História Sweet Dreams - Capítulo 26


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Categorias Marilyn Manson
Personagens Marilyn Manson, Personagens Originais
Tags Ação, Artista, Assassinatos, Byronmason, Charlotteadkin, Desenhos, Docessonhos, Drama, Medo, Mistério, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 12
Palavras 1.806
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - XVIII (Continuação)


Ela foi se aproximando rapidamente até encostar a arma em minha cabeça, pressionando-a. Nesse momento senti meu coração acelerar e minha respiração pesar. "Elizabeth" digo olhando em seus olhos afim de fazê-la perceber o que estava prestes a fazer. Fecho meus olhos automaticamente. Ouço sua respiração e volto a abrir meus olhos, vendo ela segurar a arma com as mãos tremendo. Parecia que algo a impedia de fazer tal coisa. Talvez ela não fosse capaz, pensei, e com isso me acalmei. Provavelmente ela não o faria. Minha respiração já estava ao normal, vendo que ela segurava a arma levemente. Então deixa cair no chão, como se estivesse pesando ou a machucando. Dou um suspiro de alívio ao ver a arma no chão.

- Eu vou embora - Disse ela virando as costas e dando passos rápidos.

- Não - Digo indo atrás dela e segurando em seu braço - Não até esclarecer as coisas - Termino de falar lembrando de vários assuntos que desejava abordar. Esse episódio que ocorrera aqui queria esquecer de imediato. Ela só estava nervosa e era normal para um pessoa que convive com um assassino agir dessa forma. Tentei não culpá-la por mais uma atrocidade dessas. Mas mesmo assim queria exclarecer tudo.

- Por favor Marilyn - Ela disse derramando lágrimas de seus olhos. - Me deixe ir embora, esqueça isso, me desculpe. - Em uma tentava falha de tentar se sair de meus braços ela diz com a voz chorosa.

- Você fez todo esse "show" só por causa da nossa briga esses dias atrás? - Pergunto sem demonstrar a raiva crescendo dentro de mim.

- Marilyn... - Ela diz meu nome antes de responder a minha pergunta. Sua voz estava baixa pois ainda chorava muito - Você está me tratando como se eu fosse um lixo! Eu já disse que... me arrependo por tudo o que fiz - Ela grita - e eu preciso de ajuda! O Joe vai me matar quando eu voltar por lá...

- Desculpa Elizabeth, mas eu não vou te ajudar - Antes mesmo que ela terminasse de falar eu a interrompo. -, não depois de tudo. - Digo dando um suspiro ao final.

- Você é um homem sem sentimentos! - Ao dizer isso ela se aproxima rapidamente e bate com força em meu rosto.

A dor é intensa e me perguntei de onde ela tirara tanta força.

- Olha o que eu quase fiz! - Ela grita - Você me trata muito mal! Eu te odeio! - Ao dizer isso ela vira as costas e sai pela porta do quarto, deixando sua arma no chão.

Não me dou ao trabalho de acompanhá-la ou ir atrás pedindo desculpas. Eu não precisava disso. Ela não era capaz de fazer esse tipo de coisa e jamais seria. Me sentia tolo ao lembrar que temi que ela atiraria. Eu a odiava agora mais do que nunca. Se matar não fosse crime eu a mataria. Não tinha ressentimentos ao pensar nisso. Eu a odiava igualmente.

Ouvi a porta ser aberta fazendo um barulho irritante. Eu tinha quase certeza de que ela aprendera a fazer tudo isso com Joe. Ela não pensava no quanto isso era tosco e se alguém visse ela poderia ir para a delegacia.

E eu a odiava ainda mais por ter aprendido isso com o Joe. Ele era a pior pessoa do mundo e ela estava se tornando igual.

Era como se fosse um vírus, você convive com a pessoa, e acaba se tornando igual à elas. Isso era o que mais me irritava. Parecia uma lei da vida. Um dos exemplos é quando um amigo seu fala de uma determinada forma e você acaba com o jeito dele.

Andei até a sala e vi que a porta e o portão estavam abertos. Ela já havia ido e provavelmente nunca mais voltaria. Se fosse realmente verdade o que ela falara, já podia considerá-la morta. E isso não mexia nem um pouco comigo. Fechei o portão e o tranquei. Nunca mais permitiria que alguém invadisse a minha casa dessa forma. Tranquei a porta da sala também. Andei em direção ao meu quarto e tirei todo aqueles comprimidos que estavam em cima da cama. Não tinha entendido o real objetivo dos comprimidos. Mas não estava querendo saber.

Rasguei o papel e joguei no lixo junto com os remédios. Não precisava lembrar daquilo. Guardei a arma em meu guarda-roupa e escondi ao meio as roupas. Por mais que já tinha uma, guardaria essa para se caso eu precisar. Não tinha jeito de jogar fora também, pois se alguém me visse com uma arma em mãos já seria motivo de falarem. Acendi um cigarro que havia pegado de dentro do guarda-roupa. Precisava de alguma coisa para acalmar.

Durante uma boa parte da tarde eu fiquei sem fazer nada, apenas em minha cama fumando e bebendo, igual a um adolescente rebelde. Mas em questão disso não tinha com que me preocupar. Eu morava sozinho então fazia o que queria.

Muitas coisas se passavam por minha cabeça, eu queria saber o que acontecia com Elizabeth, por mais que ela havia me dito que o Joe era traficante. Me interessava saber sobre sua filha Dita Sophie. Tantas coisas estavam acontecendo a minha volta que me perguntei se Charlotte Adkin tinha alguma coisa a ver com elas duas. Talvez não.

