História Survivors - Min Yoongi - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Apocalipse, Imagine Yoongi, Sobreviventes, Zumbies
Visualizações 110
Palavras 2.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse capítulo vai ser um pouco mais longo do que o normal, mas espero que vocês gostem.
Estamos nos aproximando do ponto onde as coisas serão explicadas. Finalmente!!
Bom, boa leitura💫
~Joonie

Capítulo 12 - Adrenaline, guilt and heat


Eu devo ter apagado por alguns segundos. E a primeira coisa que eu sinto quando retorno a consciência é dor.

E puta merda, como dói.

A segunda coisa é o calor, parece que eu fui transportada diretamente para as profundezas do inferno. Quando finalmente consigo abrir os olhos tudo o que eu vejo, é poeira, cinzas, terra e fogo.

Eu não faço idéia do que aconteceu, e demoro um pouco pra tomar consciência que uma cascata de sangue escorre de um ferimento na minha testa. Tudo ao meu redor cheira a fuligem e poeira.

Com o canto do olhos vejo um vulto preto se movendo, abro a boca afim de gritar pelo seu nome, mas tudo que sai é um suspirro dolorido.

-Yoongi....-De alguma forma ele parece me ouvir, virando seu rosto na minha direção. E praticamente se arrasta até mim.

-Você está bem?

O rosto dele também está sangrando, mas fora isso parece inteiro. A minha garganta seca arranha quando falo.

-Vou viver...- meus músculos protestam quando me levanto. Yoongi faz um mesmo, e solto um resmungo sôfrego.

Finalmente me dou ao luxo de verificar que porra aconteceu. O centro da explosão foi a uns dois metros de onde eu e Yoongi estávamos. E vejo pedaços de vidro quebrado.

-Foi uma bomba caseira - Ao meu lado, Yoongi parece ler meus pensamentos.

Atrás dele há algum movimento, e percebo ser Minah e os meninos correndo até nós. Algo dentro de mim entra em estado de alerta, como se houvesse uma sirene berrando "perigo" dentro da minha cabeça.

Onde está quem jogou a bomba?

Giro nos meus calcanhares olhando em volta, a procura de qualquer pessoa que não seja nossos amigos.
Fazendo o possível pra varrer a maior área possivel com os olhos. Vejo uma pequena movimentação em uma das moitas que tem por perto. A encaro.

-Vocês estão bem? - ouço Yoongi responder a Namjoon que sim, mas ainda não me viro. Os olhos presos no arbusto a poucos metros de nós. Mas ele não se move mais, e chego a conclusão de quê deve ser apenas o vento.
Me viro, e percebo Minah e Jungkook, ambos  me encarando, com o cenho franzido, preocupados mais ainda sim, curiosos.

Dou de ombros, querendo tranquiliza-los, colocando um sorriso fraco no rosto.

-Deve ser coisa da minha cabeça.

Mas no segundo em que fecho a boca, três caras completamente aleatórios surgem não sei da onde, gritando como lunáticos, vindo pra cima de mim.

Namjoon acerta um soco bem no rosto de um, o que o faz cair com tudo no chão. O segundo vem até mim, uma faca na mão esquerda. Ele tenta me acertar com ela,mas eu seguro seu pulso, o torcendo, e a faca cai no chão. Dou uma joelhada em suas costelas, ele se dobra o quê me dá espaço pra jogar meu cotovelo contra o seu rosto, ele cai no chão. O nariz sangrando.

Vejo que o terceiro homem já está no chão, não tenho certeza se foi Jimin ou Hoseok que o derrubou, mas isso não importa.
Levanto o rosto até encontrar a face de Namjoon, que massageia o punho com que nocauteou o cara.

-JongDae?

Ele parece pensar por um segundo, e depois balança a cabeça negando.

-Ele seria mais discreto. JongDae pode ser um velho babaca e pretensioso, mas não é idiota, ele sabe que o ataque surpresa é a melhor alternativa.

Concordo com a cabeça, encarando o idiota desmaiado aos meus pés. Eles apenas nos viram e atacaram. Provavelmente para nos roubar. Deve haver algo de valor com eles também.

