História Sutilmente - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~Good_Girl

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Tags 5sos, Luke Hemmings
Exibições 111
Palavras 4.220
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sei, eu demorei quase UM MÊS, mas agora que eu estou de férias então resolvi descansar um pouco porque ne eu mereço, mas eu fiz um capítulo grande pra compensar vocês ♡

Capítulo 8 - Imperfeições


Fanfic / Fanfiction Sutilmente - Capítulo 8 - Imperfeições

Algumas coisas são difíceis de acreditar, tudo parece ser uma mentira aqueles flashbacks rolando em nossa mente, aquela sensação de que estamos revivendo aquelas memórias antigas, as lágrimas de saudade escorrendo pelo rosto todo, os soluços involuntários invadindo nossos lábios, um bolo se formando em nossa garganta, essa é a dor que a saudade nos proporciona, uma dor irredutível de nunca mais podera ver alguém que se ama.

Me levanto dá cama e fecho o notebook que eu havia pedido emprestado para tio Dave, calço meus chinelos pretos sem graça alguma, respiro fundo tentando controlar as tremuras que se formavam em meu estômago eu só precisava de um abraço no momento, um vai ficar tudo bem talvez, eu só queria esquecer de tudo e só lembrar das coisas boas que já aconteceram, mas isso é uma coisa impossível de se acontecer.

Pisco algumas vezes e sorrio sem emoção alguma ao lembrar do sorriso de meu irmão, ele tinha um sorriso tão bonito, tão inocente, eu queria o ver pelo menos por uma última vez, eu queria tanto, mas isso era uma coisa impossível de se acontecer, infelizmente isso só poderia acontecer em meus sonhos que não passavam de uma imaginação inútil.

Eu estava enjoada de ficar naquele quarto, eu amo ficar aqui, mas eu queria ir para um lugar que eu pudesse me liberar, gritar até a garganta doer e chorar até não ter mais lágrimas alguma, eu precisava me liberar, liberar toda essa bagunça que forma uma angústia imensa dentro de mim.

Ponho a mão na maçaneta e abro a porta, curvo os lábios em um pequeno sorriso quase invisível, fecho a porta, e vou caminhando sem pressa, deslizando meu polegar por aquela parede cinza, desço as escadas observando cada detalhe dela, quando eu ficava triste eu observava tudo ao meu redor, com um jeito mais delicado de ver as coisas.

Eu estava com uma imensa saudade de casa, inclusive do meu pai e de Blue, eu não sou muito próxima dos meus "parentes" até porque eles só sabem apontar onde eu sempre erro, para eles eu sou a aberração da família, eles nunca me ajudaram nos momentos em que eu precisei, eles nunca perguntaram se eu estou bem, eles não tem o menor direito de dizer algo sobre mim, mas o problema é que as palavras machucam.

- Está procurando as poeiras no chão? - Tio Dave diz em um tom humorado

- Eu não iria perder meu tempo com isso! Eu só estou com saudades de casa essas coisas inúteis. - Eu digo indiferente

- Logo você se acostuma, isso é uma coisa normal. - Ele diz

- É você tem razão, eu vou sair um pouco ok? Preciso pensa sobre algumas coisas. - Digo e solto um suspiro cansado

- Tudo bem só não se perca por aí. - Ele diz

- Ok. - Respondo caminhando ate a porta

Mordo meu lábio e caminho por aquele corredor cheio de portas com diversos números indicando que eram apartamentos diferentes, as portas eram todas brancas com os números dourados, espero a porta do elevador abrir e entro no mesmo, aperto o botão pra ir para o último andar, bato meus dedos contra a parede metálica do elevador para ver se eu afastava os pensamentos ruins de minha mente, uns segundos se passaram e a porta do elevador se abre e eu observo aquele andar com uma certa curiosidade, aquele corredor e portas eram exatamente iguais como dos demais andares, mas eu queria saber o que havia no final deste corredor.

No fim do corredor eu encontro uma porta de vidro incolor, eu podia ver que tinha uma estufa ali, com diversas flores, rosas e entre outras coisas empurro a porta e me surpreendo ao ver Luke ali, sua aparência era cansada, seus olhos azuis estavam apagados e seus olhos fechados, eu permaneço perto da porta o observando eu queria saber o que aconteceu para ele estar tão cabisbaixo, mas pelo o que eu estava vendo tudo que ele menos queria era relembrar do ocorrido.

