História Sweet Apple - Jikook - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Mark, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Comedia, Drama, Jikook, Jimin, Jungkook, Romance
Visualizações 222
Palavras 2.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vou adiantar mais um...
Boa leitura...📖😉

Capítulo 2 - Capítulo Um


Fanfic / Fanfiction Sweet Apple - Jikook - Capítulo 2 - Capítulo Um

Perdão, você deve achar que sou muito grosseiro. Mal fomos apresentados e já estou lhes contando as coisas terríveis pelas quais eu passei.

Vou me apresentar rapidamente e deixarei os detalhes para depois; se... tivermos tempo para isso, vou contar como foi o meu primeiro dia no colégio.

Vejamos então... Por onde devo começar? Bem, eu me chamo Park Jimin, tenho 26 anos e, como já disse, tive meu primeiro filho há dois dias (uma linda menininha, com quase 3 quilos) e o meu marido ( disse que o seu nome é Jackson?) me informou, mais ou menos há cerca de 24 horas, que vem me traindo já a 6 fucking meses – manja que nem é sua secretária ou outro homem atraente do seu trabalho – simplesmente com um cara casado que ainda por cima mora no mesmo apartamento que nós, apenas a 2 andares abaixo do nosso. É realmente incrível como isso soa tão suburbano! Se não bastasse, ele não está tendo apenas um caso, mas quer se divorciar-se de mim.

Perdão se isso desnecessariamente soa superficial da minha parte. Mas estou tão confuso. A poucos momentos atrás estava chorando, se não me controlar, estarei chorando em instantes. Estou em estado catatônico, eu acho... O nome dele é Mark, o conheço muito bem.

Não tão bem quanto conheço Jackson, isso é claro.

Mas o mais irônico, é que ele sempre me pareceu tão bonzinho.

Hoje entendo a frase “Quem vê cara...”.

Ele tem 29 anos (nem me pergunte como sei disso, simplesmente sei. Pode parecer que digo isso por pura inveja e posso até perder a simpatia de quem está lendo, mas ele aparenta mesmo ter 29 anos) é omma de dois filhos e tem um bom marido (ou seja, muito diferente do meu). E pelo que fiquei sabendo, saiu do se apartamento e ele do dele (do nosso, melhor dizendo) e os dois se mudaram para um novo, com o endereço secreto.

Não é estupendo?! Como se pode chegar a um drama desses? Sei que o marido dele é Inglês, mas já perdi as esperanças, pois não vi nenhuma probabilidade de que ele mate o casal. É barman, não é agiota, muito menos mafioso; então, o que irá fazer? Mata-los de porre com Vodka e energético? Que entrem em coma, com doses de boa-noite, senhores, o que vão querer? Ou surpreende-los com garrafas voadoras indo direto para suas cabeças após errar um dos seus malabares com as garrafas de bebida?

Novamente pareço superficial.

Mas eu não sou.

Apenas estou de coração partido.

Isso se tornou um completo desastre. Não tenho nem ideia de qual nome colocar em minha filhinha. Jackson e eu discutíamos alguns nomes – eu dava as sugestões e ele fingia que me escutava -, mas acabamos por não decidirmos nada. Ridículo, eu sei, mas o casamente é exatamente isso. Acaba com o nosso senso de amor próprio e autonomia pessoal.

Mas eu nem sempre fui assim. Antigamente eu andava com minhas próprias pernas, era independente. Agora tudo isso parece que se passou faz séculos.

Fiquei junto de Jackson por 5 anos e permanecemos casados por 3. E Deus, como eu amo aquele homem.

Mesmo nós não tendo um início muito promissor, o encanto nos enfeitiçou rapidamente. Nós havíamos concordado de que estávamos apaixonados um pelo outro cerca de 20 minutos depois de nos conhecermos, assim permanecemos.

Ou quer dizer, eu permaneci.

Eu nunca imaginei que um homem quisesse se casar comigo.

Vou reformular o que disse...

Nunca me imaginei se casando com um bom homem e que me quisesse para ser o seu esposo. Mas existem os malucos, sem dúvida. Mas um homem descente, com um bom emprego, um pouco mais velho do que eu, de boa aparência, engraçado, gentil. Vocês sabem né – alguém que não me olhasse de soslaio quando eu mencionasse sobre a “Novela das Nove”, nem alguém que matasse seu curso noturno para filar um hambúrguer no MCDonald's, nem alguém que me pedisse perdão por não poder me presentear nesse natal, pois, seu ex esposo o havia sugado todo o seu salário em um processo de pensão alimentícia, nem alguém que me fizesse sentir-se tão noviço e antiquado, porque me zanguei quando ele disse que tinha transado com seu ex-namorado na noite anterior aquela que ele transaria comigo (“Meu Deus, vocês jovens de convento, são tão caretas”), muito menos alguém que me fizesse se sentir tão burro por não saber a diferença entre Piat d’Or e Zanfandel (seja lá o que isso significa!)