-Chequem eles e os arredores, eles devem ter algo que nos seja útil.

Taehyung, Jin e Jungkook resolvem checar a pequena floresta que tem por perto. Pelo que parece os três patetas vieram de lá.
Me abaixo, revirando os bolsos do que eu apaguei, me sinto orgulhosa por ter derrubado um dos caras que tentou me matar com uma bomba caseira.

-Chiclete velho,clipe de papel, caixa de fósforos e uma fotografia dele com uma BMW- olho pro cara que eu apelidei carinhosamente de otário de ouro. Ele devia ter muitos recursos quando o contágio começou, é a única resposta pra ainda estar vivo, já que obviamente combate não é o seu forte. Dou um pequeno tapinha de leve no rosto dele, com pena- Pobre riquinho idiota.

-Eu achei algo -Minah anuncia em voz alta, ela levanta uma chave pro alto.


Namjoon a pega, analisando-a.

-É uma chave blindada. Só serve pra um tipo de porta.

Eu o encaro.

-Que geralmente são usadas pra portas de abrigos antiterrorismo.

Ele me encara com um sorriso nos lábios.

-Exatamente...

Hoseok se prosta atrás de mim.

-Como você sabe sobre essas coisas?

Dou de ombros.

-Meu pai trabalhava pro governo. Depois que saiu do exército. Coisa simples. Serviço tercerizado de segurança. Tínhamos um no porão.

Yoongi me encara com os olhos escuros, e a lembrança dos dedos dele na minha pele momentos atrás, afloram, e eu me arrepio levemente.

-Foi assim que aprendeu esse golpes?

Concordo com a cabeça, guardando a faca do otário de ouro no bolso da jaqueta verde escura.

-Ele queria que eu soubesse me defender.

Quero que paremos de falar sobre como a minha vida era antes. Quando eu ainda tinha um pai. Quando eu ainda tinha a mim mesma.

Taehyung aparece, suado, ofegante, mas tem um sorriso no rosto.

-Encontramos algo. Parece um abrigo.

Sorrio, cutucando o otário de ouro com a ponta do pé.

-Valeu pela ajuda cara.

Hoseok aponta pros outros dois com a cabeça.

-O que a gente faz com eles?

Olho pro centro comercial em que estávamos.

-Vamos coloca-los ali dentro. Deve servir até acordarem.

                                   ■■■■

Quando finalmente encontramos Jin e Jungkook, parados em frente ao abrigo. Que é uma porta metálica quase que soterrada no chão,escondida por folhas e relvas. Eu já estou coberta de suor, e já fui picada por uns cem mosquitos. Elas coçam, e eu resisto ao máximo o impulso de raspar minhas unhas pela minha pele.

Jeon me encara, penso que ele vai dizer algo sobre o lugar, ou perguntar sobre os idiotas que ficaram pra trás. Mas invés
disso ele se inclina na minha direção, toca a minha testa e afasta os fios de cabelos molhados pelo suor dos meus olhos. Então se afasta, e sorri.

Não olho pra trás, pra onde Yoongi e os outros estão, e que com certeza estão nos encarando. Limpo a garganta, sentindo as minhas bochechas queimarem.

-Nam... a chave

Namjoon da um passo pra frente, e invés de ele ir até a porta como achei que faria, ele me entrega a chave, logo depois me dando um pequeno empurrão em direção a porta grande e metálica.

Eu o encaro por cima do ombro, e ele sorri amarelo.
Suspiro, dando um passo a frente e me abaixando perto da porta. Deslizo a chave pra dentro da fechadura, a girando, até ouvir um 'click'. Prendo a respiração, segurando nas maçanetas. Pode ser uma armadilha, pode ser que JongDae e o grupo de lunáticos dele estejam do lado de dentro, com armas e mais sei lá o quê apontadas pro lado de fora.

Vamos lá, ________, você nunca vai saber se não tentar.

Mentalmente eu conto até três, e abro as portas com tudo.

Quase consigo ouvir todos suspirarem de alívio ao notar que está vazio.

Há uma escada, de uns dez degraus, que leva até um corredor estreito e mal iluminado.

