História Survivors - Capítulo 92


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Exibições 56
Palavras 3.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi survivors! I´M BACK! E com muito fôlego para atualizar <3 <3 <3

Não quero dar spoilers sobre esse capítulo, massss prometo uma coisa: COISA RUIM VEM POR AÍ!
Chorem e peçam mais!
Boa leitura!

Capítulo 92 - Hearts Still Beating.


Fanfic / Fanfiction Survivors - Capítulo 92 - Hearts Still Beating.

De acordo com Elisabeth Kubler-Ross, quando estamos morrendo, ou sofremos uma perda catastrófica, passamos por 5 estágios de luto. Passamos pela negação. A perda é tão inconcebível que não acreditamos nela. Ficamos bravos com todo mundo. Bravos com os sobreviventes, bravos conosco, e então barganhamos. Nós suplicamos, imploramos, oferecemos tudo o que temos, oferecemos nossas almas, em troca de apenas mais um dia. Quando a barganha falha, e a raiva é demais para persistir, ficamos deprimidos, desesperados, até que finalmente aceitamos que todo o possível foi feito, e desistimos. Desistimos... e tentamos aceitar.

  -Para onde estamos indo?!

  Em alta velocidade, Jay dirigia seu carro e ultrapassava cada centímetro da longa estrada cercada pela floresta. Suas luvas  de cor preta estavam fixas no volante como nunca, assim como seu pé estava afundado no acelerador. No banco de carona, e sem cinto de segurança, meu corpo era colado no banco de forma involuntária. Não conseguia alcançar o cinto e me segurava na porta e no painel a cada errante atropelado. O sangue escorria pelos vidros traseiros e o da frente, enquanto a velocidade aumentava cada vez mais e de forma proposital. –Quem eram “eles”?! –Olhava para o perfil de Jay e fazia uma série de perguntas seguidas umas das outras. –Quem foi morto?! –Ele não me respondia. E então, olhei para trás e observei um caminhão, um trailer e vários carros perseguindo o veículo em que estava presente. Todos os seus homens e capangas estavam lá, com exceção de um. –Aonde Craig está? –Observei Jay mais uma vez, e fiquei sem palavras ao identificar quem havia sido morto. –Craig... está morto? –O fato de que ele tinha morrido não me atingiu. –Então... “Eles” são... –Jay permaneceu sério. E todas as perguntas que eu o fazia desde que passei a conviver com ele naquela casa, eu considerava o silêncio como um “sim”. Movi minha cabeça para frente, e senti um frio intenso tomar conta do meu corpo junto com a tremedeira e o coração bombeando meu sangue como o motor do carro fazia o automóvel andar. E pela primeira vez, eu desejava que o silêncio significasse outra coisa.

***

  POV´s Charlie

  Caminhei até o campo cercado lentamente. As pessoas ainda me observavam com pena. Uma criança sem seu braço, sem seus pais, e com medo. Mas, eu não era nada disso. Eu não queria que sentissem pena. Não recusava dar um pequeno sorriso gentil a cada olhar recebido. Por mais que ainda sentisse dores em meu ombro na maioria dos dias, eu não desistia de continuar tentando sobreviver. A falta que sentia de meus pais ainda me machucava. Cuidar de Julia, me preocupar com o fato de que Emma não estava entre nós, e conviver com milhares de remédios e consultas por semana, era muito para mim. Mas, de certa forma, eu não abaixava a cabeça para nada. Tentava escutar através das paredes as reuniões que Rick fazia com o resto dos habitantes, tentava melhorar o meu estado de saúde obedecendo Erin na maioria das vezes. Tentava mostrar para Julia que estava bem, e que tudo iria melhorar. Eu queria que tudo melhorasse. E eu não desistiria também de tentar provar para todos que eu tinha capacidade de fazer isso.

  -Ei, Mark. –O observei através da grade do campo, enquanto ele cerrava um pedaço de um tronco de uma árvore.

