História Sweet Annie - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Clarisse La Rue, Grover Underwood, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Octavian, Percy Jackson, Personagens Originais, Poseidon, Sally Jackson, Thalia Grace
Tags Annabeth Chase, Grover, Logan Lerman, Lolita, Percy Jackson
Exibições 65
Palavras 1.973
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então...
Acho que o capítulo ficou pequeno, sorry kkk mas creio que ficou legalzinho sz comentem o que acharam e o que poderia melhorar, não sei
Beijosss

Capítulo 1 - Capítulo um


— Vamos lá, Annie. Só mais uma colherinha — Falei, empurrando a colher contra a boca da menininha, mas ela apenas virava o rosto e fazia careta.
— Eu não quero comer! — Cruzou os braços.
— Mas por que?
— Eu quero a mamãe. Cadê a mamãe?
— Ela precisou sair. Você já tem dez anos, deveria estar comendo sozinha.
— Não! Eu não quero comer!
  Revirei os olhos. Já sabia quem poderia cuidar disso.
  Peguei meu celular e disquei o número do Grover.
— Grover, eu preciso de uma ajudinha sua... É com a Annie.
— Você é muito trouxa, precisa de mim pra cuidar da irmã. E olha que é fácil lidar com ela...
— Então já que você é o mestre expert em cuidar de criança, venha me ajudar.
  Ele riu.
— Só porque é a fofa da Annabeth.
  Revirei os olhos e também ri, desligando o celular em seguida.
  A Annabeth não era minha irmã. Não de sangue, mas eu a amava como se fosse, como se eu tivesse que protegê-la. Era filha de pais separados, e seu pai conseguiu ficar com sua guarda até os cinco anos... E um acidente de moto horrível acabou deixando-a sem ele. Sua mãe havia desaparecido depois que se separou. Não havia contato com ninguém de sua família, então a única opção foi colocá-la num orfanato.
  No começo não foi fácil para mim entender que teria uma nova irmã. Por que? Bom, porque até antes de ela vir eu era o preferido dos meus pais. Não apenas o preferido, mas o único. Ainda me lembro de minha mãe chegando sorridente, segurando a mão de uma menininha loira de cachinhos, vindo até mim.
  Flashback on~
— Percy — Minha mãe sorriu, sentando no sofá e colocando a menina no colo. — Sua irmã não é linda?
— M-Minha irmã?
— Sim — Fez sinal para ele se aproximar, e a menina o observou com os olhos cinzentos como uma tempestade. — O nome dela é Annabeth. Annabeth Jackson Chase.
  Engoli em seco, levantando a mão para tocá-la na bochecha. Annabeth fechou os olhos e sorriu, fazendo eu também sorrir.
— Seu pai foi comprar algumas coisas que faltam para ela, ele também está muito feliz.
— E para mim também? — Fiz biquinho.
  Ela riu.
— Você tem nove anos, já é um rapazinho.
— Isso é injusto! — Protestei.
— Vou ligar pra ele comprar um sorvete bem gostoso pra você, certo? — Sorri vitorioso e assenti. — Mas vai prometer que vai nos ajudar a cuidar dela para sempre.
— Okay, eu prometo!
  Ela bagunçou meu cabelo e sorriu.
  Flashback off~~
  E ali estava eu. Mal passaram-se quatro anos e já havia descumprido o que prometi, mas pelo menos eu tentava. Acontece que a Annie daquele tamanho já era marrenta daquele jeito, eu só fico imaginando quando ela tiver quinze anos, assim como eu agora.
— Eu quero brincar lá fora — Ela interrompeu meus pensamentos. — Já tenho dez anos, estou bem grandinha.
  Ri porque ela usou meu argumento para fazer ela comer. Esperta.
— Tudo bem, mas eu vou ficar de olho.
  Ela deu um de seus sorrisinhos sapecas e correu até o seu quarto de brinquedos, pegando algumas panelinhas, e eu fui atrás da mesma até a frente de casa. Sentei na calçada enquanto Annie ia para a areia, enchendo cada panelinha com terra e levando-as para mim "comer".
— Hummm, que delícia — Falei, fingindo mastigar algo, e ela abriu um sorriso. O sorriso mais lindo e sincero que eu conheço.
