o líder do grupo... Não precisei de muito para ver que ele não prestava. Bastou saber que aquela mulher foi jogava a morte apenas por desobedecer ele. Ele disse que ela era uma traidora, mas o tempo que passei lá e o que eu descobri sobre ele… me pergunto se a mulher não foi morta apenas por que não quis dormir com ele...


— E por que você ficou no grupo? Sei que ter outros sobreviventes deve ser algo maravilhoso, mas às vezes o melhor é ficar sozinha... Digo, claramente esse Frank é um canalha.


— Ele é um escroto. Depois do interrogatório eu pretendia ir embora mesmo. Pensei em abrir os olhos das outras pessoas sobre quem ele era, mas pude ver que no fundo todos sabiam, mas fingiam não ver. Frank tinha regras no grupo, e apesar de algumas serem ridículas a ponto de fazer ele um Deus, a maioria das pessoas ali não sobreviveriam sem ele. Então ninguém discutia.

—Mas você ainda não me disse o que te fez mudar de ideia.


Catarina respirou fundo e prosseguiu a fala:

—Minha irmã... Quando eu estava indo embora, a encontrei no grupo. Não a via desde que o início do vírus, e acreditava em que ela já estivesse morta. Pelo jeito Frank a salvou e tenho essa dívida com ele. Tentei levar ela junto, mas ela não quis, então... Eu fiquei. Nunca concordei em estar lá, principalmente depois das coisas que fui descobrindo sobre o Frank. Mas não poderia abandonar minha irmã. Não com aquele cara.

—Então ela continua com o grupo? —Perguntou Leona com indignação na voz.
—Sim. Mas eu pretendo voltar e tirar ela de lá mesmo que tenha que ser a força!


— Bom, acho que você tem uma aliada!


 As duas se entreolharam sorrindo, e Catarina soube que não estava sozinha.




Notas Finais


Espero que estejam gostando! Me digam o que acharam ❤


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