  -Eaí, amigão? –O homem tinha um avental inteiramente sujo, usava luvas tomadas por graxa e não se importava com o suor escorrendo pela sua testa.

  -Eu sei que você sabe onde Emma está. –Afirmei em um tom claro, fazendo com que suas mãos fizessem a cerra escorregar para o lado oposto do tronco, enquanto era fitado pelos seus olhos surpresos. –Vejo você, Erin, Alex e aquela mulher ruiva reunidos todos os dias em algum lugar da comunidade. Pode enganar todos, mas não eu. 

  E então, Mark olhou em volta e soltou a ferramenta, contornando as grades e chegando até mim. Colocando a mão em um dos meus ombros e passando a me levar para longe das pessoas, me encarava repreensivo. –O que está tentando fazer?! Tem que ficar fora disso.

  -Ajudar a encontrar Emma. –Parei de caminhar, e fiquei na frente ao seu corpo. –Eu sei que sabe onde os homens a levaram, Mark. Só porque sou uma criança, não significa que eu seja idiota.

  -Sh! Pode falar mais baixo?! –Mais uma vez, ele olhou em volta e me arrastou para o canto do pátio. –Olha, Charlie... Você precisa ficar fora disso, tá legal? Não é seguro.

  -Se me mandar ficar fora disso mais uma vez, eu conto para a tia Marie tudo o que está planejando.

  -O que?! –Ele pareceu não acreditar em minhas palavras.

  -Eu só quero ajudar, Mark. –Pedi, sem ameaçá-lo mais. –Nada mais é seguro. E manter isso em segredo, só vai piorar as coisas. E você sabe disso. –Ele suspirou pesadamente e revirou seus olhos de forma breve, passando a me observar novamente. -Ela foi para lá para me salvar. Eu fiz isso. É minha obrigação ajudar.

  -Ei, ei... Você não fez nada. Não diga uma merda dessas.

  -Então me diga o que fazer. –Implorei. -Por favor, Mark. Eu não faço nada além de comer sopas nojentas e ser paparicado o dia inteiro por essas pessoas. Sei que ela é sua irmã, mas a Lily não sai do meu pé! Só quer que eu descanse, descanse, descanse... Até parece que eu tenho uma doença em fase terminal. Não sinto mais dores, e por incrível que pareça... É maneiro mostrar a cicatriz para meus amigos. –Propositalmente, levantei parte de minha manga. –Quer ver?!

  -Não, pare com isso e volte para onde estava! Agora. Isso não é assunto seu.

  Observei Mark com raiva, e segundos depois, concordei. –Ok. –Ainda no mesmo lugar, observei um habitante aleatório de HoldWood comendo no pátio e gritei. –Ei, Manson! Pode chamar a tia Marie, por favor?!

  -Não! –Mark gritou e apontou para Manson. –Ei, se você se levantar nunca mais vai poder sentar de novo. -O homem levantou as mãos, e se sentou outra vez, ignorando minhas palavras. Olhei para Mark sorrindo e finalmente, ele desembuchou. –Tá bom, moleque... eu vou te contar. Mas tem que prometer que vai manter isso em segredo. –Assenti, prometendo. –Apenas nós quatro sabemos onde Emma está. Antes dela ir embora... Ela se certificou de que eu soubesse o que iria fazer. Tentei impedi-la, mas... não adiantou. A única coisa que eu poderia fazer era ajudá-la a sair de lá. E eu vou ajudar. Nós vamos.

  -Apenas vocês quatro?! –Indaguei, preocupado. –Por que não conta para Rick o que está acontecendo? Ele vai saber o que fazer.

  -Porque as coisas não funcionam assim. Eles também vão para lá, mas não junto a nós. –Mark explicou. –Jay tem mais homens, mais munições e o mais importante: ele tem a Emma. E para que ela volte para casa e para que tudo dê certo, precisamos agir com inteligência.