- O que você está fazendo aqui? - Ele pergunta meio assustado

- Eu estava cansada de ficar naquele quarto, e também gosto de descobrir novos lugares. - Eu o respondo - Como estava cansada de ficar naquele quarto, e gosto de vir para lugares tranquilos para pensar sobre diversas coisas então resolvi vir para cá, já que eu não sei andar por aqui. - Explico o observando com uma certa curiosidade

Ele molha os lábios delicadamente e solta um longo suspiro e não fala mais nada, apenas fica observando a paisagem, ele estava ali, mas sua mente não, Luke estava tão distante quanto eu.

Taco em meus bolsos minha mão a procura de meus cigarros e vejo que o maço de cigarros estava ali, sorrio aliviada e tiro um do mesmo, boto um cigarro na boca e o ascendo com um pouco de dificuldade pois estava ventando.

- Você quer falar do que aconteceu? - Pergunto soprando um pouco de fumaça de meus pulmões.

- Mais uma briga com a arzaylea agora ela pegou uma imensa implicância com você, eu não sei qual é o problema dela Helena, eu faço de tudo para agrada-la, mas ainda assim não é o suficiente. - Ele diz baixo

- Acho que não vou falar nada até porque o relacionamento é de vocês, daqui a pouco isso tudo passa e vocês estão bem de novo. - Eu digo tentando otimizar a situação, mas ele não se convenceu muito.

- Eu sei que você está se reprimindo para não chorar Helena, eu vejo isso em seus olhos. - Ele diz

- Eu ouvi a briga que vocês tiveram, bem, boa parte dela, nós nem somos amigos, não sei porque eu estou aqui querendo melhorar sua situação. - Eu digo indiferente

- Você entendeu errado Helena, eu só estava tentando melhor a situação, mas não melhorou muita coisa. - Diz ele

- Luke ela tem que aceitar o fato que nós nos conhecemos e que vou passar uns meses no mesmo local com vocês, enfim vocês conversam quando estiverem mais calmos, mas o que acha de darmos uma volta com os meninos como você tinha sugerido? - Digo ascendendo outro cigarro

- Seria uma boa ideia se eu não estivesse tão confuso com tudo isso. - Ele diz brincando com seus dedos

- Não fica assim Luke aposto que os seus amigos, e é assim que você vai me mostra as coisas boas da vida?

- Não eu só não estou no clima hoje Helena, não estou em um bom dia. - Ele diz

- Eu também não estou, como você disse eu estou com uma imensa vontade de chorar, mas eu não gosto de te ver triste nós temos um acordo Luke! - Eu digo convicta. - Nós podemos ficar aqui mais um pouco se você quiser. - Sugiro a ele

- Obrigado. - Ele agradece

- Obrigado pelo o que?

- Por estar aqui, sabe? Ultimamente as pessoas só sabem apontar onde eu errei, elas não entendem que eu só sou um cara de 20 anos tentando manter um relacionamento. -Ele diz enquanto eu puxo aquela fumaça tóxica de meu cigarro para os meus pulmões

- As pessoas só julgam as imagem que você transparece ser. - Eu digo apagando meu cigarro na parede, Luke molha seus lábios e abre a boca porém a fecha sem resposta

- Eu não sou perfeito Helena. - Ele finalmente diz

- Ninguém é perfeito Luke, todos nós erramos, alguns erros custam nossa saúde mental e outros as soluções são fáceis, mas se você quer continuar com isso continue, faça o que te faz bem e ignore as opiniões. - Digo e ele sorri levemente

- Você tem razão, mas como vão as coisas? - Ele pergunta

- Uma bagunça, é difícil explicar eu tento esquecer tudo, mas é tão difícil. - Eu digo baixo.

