História Sweet Cody - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Mark, Youngjae
Tags 2jae, Jark, Markson, Wangtuan, Yaoi
Exibições 411
Palavras 4.454
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


... Eu estou viva. EU ESTOU VIVA! Puta que pariu, eu tô viva. Galera, vocês vão ter que ser bonzinhos e me perdoarem porque foram muitas coisas que aconteceram para eu demorar tanto, o capítulo era pra ter vindo bem antes. No começo eu apenas não estava sabendo organizar ele, mas depois vieram problemas na família, houve um falecimento, mudanças de casa, e eu fiquei meio bagunçada pra escrever. PORÉM, GRAÇAS A DEUS EU ESTOU AQUI E TROUXE ELE PRA VOCÊS. Eu espero que não tenham desistido de mim. Me desculpem pra valer, e pelos erros também. Boa leitura!

p.s.: agradecimentos especiais para a laryssa minha flor ♡

Capítulo 12 - Múltipla escolha.


Fanfic / Fanfiction Sweet Cody - Capítulo 12 - Múltipla escolha.

Sua mente, por mais que não quisesse, sempre retornava ao mesmo ponto: às palavras de Jackson. Não, de maneira alguma queria refletir sobre o jeito que o loiro se portara, sobre o quão firmes e reais foram suas palavras. Mark não queria, mas era impossível quando em qualquer momento silenciosamente oportuno seus pensamentos vinham brincar consigo. E essa nem era a pior parte, ainda tinha os minutos que se recordava da exata maneira que ficara diante o mais jovem, como se colocara indefeso e sem quaisquer argumentos. Uma espécie de raiva lhe consumia, que vergonha ter agido daquela forma!

No entanto, mesmo que se sentisse levemente irritado perante suas ações, não era tão tolo para não notar que algo mudara sim dentro de si. Estava certo de que Jackson, de alguma forma, remexia com seu ser, e essa forma não era nem um pouco compreensível aos seus olhos. No início tudo não se passava de uma brincadeira, por que agora as coisas deveriam ser diferentes? Por que com ele? Por que apreciar o Wang, apreciar a maneira suave e firme que seus dedos dedilhavam sua pele, os lábios, tinha que lhe colocar naquelas situações? Afinal, não era como se não gostasse do loiro. Ele apenas não sabia se poderia gostar daquele jeito.

Dos lábios vermelhos saíram um suspiro longo à medida que se jogava em sua cama macia. Havia que se decidir. O dardo estava em suas mãos, bastava atirá-lo, acertar o alvo e ganhar o jogo. Entretanto, sua cabeça estava uma tremenda bagunça. Não queria perdê-lo, gostava do feitio do chinês, mas seu orgulho se encontrava tão presente que seus únicos atos eram permanecer redundante em pensamentos. O último minuto estava correndo, e se não usasse-o ao seu favor, definitivamente tudo estaria perdido.

Não deixaria aquilo acontecer, certo?

××

Youngjae não poderia evitar o bater tão rápido de seu coração, nem a forma involuntária que sua mente se tornava branca apenas ligada aos estímulos que Jaebum produzia. Imaginava que o dono de fios escuros tinha magia em seu ser, mas não especulava um grau tão alto como aquele.

À medida que sua boca era roubada, à medida que sua língua era roçada contra a dele, o Choi saía cada vez mais de órbita. Sutilmente tocava sua nuca, acariciando-a, enquanto ele dedilhava seu peito. Um sorriso surgiu subitamente, causando a separação de ambos. O baixinho sentia-se totalmente realizado apenas com a boca de Jaebum na sua. Eles ficaram um breve tempo próximo um do outro, num quase silêncio onde apenas suas respirações repercutiam.

— O que você achou? – Youngjae sussurrou tocando o rosto alheio, levantando seus olhos até os castanhos do outro. Tomou gosto com as íris brilhantes, por pouco perdendo-se dentre elas.

