História Sussurro - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Chanbaek
Visualizações 6
Palavras 1.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não tive muito tempo para revisar, se encontrarem aqueles erros marotos ignorem dkjdjdj
Boa leitura pessoal <3

Capítulo 2 - A vida também pode ter seu lado bonito


Dos criadores de final de semana, vem aí "B∆D", a palavra que resume minha vida.

Único problema nos finais de semana é que eu nunca tenho nada pra fazer, minha vó sempre me diz para sair com os amigos mas... Que amigos?

Vovó, mais sonhadora que eu.

- Que tédio... - falei sozinho enquanto estava deitado no meu quarto.

- Por que não sai? - minha avó perguntou da porta, aliás, desde quando ela tá ali?!

- Vamos fazer a lista. 1° não tenho dinheiro...

- Eu te dou.

- 2° eu não tenho pra onde ir...

- Tem uma cafeteria bem legal aqui na esquina.

- 3°... Pera. Como a senhora sabe disso? - me sentei na cama e a olhei assustado.

Desde que vovó ficou doente ela não sai sem mim e não me lembro de ter levado ela pra cafeteria nenhuma.

- Fui passear com um menino gentil que me ajudou a estender as roupas no varal ontem de tarde - ela respondeu simplista.

- Como assim a senhora confiou em um desconhecido pra sair andando por aí?! E se ele fosse um assassino?! Ou um estuprador?! - exclamei alto.

- Ele era um bom rapaz, e pelo uniforme que vestia é do mesmo colégio que você meu querido. Agora levante essa bunda daí e vai sair, já estou enjoada de tanto ver essa sua cara de tédio.

Nosfa vovó.

Levantei e fui até o armário procurar uma roupa descente para sair. Por fim, visto uma calça jeans preta rasgada e uma blusa sem estampa branca, coloco meu All Star e TA-DÃ. Estou pronto (leia com a voz do Bob esponja).

                 {°•°•°•°•°•°•°}

O dia está nublado, poucas pessoas caminham pelas ruas e eu faço parte desse "poucas".

Talvez eu deva explicar algumas coisas sobre mim não?

Meu nome é Byun Baekhyun, tenho 17 anos, perdi meus pais em um acidente de carro e hoje moro com minha avó que já está quase indo para o mundo dos mortos também. Sou homossexual, apesar de quase ninguém saber disso. Tenho depressão mas não posso pagar um psicólogo para me tratar. E, nesse exato momento eu sinto o gosto da solidão.

Fora minha avó eu não tenho ninguém, sair sozinho não é algo muito legal, ver casais andando felizes, crianças e seus pais passeando... Eu deveria ficar feliz por eles mas simplesmente não consigo.

Enquanto ando até a tal cafeteria da esquina observo atentamente todos a minha volta, parecem felizes mas será que são mesmo? Ou assim como eu apenas carregam a expressão de serenidade para despistar perguntas?

Olho para o céu e deixo com que uma única lágrima desça pelo meu rosto e logo a limpo.

- Droga, estou sendo fraco novamente... - falo comigo mesmo - acho que é ali.

Vejo uma pequena cafeteria exatamente na esquina, como nunca notei ela aqui?

Entro e observo o local, é pequeno porém agradável e parece ser bem acolhedor.

- Bom dia, em que posso ajudar? - um rapaz de baixa estatura e olhos grandes como de uma corujinha me pergunta.

- Ahn... Ah. Eu gostaria de um capuccino.

- Só isso?

- Sim, obrigado.

- Okay, sinta-se a vontade para sentar onde quiser - ele dá um sorriso mínimo e sai com meu pedido em mãos.

Sento-me em uma mesa mais ao fundo e começo a pensar sobre coisas banais da vida, o que mais imagino é como vai ser depois que vovó morrer.

Morte.

Uma palavra tão pequena mas com uma força enorme, tão simples de se falar mas tão assustadora de se enfrentar.

Deveria ser algo fácil, a morte é algo fácil, a vida que é difícil, cheia de problemas e complicações como se fosse um teste para ver se você realmente vai aguentar ou se matar antes.

- Seria isso uma coincidência ou o destino querendo nos unir? - uma voz irônica soou ao meu lado.

- AH NÃO, TÁ DE ZOAS COM A MINHA CARA. - exclamei assustado e irritado ao mesmo tempo.

Eu tava aqui, mó momento reflexivo sobre a vida e quem aparece? O POSTE COM ORELHAS GIGANTES.

- Por acaso isso é perseguição? Olha que eu te denuncio! - falo apontando diretamente para seu rosto.

- Por que eu te perseguiria? Você é estranho - ele diz rindo e senta na cadeira ao meu lado.

- Deixei? Pode ir devolvendo toda essa intimidade que eu não te dei - falei com deboche.

- Eu vim aqui para ler, esse lugar é tranquilo e o garçom é muito gentil, além de ter um ótimo gosto para livros.

- A corujinha? - pergunto me lembrando do menino fofo que me atendeu a pouco tempo - É, ele parece ser bem legal.

- Corujinha? Ele se chama Kyungsoo e inclusive, seu nome é mesmo Crodofredo? - ele pergunta fazendo uma careta estranha.

- Que? Não, me chamo Baekhyun. Eu hein.