  Permaneci quieto por alguns segundos, processando todas aquelas informações. –Ok... Mas, como você vai fazer Rick descobrir onde ela está?

  -Eu não sei. –Ele respondeu, desanimado e sem esperanças. –É por isso que nos reunimos todos os dias. Para pensar em possibilidades, e em um plano perfeito. Nada pode dar errado, Charlie. Nada. –Ele finalizou. –Apenas... não diga nada, tá legal? Eu vou resolver tudo isso. –Assenti olhando para baixo.

  -Eu só... estou preocupado. –Afirmei, prendendo meu próprio choro. –Se eles fizeram isso comigo, podem fazer pior com ela.

  -Ei. –Mark colocou as mãos nas laterais de meu rosto e me observou. –Nós vamos dar um jeito, e Emma vai voltar para casa. Podemos fazer isso. Só precisamos pensar.

  -Ok... –Assenti, ainda sendo perseguido pelos meus próprios pensamentos.

  -Ok. –Mark também assentiu, e ultrapassou meu corpo passando a andar para o corpo cercado.

  -Ei, Mark... –O chamei, e enfim ele me olhou. –Será que pode... me dar um abraço?

  Mark ficou por alguns segundos em silêncio e deu um sorriso de canto de boca, abrindo seus braços. Corri até seu corpo e o abracei o mais forte que podia. Precisava de um desses. Tudo melhorava quando meu pai fazia isso comigo. –Tudo vai dar certo, amigão. –Fechei meus olhos, e ele deu batidinhas em minhas costas, alisando as mesmas. –Eu prometo.

  -Mark! Charlie! –Ouvimos a voz desesperada de Marie, e então, nos viramos em sua direção. –Todos aqui! Agora!

  -O que aconteceu?! –Rapidamente, Mark tirou sua metralhadora de seu corpo e corremos juntos até ela, atravessando o pátio junto a outros habitantes.

  Quando paramos de correr, vimos de longe uma grande movimentação perto dos portões. E ouvimos a voz de Glenn em cima da torre de vigia logo em seguida. –Carros se aproximam! –Ele estava desesperado, como os outros. –Não consigo ver quem são!

  -Eu vou até lá. –Maggie, preocupada com seu marido, disse convicta para Rick antes de correr até a torre de vigia.

  -São eles.

  -Isso é impossível. –Mark interviu Marie, antes de prosseguir junto aos outros.

  -Vamos! –Rick chamou todos do grupo. Tudo estava uma grande confusão.

  -Charlie, vamos... –Lily segurou meu corpo e me arrastou para longe. –Não pode ficar aqui.

  Outras crianças também estavam sendo levadas. Inclusive Julia e Judith. -Não, Lily, eles... eles...

  -Vamos, não é seguro! -E assim, fomos afastados por Lily e outras mulheres que ajudavam a cuidar das crianças. 

***

  POV´s Emma

    De repente, o carro simplesmente parou. Pelo impacto do movimento, bati minha testa com toda força no painel. Me lembro de ter minha audição tomada por um ruído agudo. Mas, enquanto eu tentava levantar minha cabeça enquanto me apoiava no painel, e processar tudo o que estava acontecendo, outra coisa superava a dor naqueles míseros segundos. Pelo canto dos olhos, via Jay saindo do carro brutalmente. E quanto mais ele caminhava, mais eu conseguia ver o que o esperava. Os grandes portões de HoldWood, não mentiam onde estávamos. Quando me toquei do que estava realmente acontecendo, senti meu peito rasgar por dentro. Uma sensação ruim inexplicável machucava minha mente. E mesmo tentando de todas as formas me livrar daquele horrível sensação, tive meu corpo arrancado do carro por um de seus capangas. O mesmo, amarrou minhas mãos na frente de meu corpo com uma corda que feria minha pele e tampou minha boca com a própria mão. Tentei grunhir certas palavras e xingamentos, mas ele simplesmente me arrastou para o meio dos milhares de homens armados parados em frente aos portões enquanto machucava meu maxilar com suas mãos, e tirava parte de meu oxigênio. Ainda imobilizada, avistei de longe Jay caminhando até os portões cobertos por uma fina manta que mostravam sua sombra através da mesma. –Toc-Toc! –Nas torres de vigia, pude enxergar sem dificuldade Maggie, Glenn e outros homens ali parados. Eles não me viram. Apenas observaram a aparência de Jay e desceram das mesmas segundos depois. –Adivinhem quem é?!

