História Sweet Child O' Mine - Capítulo 54


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Arin Ilejay, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, Zacky Vengeance
Tags Arin Ilejay, Dan Abell, James Sullivan, Jason Berry, Jimmy Sullivan, Johnny Christ, Katerina, Katerina Boetter, M Shadows, Marcos Devon, Matt Berry, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Visualizações 36
Palavras 2.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 54 - Jogo da Esquisitce


-AAAAAAH! – gritei saindo correndo (ou tentando) e derrubando algo no chão. O coração acelerado quase saindo pela garganta e a vontade de matar alguém ainda estavam presentes, além da sensação esquisita de não saber onde estava.

O que aconteceu?

Olhei ao redor e aos poucos fui vendo o que havia ocorrido. Gates reclamando comigo depois de derrubá-lo do sofá e a sala toda suja de latas de cerveja e embalagens de comida; mas o que era que tinha sonhado? A única coisa que ainda recordava era o Jimmy me apontado à floresta de caralhos e atirando algo na minha cara. Já notei que sonho com ele quando preciso de alguma ajuda, vai ver que o grandão é a minha consciência.

Ou devo ser médium.

Claro...

-Pelo amor de Deus, Kat, o que você tem? – perguntou Gates enquanto levava a mão até a cabeça, meio sonolento e com a cara toda amassada. Sorri sem graça enquanto o via levantar meio atrapalhado e observar o ambiente ao redor.

-Sonhei que estava caindo. Sinto muito. – me desculpei rapidamente, saindo do sofá e procurando o celular, que deixara jogado em algum canto da sala depois de xingar Johnny. Precisava urgentemente ligar para Marcos e saber que porra ele tinha feito aquela hora da... tarde? Olhei para as janelas.

Escuro.

-Quanto tempo nós dormimos? – Brian verbalizou minha pergunta enquanto abria outra cerveja, provavelmente quente, que havíamos deixado em cima da mesinha de centro. Pelo menos agora ele já estava mais tranquilo e visivelmente, mais descansado. Sorri. Algum bem consegui com as cantigas de ninar e algumas músicas que ele não entendia nada, mas acalmaram-no.

-Acho que muito. – comentei calmamente. Recebi uma bela cara de peixe morto como se dissesse “avá, achei que nós estávamos num universo paralelo”. Brian já ia se deitar novamente no sofá quando sentei-me ao lado. – Ligue para a Mich, ela deve estar preocupada, não? – comentei.

Logo depois ele se levantou, pegando o celular que quase era envolto por uma poça de cerveja e foi para outro ligar para a esposa. Suspirei enquanto observava o meu aparelho entre meus dedos.

Não queria ter que ouvir que meu tio perdeu o emprego por minha causa, por uma coisa errada que deveria ter evitado desde o começo, mas quando se é nova ninguém pensa muito bem nas consequências. Sou muito burra, como que, no auge dos meus 16 anos, não havia pensado que dormir com o guitarrista base do Avenged Sevenfold não fosse causar um baita problema? Sério, tinha e continuo tendo problemas mentais porquê continuo revivendo nossa última noite juntos em alguns dias, sonhando com ela, as vezes, em dias seguidos e sempre acordando e tendo de trocar de calcinha.

Sou louca e ninguém desconfiou.

Estava discando o número de Mark quando a porta da frente se abre, revelando meu tio de... bom humor? O que?

Fiz uma careta o observando entrar feliz (até ver a sujeira).

-Kat você esta virando alcoólatra?  - perguntou já começando a ficar puto da vida. Acabei rindo da cara dele.

-Brian está em algum lugar ligando para Michelle. – dei de ombros, levantando e começando a catar a bagunça. Depois ia pegar uns panos e faria Gates limpar o resto, mesmo que se negasse. Oras, ele vem na minha casa e deixa ela toda suja logo depois de termos limpado ela na outra semana? Nada disso, vai limpar até com a língua se for.

Marcos assentiu, indo até a cozinha. Logo o ouvi me chamando.

Mas não tenho paz nessa casa mesmo. Puta que pariu.

Bufei e fui, carregando as garrafas ainda. Afinal, o lixo ficava na cozinha mesmo né. Vamos fazer uma viagem só que economiza tempo.

Marcos tinha se sentado a mesa de jantar com um copo de suco, estava mexendo no celular concentrado enquanto colocava me apressava para colocar as garrafas na lixeira. Estava curiosa para um caralho de saber o que ele fez quanto a tudo que aconteceu. Marcos não podia ter se demitido.