- As coisas acontecem por um motivo Helena, então, não se culpe tanto. - Ele diz e eu o observo por uns minutos

- Já que as coisas acontecem por um motivo, qual foi o motivo? - Pergunto em um tom baixo

- Eu não sei, apenas sei que esses motivos te levaram até aqui, esses motivos te trouxeram você ate mim. - Ele diz e eu sorrio de canto pensativa

Eu sabia que Luke tinha razão os motivos desconhecidos, pelos acontecimentos sem pontos finais me trouxeram até ele, mas aquela dor imensa em meu peito continuava e continuava sem exceção alguma.

- Você tem razão, mas por que dói tanto? - Eu pergunto reprimindo o choro

- Porque nós somos humanos, nós choramos, sorrimos, caímos, levantamos e ajudamos quem está precisando de ajuda, nós somos movidos por diversos sentimentos uns mais aflorados outros nem tanto, esse é o ciclo da vida Helena, você não será uma exceção entre eles. - Ele diz

Eu engulo em seco e respiro fundo em seguida, eu estava confusa, com raiva, queria entender o por que de eu estar sendo tão massacrada por essa imensa confusão que me fazia perder a sanidade em alguns momentos, deixo minha cabeça no ombro de Luke e observo todas aquelas flores e plantas coloridas que me transmitia uma certa paz que me reconfortava.

- Infelizmente eu terei que ir, tenho algumas coisas para resolver com os meninos. - Luke diz se levantando

- Ah tudo bem. Respondo calma

- Se os meninos aceitarem a nova tal "proposta" eu te mando mensagem. - Ele diz

- Ok. - Respondo e o deixo ir

Apesar de estar um clima quente, estava ventando um pouco e isso me empidia de sentir calor, pego outro cigarro e o ascendo, tantas emoções estavam começando a se formar dentro de mim que era até difícil distinguir quais eram esses tais sentimentos que me causavam um leve desconforto.

Fecho meus olhos e continuo a sugar aquela fumaça tóxica para meus pulmões, eu tinha um imenso problema em chorar quando havia alguém por perto seja lá um estranho ou um conhecido, eu não sei porque isso acontece, porém algumas vezes isso acontece, são bem raras as vezes, quando a vontade de chorar está realmente grande nós temos que liberar esse sentimento tenebroso, por que se reprimir tanto sendo que a solução é tão simples? Essa era mais uma pergunta que nem eu mesma tinha alguma resposta, ela é apenas mais uma pergunta sem resposta, apenas mais um pensamento sem fim.

Procuro meu celular em meu bolso, porém me lembro que eu havia o deixado em casa, eu tinha esse imenso problema em esquecer meu celular quando tenho esses famosos "surtos de realidade" bufo irritada e decido voltar para o apartamento de tio Dave espero a porta de abrir e caminho em passo rápidos por aquele corredor extenso, espero o elevador abrir e entro naquele cubículo, aperto o botão para o andar que eu iria, aproveito para arrumar minha franja que estava meio bagunçada, levo um pequeno susto ao ouvir a porta se abrindo saio de pressa do elevador e abro a porta do apartamento de Dave, deixo as chaves na pequena mesa da sala e subo as escadas rapidamente, abro a porta do quarto sem fazer muito barulho e fecho a mesma, respiro fundo ao ver aquele quarto perfeitamente arrumado, rio baixo ao lembrar que o meu quarto em minha casa é uma completa bagunça.

Me sento na cama e pego meu celular debaixo de meu travesseiro, tinha várias mensagens de Blue que eu tinha ignorado, ela estava desesperada para que eu contasse as novidades leio todas as suas 200 mensagens com um sorriso no rosto e com uma pequena saudade da garota que alegrava todas as minhas manhãs e que me ligava para saber qual roupa vestir.

Helena: Meu Deus calma, aqui é legal e os meninos são super gentis, eu vou viajar amanhã a tarde, bem como você sabe eu odeio ficar digitando então depois beijos.

Termino de digitar a mensagem e desligo o celular já que não tinha nada de interessante para fazer no mesmo além de jogar e checar minhas redes sociais mas, como minha mente estava cansada demais para fazer essas coisas fúteis, me deito na cama e bocejo alto, eu tenho uma péssima mania de corta o meu sono por conta dos diversos pensamentos que passam por minha mente, eles são tão confusos e sem respostas que de certa forma isso me deixa irritada.