  Depois de alguns segundos. Vi o portão ser descoberto por ninguém mais, ninguém menos, do que Mark. Ele observou a movimentação, e sem perceber minha presença ali, voltou-se a Jay. –O que faz aqui?

  Depois da pergunta ameaçadora feita por Mark, Jay gargalhou. –“O que eu faço aqui?!” –Mark permanecia sério, enquanto todos eram cercados pelo enorme sorriso de Jay. –Você nunca perde sua postura, não é? Vamos lá, Mark, por que não dá um sorriso e abre o portão para o seu velho?! -Observei Rick se aproximar, e meu corpo se estremeceu ao vê-lo pela primeira vez em tanto tempo. –Policial Grimes! É ótimo vê-lo outra vez.

  -O que você quer?! –Rick indagou de forma rude com sua pistola em mãos.

  -Ei, não seja rude! –Jay ironizou. –Eu só quero entrar... E ter uma conversa calma e civilizada. –Rick permaneceu parado, e se negando a fazer tal ato. E então, observou Marie seriamente, que de certa forma, estava preocupada com seu aparecimento ali. –Vamos lá, pessoal... porque essas caras? Não me faça derrubar esses preciosos portões.

  Rick então, sendo obrigado fazer aquilo, colocou seus dedos entre as grades e as abriu, arrastando-as para o lado. –Então, você está vivo... -Depois de abri-los, parou em frente ao seu corpo, o observando com raiva. –Pensei que isso só era possível para os mortos.

  -Nada é impossível para mim.

  Depois de segundos, vi parte do corpo de Daryl apontar uma pistola em direção ao rosto de Jay, que não se moveu. –Saia.

 Fiquei ainda mais tensa quando ouvi sua rouca e grave voz, mas por mais que eu tentasse, não conseguia me mover sozinha. –Ai meu deus... –Jay sorriu como nunca e deu uma pequena risada, admirando tal cena. –Eu realmente não pensei que o veria de novo, caçador. –Daryl permaneceu no mesmo lugar. E com sua crossbow também em mãos, não abaixou sua cabeça para Jay. –O que pretende agora? Atirar em minha cabeça?! –Ele ironizou, rindo. –Acho que isso não seria muito inteligente da sua parte.

  -Daryl... –Rick, preocupado com o que aqueles homens poderiam fazer com todos daquele lugar, tentou pedir para Daryl abaixar a arma. Mas, Jay o interrompeu.

  -Ei, ei, ei... Relaxe, Rick. Deixa que eu resolvo isso, tá legal? –Daryl permaneceu com sangue nos olhos, enquanto encarava o homem mais poderoso daquele lugar. Jay sorriu pela última vez antes de ordenar. –Tragam-na!

