História Sussurro ( Monsta X) - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~Sewhit

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Allen Jun, Kpop, Monsta X, Originais, Romance, Sewhit, Wonho
Visualizações 306
Palavras 974
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Coé pessoal! Aqui é a Sewhit. A princípio, quero me desculpar pela demora. O fato é que minha vida anda uma bagunça e raramente eu tenho tempo, por isso acabei demorando bastante. Allen também não está em um bom momento.

Quero também agradecer pelo carinho que cada um tem dado para essa estória. Ela é muito especial para nós. <3

Espero que perdoem os erros de pontuação e tudo, aaa. Boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Sussurro ( Monsta X) - Capítulo 8 - Capítulo 8

Corri o máximo que pude, sem me importar com a escassez de fôlego que tornou-se gritante em tão pouco tempo como consequência do bendito sedentarismo.


Pra ser sincera, correr nunca fora o meu forte e, naquela situação desagradável, o exercício ficou ainda mais difícil porque no fundo, eu não sabia se parava em um canto qualquer para chorar até me faltar lágrimas, ou se continuava correndo sem sequer olhar para trás. A mochila pesava nas minhas costas e eu queria jogá-la no chão, mas me mantive porque eu estava magoada, não louca.


Quando uma queimação estranha tomou as minhas pernas e eu às notei cansadas demais para prosseguir, adentrei um beco ao meu lado, sentando-me no chão coberto de neve. Naquele pouco tempo, havia nevado bastante, trazendo um frio quase que insuportável.


Com a cabeça cheia e uma sensação imensa de vazio, chorei o quanto pude, colocando toda a mágoa para fora. Há quem diga que dor física é pior que dor emocional, certamente nunca ouviu coisas tão cruéis saindo da boca da própria melhor amiga, provavelmente nunca esteve no meu lugar, nunca esteve tão machucado a ponto de querer morrer ali mesmo, em um beco escuro.


Entretanto, parece que correr o máximo não foi o suficiente naquela situação porque um minuto depois escutei uma respiração ofegante próximo de mim. Ergui minha cabeça sem o mínimo de animação e vontade para tal coisa. Wonho estava lá, com ambas as mãos apoiadas nos joelhos, recuperando-se da corrida que havia dado para aparentemente me encontrar.


– Droga… você quer me matar de susto? Mil vezes droga! – ele ditou esbaforido e em seguida me encarou com atenção o suficiente para perceber o meu rosto vermelho e deveras inchado. – Sofia, está chorando? Ei! Não chore.


Não pude responder porque sabia que sairia tudo uma bagunça caso eu abrisse a minha boca. Eu não queria gaguejar e passar ainda mais vergonha na frente dele.


– Está tudo bem. – ele resmungou baixinho enquanto sentava ao meu lado e passava o braço por cima do meu ombro, dando-me um abraço carinhoso e singelo.


Concordei brevemente com a cabeça, ainda em pleno silêncio.


– Gosto da sua companhia. – sussurrei as palavras, quebrando o silêncio. – mas eu esperava pela Celeste aqui.


Ele sorriu lateralmente, desviando o olhar incerto. – ela precisava esfriar a cabeça, basta esperar. – mentiu e imediatamente eu soube disso.


– Até parece. – ri sem o mínimo de humor, negando poucas vezes seguidas. Fitei o outro lado da pista após o beco, focando nas enormes árvores daquela floresta miúda. Assim como encarei, fui encarada de volta por dois olhos amarelos. A princípio, achei que aquele canino era um urso, mas pude captar melhor os traços e o tamanho, percebendo que na verdade, o animal era um lobo, um lobo com a boca ensanguentada, o que mais me deixou aterrorizada.


– Cacete, Wonho. – berrei o xingamento num tom alto e ele seguiu com os olhos até o local em que eu encarava. – Está vendo?


Ele mordeu o inferior. – O quê? – indagou baixo. O animal havia sumido como num passe de mágica, mas eu sabia que ele havia visto.


– Um lobo… – respondi assim que meu coração se acalmou dentro do peito, me dando um descanso temporário. Escutei um som abafado, o toque do celular do coreano que não tardou em buscá-lo no bolso para atender a ligação. Ele nada disse, apenas escutou a outra pessoa na linha falar, o que me deixou bastante confusa com o ato.


– Preciso ir agora.


– Por quê? O que houve? – perguntei em frustração. Agora não queria mais ficar sozinha, não com aquele selvagem tão próximo. – Estou com medo.


– Eu… realmente preciso ir. Vá pra casa, sim? Por favor. – ele pediu antes de sair correndo assim que concordei que faria isso, dizendo, mesmo contra a minha própria vontade, que ele podia ir embora.


E lá estava, novamente sozinha na calçada escorregadia, mas dessa vez sem correr.


O que será que o Wonho tanto escondia?, essa pergunta rondava em minha cabeça diversas vezes, como um enigma sem fim. E talvez quem sabe, até mesmo sem resposta.


Os meus olhos nunca estiveram tão focados no chão, como se algo deveras interessante fosse brotar ali mesmo. O meu casaco parecia estar ausente, porque o frio me tomou assim que voltei a andar, encolhendo-me ruidosamente, buscando um calor inexistente naquele momento.


Com o rosto completamente baixo, não notei quando um corpo grande entrou no meu campo, chocando-se contra o meu sem o mínimo de delicadeza.


– Ei! Olha por onde and… – o estranho, que logo notei ser Changkyun, ditou com falsa raiva, sorrindo cinicamente ao me reconhecer. – Sofia!


– Meu nome. – respondi sem ânimo, devolvendo o sorriso irônico.


– Sozinha?


– Está vendo mais alguém aqui? – não hesitei em rebater os ditos que mais pareciam provocações.


– O cavaleiro fugiu no cavalo branco e abandonou a doce donzela sozinha? Que engraçado. – ele riu enquanto me encarava da cabeça aos pés.


– Desconheço tal cavaleiro, mas provavelmente ele deve estar cuidando da própria vida, diferente de você. – tornei a sorrir largamente, demonstrando satisfação.


– Se eu fosse você, não ficaria tão feliz. Sabe, tem muito cavaleiro fingido, que no fim, destrói o coração de mocinhas ingênuas como você. – o asiático olhou em volta, como se estivesse gravando uma grande novela de drama. – ele não é como você pensa, nem o que você pensa, Sofia. – finalizou.


– Por deus! Me deixa em paz. – praguejei voltando a andar, deixando-o completamente para trás.


– Eu só quero o seu bem. – ele gritou já de longe.


Busquei ignorar cada palavra dita pelo garoto descuidado, no entanto, as dúvidas não deixavam de me atormentar, rondando pela minha mente sem nem um breve descanso. Wonho claramente mentiu pra mim quando fingiu não ver o lobo, me inventou uma desculpa ridícula, como aquelas para fazer criança dormir, e se foi. Não posso negar que aquela noite foi mais uma das que não consegui dormir. Uma dentre várias outras.




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