  Ela correu de volta para onde estava e eu peguei meu celular. Uma mensagem da Clarisse... O que será que ela queria? Abri a janela de bate-papo dela.
  "Percy, eu andei pensando e... Você não quer sair comigo? Qualquer dia. Sabe, eu cansei dessas briguinhas bestas da gente, e eu sei que não dei nenhuma chance para você se aproximar. Mesmo que não quiser, me responde para eu ter certeza."
  O será que eu respondo? Não, espera, isso só podia ser alguma armação da Clarisse. Por que isso de repente, se ela sempre me odiou? Alguma coisa está errada...
  Assim que eu ia começar a digitar alguns xingamentos e mandar aquela idiota me deixar em paz, eu ouvi um grito que eu conhecia muito bem... Annabeth.
— Percy! — Me levantei rápido e corri até ela, que estava sentada no chão, segurando a perna.
  Ela se machucou.
— Caramba, será que eu não posso te deixar dois minutos sozinha?!
  Os olhos dela se encheram de lágrimas e eu percebi que fui muito grosso.
— Não, não chora, foi sem querer...
  Mas quanto mais eu falava, mais sua boca formava um biquinho, até ela cair no choro. Eu odiava vê-la assim.
— Shh — A peguei com cuidado no colo e entrei em casa, fechando a porta atrás de mim e indo até o banheiro.
— Tira sua roupa — Falei quando ela estava mais calma, abrindo a torneira da banheira.
  Olhei para trás e vi que ela continuava do mesmo jeito, me olhando e soltando alguns soluços, então percebi que eu teria que fazer isso. Tirei sua blusa, depois o shorts e a calcinha com cuidado para não machucar mais a ferida do joelho.
— Vai doer — Ela murmurou.
— Não vai não, pequena — Peguei a mão dela e fiz a mesma entrar na banheira, fazendo careta.
  Terminei de dar o banho nela e coloquei um vestido na mesma depois fiz um curativo em seu joelho, então ouvi batidas sincronizadas na porta da frente e eu já sabia quem era.
— Entra!
  A porta foi aberta.
— Onde está a garotinha mais linda desse mundo? — Grover perguntou com uma voz escrota.
— Grover! — Annie desceu da cama e correu, indo abraçar o babaca.
  Fui até eles, sentindo certo ciúme.
— Já melhorou da perna, senhorita Annabeth?
  Ela sorriu quando Grover a pegou no colo.
— Não fique com ciúmes... Mentira, fique, ela me ama mais.
— Ah, vai te fod...
— Shhh, palavrão na frente dela não! — O idiota me repreendeu.
  Revirei os olhos e fui responder Clarisse, enquanto os dois brincavam. Será que eu não deveria dar uma chance para ela? Eu não sou do tipo que julga sem ter certeza... Talvez eu deva confiar nela dessa vez, eu não tenho nada a perder. Bom... Talvez a paciência.
  "Quando e onde nós vamos?" Escrevi, hesitando antes de enviar.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
  Passaram-se cinco anos e agora Annabeth tinha quinze anos, Percy vinte e Grover vinte e dois.
  Annabeth on~~
— Annie?! — A voz de Percy do outro lado da porta fez eu levantar, apesar de estar acordada antes.
  Abri a porta e dei de cara com aqueles olhos verdes me fitando.
— Por que fecha a porta de chave? Sabe que não precisa disso.
— Ué, seu quarto vive trancado. Sabe que não precisa disso.
— Na verdade preciso sim, porque certa pessoinha que não tem nem tamanho adora mexer nas minhas coisas — Ri.
— Está falando daquelas revistas de mulheres nuas que achei? Ou dos filmes pornográficos?
— Você achou meus filmes pornográficos? Que pestinha.
— Ah, meu amor, embaixo da cama é um pouco óbvio.
  Ele cruzou os braços.
— Mas você não assistiu, assistiu?
— Claro que sim. Acha que só você pode?
— É o que, senhorita? Acho que a dona Sally não iria gostar de saber uma coisa dessas.
— Bom, se ela ficar sabendo de alguma coisa, eu digo quem me emprestou.
— Não... Você não mentiria assim.
— É mesmo? Então abre a boquinha pra falar algo a ela — Sorri.
