História Sweet Dreams - Capítulo 28


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Categorias Marilyn Manson
Personagens Marilyn Manson, Personagens Originais
Tags Ação, Artista, Assassinatos, Byronmason, Charlotteadkin, Desenhos, Docessonhos, Drama, Medo, Mistério, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 12
Palavras 1.784
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - XX (Continuação)


Acordei no horário normal, na verdade um pouco mais tarde. Já fui direto olhando no guarda-roupa separando as roupas mais chamativas e as que nunca tinha usado. Havia bastante que eu nunca usara, então não precisaria sair para comprar. Mas logo mudei de ideia vendo que o dia não iria passar tão rápido.

Fui em algumas lojas que eu sempre tinha costume de ir. Já era cliente fixo de lá. Comprei pouca coisa. Apenas o necessário para hoje. Um terno com uma gravata branca e longa e uma calça diferente. Alguns acessórios nem tão chamativos e voltei para a casa. Não passei muito tempo pois não estava afim. Nunca gostei de ir em lojas e ficar provando roupas.

Depois que voltei, ajeitei a casa porque estava uma enorme bagunça. Meu quarto então, parecia quarto de criança brincar. Depois Fiquei esperando o tempo passar, bebendo um copo de vinho tinto. Estava muito ansioso, só pensava nisso. Já fazia tanto tempo que eu não ia em lugares assim que parecia não ser real.

Da última vez eu ganhei, mas coisas ruins aconteceram. Dessa vez eu poderia não ganhar, mas coisas boas iriam acontecer.

Mas eu não gostava de pensar assim.

Eu não conseguia pensar na possibilidade de perder. Para mim era ganhar ou ganhar.

Comecei a elaborar algumas coisas que eu falaria, e através disso, cheguei a uma conclusão. Eu iria fazer perfeito. Tinha de ser perfeito. Tudo estava indo perfeitamente bem e lembrei de uma coisa que eu havia comprado já fazia tempo. Daria tudo certo. Eu tinha os materiais, não precisaria ir atrás de nada.

Já fazia tempo que estava fazendo aquela pintura e quis fazer o quadro acompanhado de uma frase bem bonita, ou até um poema ou texto. Mas o que eu conseguira escrever foi mais do que uma frase. Mais que um poema e mais que um texto.

As três horas Charlotte chegou em casa. Achei estranho pois ela falara que iria vir cedo. Mas não perguntei nada. Ela usava uma camiseta de uma banda que eu não soube identificar, talvez não conhecia. Um tênis bastante desgastado e um shorts da cor bege. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo. Ela estava linda. Sorri quando a vi. A deixei entrar vendo sua expressão triste.

- O que aconteceu? - Perguntei assim que ela entrou. Várias coisas se passaram pela minha cabeça. Ela parecia triste e eu não conseguia vê-la assim.

- Sinto muito, mas não vou poder ir - Suspirei de alívio e de decepção. Alívio porque pensei que fosse alguma coisa mais ruim e decepção porque queria que ela fosse.

- Por que não? - Pergunto com a voz fraca. Aquilo era ruim de ouvir. Ela era a pessoa que eu mais confiava. Ela era a única, na verdade.

- Meus pais não deixaram - Novamente ela não me olhava.

- Não vou te culpar - Digo tentando ficar calmo. Como eu queria que ela fosse! Mas não podia fazer, nem dizer nada. Ela era menor de idade e tinha que obedecer os pais. - Não se sinta mal.

- Eles só tem medo de acontecer alguma coisa...

- Tudo bem - Digo sorrindo para ela. - Meus pais também eram assim - Provavelmente fiz uma expressão esquisita quando falei dos meus pais. De repente um nó se formou em minha garganta e tentei no máximo disfarçar.

- Falando nisso, eu nunca vi eles - Ela diz como se não soubesse. Fiquei me perguntando se já contara isso para ela. Talvez sim, talvez não. Se sim, ela esquecera.

- Eles morreram - Digo sem mais nem menos. Não queria ter de explicar nada. Não queria nem continuar nesse assunto.

- Ah, que pena. - Disse notando que eu não estava confortável nesse assunto - Mas então é isso. Eu tenho que ir embora. Desculpa por qualquer coisa.

- Até mais - Digo me sentindo completamente só. Agora que ela não iria me acompanhar, toda a minha apresentação não fazia mais sentido. Lembrando dos meus pais me fez ficar pior ainda - Você não tem com o que se desculpar - Termino de dizer.

- Acho que eu tenho. - Ela diz isso, saindo de perto do portão sem esperar uma palavra minha. Eu sei que ela era menor de idade. Apenas quinze anos, mas mesmo assim era ruim. Ela podia ir acompanhada dos pais. Isso que eu achava estranho. Que família perderia tal coisa? A maioria gosta de sair em lugares diferentes, de "variar" um pouco.

Entrei para dentro com os pensamentos confusos. Ainda tinha muita coisa mal explicada na família de Charlotte. Muita coisa mesmo. Eu falara que não me interessava saber, mas interessava sim. Por que eu a amava e queria ser mais próximo dela. Mas isso parecia ser impossível.

Conforme o tempo foi passando, minha ansiedade só foi aumentando. Até que chegou o momento.