- Ah... Pera, Byun Baekhyun? - ele me pergunta um pouco assustado.

Tá, eu que me assustei.

- Sim... - respondo me afastando um pouco dele - como sabe meu sobrenome? Eu mal disse o meu primeiro nome.

- Ajudei sua vó a estender roupas no varal ontem, ela disse que seu neto, Baekhyun, não saia do quarto nem pra ajudar a lavar uma louça - diz ele aos risos.

Cruzo os braços e faço um bico com a boca, não acredito que vovó falou isso pra ele, poxa eu perguntei se ela queria ajuda e ela disse que não.

- Eu ajudo sim, só não estava muito bem ontem e não queria deixar ela preocupada - faço uma expressão chorosa e explico minha situação para ele.

- E por que não estava bem? - ele pergunta como se fôssemos amigos a anos, mas a verdade é que nem amigos somos.

- Não te interessa o porque - respondo grosseiro e volto a criar a barreira de gelo que sou.

Depois disso ele nada mais disse, apenas abaixou a cabeça e começou a ler seu livro. A corujinha que descobri realmente se chamar Kyungsoo trouxe meu capuccino pouco depois do diálogo estranho com o... Chanyeol? É, Chanyeol.

Por alguma razão estranha eu não consigo sair daqui, antes queria muito me afastar do grandão estranho mas agora que ele está quieto eu estou me sentindo em... Paz.

Acabei deixando o capuccino de lado e observei atentamente cada centímetro do rapaz ao meu lado. Já o vi algumas vezes no colégio, somos da mesma sala mas nunca havia notado o quão lindo ele é.

Pera, que? Mas que merda eu tô falando, meu Deus, nem o conheço mas já vejo que ele é extremamente irritante.

- Com licença, eu já vou indo - falo e me levanto às pressas com medo de acabar falando ou fazendo alguma merda.

- Tchau baixinho, se cuida - ele diz com um sorriso enorme e meu coração parece acelerar um pouco.

Saio andando o mais rápido de volta para casa, entro como um furacão ignorando as perguntas de minha vó sobre como foi lá e me tranco no quarto.

- Mas o que... Por que fiquei tão nervoso por algo tão... Ah, esquece.

Me dirijo ao banheiro para tentar relaxar um pouco, o dia mal começou e já me sinto exausto.

Odeio finais de semana

              {°•°•°•°•°•°}

Já deveriam ser quase 3h e eu simplesmente não conseguia dormir, estava acontecendo de novo, os mesmos sentimentos de inutilidade de sempre.

- Eu... Sou mesmo um lixo deplorável...

Falo comigo mesmo e começo a chorar, me levanto da cama e pego um estilete que guardo na minha cômoda. Eu vou mesmo fazer isso? Tanto tempo aguentando e agora... Vou mesmo desistir de tudo?

Saio de casa em paços pequenos para não acordar minha avó, sento em frente ao portão e fico girando o estilete pensando se devo ou não me matar.

- Deveria ser tão simples... -sussurro baixinho e faço um corte em meu pulso.

Observo o sangue escorrer e a dor começar a chegar, choro ainda mais por não ter coragem nem para me matar.

- Hey, você tá bem? - uma voz já conhecida soa ao meu lado.

- Puft! Depois diz que não me persegue - levantei e limpei minhas lágrimas ficando de frente para Chanyeol. Sim, eu decorei o nome dele.

- Aconteceu algo? - ele perguntou preocupado.

- Só a mesma escuridão de sempre me assombrando - falo com sinceridade, talvez apenas hoje seja bom retirar todas essas barreiras que eu mesmo coloquei - como alguém tão inútil pode existir nesse mundo?

- Você não é inútil! Certo que te conheço a apenas dois dias mas pelo pouco que vejo, apesar de ser meio estressadinho, você tem um bom coração.

Ouvir aquelas palavras foi como um baque, nunca ninguém disse coisas assim para mim, minha avó sempre esteve comigo porém nunca questionou ou se meteu em meus momentos de fraqueza.

- Você... O que você quer afinal? - perguntei angustiado.

- Apenas... Sua amizade - ele respondeu com um sorriso que fez meu coração falhar uma batida.

Vejam bem, eu nunca tive um amigo, as pessoas sempre mantinham distância de mim por sempre agir com grosseria com elas e aqui em minha frente tem alguém que se dispõe a estar comigo mesmo que até agora eu apenas tenha lhe tratado mal.

- Certo, Chanyeol, amigos? - perguntei e estendi a mão direita para ele. Não deve ser tão difícil assim ter um amigo certo?

- Amigos! - ele sorriu e apertou minha mão - Aliás, é necessário uma certa escuridão para que se possa ver as estrelas. Até mais Baek.

Eu sorri. Depois de muito tempo, um sorriso verdadeiro. Enquanto ele se afastava eu pensava, quantos mistérios esse garoto estranho de orelhas enormes deve guardar?

Talvez, a vida não seja assim tão ruim.


Notas Finais


Referências a sinopse? Talvez heheheh
Essa é a primeira etapa da fic, quando Chan faz Baek começar a enxergar a vida de uma maneira diferente
Obrigada por ler até aqui e até o próximo capítulo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...