Com os olhos fechados eu tento pegar o controle do ar-condicionado para abaixar a temperatura, porém não consigo efetuar a ação com tanto sucesso, assim então sou obrigada a abrir meus olhos e pega-lo na pequena gaveta que ficava o abajur, levanto meu braço e abaixo a temperatura como queria e me deito novamente me cobro com o lençol e viro para direita pois era a posição mais confortável para dormir.

(...)

Ao virar novamente para o outro lado da cama meu celular começa a tocar, uma expressão confusa toma conta de meu rosto, eu podia jurar que eu havia deixado meu celular no silencioso até porque nao gosto de ser incomodada durante o meu sono, eu tinha pensado em ignorar aquele som e voltar a dormir, mas passei as mãos no rosto e levante, peguei meu celular e vi que o número de Luke no identificador de chamadas e atendi imediatamente.

- Oi Luke. - Eu digo meio sonolenta

- Acho que eu te acordei não é? Mas de qualquer forma desculpa não foi proposital, eu falei com os meninos se eles queriam sair hoje pra fazer algumas coisas já que nós vamos viajar amanhã, então eles toparam ir a uma balada aqui perto, topa?

- Ahn eu vou sim, nós vamos que horas? - Pergunto coçando meus olhos

- As 19:00hrs não vamos voltar muito tarde, então você tem 1:30 hora e meia para se arrumar, acho que você não demora mais que isso, não é? Bem acho que não.

- É tempo o bastante, bem nos vemos mais tarde não é?

- Nos vemos mais tarde. - Ele responde e eu desligo a ligação

Levanto da cama, solto um bocejo alto minha vontade era de voltar para cama, mas como eu dormia a maior parte do tempo umas horinhas acordada não iria me matar não é? É.

Pego minha mala que estava ao lado do enorme guarda-roupa que havia naquele quarto pego um short jeans simples e uma blusa branca com alguns detalhes dourados e uma bota da cor bege, deixo a roupa em cima da cama e bota no chão mesmo, já que estava meio suja, pego minha mochila tiro um conjunto de peças íntimas, minha pequena bolsa de maquiagens e uma toalha limpa, boto a toalha no ombro, a bolsa de maquiagem em uma mão e o conjunto de peças íntimas na outra.

Sinto meus ombros relaxarem ao sentir a água morna cair em meus ombros, pego o sabonete líquido e coloco um pouco em minha mão, vou ensaboando meu corpo sem pressa alguma, ao terminar todo aquele processo ligo novamente o chuveiro deixando a água lavar todo o meu corpo. Após desligar o chuveiro novamente seco meu corpo, visto minha calcinha e em seguida o sutiã, seco meu cabelo com uma pequena toalha que eu tinha deixado ali, depois de tirar o excesso de agua de meu cabelo, enrolo a mesma em meus cabelo, assim que vejo meu reflexo naquele espelho faço uma careta, minha pele estava mais pálida que o normal, passo um pouco de base e em seguida pó de arroz, passo rímel e um batom da cor vinho.

Ao acabar de vestir o short jeans, visto a blusa com cuidado para não a sujar por conta da maquiagem, tiro a toalha de meu cabelo e o deixo solto, me sento na cama para por minhas botas nos pés, olho as horas em meu celular e vejo que eu tinha meia hora para terminar de me arrumar ainda.

Ligo o secador, e seco meu cabelo bem rápido, passo chapinha para diminuir o volume, o arrumo rapidamente, passo um pouco de perfume e saiu do quarto, caminho a passos rapidos por aquele corredor e desço as escadas correndo para não me atrasar, pois eu odeio me atrasar mesmo que seja por um compromisso bem idiota.

- Vai aonde? - Tio Dave pergunta

- Vou sair com os meninos. Por que?

- Por nada, tome cuidado aqueles meninos não perdem uma oportunidade. - Ele diz e eu solto uma pequena risada

- Pode deixar tio, juízo é o que não me falta. - Eu digo pegando minhas chaves na pequena mesa da sala.