Não podia.

Suspirou e largou o celular na mesa, cruzando os dedos das mãos, olhando-me no fundo dos olhos.

Que medo, socorro!

-Kat, você sabe que depois de tudo o que aconteceu, eu realmente deveria me demitir. – começou. – E matar o Zachary por ter feito o que fez já que isso configura como crime. – foi ai que meu coração acelerou a ponto de me engasgar com a saliva.

Arregalei os olhos, abrindo a boca para começar a discutir.

-Não vou acusa-lo. – suspirou enquanto quase desmaiava naquela cadeira; meu coração estava passando por emoções de mais nos últimos dias. – Mas, ao meu ver, você não deveria ficar perto da banda para que não interfira na sua vida. Tu ainda é muito nova para ter tanto estresse assim, ainda mais depois de ontem. – acho que é agora que vou ter um infarto.

Minhas mãos começaram a tremer. Tanto de nervoso, como de medo. Ele queria que me afastasse da banda. Sem mais, estava ali, jogado na mesa, escancarado bem na minha frente. Embora no fundo soubesse que essa seria uma decisão sensata, não conseguiria aceitar ou acreditar nela. Era doloroso ter de perder pessoas tão especiais por causa de uma burrada dessas.

Imaginar ficar sem conversar com Val sobre tudo, ficar sem ver os garotos bêbados e brincando entre si, ficar sem Johnny quando ele dava uma de maníaco doido por cerveja e quase se matava engasgado bebendo três garrafas de uma vez. Mas, talvez, o que mais doeu quando pensei sobre isso foi o fato de talvez nunca mais fazer as pazes com Zachary e mostrar-lhe que o que aconteceu (do vazamento da historia de Gena) não fora minha culpa. E já tinha provas disso.

Abaixei a cabeça, observando minhas coxas cobertas pela calça preta. Fechei os olhos fortemente por alguns segundos. Mordendo o lábio inferior foi que observei a face cansada de Marcos, que me observava seriamente.

-Você tem razão. – concordei. – Vou me transferir para uma faculdade na Itália tio, mas, por favor, deixe o Franchesco e Aaron morando aqui. – olhei-o quase suplicando para que atendesse esse pedido.

Marcos arqueou as sobrancelhas e sorriu minimamente.

-Sabe que eles podem ficar aqui sem problema nenhum, querida. – comentou delicadamente enquanto levantava-se, indo até o armário e o vi pegando a caixinha de chás. Pela cor, era de camomila. Meu tio provavelmente notou que estava a beira de um ataque de nervos. Ainda bem que chá consegue realmente me acalmar.

Estava levantando para continuar arrumando a bagunça da sala.

-Espere sobrinha. – riu doce. Olhei-o enquanto o mesmo colocava a xicara com água dentro do microondas. Virou-se para mim. – Você está a menos de um ano morando sozinha aqui com seus amigos e já vi uma grande mudança no seu comportamento. – sorriu. – Pode parecer que por viver sempre viajando não dou muita conta de cuidar de você, mas, Kat, sinceramente? Você não precisa. – abriu o pacotinho do sache de chá quando o apito do microondas soou.

No momento estou me sentindo uma pateta olhando para meu tio. Porque caralhos ele estava me falando isso?

-Hoje estava na reunião com Matt e com Johnny, ia me demitir sim. – colocou um pouco de adoçante na xicara do chá e veio me entregar. Até agora estou com uma cara de pateta. – Só que notei que essa é a única coisa que sei fazer da vida, ficar no meio de uma caralhada de macho tatuado carregando equipamento. – riu-se, acompanhei-o. – Além de que, eles realmente precisam da equipe completa.

-Você tem razão! – levei um susto quando ouvi Brian entrando e comentando nada discretamente isso. Marcos revirou os olhos. – Marcos não viveria sem ficar esfregando a bunda no nosso pau à noite. – segurei o riso.

Meu deus, quanta baixaria.

Marcos deu um baita tapa na nuca do Gates assim que ele se aproximou para pegar um copo de água na pia. Esse pessoal é folgado pra caralho, gente do céu. Quase que a água toda cai no chão.

-Tendo o que falei em mente, você não vai precisar voltar para lugar nenhum. – quase me engasguei com o chá. Vou ficar louca, não estou entendendo mais nada e eles notaram já que começaram a rir. Brian deu um soco no ombro do meu tio que lhe lançou um puta olhar mortal. O moreno ignorou-o completamente. – Nunca ia te fazer esse mal, nem nenhum, em qualquer situação possível. – vi Brian revirando os olhos e se encostar na bancada.

