História Sweet Dreams - Capítulo 25


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Categorias Marilyn Manson
Personagens Marilyn Manson, Personagens Originais
Tags Ação, Artista, Assassinatos, Byronmason, Charlotteadkin, Desenhos, Docessonhos, Drama, Medo, Mistério, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 10
Palavras 1.302
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - XVII (Continuação)


Eu não fiz nada. Apenas o silêncio permanecia presente. Fiquei sem dizer nada, estava com o papel nas mãos e meus olhos passavam rapidamente pelas letras. Eu já vira aquela letra, mas queria acreditar que não era o que estava pensando.

Se fosse seria um absurdo. Ela nunca foi de fazer uma coisa dessas.

- Onde aprendeu isso? - Pergunto com a voz fria, sem emoções. Eu já estava começando a ficar com muita raiva. Não via motivo para que ela fizesse isso.

Jogo o papel sem nenhum acaso e me viro para trás afim de tentar achar alguém parado a porta. Mas não havia nada, nem ninguém. Novamente aquele silêncio me deu arrepios e me irritou mais do que tudo. Minha respiração já estava fora do ritmo quando ouço passos vindo até o quarto. Não queria ver, não queria saber de nada. Só de pensar em quem eu veria parado a porta já era o suficiente para me derrotar.

- Está com medo Marilyn? - A voz aguda e feminina parece estar se aproximando do quarto, seus passos graves revelavam o nervosismo e a raiva.

Vejo Elizabeth se aproximar do quarto com uma arma em mãos. Não consigo manter a postura e dou risada ainda olhando para ela. Aquela cena era ridícula, aquilo não parecia ela.

- Joe te ensinou isso? Foi Elizabeth? - Pergunto dando gargalhadas sem tirar meus olhos dela - Isso não é a sua cara - Digo vendo que ela não tinha nenhuma reação. Suas sobrancelhas estavam arqueadas, como se estivesse me desafiando. Isso era engraçado e eu não me permitia ter medo.

- Não importa quem me ensinou e sim o que eu sou capaz de fazer - Ela diz agora poucos centímetros de distância - Acredita em mim?

- Nunca - Antes que eu terminasse a frase sinto a arma em minha cabeça.

- Você pretende morrer sem acreditar? - Ela pergunta com a voz distante. Não parecia que ela estava consciente do que estava fazendo, e eu me sentia muito mal por não poder negar que estava preocupado com ela. Eu era o maior idiota do mundo.

- Eu não vou morrer Elizabeth - Digo não prestando atenção nas minhas palavras, porém acreditava nelas. Eu sabia que ela não teria coragem de fazer uma coisa dessas -, você está enlouquecendo e não sabe o quanto é sem noção.

- Não sente medo? - Sua voz estava baixa e sua sobrancelha arqueada, novamente como se estivesse me desafiando, mas ao mesmo tempo ela não parecia tão confiante. E eu imaginei o porquê. Ela não tinha coragem. Ela era apenas uma mulher revoltada com tudo, que acreditou em alguém que só queria o seu mal.

- Não, agora larga essa arma - Digo olhando em seus olhos. Não estava preocupado em demonstrar alguma reação que eu não tivesse. Não sentia medo dela, sabia que ela não era capaz de tal coisa.

- Por que se sente tão confiante? - Agora sua voz era de descrença e indignação - Só por que acha que tem alguma prática? Acha superior a mim?

- Quero te dizer uma coisa - Digo com a voz aparentemente calma - Eu sou muito superior a você - Minha respiração já estava acelerada. - Você é apenas um lixo à mais na sociedade.

- Ah é? Então fala uma de suas qualidades. - Ela diz com raiva na voz. Demoro para responder aquela pergunta. - Vamos ver se consegue.

- Nunca fiz nada do que eu possa me arrepender - Digo em um tom acusador. - E você? Já fez?