— Eu... Eu não tenho certeza. – o maior deslizou suas mãos pelo peitoral do pequeno, aconchegando-as em suas coxas sem demonstrar nenhuma intenção maliciosa. Em pouquíssimos segundos correspondeu o olhar do outro, quebrando a troca apenas para encarar os lábios vermelhinhos.

— Como assim? – foi como se toda a insegurança se reunisse em seu interior.

— Acho que preciso te beijar de novo pra ter certeza. – assim respondeu com certo humor, segurando o rosto do Choi com ambas as mãos antes de não conter-se do desejo de ter sua boca colada na sua.

Parecia ser algo surreal, algo inexplicável. As sensações que lhes envolvia enquanto vasculhavam cada boca era boa demais para ser descrita em palavras. Jaebum, logo, desceu as mãos para a cintura dele e o abraçou, aproximando seus corpos. Devido a isso, Youngjae foi rapidamente mordiscar o inferior do mais velho e puxá-lo para si com pouca força, deixando-o instigado o suficiente para que apertasse-lhe e aprofundasse o ósculo.

Momento pelo qual o mais jovem apartou-o, distribuindo selos gentis pela boca suavemente úmida.

— Acho melhor nós pararmos. – Youngjae disse, sorrindo bobo. — E acho melhor você ter tido certeza com esse.

Só mais um... Por favor. – murmurou manhoso.

— O gosto de quero mais vai ser melhor pra você. – comentou, rindo e pronto para se levantar. Entretanto, o maior foi mais ágil e lhe puxou pelo braço, impedindo-o e acabando por ter novamente sua boca ao controle dele.

É.. Parece que Youngjae teria que lidar com um homem facilmente viciado em beijos. Ou talvez alguém que descobriu ser viciado em seus beijos.

— Eu adorei ficar com você. – Jaebum disse baixinho contra os lábios alheios, olhando a coloração bonita das íris castanhas. — De verdade.

A fala que adentrou seus ouvidos não poderia lhe causar felicidade maior. Sorriu abertamente, abraçando o pescoço dele. Seu coração batia forte, clamando por aquele que bem possivelmente poderia lhe corresponder de alguma maneira. O Choi sentia-se absurdamente feliz.

— Eu também. – sussurrou.


××

Fechou o portão de sua casa como sempre. Havia sido mais um dia de trabalho, um dia igual aos outros. Cumprimentara sua mãe e seu pai e ligeiramente se direcionava ao seu quarto em busca de roupas limpas e uma toalha para que pudesse banhar-se no menor tempo possível. Quer dizer, ele inesperadamente tinha um compromisso. Jackson geralmente não aceitava aqueles convites, porém abriu uma exceção apenas pelo ser que lhe convidou.

Jooheon era um amigo antigo pelo qual não via há anos, até mesmo havia perdido seu contato. Entretanto, aleatoriamente ele apareceu, e claro que lhe causou espanto e curiosidade. Tiveram uma conversa nostálgica e agradável, para que então fosse convidado para uma pequena social que daria em sua casa. Todos já sabiam que Jackson não gostava daquele tipo de coisa, mas parecia que tudo a sua volta conspirava para que as presenciasse.

Portanto, sem demoras banhou-se e vestiu-se com a roupa que escolhera. A calça jeans preta e a camiseta leve lhe deixara apresentável, e calçando os sapatos em último lugar após pegar seu pertences, já saía novamente de casa. Checando o visor de seu celular via que não estava atrasado, mas se surgisse algum imprevisto definitivamente ficaria.

Pegou o ônibus em poucos minutos, descendo algumas paradas depois, logo se vendo em frente o endereço que lhe foi redigido. Se prestasse bastante atenção já conseguia ouvir uma risada alta vindo de dentro da casa de classe média. Tocara a campainha e quem lhe atendeu não foi nada menos que o próprio Jooheon. Ele havia mudado tanto, embora aqueles olhos característicos ainda estivessem por ali.

