História Surya: A última ilha - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Anime, Aventura, Comedia, Fantasia, Ilha, Mangá, Mistério, Monstros, Shonen
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tentando compensar os meus atrasos. ^^
Finalmente o Arryn começou a treinar e agora é pra valer. Confira a primeira parte do treinamento dele.

Capítulo 17 - Treinamentos opostos


– Ah, droga, Cinzento! – Gritou, Arryn. – Você é muito mais pesado do que eu imaginava!

O dragão olhou para ele, parecia estar se divertindo vendo seu amigo suar tentando movê-lo.

Já fazia dois dias que o treinamento de Arryn tinha se iniciado. Sua primeira fase consistia em intensificar seus níveis de Gin, forçando seu corpo além dos limites. Para isso, Fuma exigiu que ele se prendesse a Cinzento, usando correntes de obsidiana. Sua missão era simples: Arrastar o dragão até o topo da colina. Simples no entanto, não significava fácil.

“Eu o estarei aguardando para darmos continuidade ao treinamento.” – Disse Fuma, antes de partir.

No início, Arryn estava certo de que completaria essa tarefa sem mais problemas. Treinamento com arrasto de peso era comum em Mizuri. Com isso em mente, ele resolveu terminar a prova o quanto antes para mostrar a seu mestre que ele não era um aluno qualquer.

Em pouco tempo, no entanto, ele descobriu que subestimar o desafio de Fuma tinha sido um erro tolo. Nesses dois dias que se seguiram ele já havia tentado de tudo, mas aquele dragão era incrivelmente pesado.

Arryn observou as marcas de arrasto que o corpo do dragão havia deixado na grama. Não mais que uns poucos metros. Em seguida olhou para frente e avistou o topo da colina.

Nesse ritmo eu nunca vou terminar isso. – Pensou Arryn, enquanto bagunçava os cabelos.

Apesar de ter crescido um pouco, o corpo de Cinzento ainda era pequeno. No entanto, o seu peso não tinha relação com o tamanho e sim com a sua densidade. O seu interior estava transbordando Gin e toda aquela energia pesava dentro dele.

Obviamente, Fuma sabia disso quando deu-lhe essa missão. O garoto não conseguiria realizar a prova por meios convencionais.

O que eu preciso fazer? Não era pra ser tão difícil assim. – Pensou Arryn, frustrado, tentando se lembrar dos ensinamentos de Fuma.

“Quando sentir que atingiu seu máximo, busque mais fundo a força que lhe falta. As pessoas impõem limites a si mesmos, por não acreditarem ser capazes de ir além. O nosso limite é o quão longe podemos chegar, antes de desistirmos.”

– Que droga, se eu já estou no meu limite como ainda pode ter força restando dentro de mim?! Pensa, pensa, Isso tem que fazer algum sentido! – Gritou, bagunçando os cabelos. – Espera! Acho que deve ter relação com a chave que ele falou antes… Eu devia mesmo ter anotado. Já chega, se existe força dentro de mim eu vou obrigá-la a sair!

Aquele grito foi apenas uma maneira de extravasar. Arryn estava empolgado, aquele desafio era algo que fazia seu sangue ferver. Ele respirou fundo, fechou os olhos e tentou se concentrar no vazio de seu interior. Era possível sentir seu coração bater e todo ar entrando e saindo dos pulmões. Arryn segurou firme as correntes usando as duas mãos e tornou a tentar arrastar o dragão, que, a essa altura, já estava quase dormindo.

O garoto começou a forçar do zero e aumentar a intensidade gradativamente. Um processo dividido entre força e concentração. No ápice, quando não lhe restavam mais forças, Arryn soltou outro grito e continuou a puxar. Ele sentia seus músculos rasgarem, ignorava a fadiga e tudo isso sem abandonar o estado de concentração. A única coisa que importava era não desistir.

Seu coração bateu com mais intensidade aquela hora. Ele sentiu uma pequena chama brilhar na escuridão. A chama vinha da chave universal, pela primeira vez, o garoto experimentava o Gin. A energia se expandia, inundando-o e fazendo seus músculos formigarem, como se despertassem de uma longa hibernação. Naquele segundo, o dragão finalmente começou a ser deslocado.

Cinzento levantou sua cabeça assustado e olhou para trás. Ele também percebeu, instintivamente, a abrupta mudança de cenário. Ficando de pé, fincou as suas garras com força no chão e começou a puxar na direção oposta.

– Ah! Eu não vou permitir que me vença! – Afirmou Arryn, puxando ainda mais forte.