Olho pra trás, dando meu melhor sorriso encorajador. Mas ainda sim, toco a pistola, ainda quente do tiro recente, devo ter mais umas três ou quatro balas. A textura dela sobre os meus dedos faz eu me sentir mais segura.

-Vamos lá.

Desço o primeiro degrau ainda com certo receio,inclinando o resto do meu corpo pra frente, afim de tentar ouvir qualquer som.
Quase dou um pulo quand sinto uma respiração quente bater no meu pescoço, causando-me arrepios, sugo o ar, o prendendo nos meus pulmões.

A voz de Yoongi soa rente ao meu ouvido, rouca e baixa.

-Alguma coisa?

Engulo em seco, me forçando a respirar normalmente.

-N-não

Desço os próximos degraus, de dois em dois, buscando uma distância segura.
O corredor não deve ter mais de três metros de comprimento,algumas portas com placas ao longo dele. Tateio a parede fria, me deparando com um objeto cilíndrico, está quente. Demoro um segundo ou mais pra entender o que é. Um lampião.

Procuro os fósforos que tomei do otário de ouro, o acendendo e colocando na abertura de gás. O corredor se ilumina, o brilho alaranjado bruxelando nas paredes. Possi ver que as portas tem pequenas plaquinhas, que indicam o que é cada cômodo.

Dormitório um, Dormitório dois, Dormitório três, Cozinha, Banheiro. Uma espécie de euforia toma conta de mim, apenas em pensar que talvez - mas só talvez- possamos ter acesso a um chuveiro.

-O lugar parece vazio- A voz de Minah faz eco, ricocheteando no metal.

Eu me viro, encarando a eles.

-Acho que encontramos um bom lugar pra passar a noite.

                                       ■■■

Solto o ar entre dentes, assim que sinto a água se chocar contra as minhas costas. Céus!  Eu nem me lembro quando foi meu último banho, e a sensação é melhor do que eu me lembrava.
Claro que seria melhor se a água estivesse quente, mas não há eletricidade. Mas graças a todas as divindades que eu não acredito, o sistema de tubulação d'água não foi afetado, o que nos dá água potável.

Não havia calças que servissem em mim - ou em Minah, que nesse momento está encolhida de baixo das cobertas, dormindo profundamente- então tive que me contentar com uma camiseta duas vezes o meu tamanho que quase me caiu como um vestido, e uma cueca que chequei dezenas de vezes se estava limpa.

Depois de me vestir, volto até o corredor principal, o lampião na minha mão, abro a porta que tem 'cozinha' escrita em letras negras contra a placa metálica.

É um cômodo pequeno, todos os móveis são do mesmo metal cor de chumbo que o resto do abrigo.
Fico na ponta dos pés pra alcançar o armário em que os copos estão, ainda não conseguindo nem mesmo toca-los.

-Precisa de ajuda?

Me desequilibro, e quase vou direto pro chão, se não estivesse segurando a borda da pia com força.

Olho pra trás, me deparando com um Yoongi vestido apenas com uma calça de moletom, as pontas dos cabelos escuros ainda molhados.
Aquela visão me deixa desnorteada, e eu não tenho certeza se entendi a pergunta dele, abro a boca  pra dizer algo, mas tudo o que consigo fazer é soltar um suspiro, ainda recostada na borda da pia.
Sigo o olhar dele, que parece estar direcionado para o meu quadril, e minhas coxas, expostas pela camiseta.

Consigo retomar minha voz, e falo, trêmula,com a boca seca.

-Não c-consigo alcançar os copos.

Seus olhos voltam para o meu rosto, e ele sorri. E nesse momento eu posso jurar que nunca vi ninguém tão bonito como Min Yoongi.
Ele esta apenas a um passo de distância de mim agora, e minhas pernas parecem ser feitas de gelatina. Ele se inclinae pega um copo, o colocando na frente do meu rosto, entre nós.

-Obrigada- minha voz ainda é quase um sussurro,e eu me viro, enchendo o copo de água, e bebendo tudo de uma vez. Mas mesmo assim a minha boca continua seca.

-Está tudo bem? - Ele continua tão perigosamente perto, e eu penso em como seria fácil me virar, puxar ele pelo pescoço, colando nossas bocas. Mas invés disso eu volto a olhar pro rosto dele, dando um sorriso de canto.