— Pensei realmente que você não viria. – o de fios escuros proferira animado. — Seu gosto por festas mudou mesmo? – era engraçado, logo no momento do convite Jackson abrira uma exceção, por quais motivos perguntaria aquilo novamente?

— Besta. É claro que não. Foi como eu te disse, esta é uma exceção especial.

Após rirem brevemente, Jackson adentrou a residência encontrando outros seres desconhecidos por ali. Cumprimentou todos, e por relance já avistara bebidas mais ao fundo acima do balcão da cozinha. Pegou o assunto pela metade, mas entendendo que discutiam sobre o caso de Changkyun e sua namorada. Jackson logo de primeira impressão achou os rapazes divertidos, e apesar da timidez não deixar-lhe totalmente, conseguira se relacionar bem.

Depois de um tempo de conversas bobas, os copinhos postos na mesinha de centro já tinham uma bebida azul misturada com algum energético. Não era a primeira degustação, portanto certos meninos já se encontravam um pouco animados. Riam com mais facilidade, brincavam um com o outro, até que tudo cessou pelo toque único da campainha. Todos olharam para Jooheon simultaneamente.

— Tem alguém faltando? – um deles, Minhyuk, perguntou.

— Acho que sei quem são.

Assim, após os segundos que Jooheon usou para ir até a porta, voltou com mais duas presenças. E Jackson claramente não esperava por algo semelhante. Quer dizer, não esperava que aquelas pessoas fossem aparecer por ali.

— Vocês dois por aqui? – questionou rapidamente, porém claro que não foi o único a vestir um semblante surpreso.

— Acho que essa fala seria nossa, não?

Dessa forma, risadas breves surgiram no ambiente.

Im Jaebum e Choi Youngjae, as duas novas presenças, entraram e cumprimentavam os garotos. Entretanto, se teve algo que não passou abatido pelos olhos do chinês foram as mãos dadas que ambos tinham assim que chegaram. A possibilidade de eles estarem juntos era quase nula visando que Jaebum, aquele que conhecia há tanto tempo, nunca dera indícios que ficaria com um garoto. Olhava-o com um olhar pelo qual dizia “vamos conversar depois” e como resposta ganhou um sorriso breve, expressando alguma concordância.

— Pois bem, agora que as principais pessoas desse lugar chegaram, vamos começar essa social. – o Im disse com um ar brincalhão. — Hoseok, traz dois copos já que você está na cozinha, por favor!

— O que vocês estavam fazendo até agora? – Youngjae perguntou.

— Estávamos escolhendo o que jogar, mas parece que as pessoas não conseguem se decidirem entre Eu Nunca e Verdade ou Desafio. – Jooheon disse, bebericando um pouco de sua bebida.

— Eu acho divertido Eu Nunca, mas voto no Verdade ou Desafio, por mais clichê que seja. – Jaebum se manifestou novamente. — O que você acha, Jae? – olhou-o.

— Hmm... Eu acho melhor Verdade ou Desafio também... Por mais que eu só tenha brincado disso uma vez... – comentava, sem jeito.

— Já são dois votos a mais, quantos eram para o Eu Nunca?

— Ah, pessoal, vocês estão atrasando tudo. Eu moro nessa casa e eu decido. – o moreno ergueu-se de onde estava e impôs-se com um não tão falso tom de superioridade. — Vamos de Verdade ou Desafio.

Dessa forma, tanto comemorações quanto resmungos soaram pelo ambiente. Jackson, cujo localizava-se mais para um canto, balançava a cabeça negativamente para todos ali apenas por imaginar onde aquela brincadeira pararia. Se somarmos a brincadeira com álcool o resultado estava claro o suficiente. Contudo, o chinês não havia o que reclamar de fato, ele estava se sentindo bem junto com seus amigos, naquele clima descontraído. Fazia-lhe falta um pouco de paz, algo que dissipasse um pouco seus pensamentos de um certo americano, e aquilo era de ótimo tamanho.

