História Sweet Dream - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~1verse

Postado
Categorias Apink, Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Personagens Originais, Rap Monster, Son Na-eun
Tags Drama, Jin, Jong Suk, Musica, Naeun, Namjoon, Romance, Seokjin, Sonhos
Exibições 37
Palavras 1.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Surpresas


Naeun encarava a mãe e a irmã a porta como se a muitos anos não as visse, sentia uma vontade imensa de abraça-las, mas se sentia envergonhada. Como teria coragem de olhar para sua irmã e como ela um dia poderia se orgulhar da irmã que tinha quando descobrisse o que acontecera? Pensava Naeun. Como poderia encarar a mãe que dedicara a vida para lhe educar, cuidar e proteger? Os pensamentos lhe incomodavam muito e o olhar das pessoas amadas lhe pesavam. 

 

Jin percebera a briga interna em que a menina se encontrava e por mais que não a entendesse a fundo com tudo o que pensava e com o que sentia, se posicionou perto da namorada e lhe segurou a mão com carinhos leves. Passava força para que ela aguentasse firme tudo aquilo, e com a cabeça erguida, ela não deveria ter vergonha do que lhe acontecera, por mais triste e trágico que fosse, ela recebia de muitos um amor inimaginável, e ninguém a julgaria. 

A duas adentraram o quarto em silencio após a senhora Son segurar Saeun para que se comportasse no hospital e não causasse algum incomodo.  

– Como está se sentindo? – A mãe questionou a filha com um olhar carregado de compaixão e carinho, estava hesitante, não sabia como se portar ou o que dizer, estava tão perdida. Então tentaria ser o mais natural possível. Era isso que Naeun precisava, compreensão das pessoas que a cercava. Sem sentimentos de pena, e sim de força para que ela superasse cada obstáculo que teria de enfrentar. 

– Um pouco melhor. – Sua voz era baixa e sem forças. Naeun queria em todo seu íntimo passar que estava melhor, mas suas ações e seu corpo agiam de formas contrária. 

– Unnie. – Saeun a encarou com os olhos grandes e arregalados. – Ouvi que a unnie estava dodói, a unnie deve estar muito triste, não poder brincar lá fora, ou passear. Eu trouxe o Pororo para fazer companhia quando o Jin oppa estiver trabalhando. – Naeun sorriu pela primeira vez em semanas com a atitude e as palavras tão inocente da irmã mais nova. 

– Mas você só dorme com ele ao seu lado. Tudo bem ele ficar comigo? – Naeun afagou os cabelos de Saeun que balançou a cabeça positivamente. 

– Eu já não tenho medo do escuro. Desde que a unnie foi embora, eu quis ser igual a unnie. Alguém que pode fazer bem sozinha. – As lágrimas caíram dos olhos de Naeun, afinal ela pensava exatamente o contrário. Se via fraca e incapaz de se cuidar sozinha. 

– A unnie promete cuidar bem do Pororo. – Soluçava. 

– Saeun ah! Não quer tomar um sorvete com o oppa enquanto a mamãe e Naeun unnie conversam? – Jin agachou perto de Saeun para que pudesse a encarar nos olhos. 

– Mãe, posso ir com o Jin Oppa? Ele sempre compra do que eu gosto. – Riu animada. 

– Aigoo. Ok! Mas só dessa vez, e apenas um, se não você acaba não comendo o que preparo. – Acenou para a mãe indo para a porta de mãos dadas com Jin. 

– Entendido. – Saíram e então as duas presentes no quanto se sentiram mais livres para falar do que realmente havia acontecido. 

Jin carregava Saeun nos ombros depois de brincar em um parquinho nas proximidades do hospital. 

– Jin Oppa? – Saeun o chamou. 

– Hm... 

– Por que a Naeun unnie ficou doente? Ela é sempre tão forte. Eu sempre quis ser forte e não ficar doente como a unnie. Ela não sorriu sincera. – A tristeza na voz da mais nova impressionaria qualquer um que a ouvisse proferir aquelas palavras. 

– Naeun unnie passou por um momento muito difícil. Ela não quer que a Saeun se preocupe com ela. Ela precisa ser forte e mostrar que lutando para ficar bem. Quando você está triste e a unnie te pergunta, o que você responde? – Ajeitou Saeun para que não caísse. 

– Que não é nada e logo irá passar. – Respondeu. 

– E por que você fala isso pra sua unnie? – Esperou a resposta. 

– Porque não quero que ela se preocupe comigo. – Era algo esperado de qualquer um. Até mesmo de uma criança como Saeun. 

– Do mesmo jeito a unnie quer que Saeun não se preocupe. Ou sua mãe, até mesmo o oppa. – Suspirou. – Vamos nos esforçar? – Jin falava mais consigo mesmo do que de fato com a criança em suas costas.  

– SIM. Para que a unnie fique bem logo e possa brincar e passear comigo. 

– Isso mesmo. – Jin riu soprado.  