-Estou...só muita sede - Passo a língua por entre os lábios numa tentativa frustrada de umidece-los, ainda sentindo minha boca extremamente seca. Encho o copo de novo, o virando garganta abaixo, mas meu estado não melhora.

Yoongi ainda está lá, me encarando. E não sei ao certo quando ele chegou mais perto, mas eu tenhi certeza que se nos aproximarmos mais nossos corpos irão se fundir e se tornar um.

Minha respiração está quente e ofegante, como se eu tivesse corrido uma maratona. E o rosto dele está tão perto.

Não posso impedir o suspiro que escapa dos meus lábios quando ele toca meu pescoço, a corrente elétrica descendo pela minha coluna, indo para todas as partes do meu corpo. Fecho os olhos, aproveitando a sensação que a mão de Yoongi me dá.

Eu sei que ele está sorrindo, não preciso abrir os olhos pra isso, mas mesmo assim o faço, quando sinto seus dedos adentraram a minha camisa , e suas mãos quentes serem pressionados contra a pele da minha barriga. Ele está lá, olhando fixamente pro meu rosto. As bochechas avermelhadas, e eu tenho certeza que não é por vergonha, já que o corpo dele parece pegar fogo, assim como o meu.

Separo os lábios, passando minha língua pot eles novamente. Yoongi parece entender o meu pedido implícito. E nos aproxima ainda mais, e finalmente cola sua boca na minha.

Jogo meus braços ao redor do seu pescoço, segurando firmemente seus fios de cabelos por entre os meus dedos.

Ele desliza a sua lingua- quente e macia - pelo meu lábio inferior, num pedido silencioso, que eu consedo, abrindo os lábios, de uma forma que nossas línguas se chocam, e a corrente elétrica que percorre cada célula do meu corpo se intensifica.

Beijar Yoongi era tão diferente de beijar Jungkook, enquanto os lábios do mais novo me ofereciam conforto e calma, os de Yoongi pareciam injetar adrenalina em minhas veias. Me deixando sedenta por mais e mais.

As mãos dele descem até as minhas coxas, dando-me impulso pra me sentar sobre a pia. Ele se abriga entre minhas pernas, e eu penso que a temperatura que meu corpo alcança não pode ser saudável.

Suspiro por entre o beijo, quando ele aperta minha cintura com força, me puxando pra mais perto.

-Yoongi...

Posso senti-lo sorrir, ele desce os lábios até a linha do meu maxilar, o beijando carinhosamente, e deixando pequenas mordidas. Enquanto eu apertava os lábios, tentando o máximo impedir que algum som indevido saísse da minha boca.

Quase o xingo em voz alta, quando ele se afasta da minha pele. Dando dois passos pra trás. Respirando fundo de olhos, mas ainda sim, sorrindo.

-Eu..acho que... é melhor irmos...dormir

Ele nem mesmo me dá tempo de abrir a boca, se inclina, deixando um beijo casto nos meus lábios, provavelmente inchados, se vira e sai da cozinha.

Suspiro alto, contendo o impulso de correr atrás dele, e prensa-lo contra a parede. Sei que ele tem razão. Amanhã vai ser um dia cheio.

Pulo da mesa, indo em direção a porta, um sorriso idiota no rosto. Mas paro, assim que ultrapasso o batente.

Jumgkook está ali, os olhos castanhos parecem tristes, e um pedaço de mim tem vontade de dar um soco na minha própria cara.

Aish, como eu puder ser tão idiota?!?

-Jungkook...eu...- Ele não me deixa falar, apenas abaixa a cabeça suspira.

Ele gira nos calcanhares, indo em direção ao seu quarto, do lado oposto do corredor, me deixando sozinha ali, com a luz amarelada do lampião e a culpa.



Notas Finais


As Team Jungkook provavelmente querem me matar, não é?
Jdjrjrbufhr
O que acharam? Até me doeu escrever essa última parte.
Digam nos comentários o que acham que vai acontecer daqui pra frente. Quero teorias na minha mesa.
Até
~Joonie


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