Não era como se tivesse o esquecido ou isolado todo seu sentimento, ele somente havia feito a sua parte e tinha sua consciência limpa. Precisava de algo do ruivo, algo significativo, porque uma relação não acontece quando apenas uma das partes trabalha.

Aproximou-se mais da rodinha com uma latinha de energético – o que ele conseguiria aceitar por ali – e ouvia intrigado as perguntas que já rolavam nela. Particularmente só queria observar a brincadeira de longe, porém obviamente ninguém ali lhe deixaria fazer tal coisa. E outra, se teve o trabalho de sair de sua casa para encontrá-los, por que não tentar divertir-se daquela maneira? Não custaria nada, afinal.

Os desafios tardaram um pouco a virem, aparentando terem surgido quando a maioria estava mais alegre. Jackson até aquela hora estava lidando com as perguntas que lhe eram realizadas, porém em determinado momento um limite para escolher “verdade” repetidamente fora inventado, e claramente lhe sobrava o desafio. Sentia-se um pouco receoso quanto àquele tipo de coisa, entretanto estava disposto a não parecer tão antipático.

Fora desfiado a beber dois shots de vodca, certamente um gosto forte descendo por sua garganta. Temia na onde poderia parar com aquilo, porém antes mesmo que refletisse sobre o que estava certo ou errado, ao tempo já não possuía mais esse poder. Sem que notasse já estava rindo a toa com todos dali, por mais que não estivesse propriamente bêbado.

— Bom, já que o Jooheon confessou que seria capaz de ficar com um garoto para todos nós... – à medida que Hoseok dizia para Jackson, o moreno já resmungava baixinho, imaginando as intenções do outro. — Desafio a darem um beijo de língua durante dois minutos.

— Ya, pra que isso, Hoseok? – aquele de fios meio aloirados, Hyungwon, manifestou-se intrigado.

— Porque eu preciso ver o Jooheon beijando um homem de verdade. Ele disse que era cem por cento hétero pra mim durante todo o tempo que o conheço, isso não é justo...

— Todo mundo tem segredos, né, Hoseok. – Youngjae interveio, olhando para o chinês desafiado em seguida. — Você vai fazer isso mesmo, Jackson?

O loiro pensou por brevíssimos segundos, logo respondendo:

— Por que eu não faria?

Falas altas mescladas a alguns gritos, palmas e risadas soaram quase que imediatamente. O Wang riu da bagunça alheia, aproximando-se ligeiramente do moreno. Puxou Jooheon pelo pulso, erguendo-o, e rira nervoso na frente dele. Dos lábios de Jooheon saíam falas negativas, pelas quais recusavam o ósculo pela amizade antiga, mas Jackson não parecia se importar no momento. Era como se em seu organismo estivesse acontecendo algo que nunca acontecera, seriam aquelas bebidas que acabavam lhe deixando daquela forma?

Pousando suas mãos no rosto dele, Jackson o aproximou e roubou seus lábios delicadamente, não refletindo sobre o que ele poderia achar. Beijou-o, e até mesmo ganhara uma mordida no lábio inferior junto do toque suave em sua cintura. Uma sensação diferente e nova lhe envolvia, nada comparado os demais beijos que recebera em sua vida. Não parecia mais tão estranho ficar com alguém, apenas por ficar. Aqueles que os rodeavam ainda expressavam reações altas, até que Jooheon cortou o ósculo, entretanto não se distanciando.

— Chega. – sussurrou, abrindo um riso antes de selar novamente os lábios vermelhos do chinês.

Jackson deu-lhe meio abraço e separou-se, retornando ao seu lugar. Uma risada saiu fácil de sua boca, e quando reparou bem, o Choi olhava-lhe meio atento. Apenas sorriu, voltando sua atenção para a próxima pessoa que seria interrogada ou desafiada.