  De repente, meus pés foram obrigados a se locomover para frente. Ainda tinha meu tronco sendo segurado por um dos homens, e minha boca permanecia tampada. Na medida que ultrapassávamos os homens, chegávamos mais perto dos portões. Parando atrás de Jay, senti meu coração pular pela boca quando vi todo o meu grupo à minha frente. Rick, Michonne, Maggie, Glenn, Beth, Sasha, Carol e Carl. Ele me olhava de uma forma completamente diferente. Era como se eu estivesse morta ao olhar de todos parados ali. Meus olhos amedrontados encontram-se com os olhos vacilantes de Daryl, que estava a poucos centímetros de meu corpo. Era a primeira vez que tínhamos nos visto desde do dia que parti. Observei seu olho esquerdo inchado, alguns cortes nas laterais de seu rosto e sangue presente em seu nariz. Avistei as lágrimas presentes em seus olhos ao me ver daquele estado. Magra, machucada, com cabelos cortados e aparência destruída. Ele não acreditava no que via, como todos daquele lugar. Minha boca foi destampada e eu fui empurrada até Jay, que puxou-me com força contra seu peito e me abraçou colocando seu antebraço à frente de meu pescoço. Respirei ofegantemente, e tentei permanecer em pé, por mais que cambaleasse sem forças. Mark, que também estava presente ali, me olhou preocupado. Relembrando dos momentos que nos encontrávamos na floresta, planejando algo que provavelmente não aconteceria depois daquele dia. Debati-me contra seu corpo, sentindo-me inferior por ter sido controlada por ele mais uma vez, e Daryl tencionou ao ver a cena, cerrando os dentes e prendendo seu choro. Por mais que não quisesse mostrar seus sentimentos naquele momento, eu conseguia prestar atenção em sua respiração pesada e sua feição de tristeza. 

  -Emma... –Rick tentou se aproximar e conversar comigo.

  -Ah, ah, ah! –Jay o interrompeu. E sem apontar sua arma para ele, pediu. –Você não fala com ela.

  -Não! –Carl, impulsivamente, tentou correr até mim. Mas, sabendo do que poderia acontecer, Michonne o agarrou com todas as forças e o impediu de continuar. -Não! Emma!

  -Carl... –Chorei ao vê-lo de longe, e impossibilitada de abraçá-lo e dizer que tudo ficaria bem.

  -Vamos lá pessoal, isso está parecendo uma novela! Animação! –Deixei com que mais lágrimas corressem pelo meu rosto, enquanto sentia a dor de ver todos que amava na minha frente. –Vamos direto ao assunto!

  E então, sem jeito de contornar aquilo tudo, ele permaneceu no mesmo lugar. Daryl ainda me observava contendo sua imensa vontade de disparar sua arma. Respirando pela boca e me sentindo ainda mais rebaixada, sentia pena ao vê-lo me observando de cima abaixo. Sem acreditar no que estava acontecendo. Ele finalmente cedeu ao me ver amarrada, machucada e impossibilitada de me mover. Abaixando a sua pistola, permaneceu parado no mesmo lugar. Todos me observavam tristemente. –Então... Vamos brincar de pergunta e resposta. Eu pergunto, e você responde. –Enquanto ouvia a voz de Jay, deixava lágrimas correrem livremente pelo meu rosto. –Você, o “líder” desta bagaça junto com a mal-encarada ali... –Apontando para Marie, continuou. Era a primeira vez que via aquele olhar nela. Ela estava preocupada comigo. –Destruiu o lugar que eu demorei anos para construir. Explodiram, tacaram fogo, mataram meus homens, e tentaram me matar. Mas, a fraca aqui sabe como eu sou, não sabe? –Ele se referiu a mim mais uma vez, e eu não disse nada. –Estou certo, Rick? –O mesmo, permaneceu sério. E sem responder, forçou Jay a gritar. –Responda quando falarem com você!

  Mais uma vez, o ataque de fúria de Jay, tirou palavras da boca de Rick. –Sim.