Apesar do esforço, Cinzento continuava sendo arrastado pelas correntes que o prendiam a Arryn. Agora o dragão também era posto a prova. Fuma também havia conversado com ele em particular antes de partir:

– Cinzento, você é uma das criaturas mais magníficas que já tive o prazer de conhecer, mas você precisa treinar. Eu sinto que existe uma forte afinidade entre você e Arryn, quero que deem o melhor de si, juntos. Em momento algum, permita que Arryn chegue ao topo da colina. – Instruiu Fuma. – A propósito, se você se esforçar eu irei te recompensar com todo o peixe que puder comer.

“Todo o peixe que puder comer.”

Aquelas eram palavras realmente estimulantes, ele não poderia decepcioná-lo. O dragão agarrou-se em uma rocha com as suas quatro patas e a mandíbula, se ancorando ao local. A iniciativa deteve o avanço por um instante.

Arryn olhou para Cinzento e, com o sorriso de quem agora sabia o que estava fazendo, puxou com firmeza as correntes. A grande pedra começou a trincar e se partiu em duas. O dragão, ainda com as patas presas a um pedaço da rocha, voltou a ser arrastado.

A poucos metros do topo, ambos estavam exaustos, Cinzento corria em sentido oposto tentando retornar, mas seus esforços eram em vão, Arryn estava determinado a concluir seu treinamento. Ele segurava as correntes por cima do ombro e pisava firme, um passo de cada vez.

Percebendo que não poderia pará-lo, o dragão começou a correr de um lado para o outro, em direções aleatórias. Não parecia saber para onde seguir.

– Fica quieto, Cinzento, já estamos quase no topo! – Disse, com os dentes trincados.

O dragão parou repentinamente de se mover. Seus olhos brilharam em um amarelo intenso, suas mandíbulas estavam cerradas e ele se contorcia todo.

Arryn ouviu o som de ossos quebrando e olhou rapidamente para trás. Cinzento parecia estar sentindo muita dor, mesmo assim, continuava a forçar o seu corpo. Suas asas atrofiadas se retorciam e a pele que as revestia se rasgava aos poucos. Assustado, Arryn parou de puxar.

–  Pare já com isso! O que você está fazendo?! – Perguntou aflito.

Cinzento soltou um rugido de dor, suas asas desabrocharam e ganharam formas grandiosas. Arryn ficou extremamente impressionado, seu rosto demonstrava isso. Infelizmente ele não tinha um bom pressentimento.

– Essa não...

O bater das asas fez com que Cinzento alçasse voo, arrastando Arryn preso às correntes em um rasante, cortando o ar. O garoto gritava e tentava se agarrar a alguma coisa enquanto era arremessado por sobre troncos de árvores e rochas.

Sem muita prática, o dragão perdeu o controle e também atingiu o solo com força. Os dois rolaram colina abaixo parando a poucos metros de onde tudo havia começado.

Arryn caiu sentado, sentia-se meio tonto com o impacto, mas passava bem. Cinzento ficou de pé rapidamente, expôs suas garras e começou a rosnar para ele. Seu desabrochar havia consumido muito de suas energias, mas não de seu espírito.

Arryn se levantou com uma das mãos no joelho e olhar sério. Havia uma aura vermelha que contornava, levemente, seu corpo. Nenhum dos dois estava pronto para desistir ainda.

– Acho que está na hora de pararmos com a brincadeira. – Arryn levou a mão à cintura e sacou sua adaga.

 

***

 

Fuma meditava tranquilamente em cima de uma pedra oval, no topo da colina, quando seu discípulo apareceu, uma semana após o início do treinamento. Ele carregava Cinzento desacordado em suas costas, preso à correntes. Com cuidado, Arryn deitou o dragão delicadamente no chão, havia cortes e machucados no corpo dos dois.

– Não foi fácil... Mas eu estou pronto... Vamos continuar o treinamento... – Arryn falava ofegante e com pausas. – Eu só preciso... Apenas de um minuto para recuperar o fôlego...

O garoto sentou-se no chão ao lado de seu amigo, deitou a cabeça por cima dele e parou para contemplar o céu. As nuvens mudavam rapidamente suas formas com o vento. O cansaço atingiu seu corpo machucado, em segundos ele estava dormindo com um sorriso de satisfação estampado no rosto.


Notas Finais


E aí, o que vocês acharam? Espero que tenham gostado. Deixem a opinião, críticas, sugestões e dúvidas de vocês. Vai ser um prazer respondê-los <3


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