De repente, não achou tão ruim estar naquele meio.

×

O cheiro de café violou o sentido de ambos quando entraram na Sweet Cody. Mark não conseguiu compreender o motivo de ser levado até lá sendo que existiam outras cafeterias pelo bairro onde moravam, entretanto não fez alarde algum. Via que não era necessário, isto se quisesse permanecer na idade que realmente tinha. Foram atendidos poucos minutos depois de se acomodarem nos assentos confortáveis.

Park Jinyoung ainda trabalha aqui, Mark pensou assim que encontrara a cabeleira negra vagando pelo recinto. Sempre que o via sentia a mesma sensação em seu peito, sentia que uma aura estanha ainda os ligava, como se coisas não houvessem sido resolvidas ainda. Mas o relacionamento entre ambos estava claro como água: nada mais que o necessário. Entrosavam-se bem, mas apenas no campo profissional. Até porque o pessoal sequer existia.

— E então, quando vai parar de olhar pro além e olhar para mim? – sua atenção foi logo roubada pelo dono de fios castanhos à sua frente. Naquele minuto notou que fazia um bom tempo que não ficava cara a cara com seu primo.

— Me desculpe, me distraí um pouco. – abaixou a cabeça por alguns segundos, sem graça. — Tudo bem?

— Comigo está tudo ótimo, e com você?

Mark suspirou. Em seguida, bebericou do café simples que pedira. Não estava com vontade de algo mais sofisticado.

— Estou indo. – logo, sorriu curto para o menor. — Fazia tempo que nós não ficamos frente a frente desse jeito. O que a gente andou fazendo para nunca mais nos falarmos?

Youngjae notou algo diferente em Mark.

— Parece que você mudou, hm? – disse simplista, mordiscando parte da torta que pedira. Se Mark reparasse na maneira que agia consigo antigamente, veria que estava se portanto diferente. Ele tampouco se importava com o seu bem-estar direito. — Mas era tudo por causa de você, Mark. Você esteve... Hm, ocupado demais... Com muitas coisas.

— Sério isso? Porque faz muito tempo mesmo. Eu nem ao menos me lembro da última vez que a gente... Conversou.

— É... O tempo voou também. – pausou. — Mas enfim, eu queria conversar com você sobre algo específico... Quer dizer, sobre... Ele.

— O que tem ele?

— Vocês nunca mais se falaram? – cruzou os braços, debruçando-se na mesa. — O que deu entre vocês dois, afinal?

— Bom... Eu não sei... Na verdade a gente teve uma conversa mas já tem um tempo que não o procuro... – respondia, olhando o rosto dele. Tentava decifrar o semblante dele de alguma forma. — Por quê?

— Ah, sei lá, teve uma festa um dia desses, e ele estava lá... Não sei se era porque ele bebeu um pouco mas ele estava tão descontraído. Pensei que vocês tivessem se separado, ou melhor, desistido de tudo.

— Ele estava numa festa? – Mark indagou, e sem notar sua voz elevou-se poucas escalas. Talvez estivesse surpreso demais para raciocinar aquele fato, que no fundo acabava por ser tão comum. — Como assim?

— Acredito que um amigo dele o convidou e ele tenha aceitado, oras. Participou de tudo que os garotos inventaram na hora. – comeu um pouco mais de sua torta, esforçando-se para segurar uma risada. — Foi engraçado. – comentou alheio ao se recordar do chinês proferindo algumas palhaçadas.

— Oh... – o ruivo assimilava o fato, fitando sua xícara de bebida negra. Sua cabeça lhe dava diversas cenas que Jackson poderia ter participado, e honestamente temeu que aquilo significasse que teria lhe largado de vez. — E o que você acha que isso significa?

— Acho que só vocês podem responder essa pergunta, não?

Mark suspirou, sorvendo um pouco de seu café, rapidamente terminando-o.