— Você não presta, Annie — Ele também riu. — Vamos tomar café senão daqui a pouco os gritos começam.
  Amarrei meu cabelo num coque e segui Percy até cozinha, observando suas tatuagens que subiam das costas até o pescoço. Eu não sabia os significados, mas todas pareciam ser feitas por algum motivo.
— Bom dia, queridos — Nossa mãe estava encostada na pia, tomando uma xícara de café.
— Bom dia — Respondemos de volta, um sentando de frente para o outro na mesa.
— Cadê o papai? — Perguntei, pegando uma torrada e colocando suco de laranja no meu copo.
— Ele precisou ir mais cedo hoje — Ela beijou o topo da minha cabeça, depois fez o mesmo com o Percy. — Aliás, eu já vou também. Não se atrase para o colégio.
— Okay — Sorri, a vendo sair da cozinha e ouvindo a porta sendo aberta.
  Voltei minha atenção para o Percy, que me encarava enquanto mordia um pedaço de bolo. Ele sorriu e eu senti minhas bochechas corarem.
— O que?
  Ele balançou a cabeça em negativo, mas ainda tinha o sorriso sarcástico nos lábios. Revirei os olhos e continuei comendo.
>>>>>>>>>>>>
— Annabeth — Ouvi Percy gritar lá de baixo. — Você está atrasada, o que está fazendo?
— Já vou — Gritei de volta, pegando minha mochila na cama e descendo os degraus da escada.
  Ele me esperava encostado no batente da porta, com os olhos fechados e um cigarro na mão. Usava um casaco de couro, uma camisa branca por dentro e um jeans escuro, o dia realmente estava um pouco frio.
  Cheguei perto dele e quando o mesmo estava levando o cigarro até os lábios, eu peguei de sua mão.
— Vamos?
— Me devolve o cigarro.
— Você sabe que não quero te ver fumando — Quase o matei apenas com o olhar. — Pelo menos não perto de mim.
  Ele riu.
— Muito fofo da sua parte, mas vou morrer de qualquer jeito.
  Passei pela porta e caminhei até a moto, ele fez o mesmo atrás de mim.
— Isso não quer dizer que tenha que morrer logo.
  Ele subiu na Harley e eu joguei o cigarro no chão antes de fazer o mesmo, agarrando na sua cintura. Ele não me respondeu, apenas pisou no acelerador e eu fechei  os olhos como todas as vezes, esperando que chegássemos logo.
  Em poucos minutos eu percebi que ele parou a moto e eu abri os olhos, vendo a escola bem do meu lado.
— Você ainda me mata — O soltei, descendo.
  Ele sorriu.
— Eu nunca faria nada pra te machucar.
— Não tenho tanta certeza — ri. — Até mais tarde.
— Até, e olha pra mim — Fiz o que ele pediu. — Tome cuidado, mocinha. Estou de olho em você.
  Revirei os olhos.
— Beijos, Percy.
  Caminhei para dentro da escola e dei de cara com Megan, e pela sua expressão algo de bom havia acontecido.
— Annabeth Jackson Chase — Franzi a testa quando ela disse isso. — Tenho uma novidadezinha.
— O que foi? A Clarisse saiu da escola? — Abri um sorriso.
— Não, sua boba. Hoje vai acontecer uma festa.
— Ah — Falei desanimada. — E?
— Como assim "e?"? Você vem, querida. E outra novidade: Ouvi dizer que um loiro de olhos claros, alto e que você acha bonito vai te chamar para ir...
— O Luke? Quem disse isso?
  Ela sorriu maliciosa.
— O próprio.
— Está de brincadeira comigo — Ri, abrindo espaço entre as pessoas e sentindo a mão da Meg segurando minha blusa.
— Não acredita? Tudo bem, quem sou eu? Só sua melhor amiga, né...
— Deixa de drama — Falei quando chegamos na frente da nossa sala. — De qualquer forma eu não vou.
  Ela me virou para me encarar.
— Você o que? Repete de novo.
— Eu-não-vou — Falei pausadamente.
— Ah, mas você vai... Nem que eu tenha que obrigar.
— Mas...
— Mas nada, agora entra logo nessa sala.
  Mostrei o dedo do meio para ela e entrei, indo até minha cadeira.



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