- Ok vou confiar em você não chegue tarde. - Ele diz e eu ouço a companhia

- tchau tio. - Digo apressada indo abrir a porta, ele acena rapidamente e eu abro a porta e estranho ao ver Luke ali juntamente com Arzaylea

- Oi, eu não sabia que vocês viriam. - Eu digo surpresa

- Eu não avisei direito então aposto que você sairia de casa sem saber o que fazer. - Luke explica

- Verdade, ah oi Arzaylea como vai? - Eu pergunto porém ela não responde

- Bem melhor nos irmos já não é? - Luke diz sem graça

- Sim claro. - Eu o respondo também sem graça.

O trajeto até o tal local foi meio tediante, não foi totalmente porque Calum estava lá, então nós conversamos um pouco e isso fez que eu não me sentisse tão desconfortável por estar no mesmo local que Arzaylea.

Eu estava sentada em um sofá qualquer ao lado de Calum, e estava com uma latinha de cerveja nas mãos que Calum havia pego pra mim, nós estávamos na área vip e na minha opinião essa "festa" está meio sem graça, até porque eu não gosto de nada que envolva muitas pessoas no mesmo lugar porque:

1. Eu sempre acabo esbarrando em alguma pessoa banhada de suor

2. Em todos os locais que eu olho tem alguém praticamente se comendo

3. Meus amigos sempre me abandonam em festas ou baladas.

- o que você costumava fazer antes de vir pra cá? - Calum pergunta

- Eu trabalhava em uma loja de CDs perto da minha casa e nos finais de semana era ajudante de fotógrafo, ah e também tinha a faculdade porém eu já a terminei e eu estou aqui dando uma ajudinha a vocês. - Eu grito alto em seu ouvido para ele poder ouvir

- Você tinha uma vida basicamente normal, mas como você conheceu a banda? - Ele pergunta curioso

- Na internet, eu costumava ver muitos covers na Internet então encontrei vocês e sou fã até hoje eu acho. - Eu digo alto, ele ri baixo

- Bela história. - Ele diz

- É. - Respondo e bebo um gole da cerveja que ele havia me dado

- Mal chegou e estar tentando realizar algum dos seus sonhos de fã? - Arzaylea pergunta visualmente bêbada

- Desculpa, eu não te conheço e nem você me conhece, então de acordo com a minha teoria você não tem direito nenhum de falar algo sobre mim. - Eu digo seria

- Oh meu Deus, será que a pobre menina vai sair correndo e cortar os pulsos no primeiro banheiro que ver pela frente? - Ela pergunta olhando para algumas cicatrizes em meu pulso direito

- Vejo que até uma adolescente é menos infantil que você, se você não consegue segurar seu namorado esse problema não é meu, agora me de licença que eu não vou gastar o meu tempo com uma biscate como você. - Digo e saio dali visualmente magoada

Eu não iria chorar, até porque aquilo foi momentos de fraqueza que eu não tive ninguém para escutar meus problemas então aquelas lâminas foram as minhas únicas amigas, eu não tinha muito mais de 20 dólares no bolso, então não daria para voltar pra casa, já que o apartamento de tio Dave era praticamente do outro lado da cidade, observo todas aquelas pessoas dançando animadamente na pista de dança, os observo por mais uns minutos e caminho para fora do local.

Assim que saio de dentro da balada jogo a pequena lata de cerveja fora, e caminho por aquela extensa calçada, estranho ao ver Luke encostado em seu carro olhando o chão visualmente perdido.

- Cara o que você está fazendo aqui? - Eu pergunto confusa

- Calum me mandou uma mensagem avisando que vocês e Arzaylea tinham brigado e você saiu meio magoada. - Ele explica

- Por que você não esta lá com ela? - Eu pergunto ignorando sua explicação

- Eu preciso de um tempo pra mim sabe? Rever tudo que eu fiz e tudo que eu poderia ter feito, um tempo pra repensar na vida, sabe? Ultimamente o meu mundo tem sido apenas a banda e Arzaylea eu mal tenho pensando em mim. - Ele explica e eu presto atenção em casa palavra que o mesmo dizia.