— É que... Ele disse que me esperaria. – murmurou meio acanhado, com sua cabeça lotada de pensamentos. Abaixou o olhar, tentando compreender aquele sentimento amargo que lhe enchia a boca.

Youngjae suspirou, por fim. Terminou sua torta em alguns segundos, e relaxou o semblante pelo qual poderia ter se tornado rígido sem ter notado. Mark estava visivelmente abalado por saber que Jackson estava em uma festa, e isto era definitivamente inédito.

— Você está gostando dele, hyung?

De fato, uma questão comprometedora demais para responder com tantas incertezas.

— Eu não sei, Jae...

— Há quanto tempo você não fala com ele? – indagou, recebendo uma resposta pela qual condizia meados de duas semanas. Vira que da maneira que o ruivo situava-se seria o momento certo para dar algum chacoalho que lhe fizesse enxergar melhor, que lhe fizesse acordar. — Você... Sabe que ele pode muito bem te deixar de vez, não sabe, Mark? Poxa, pense no quanto ele fez por você. Isso não significa nada? – ditava, obtendo apenas o silêncio do mais velho. — Se você se sentiu incomodado com isso, alguma coisa existe... Mas você precisa fazer alguma coisa.

— Eu sei disso...

— Você sabe, mas está aqui, primo. – buscou, então, o olhar dele. — É o seu orgulho ou a sua felicidade, Mark. Qual opção vale mais a pena?

 


 

E, por motivos pelos quais não entendia, aquela frase fixou-se em sua mente por longos dias. A frustração entalada e sua garganta lhe enlouquecia. Era tão simples, era apenas apertar o botão verde e ouvir a voz dele – voz esta, aliás, que incrivelmente já lhe fazia falta. Sabia que era todo atrapalhado com suas emoções quando a situação pedia seriedade, e talvez fosse por isso mesmo que não teve um relacionamento sério por um bom tempo. Aquela bagunça, aquela insegurança, aquela coisa misturada no lado esquerdo do peito era nova demais.

No entanto, determinou-se naquele dia que faria alguma coisa. Julgava aquela dor estranha por não ter sido procurado por todo esse tempo o suficiente. Já havia entendido que Jackson quando dizia algo cumpria, e isto em todos os sentidos. Lembrou-se, inclusive, quando o mesmo afirmou que cuidaria de si, e ele cuidou. Sentia-se um tremendo ingrato àquela altura, e ainda questionava-se como podia ser tão imaturo e ridículo por ter agido tão mal com Jackson.

Quando vira que o horário estava próximo do fim do expediente do chinês, sacou o celular e, sentado aos pés da cama, discou seu número. Tomou forças em seu suspiro e telefonou-lhe.

Um toque.

Dois toques.

Três toques.


 

Alô? – Mark prendera a respiração por um segundo. Por que estava tão nervoso? Parecia até mesmo uma inversão de papéis se comparado ao início de tudo. Mark apenas queria se afundar no travesseiro atrás de si.

— Jackson? Oh, oi. Tudo bem? – rapidamente recebeu uma resposta positiva, e não tão estranhamente perguntas com uma aura apreensiva sobre a razão de ter ligado. — Sim, eu estou bem também. Digo, eu acho. Na verdade eu queria te encontrar.

Me encontrar? Uh, ok, certo. Quando? – Jackson perguntava, mas soava meio alheio, como se estivesse ocupado. Ligeiramente poderia se escutar algum resmungo, e pelo que Mark conseguira entender, havia começado a chover. Devido a isso, correu para sua sacada, visualizando veemente os pingos que se tornavam mais grossos gradativamente.

— Que tal agora? Começou a chover, eu posso ir te buscar. – e claro, torcia com toda a sua força para que isto fosse acatado de bom grado.

Você? Me buscar? Não, eu não quero te incomodar com nada disso, eu poss...