-Para de enrolar Marcos, porra! – resmungou. Meu tio virou-se para o guitarrista, cruzando os braços.

-Brian, você sabe que sou eu que monto a sua parte da estrutura né? – com isso, Gates se calou. Marcos sorriu e virou-se novamente, olhando-me. – Continuando... Conversei com os caras sobre o que aconteceu e decidimos que faríamos um pequeno teste com você. Infantil, eu sei. – riu-se. – Concordando em abdicar da sua vida aqui e do contato com a banda, você provou ter maturidade o suficiente para enfrentar as adversidades e os problemas que podem surgir por ai. – sua voz era calma, porém muito séria.

Nesse momento o calmante do chá não fazia efeito nenhum e meu coração estava na garganta. O que eles tinham decidido que precisava que mostrasse maturidade? Querem me transformar em prostituta e não ‘tô sabendo? Oxê.

-O encarregado do som se demitiu mês passado e até agora não achamos substituo que dê conta de estar em rotina pesada. Conversei com Matt e os produtores sobre você fazer isso já que obviamente entende de equipamentos... e mora dentro de um estúdio. – nesse ponto minha boca estava aberta.

Que porra é essa brincadeira?

-Nós ficamos em turnê mundial em torno de um ano e meio, mais a turnê americana que dura alguns meses. Você se lembra. – pegou seu celular, mexendo em algo enquanto falava. Provavelmente estava vendo as datas. – Além de que isso nos ajudaria já que você fala alguns outros idiomas, facilitaria muito. – foi ai que interrompi-o.

-Pera, para. – levantei as mãos, colocando-as sobre o rosto e apoiando-me ali por alguns segundos. Suspirei pesadamente, mirando os dois idiotas na minha frente. – Vocês querem me levar para trabalhar com a aparelhagem de som do Avenged? Sério que acham que vou dar conta de lidar com toda aquela porrada de coisa?  - ri ironicamente e desacreditando – Agora sim sei que ‘tá todo mundo louca nessa porra. – me joguei para trás na cadeira, cruzando os braços e ainda rindo abobadamente. Brian riu e revirou os olhos.

-Confiamos em você, mas temos mais gente operando junto. – bufou o moreno. Acho que ele me chamou de burra.

No momento estou me sentindo uma mesmo.

Olhei para Marcos.

-E a faculdade? – perguntei.

-Você pode continuar com ela a distância se quiser. – apoiou as mãos no encosto da cadeira, olhando-me intensamente. As vezes meu tio tinha o poder de dar medo nas pessoas só fazendo isso. – Considere como sendo a turnê de ônibus aéreo. – sorriu.

Ia responder-lhe quando o mesmo me cortou levantando a mão.

-No entanto, caso suas notas caiam abaixo dos 80%, você será mandada embora para a Itália até que eu volte para HB. – Marcos falou bem sério nessa parte, conhecia-o bem para saber que isso não era apenas uma ameaça simples que caso algo acontecesse, ele ia passar a mão na minha cabeça. Não. Nem pensar.

-Katerina, você vai receber um salário equivalente ao da equipe. – Brian veio até minha cadeira, piscando rapidamente e saindo da cozinha dizendo que ia terminar de arrumar a sala para que nós pudéssemos conversar com privacidade agora. Até estranhei quando ele falou isso, Marcos também. Apenas aceitamos e voltamos a nos olhar.

Tinha certeza que meu corpo inteiro implorava para aceitar isso naquele momento.

-Notas acima dos 80%, salário equivalente, você terá que dormir oito horas por dia e fazer todas as refeições nos horários certos. Kateria, você terá que continuar cuidando da sua saúde, no momento em que perceber que não cumpriu algum dos requisitos, o que te falei sobre voltar é válido. Vai surgir imprevistos de ultima hora, vai ter estresse te perseguindo e problemas, mas não pode deixar eles te atrapalharem.

Olhei para a mesa por um instante.

-Posso dar a resposta até quando? – perguntei. Marcos riu enquanto digitava algo em seu celular.

-Amanhã à tarde. Boa noite sobrinha. – e logo ele saiu rapidamente da cozinha depois de me deixar ali de boca aberta e parecendo uma palhaça.

Acho que vou surtar. 


Notas Finais


Se alguém ainda ler essa fic, me avise que postarei sempre que der <3
Beijos *-*


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