Jin regressou com Saeun ao hospital, a mesma tagarelava sobre o parquinho que o melhor oppa do mundo a tinha levado. As histórias da menina fora a distração e grande parte dos risos dados ali. Estava um ambiente agradável, tranquilo, e familiar, muito diferente das últimas semanas. 

– Jin, nós estamos indo, mas por favor. Qualquer coisa não hesite em me ligar. Mesmo que eu demore ou qualquer coisa, eu virei. – Informou a senhor. 

– Há algo que eu gostaria de perguntar antes que fosse, teria uns minutos?. – Jin criou forças para saber o que tanto lhe incomodava. 

– Pergunte meu filho. – Encarou Jin o acompanhando até o canto onde Naeun não pudesse os escutar. 

– O senhor Son... Ele. 

– Ah! Isso. – Suspirou. – Ele não sabe se expressar ou reagir como muitos agem no desespero. Dê um tempo a ele. – Tocou nos ombros do mais jovem. – Da mesma forma que é difícil pra gente, não ache que meu marido seria tão sem coração a esse ponto. Ele ama Naeun, e sente tanto quanto qualquer outro. Desde que ficou sabendo, não tem um dia sequer que tenha dormido a noite completa. Ele chegou a ir à casa do homem que fez isso a minha filha, mas era tão deplorável a situação do sujeito que nem ao menos quis por lhe as mãos. Acreditei que ele faria o pior. 

– Entendo, e espero que não tenha me levado a mal, mas é só que esperava que ao menos viesse a ver. – Senhora Son sorriu.

– Ele vem todas as noites. Olha como ela está e volta para casa sem dizer ao menos uma palavra. 

– Como nunca o vi por aqui? – Jin estava surpreso. 

– Bom, isso já não sei como ele faz. Mas Jin, ele não é como todos pensam. Aprendi a ama-lo pela verdadeira essência dele. Você me lembra muito o jovem com quem casei. Nem tudo é como vemos, tenha isso em mente. Bem, preciso ir, ainda tenho que levar Saeun para ver a avó no templo. 

– Espero a ver mais vezes, e que não seja num horário em que eu não esteja. Como tive que voltar as minhas atividades integralmente, uns amigos nossos estão ficando com Naeun durante o dia. Namjoon e a irmã estão sendo verdadeiros anjos nesse momento. – Contou-lhe Jin. 

– Eu virei com frequência, minha filha precisa de mim mesmo que eu tenha a Saeun que requer atenção, mas enquanto a mais nova estiver na escola, estarei com Naeun até que possa voltar para casa. – Jin concordou e então se despediram. 

Saeun deu um pouco de trabalho, pois não queria ir embora, mas se contentou quando Jin disse que a buscaria para passear os três juntos. Naeun também não queria que a pequena fosse embora, mas não queria que ficasse naquele ambiente então se recompôs. 

Os dias corriam bem, Naeun voltou a falar normalmente com todos, comia as refeições e se higienizava sozinha. Poucas vezes durante a noite chamava o namorado para a acompanhar, pois ainda sentia um pouco de medo, mas isso ia se passando com o tempo graças a Jin e todos os que estavam ao seu lado. 

– Temos uma boa notícia para os dois. – Dr. Go adentrou o quarto em uma manhã. – Em breve creio que a senhorita terá alta. 

– O senhor fala sério? Tem alguma previsão? – Jin estava empolgado e entrelaçou os dedos com os de Naeun. 

– Quando poderei voltar para minha casa? – Naeun também parecia empolgada para sair. 

– Se tudo correr bem, mais ou menos daqui três dias podemos lhe dar alta. 

Não se sabe se pela ansiedade, mas os dias pareceram passar voado e no dia seguinte saberiam se Naeun voltaria para casa. 

– Jin? – Jin abaixou o olhar e então seu olhar encontrou o da namorada. – Acha que me liberam mesmo amanhã e podemos voltar para casa? 

– Tenho certeza. Você se recuperou bem, devem deixar apenas um acompanhamento, mas tenho esperança que amanhã estaremos de volta. – Naeun riu. 

– Nossa casa deve está toda empoeirada. Sinto falta dela. – Fez um leve carinho nos braços do maior. 

– Quanto a isso. Achei melhor mudarmos de apartamento. Levei nossas coisas para um que Namjoon disse que poderíamos usar. 

– Ah! É assim? Não importa, desde que esteja comigo, onde quer que seja, é nosso lar. Você é meu lar. – Fechou os olhos e adormeceu. 

Naeun despertou a noite após um sonho. Escutara a voz do pai a lhe chamar e dizer palavras de carinho, então despertou por achar que pudesse ser real, mas o quarto estava escuro e Jin dormia tranquilamente. Levantou sem que fizesse muito barulho para não o acordar, colocou o roupão por cima da roupa hospitalar e saiu do quarto. Seus olhos se fixaram quando uma imagem de um homem cansado lhe apareceu. Ele parecia abatido, mas ainda sim tinha o rosto tão familiar e amado. Sem nenhuma palavra, Naeun e o pai se abraçaram e choraram juntos.


Notas Finais


Me avisem caso achem erro :3 Espero que gostem desse cap <3

Até o próximo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...