— Deixe eu ir te buscar. – repetiu com mais firmeza, tentando passar suas intenções com seu tom de voz. Queria conversar logo com o loiro, aliás, necessitava. Foi então que sentiu-se um pouquinho mais aliviado quando o chinês aceitou o seu convite, e assim ambos poderiam pôr as cartas na mesa e debater sobre.


 


 

A chuva havia aumentado consideravelmente, pegando boa parte das pessoas de surpresa. Jackson fitava a partir do vidro do carro algumas apressando o passo ou até mesmo correndo até algum estabelecimento que estivesse aberto. E ele? Ele apenas tentava especular por quais assuntos teria que vagar com Mark ao seu lado. Passara-se um bom tempo após ter esclarecido suas vontades e não sabia o que esperar do rapaz mais velho, apenas que alguma coisa ele teria decidido.

Olhou-o então, e vira que ele não havia mudado nada. O mesmo jeito de arrumar o cabelo, a mesma coloração meio avermelhada, sua pele branca, e a expressão cuja encontrava-se focada na estrada. Desviando-se pelos arredores, já estava próximo de sua casa. Sentiu-se um pouco nervoso quando o veículo parou.

— É... Obrigado por isso, eu... – iniciou, porém ligeiramente fora interrompido.

— Eu me encontrei com o Youngjae esses dias... Vocês foram em uma festa, né? – o tom dele era simples.

— Oh, que bom que vocês saíram. E, sim, foi na casa de um amigo.

— E... Foi bom? Não me lembro de ouvir você falando que gostava dessas coisas. – àquela altura, o chinês começava ver onde o maior queria chegar. Isto é, se não estivesse apenas alimentando suas expectativas perante.

— Foi bem legal... Eu acabei ficando de ressaca sem querer, e essa parte foi horrível. – riu fraco, notando que brincava com seus dedos involuntariamente.

— E posso fazer uma pergunta quanto a isso? – assim, Mark levou seu olhar brevemente aos do menor. Entretanto, fora o suficiente para que aquele sentimento que Jackson sentia lhe invadisse com força. Ele conseguia sentir as batidas fortes que seu coração dava em seu peito. Assentiu. — Isso significa alguma coisa sobre a nossa última conversa?

— Como assim?

— Isso é alguma decisão sobre nossa última conversa? – perguntou, sentindo uma bagunça em seu interior. Aquilo não era normal. — Você... Desistiu?

Logo, Mark temia sua resposta. Temia, pois pela primeira vez havia se esforçado por alguém e não desejava que tudo fosse desabado tão facilmente. Não naquele instante que reunira coragem para expor-se, para tentar algo. Jackson havia desviado o olhar do seu e aquilo trouxe um frio ao estômago. O Tuan respirou fundo e ganhando um silêncio como resposta, abaixou a cabeça.

— Acho que entendi a resposta. Eu deveria saber que isso aconteceria... – murmurou. — Eu não valeria a pena mesmo, não é?

— Não, Mark. Não é isso. – Jackson disse mais alto. A chuva batia contra os vidros do carro, um clarão surgiu subitamente, uma trovoada repercutiu pelo céu. — Eu não desisti, até porque as coisas não dependem exatamente de mim. Eu só dei um tempo para que você organizasse seus sentimentos. – pausou. — E você não quis me buscar, assim de repente, a toa, não é mesmo? Tem alguma coisa para me dizer?

Mark estava nervoso. Como dizer o que sentia sem que repensasse várias e várias vezes? Como destruir aquele orgulho que lhe sufocava tanto? Ele estava tão perto, parecia tão simples, mas a realidade que habitava seu ser era totalmente diferente. Respirou fundo. Os batimentos acelerados repercutiam por todo o seu corpo.

— Tenho. Eu só não sei como... Fazer isso.

Jackson olhava-o, estranhando aquela espécie de timidez repentina cuja dominou o mais velho. Visando outras situações que já estivera com o mesmo, não imaginaria que ele ficaria tão bonito repleto de nervosismo. Quis rir fraquinho, mas limitou-se.