Jackson era totalmente o contrário disso, ele era bom até demais para ser verdade. Ele gostava de mim. Ele gostava de quase tudo em mim. Pelo menos é o que eu acho. Quando nos conhecemos estávamos morando em Seul, eu era garçom (explico mais tarde) e ele era contador.

Entre todas as espeluncas que havia ao redor do mundo ele entrou justamente na minha. Eu nem garçom de verdade era, entendam, eu era formado em inglês, só passei pela fase de rebelde bem depois que a maioria dos garotos, lá pelos meus 21 anos. Foi onde tive uma ideia maluca de me mudar de Seul, pedir demissão do meu emprego fixo, com direito a uma aposentadoria e até bem pago, e partir para a pecaminosa cidade de Londres, para viver como um jovem irresponsável.

Algo que eu deveria ter feito quando era um adolescente e estudante irresponsável. Mas estava ocupado demais adquirindo experiência em alguns trabalhos em minhas férias de verão, e então essa fase de irresponsabilidade teve de esperar até eu estar devidamente preparado para ela.

Consegui um emprego em um restaurante bem badalado em Londres, com direito a telões, música alta e pequenas celebridades.

E antes de mais nada eu era o garçom mais baixo e gordinho dali. Mesmo não tendo potencial para ser modelo, arrisco em dizer que eu tinha um encanto natural sabe, cabelo curto platinado e brilhante, olhos cor de avelã, um belo sorriso, esse tipo de coisa.

Eu era muito inexperiente e ingênuo. Nunca fui de notar quando um artista adentrava no restaurante. Mais de uma vez, enquanto eu servia algumas pessoas, umas garçonetes passavam por mim e me davam cotoveladas (derramando molho escaldante sobre a virilha de algum cliente) e sussurrava algo como: “Esse sujeito que você está servindo não me fulano de tal, daquela banda?”

E por fora como eu e dizia: “Que sujeito? Aquele com roupa de couro?

Não” - sussurrava ela, em resposta. – “Aquele com cachos loiros e usando batom Chanel. Não é aquele cantor?

Ah, é?” – gaguejava eu, sentindo-me por fora e tolo, por não saber quem era aquela pessoa.

Mesmo assim eu ainda gostava de trabalhar. Mesmo minha pobre mãe chorando lágrimas amargas ao pensar em seu filho, com educação universitária, servindo hambúrgueres a estrelas pop, que nem tão estrelas assim eram.

Alguns iam somente para receberem atenção, mesmo que os pedidos viessem totalmente errados ou a comida nunca aparecesse, sempre deixavam uma gorjeta gorda sobre a mesa somente por se sentirem com sorte de receberem a nos a atenção.

Aqui o nosso lema é: “O cliente está sempre errado e provavelmente estará bem mal vestido para ganhar qualquer discussão”.

E nessa noite em questão, Jackson e mais três colegas sentaram-se em meu setor, e como sempre os atendo avoado. Eu queria mesmo era ficar lá no fundo junto das outras garçonetes bebendo, fumando e falando sobre sexo. Clientes eram interferência mal recebida. Não dei a mínima atenção a eles. Muito menos os olhei sequer uma vez apenas fui anotando seus pedidos conforme iam dizendo. Se tivesse olhado para eles, notaria que um deles (Jackson, claro) era muito simpático, com seu jeitão, de cabelos e olhos negros, com 1.75 de altura.

- Será que a carne pode vir mal passada, por favor?

- Humm. – murmurei distraído. Estava realmente desinteressado a não ser por um livro que se encontrava sobre a mesa e era muito bom, eu já o havia lido. Eu amava ler, e amava homens que gostavam de ler também. – De quem é esse livro? – perguntei abruptamente interrompendo o pedido. (Não me importava como ele queria que fizessem o seu bife, seja mal passada ou não).

Eles se surpreenderam. Eu falei com eles e os tratei quase como seres humanos!

- É meu. - disse Jackson, por fim, meus olhos avelã se encontraram com suas orbes negras por cima do seu daiquiri enquanto o degustava.

A partir desse momento em que nos olhamos, sem mesmo nos conhecermos, sustento que nos apaixonamos imediatamente. Ele não sustentou nada e disse que eu era um tolo convencido e romântico. Disse que demorou pelo menos trinta segundos para se apaixonar por mim. 