- Bem eu não gosto de dar minhas opiniões sobre assunto tão pessoais assim, seja la em qual for suas decisões, eu estou aqui para te apoiar em qualquer uma delas. - Eu digo e ele sorri

- Obrigado, mas eu gostaria de saber sua opinião é importante pra mim sabe? Eu tenho essa coisa de querer saber a opinião de todo mundo. - Ele diz meio sem graça

- Eu Acho que você deve se importar mais com você mesmo sabe? Olhar mais pra você, dar mais valor para os seus familiares porque a Arzaylea é apenas sua namorada e vocês podem terminar a qualquer momento e então não a trate como ela fosse o centro do seu universo. - Eu digo e ele franze o cenho como se estivesse filtrando cada uma das palavras que eu acabara de falar

- Por que eu teria que parar de tratar Arzaylea como o centro do meu universo? Eu apenas a trato como os namorados normais tratam suas namoradas. - Ele diz meio confuso

- Não, Luke você faz isso de maneira exagerada, enfim eu apenas dei minha opinião como você pediu, intérprete como quiser. - Eu digo e fico em silêncio

- Eu apenas preciso de um tempo pra mim. - Ele diz

- Sim você precisa, mas não vai dar um de hippie largar tudo e morar na floresta não hein. - Eu digo e solto uma longa gargalhada junto a ele

- Não isso não, vamos pra casa? - Ele pergunta jogando as chaves no ar e a pegando em seguida

- Não vai querer ficar ai mais um pouco? - Eu digo estranhando sua pergunta

- Não, vamos logo Helena. - Ele diz indo para o outro lado da porta e destravado a mesma.

- Ok então. - Eu respondo dando ombros e entro no carro

Até que na viajem de volta não foi tão entediante assim, nós cantamos umas músicas aleatórias que passavam na rádio e conversamos sobre diversas coisas sobre a segunda parte da turnê eu ouvia cada coisinha que ele dizia com toda a atenção, eu estava com um pouco de sono, porém mesmo assim eu me esforçava ao máximo para ouvi-lo

- Você está morta de sono. - Ele comenta e eu respondo um breve "uhum" com a cabeça deitada no banco

- Falta muito para chegarmos? - Pergunto e solto um longo bocejo em seguida

- 5 minutos no máximo, fica calma que nós estamos chegando. - Ele diz com os olhos vidrados na estrada

- Ok. - Respondo de olhos fechados

Como eu previ aqueles 5 minutos passaram tão rápido quanto um foguete e lógico que eu fiquei feliz com isso e sai do carro como um raio, tudo que eu queria no momento era deitar naquela cama fofinha e dormir até não poder mais.

- Calma eu tenho que te levar em casa ainda loira. - Luke diz tentando acompanhar meus passos rápidos

- Eu te pedi para você me levar em casa? - Eu digo com uma certa arrogância

- Não, mas ja que você veio comigo nada mais justo do que eu te levar em casa senhora arrogância. - Ele diz e Eu reviro os olhos

- Fala desnecessária. - Eu digo apertando o botão do elevador e entro no mesmo quando abre

- Você fica um porre quando esta com sono. - Ele diz bagunçando meu cabelo

- Já me disseram isso várias vezes, obrigada. - Digo arrumando o cabelo diante do enorme espelho a minha frente

- Vamos logo. - Luke diz me puxando e eu bufo irritada

- Graças a Deus eu vou me livrar de você! - Eu digo pegando minhas chaves no bolso de meu short

- Também foi bom estar com você essa noite. - Ele diz e eu não respondo

Entro em casa, tiro aquelas botas e as pego subo as escadas correndo como raramente fazia, abro a porta de meu quarto e jogo as botas no chão e amarro meu cabelo com um elástico que eu sempre deixava na maçaneta da porta, realmente eu nao iria ir ao banheiro tomar um banho escovar os dentes e muito menos tomar um banho eu literalmente estava muito cansada e tudo que eu queira era deitar em minha linda e confortável cama.


Notas Finais


O roteiro do proximo capítulo ta quase pronto entao vou tentar postar o mais breve possivel! Espero que vocês tenham gostado do banner que eu fiz, e a taci maravilhosa editou o capítulo ♡ então comentem o que achou ou o que tem que melhorar ou sei lá.

OBRIGADA PELOS 240 FAVORITOS EU AMO VOCÊS ♡

Agradecam a taci por essa edição maravilhosa porque eu sou péssima nisso, bye.


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