- Mas que droga! - No momento em que ela falou, um barulho alto tomou conta da casa. Olho para trás em busca de resposta e vejo que a parede perto da janela estava um pouco rachada. Novamente ela quase me acertara. Volto meu olhar para as suas mãos que estavam posicionadas.

Ela havia atirado.

Uma pergunta latejava furiosamente na minha cabeça. Ela tentou me acertar ou me assustar? O que quer que fosse, ela era muito perturbada. E não tinha nem mira certa. Minha casa estava sem beleza alguma, por conta das coisas que havia quebrado. Agora com a parede rachada. Ela só podia estar de brincadeira.

Olho para trás de novo vendo aquela rachadura na parede. Isso poderia ter me acertado. Será que era isso que ela queria mesmo?

- Não tem coisa melhor para fazer? - Pergunto indignado com a reação dela. Isso já estava indo longe de mais e eu não queria uma casa quebrada por causa de uma mulher.

- Vai para o inferno Marilyn - Ela diz respirando ofegante, seus olhos estavam bem abertos como em sinal de alerta. Eu não conseguia entendê-la. Ela viera aqui para fazer o que?

- Agora pare de bancar uma de esperta e larga essa arma - Digo sem pensar muito. Talvez pelo motivo de que não tinha muito o que pensar - Você que está errada. - Digo com a voz mais calma.

- Não - Ela diz dando um sorriso - Não até matar você.

Nesse momento ela dá outro sorriso e deixa a arma cair no chão, de um jeito calmo e com olhar desafiador. O que ela pretendia fazer? Deixando a arma cair no chão, não teria como fazer algo contra mim. Eu quis dar gargalhadas altas, mas apenas sorri para ela.

- Acha que estou com medo? Eu posso matar você em um simples gesto - Digo sem acreditar que ela estava agindo desta forma. Agora eu não sabia o que iria acontecer a seguir. Eu não queria machucá-la muito menos matá-la. Não sei ela, mas nunca o faria. Só dizia essas coisas para que ela não partisse para cima, mas agora que ela deixara a arma no chão, não sabia o que ela queria.

Em um movimento rápido ela vem em minha direção, segurando meu pescoço e me trazendo para a parede. Minha costa doeu com a batida, me fazendo ficar mais nervoso ainda. Antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, seguro em seu braço fazendo ela gemer de dor.

- Não tente nada - Digo, vendo sua expressão mudar - O que pretende fazer?

- Você não presta Marilyn - Ela diz olhando para baixo - Eu te odeio. - Conseguia perceber o quanto ela estava se sentindo derrotada com isso. - Você é nojento.

- Eu? Eu não presto Elizabeth? - Pergunto com a voz irônica tentando mostrar o que ela estava falando. Ela viera até aqui com uma arma e eu que não prestava?

- Chega! Chega! Por que você gosta de me insultar? Por que gosta de me deixar assim? - Ela pergunta gritando cada vez mais. Seus olhos já estavam inchados.

 - Não estou fazendo nada, foi você quem apareceu aqui com uma arma nas mãos...

- Estou cansada de você ficar me humilhando desse jeito! - Ao falar, ela vira as costas e pega a arma que estava no chão e depois me olha como se esperasse alguma reação.

- De novo? Você está enlouquecendo Elizabeth.- Digo vendo ela vir em minha direção e apontar a arma para mim.

- Estou cansada! Eu sei que eu fiz coisas horríveis com você, mas não precisa me tratar assim!

- Como você quer que eu te trate? - Pergunto sem entender muita coisa. Aquilo já estava parecendo uma comédia. - Não estou querendo te punir por tudo o que você fez, mas você sabe que se tiver alguém errado é você. Por tudo o que você fez e tudo o que está fazendo - Ela continuava com a arma apontada para mim, mas sua expressão não mudava.

Ela estava completamente errada. Ela dizia que eu não prestava, assim que ela havia provado que estava errada a muito tempo.

- Adeus Marilyn.



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