Tinha de mostrar que eu li o livro em questão, pois ele poderia pensar que posso ser algum tipo de modelo ou cantor burro, se estava trabalhando de garçom ali.

- Você leu? – perguntou obviamente surpreso, mas na verdade querendo dizer: “Será que consegue mesmo ler uma coisa desse nível?”

- Sim, li todos os livros dele. – afirmei-lhe.

- Sério? – perguntou pensativo, enquanto se recostava em sua cadeira me encarando com interesse.

- Sim. – disse já me sentindo enjoado de tanto desejo.

- As perseguições de carros são boas não são?

Só para saberem, nenhum dos livros dizia sobre perseguições de carros, eram todos assuntos muito sérios, profundos sobre a vida, morte e etc.

Pensei alarmado: bonito, inteligente e, ainda por cima, engraçado. Será que sou capaz de ganhar esse cara?

Então Jackson sorriu para mim, um sorriso lento, sensual, um sorriso de quem sabe das coisas, juro que minhas entranhas viraram sorvete derretido. Tudo meio quente, gelado, formigante e... ora... com se estivesse se dissolvendo ou algo parecido.

Trocamos mais algumas palavras, poucas para bem dizer e ele me pediu meu número de telefone.

Era contra as regras do restaurante passar número de telefone para clientes, mesmo assim lhe dei meu número. Quando saiu com seus três colega, sorriu para mim em despedida, e é muito fácil prever o futuro já que aconteceu, eu sabia que estava olhando para o meu destino.

Meu futuro.

Alguns minutos e lá estava ele de volta.

- Desculpe-me. – sorriu sem graça. – Como é mesmo o seu nome?

Quando algumas garçonetes descobriram que alguém havia me pedido o meu número e pior que eu o passei, começaram a me tratar como pária (me excluíram).

Não me importei, estava de quatro por Jackson. Desde a primeira vez que nós saímos juntos, foi tudo maravilhoso, romântico e bonito.

Me desculpem, mas não posso fugir dos clichês, não tem como.

Tenho vergonha de lhes contar que andava sobre as nuvens. Era como se eu já o conhecesse a muito tempo. Eu achava que ninguém me entendia do mesmo jeito que ele. Também não sabia que podia ser tão feliz assim. Ele me fazia me sentir seguro de mim, sexy, inteligente e meigo. Ele sabia rir e era ótimo na cama.

Quando começamos a sair juntos, eu trabalhava de garçom quase todas as noites, só podia vê-lo quando saia do trabalho e ele me esperava acordado. E quando eu chegava um caco, exausto, ele – até hoje não acredito – banhava meus pês doloridos e os massageava com loção de hortelã para pés. Mesmo sendo mais de meia noite e ele tendo de estar no trabalho às 8 horas para ajudar as pessoas a sonegar impostos, ou seja lá o que fazem os contadores, mesmo assim ele fazia tudo isso.

Por causa do meu trabalho, nunca podíamos sair aos sábados à noite. Ele não se queixava.

Estranho, não é mesmo?

Eu também achava.

Pouco depois tive a sorte de ser demitido do meu emprego de garçom (um tolo mal-entendido envolvendo-me, junto com várias garrafas de cerveja importada, um caso “jantar servido no colo” e um cliente irracional, que não tinha o menor senso de humor. De qualquer forma, acho que as cicatrizes dele desapareceram por completo).

Consegui arrumar outro emprego com um horário mais regular. Então com Jackson, nosso romance prosseguiu do modo mais tradicional. Depois de um tempo fomos morar juntos. Depois de um tempo mais longo nos casamos. E alguns anos depois decidimos ter um bebê, os espermatozoides dele não deram nenhuma queixa, meu útero não levantou nenhuma objeção e, então, eu engravidei. E dei a luz a uma menina.

E foi aqui que você entrou.

Então acho que estamos bem atualizados.

E se você está na expectativa de alguma descrição terrivelmente macabra do parto, com conversas sobre contrações, fórceps e gemidos de agonia, além de comparações vulgares, como expelir um sacão de batatas, então lamento desaponta-la(o).

Sim, foi assustador, confuso, humilhante e doeu até dizer chega. Também foi emocionante e maravilhoso. Mas a coisa mais importante para mim foi que terminou. Eu podia mais ou menos lembrar da dor, mas ela não tinha mais o poder de me ferir. Porém, quando Jackson me deixou, percebi que preferia passar pela dor de cem trabalhos de parto do que passar pela dor de perdê-lo.

Continua...


Notas Finais


O que acharam?
Bem dramático não é mesmo?
Logo virão algumas coisas engraçadas...
Há, e só para avisar, o JK irá demorar um pouco para aparecer, OK?
Bjokass 😘😘😘


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