   -Ótimo. –Jay mudou seu humor da melhor maneira que conseguiu, até voltar a questionar novamente e abaixar sua arma. –Continuando... –Daryl não conseguia tirar seus olhos dos meus. E como ele, eu o observava chorando. –Vocês então acharam um lindo lugar para ficar. Livre dos errantes, com comida, armas... Mas sem mim. Certo, fraca? –Fechei meus olhos e deixei as últimas lágrimas percorrem meu rosto. –E ainda por cima... Se sentiram na obrigação de matar ainda mais dos meus homens. Inclusive Craig. -Tudo se confirmou em minha cabeça, enquanto eu abria os olhos e Jay repetia suas furiosas palavras. -Estou correto, Grimes? -Rick assentiu lentamente e quase sem se mover. -Mas... sabemos que eu sempre saio ganhando. E a fraca aqui... me conhecendo como ninguém... provavelmente já sabe o que acontecerá. Não sabe, amor? -O homem tentou acariciar meu rosto mas eu me desvencilhei de seu toque da melhor maneira que pude, já que eu tinha minhas mãos imobilizadas. Afastava minha cabeça da sua, e por mais que não conseguisse, ele forçava Daryl ao me ver sendo beijada no rosto por Jay.

  -Não toque nela! –E então, Daryl partiu para cima de Jay. E dando um forte soco em seu maxilar, conseguiu fazê-lo me soltar. Tive meu corpo empurrado para a direção oposta que seu corpo cambaleou. Os homens correram até Daryl, o jogaram no chão tirando a arma de suas mãos e apontaram suas metralhadoras para sua cabeça. Enquanto que de forma dolorosa, ele era mantido parado no asfalto quente. Rick e Carol tentaram intervir, mas se prosseguissem, as coisas poderiam piorar.

  -Não! Parem! Parem! –Senti meu corpo ser agarrado por capangas, e mais uma vez, senti as lágrimas vindo involuntariamente.  -Não façam nada com ele! Parem! -Daryl finalmente cedeu, e permaneceu parado no chão.

  -Eu posso matá-lo. –Um dos homens que o rendiam, afirmou olhando para Jay. –É só você mandar.

  Jay, já recuperado do golpe, sorriu. –Não... Não... –Ele passou a mão pelo seu maxilar e observou Daryl sorrindo. –Eu quero que ele veja o show. -E então, os homens o levantaram e empurraram seu corpo para a direção dos habitantes mais uma vez. Ainda sem armas, ele permaneceu no mesmo lugar, sendo segurado por Carol e Glenn. Eu ainda era imobilizada, e tentando segurar meu choro, Jay me observou brevemente antes de dizer suas últimas palavras. –Podem entrar, pessoal! –Ele gritou, e os homens armados começaram a andar em direção aos portões. –Será um longo dia!

  -O que vocês vão fazer?! –Marie, de longe, indagou ao ver os primeiros capangas dentro da comunidade.

  -O que vocês nunca tiveram coragem de fazer em meu império.

  E tudo aconteceu muito rápido. Todos os homens entraram, Mark fechou os portões e eu fui levada pelos homens na frente de Jay. Quando passava por Rick, e Daryl, murmurei um “me desculpa” sem emitir nenhum som, observando a insegurança de Rick diante dos atos de Jay naquele momento. Enquanto eles progrediam me levando em direção às casas, observava todos de meu grupo. Carl, ainda sendo contido por Michonne, tinha seus olhos cobertos por lágrimas. Carol não acreditava no que estava acontecendo, assim como Glenn, Maggie e Beth, que permaneciam impossibilitados de fazer algo. Marie, Sasha e Mark, não tinham opções. Como o resto dos habitantes ali presentes.

  Dentro de um apocalipse, temos muitas oportunidades que nos ensinam como combater a morte... Mas nenhuma que nos ensine a continuar vivendo.

  Olhando para trás, observei Daryl de longe. Pela segunda vez, vi as lágrimas contidas em seus olhos e os machucados em sua pele. E nos dois, sentimos a mesma coisa naquele momento. A preocupação diante do pior que poderia acontecer. 


Notas Finais


</3
Garanto que foi um dos caps mais tristes que já escrevi. Quem não morre pela paixão desses dois? ;( ;( ;( #voltaemma
Falta pouco para o fim!!! Então, comentem muito e eu encontro vocês rapidinho!
Não demorarei para atualizar.
Obrigada por tudo.


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