Eu não gostava de imaginar o jeito que ela achava que eu pensava. Desde sempre ela fazia coisas das quais poderia se arrepender e uma dessas foi me trair com o Joe. Que belo homem ela arrumou. Parabéns para ela.

Além de ser um idiota por completo, com certeza não amava Elizabeth. Isso já havia sido provado a alguns tempos atrás.

Ela estava fugindo dele, para que não acontecesse nada com ela e sua filha. Um ótimo marido ela tinha. Daqui uns tempos ela estaria morta, enterrada junto com a sua filha. Ou talvez nem isso.

E pensar que ela era tão burra assim. Quando nos casamos, fora da igreja claro, ela não parecia burra e idiota desse jeito. Uma enganação em tanto.

Seis horas da tarde fui até o meu computador, para checar os meus E-mails. Já fazia um tempo que eu não entrava. Isso me fez lembrar do Charles. E era ruim lembrar de tudo que havia acontecido. Parecia que eu não tinha sossego para nada.

Havia vários sobre promoções, mas havia um que me deixara contente.

Contente até demais.

"Pelo jeito competente que você é, achamos que já estaria fazendo algum desenho ou quadro. Por isso convidamos você a participar de um evento que vai mexer com todos que estiverem presentes. E como você tem um talento maravilhoso e é considerado um artista polêmico, nós não te deixaremos de fora! Vai acontecer no "sonhos vividos", e esperaremos você por lá.

Obs: amanhã será realizado o evento e terá votação dos juízes. Nos envie um E-mail confirmando que mandaremos como será feito."

No momento em que li já me deu um animo, me fazendo esquecer do que havia acontecido. Eu devia ir. Eu devia participar e eu devia ganhar.

Já estava na hora de pensar mais em mim mesmo, e esquecer o que ficara no passado. Lembro da primeira vez em que fui em um eventos desses, estava com o coração em pedaços, e ainda ocorrera o imprevisto naquele dia. Amanhã seria diferente. Eu só pensava na Elizabeth e esqueci de mim mesmo. Esqueci de viver e de ser feliz. Agora era uma chance para que me recuperasse. Pensando assim, respondi o E-mail dizendo que estaria presente amanhã.

Me esqueceria de tudo e seguiria em frente. Simplesmente não estava aguentando viver assim. Com problemas e problemas. Era o Joe, a Elizabeth, a Charlotte... e isso me irritava. Não tinha tempo para pensar em mais nada então eu apenas vivia com meus problemas, pensando nos outros e na felicidade dos outros.

Logo uma resposta veio da parte deles, dizendo onde seria, em que endereço e todos os detalhes. Novamente precisaria fazer uma apresentação, dizendo coisas sobre a arte ou o motivo por gostar disso. Eu já sabia o que faria.

"Seria bom se você inventasse alguma coisa nova, diferente de todos"

Uma parte do E-mail enviado por eles dizia isso, o que me fez pensar em várias coisas que poderia fazer. Fui até o meu quarto e peguei aquele quadro que estava fazendo a um tempo e comecei a terminá-lo. Estava ficando muito bonito, um dos melhores que já havia feito.

Não sabia o que apresentaria, mas por enquanto não pensaria nisso. Eu estava mais tranquilo e parara de pensar em tudo que ocorrera. E me odiava por isso pois assim parecia que eu não tinha sentimentos tal como Elizabeth havia dito.

Com o passar do tempo eu terminei de pintar naquela tela que já estava começada antes. Já que não tinha um tema, eu fiz o que quis. O desenho representa uma mulher com uma expressão triste sendo que do lado direito do rosto era uma caveira sorridente. Demorei para fazer, mas estava lindo. Pelo menos eu gostara muito.

Guardei ele do lado do meu guarda-roupa e quando estava ajeitando para que não encostasse na parede, a campainha da casa toca. Vou andando um pouco rápido até a porta destrancando ela logo em seguida. Olho para ver quem era que estava lá fora e vejo Charlotte com os olhos voltados para baixo. Respiro fundo antes de dizer alguma coisa.

- O que quer? - Pergunto com a voz um pouco alterada.

- Quero falar com você - Sua voz estava fria, porém sua expressão não indicava isso.

- Não temos nada para falar - Repondo no mesmo tom de voz. Não estava entendo. Parecia que tudo estava acontecendo para me atrapalhar.

- Temos sim - Ela disse não olhando para minha direção nem uma vez - Eu quero que você entenda algumas coisas. E não é só porque tenho quinze anos que sou burra - Ela termina de dizer e finalmente olha para mim.

- Charlotte, eu quero que você entenda que não sinto raiva de você - Digo a olhando sem nem mesmo ter dado uma passo para a frente. - Eu só não quero e não preciso falar nada, se não entendi alguma coisa não quero saber agora. Me deixe em paz.

- Não. Não até eu te dizer algo. Então vem aqui se o problema é eu entrar na sua casa - Ela diz fazendo uma gesto com as mãos.

Dou um suspiro e abro o portão para ela vendo-a entrar. Vejo ela dando um sorriso infantil. Não consigo manter minha postura séria e dou risada vendo ela fazer o mesmo. Não sei por que, mas eu tinha uma simpatia por ela que parecia que éramos irmãos. Não sei se consigo ficar longe dela. Acho que a amo muito.



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