História Surya: A última ilha - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anime, Aventura, Fantasia, Ilha, Magia, Mangá, Mistério, Monstros, Romance
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Palavras 1.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Os maiores sonhos, muitas vezes, exigem os maiores sacrifícios, entre eles, abrir mão de nossas próprias convicções.

Capítulo 11 - Seguidas frustrações


Após dois dias de descanso na casa de Fuma, Arryn ainda sentia algumas dores pelo copo, mesmo tendo se recuperado da maioria dos seus ferimentos. Apesar da dor que sentia, seu espirito de guerreiro era o que mais incomodava naquele momento. Ele não conseguia tirar da cabeça as palavras de Fuma. Impaciente com a situação em que se encontrava, decidiu então fazer uma caminhada para clarear seus pensamentos.

Com um pouco de dificuldade, levantou-se da cama e cruzou um dos buracos da casa, parando a poucos metros do local de frente para uma pilha de madeira. Ele respirou fundo e olhou ao seu redor, o clima estava realmente agradável aquela manhã. O sol quente que banhava o seu corpo parecia estar lhe enchendo de energia.

A casa de Fuma ficava em uma clareira no centro da floresta, uma cabana simples feita de madeira, cercada pela natureza e sem nenhum sinal de civilização, não importa em que direção olhasse.

Vou arrumar o estrago que aquele Baduke fez na casa, talvez se eu mostrar como estou disposto a me dedicar, o velhote aceite me treinar. – Pensou Arryn.

O garoto pegou um antigo machado que estava fincado no chão e começou a cortar madeira. Os golpes firmes do machado na lenha, executados com precisão, fizeram alguns pássaros debandarem. O suor escorria de todo seu corpo até seus cortes, causando certo desconforto.

Durante uma hora ele se manteve concentrado em sua tarefa estafante, tanto que não percebeu o aproximar de alguns monstros, atraídos pelo barulho.

Em certo momento, Arryn ouviu uma respiração barulhenta e ofegante vinda de uns trinta metros dali, ele olhou rapidamente para trás localizando uma besta de quase dois metros de altura, parada, olhando para ele. A criatura parecia estar tentando entender o que o garoto fazia.

A fera quadrupede, tinha a aparência de um rinoceronte, com quatro musculosas pernas e garras dianteiras em forma de gancho. Sua pele era grossa e uma pequena floresta parecia brotar de suas costas. Não havia nenhum dente em sua boca. Acima do nariz e abaixo dos olhos existia um chifre branco, afiado, de uns trinta centímetros, que se mostrava potencialmente perigoso. A besta era popularmente chamada de Rinto.  

Arryn olhou com raiva para o monstro, cerrou os dentes e segurou firme o machado, ele sabia que ainda não estava pronto para um combate, sua últimas experiências demonstraram isso.

Uma brisa suave soprou, secando o suor que acumulava em sua testa. Ele permaneceu quieto, decidido a aguardar que a fera iniciasse o ataque, dessa maneira poderia poupar energias e assim administrar melhor o combate.

Apesar de suas convicções, alguns minutos se passaram e o Rinto manteve-se distante, por vezes ameaçou se aproximar, inclinando a cabeça para um lado e para o outro, mas, entediada, acabou desistindo e voltando para a mata.

Por que não me atacou? Será que preferiu se esconder? Não, aquela não me parece ser uma criatura furtiva. Droga, o que está acontecendo aqui, não é assim que as coisas deveriam ser. – Pensou Arryn inquieto.

Apesar do alivio de se livrar do confronto, dúvidas iam se acumulando e indo de encontro ao seu conhecimento sobre os monstros. Sabendo que não obteria nenhuma daquelas respostas parado, Arryn voltou a cortar lenha.

Ocasionalmente a aparição de algum monstro que passava pelo local, interrompia seu serviço, pondo-o em guarda e criando certa tensão, mas em momento algum ele foi diretamente importunado.

Após duas horas cansativas de trabalho, Arryn se sentou em um toco de árvore, deixando o machado de lado. Ele aproveitava a calmaria da floresta para recuperar suas energias quando o silêncio foi interrompido por um alto zumbido. O barulho incômodo vinha das asas de algumas criaturas conhecidas por Zoombs, que voavam em sua direção.

Antes de realizar qualquer ação, ele analisou de forma rápida a fisionomia dos monstros: dois pares de asas mantinham no ar cada uma das criaturas, quinze no total. Elas tinham a aparência similar a de insetos, com o corpo dividido em três partes, mas tendo a metade da altura de uma criança. Havia vários olhos espalhados pela cabeça, na parte do meio ficavam quatro pares de patas, feitas para agarrar, já as duas patas superiores eram alongadas e mais grossas que as outras, ele também notou um liquido viscoso azul que escorria da sua extremidade inferior.

O coração de Arryn bateu mais forte, ele segurou rapidamente a sua adaga e se preparou para receber um golpe direto. As criaturas voaram por cima dele em alta velocidade, ignorando-o completamente. Elas se dirigiram para a pilha de madeira que o garoto acabara de cortar. Arryn olhou para trás e viu as criaturas agarrarem as toras recém-cortadas e em seguida voarem para a floresta com as que puderam carregar.

Sem entender o que estava acontecendo, mas sem tempo para descobrir, ele segurou sua adaga e perseguiu os ladrões por entre as arvores. Além de poder voar, os Zoombs tinham um conhecimento melhor da floresta, o que lhes garantiam uma grande vantagem, mesmo assim ele seguiu as criaturas floresta adentro até perdê-las de vista próximo a uma cachoeira.  Arryn ainda tentou rastreá-las por alguns instantes, mas foi inútil, ele já nem conseguia mais ouvir o barulho de suas asas.

Frustrado com mais esse fracasso e sem acreditar na sua sorte, Arryn começou a rir com a mão direita no rosto, e por um instante pensou se tinha sido uma boa ideia sair do orfanato.

O mundo era muito maior que as histórias que ouvia, e ele agora nem mais entendia direito qual era o seu objetivo. A cada passo que dava e a cada ferida que adquiria mais ele percebia que Fuma tinha razão, ele não sabia nada, nem conhecia coisa alguma, admitir aquilo era mesmo terrível. Arryn se sentou em uma rocha, próximo a cachoeira, e passou a mão novamente nos cabelos molhados de suor.

Olhando para baixo, observou o seu rosto refletido na água, seus olhos dourados brilhavam como o dia e seu rosto estava sujo de terra. Não existia mais raiva em suas expressões, apenas um sorriso sem motivo. Ele pôs suas mãos em forma de concha e retirou um pouco de água para se lavar, esfregou sua face com força e olhou novamente para sua imagem, naquele instante cada centímetro do seu corpo estremeceu.


Notas Finais


Espero que estejam gostando, sinto muito pelo atraso na entrega dos capítulos. Para não haver problemas futuros, a partir de agora irei postar um novo capítulo toda quinta feira. Deixem aqui seus comentários que eu ficarei feliz em respondê-los.


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