— Eu disse para você ter certeza dos seus sentimentos e falar comigo. Basta dizê-los, oras. Você deve ter decidido alguma coisa.

Aparentou que o ruivo não tinha ouvido as palavras do mais jovem, mas estava apenas repassando as falas em sua cabeça. Foi após outra trovoada que ele exasperou-se consigo mesmo e começou:

— Você sabe que eu nunca estive em alguma situação assim antes então é um ambiente totalmente desconhecido para mim, certo? – o outro balançou a cabeça positivamente. — Eu pensei, e eu acho que por tudo que aconteceu, por tudo que você fez para mim e dentro de mim, eu vou tentar dar uma chance para isso acontecer. – pausou, encarando seus dedos no volante. — Mas peço paciência, por favor, Jackson.

— O que eu fiz dentro de você? – o chinês indagou, já fixando seu olhar nas ações alheias. Estava contendo um sorriso idiota por todas aquelas palavras serem proferidas de uma maneira tão única.

— Você quer que eu diga essas coisas? – Mark olhou-o, e o jovem apenas lhe respondeu com uma expressão óbvia. Logo, quis afundar-se no banco que encontrava-se sentado. — Ah, Jackson, sei lá, você mexe comigo de alguma forma. Caso contrário eu não teria ficado tão louco com tudo o que aconteceu e não estaria aqui com você nesse momento. Eu só preciso da sua ajuda para detalhar mais o que sinto, então será que a gente poderia... – depois de ditar tudo praticamente sem respirar, inspirou um pouco, continuando. — Começar de novo?

O Wang sabia dos riscos que poderiam nascer daquela relação, mas apenas por ter feito aquele homem dedicar-se a pensar no que tinham, ele já estava realizado. Boa parte de tudo era Mark quem precisava consertar, porém Jackson enxergava que provavelmente não seria o único. Bom, sua mente ainda tinha aquela parte ingênua de praxe, logo via que deveria consertar coisas por sua parte também, por mais que pequenas. Deveria crescer um pouco mais e fazer a mentalidade de Mark crescer também, mostrá-lo outros pontos de vista.

E, se ambos estavam dispostos a passar uma borracha em todos acontecimentos ruins do passado para então começar de novo, por que não investir? Os erros sempre estariam presentes de qualquer forma, mas que houvesse uma união para lidar com os mesmos e um auxílio mútuo.

— O que você acha de darmos um novo voto de confiança e começarmos de novo, então? Deixando tudo de ruim pra trás e tentarmos nos dar bem? – encarou o mais velho, não conseguindo mais conter o sorrisinho que teimava em aparecer. O ruivo retribuía o olhar, não tardando para que maneasse a cabeça positivamente. Logo, Jackson estendeu sua mão e aguardou que o outro respondesse o cumprimento. — Prazer, sou Jackson Wang.

O ato arrancou uma risada inesperada do Tuan, cujo ainda situava-se levemente tímido com tudo.

— Mark Tuan, e o prazer é meu.


Notas Finais


E então minha gente querida, o que vocês acharam? As coisas finalmente andarão! O que acharam da socialzinha? O que acharam da parte markson? Me falem por favor! Ah, queria deixar avisado que 2Jae basicamente termina aqui, já que não pretendo pôr problemas para eles, sendo que... Sweet Cody já entra em reta final. Queria mais uma vez agradecer pelo imenso apoio, pelos favoritos, os comentários! Eu amo vocês, tipo, muito. Peço mais uma vez perdões pela demora de att, e que continuem me amando </3

p.s.: muito hard carry pra vocês que aliás foi destruidor, o mARK
e quem sabe um bom many many também porque eu amei ♡
muitos beijos! e se quiserem falar qualquer coisa comigo, tem aqui: https://twitter.com/tuanwangy


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