Fui me arrumar cedo, como sempre. Coloquei aquela roupa que comprei e arrumei o meu cabelo de uma maneira diferente. Passei Spray para que ele ficasse um pouco rebelde. Minha maquiagem ficou bem escura. Era uma mistura de preto e violeta. Passei um rímel bem forte e um batom preto. Coloquei lentes vermelhas, já havia usado algumas vezes. Passei várias vezes no espelho, esperando que tudo estivesse certo. Eu sabia passar maquiagem melhor que algumas mulheres, então não tinha problema. Meu cabelo estava certo, a roupa, o visual, tudo.

Mandei um E-mail dizendo que estava pronto, a pedido deles. Logo estava no carro dirigindo rumo a um lugar chamado "sonhos vividos". Enquanto dirigia eu estava tão nervoso que parecia que logo estaria esquecendo o meu nome.

Coloquei meu quadro na parte de trás do carro, e levei uma câmera fotográfica. Provavelmente não usaria. Estava dentro do carro, mas a minha cabeça estava em outro lugar. Todas as coisas ruins e boas se passavam na minha mente. A última vez em que falei com Elizabeth e que provavelmente seria a última mesmo. Nos melhores momentos é que vem as piores lembranças. Pelo menos para mim era assim. Já tinha me acostumado. Estava triste ao mesmo tempo, ninguém que eu conhecia estaria presente. Foi aí que eu notei que era completamente sozinho. Não tinha ninguém que poderia estar nos piores nem melhores momentos. E o mais ruim de tudo isso é que eu não sabia onde havia errado. Eu sempre fui uma pessoa tão verdadeira e carinhosa. Nunca desprezei ou abandonei ninguém. Tudo bem que em alguns momentos eu fui um pouco mal educado. Mas tinha meus motivos, assim como todo mundo.

Minha família, que poderia estar comigo, estava morta. E eu nem se quer fui atrás de vingança. Simplesmente fiquei na sombra e de boca calada, deixando quem matou viver normalmente. Parecia que não me importava. À partir de agora, tudo mudaria. Eu iria atrás de vingança. Não deixaria ficar assim. Nunca gostei de me fazer de coitado.

Tentei me acalmar. Respirei fundo. Estava me alterando. Tentei me focar nas coisas boas que iria participar.

Não demorou muito para que eu achasse o lugar e arrumasse um canto para estacionar o carro. Parecia um castelo. Mas diferente da outra vez que eu havia ido, as paredes eram escuras com decorações rústicas. Totalmente diferente. Ao ver pelo lado de fora, parecia ser um lugar escuro. Havia muitas pessoas em torno da entrada. Mulheres de vestidos longos e homens de terno com gravatas vermelhas.

Eu estava diferente.

Comecei a rir.

Parecia um mar de clones.

Comecei a gargalhar.

Eu estava com um terno preto e uma gravata toda branca. Com uma calça que fazia estilo Leggin, completamente colada, com uma bota do estilo Rock'n'Roll como sempre. Eu sei, uma combinação nada à ver. Mas estava diferente.

Sai do local estacionado, que estava reservado unicamente para mim, e olhei em volta. Respirei fundo e segui em frente com o quadro nas mãos. Ele estava coberto, para que ninguém visse antes do tempo. Novamente a pedido da equipe. No momento que dei alguns passos a frente todas as pessoas me olharam.
Eu disse todas.

Logo abriram passagem, alguns sorrindo e outros, só me observando. Eles me respeitavam. Eles estavam agindo dessa forma por que sabiam tudo sobre mim.

Quando estava chegando perto das escadas, vários fotógrafos foram a minha frente e começaram a tirar foto, como se eu fosse o novo presidente do Estados Unidos. Pelo o que meus olhos conseguiam ver, estava uma situação muito engraçada. As pessoas formavam uma fila atrás de mim, abrindo passagem para ficar observando, enquanto os fotógrafos a minha frente não deixando escapar nenhum momento. Continuei seguindo em frente, sem olhar para trás.

Se por fora era bonito, por dentro era surreal.

Havia bancos da cor escura também, luzes brancas e algumas esculturas que pareciam ser de mármore no canto da parede. Era tão grande que da entrada não conseguia ver o final. Parecia uma igreja. Conforme fui andando, me deparava com quadros de artistas famosos e alguns nem tão famosos. Tinha algumas fotos de pintores com o nome escrito em cima e o que haviam ganhado. Uma moldura bonita destacava o retrato. Em um desses estava:

"Adrian Tyler Obrian

- Melhor no gênero: Drama

Vencedor do concurso: vida após a morte. - de: Isabelle Trurth

Leslee Kennedy

- Melhor no gênero: Romance

Vencedora do concurso: Anjos reais. - de: Paul Harm.

Marilyn Manson

- Melhor no gênero: Horror

Vencedor do concurso: Mensagens ocultas. - de: Barbara Whiter."

Eu estava em um deles.

O quadro mostrava uma foto minha, daquele concurso de Barbara do qual fora uma tragédia. Eu usava um batom roxo e uma lente branca em apenas um olho.

Não sei se foi a minha impressão, mas minha foto era a única com um fundo preto. Dos outros estavam com o fundo claro, como se fosse uma luz.

Continuei andando até que percebi que o lugar estava quase vazio. Havia apenas eu e umas dez pessoas. Olhei para trás e notei que ainda não estava permitindo que os convidados entrassem.

- Seja bem vindo - Uma mulher com os cabelos lisos e escuros estava a minha frente com um sorriso nos lábios vermelhos - Me acompanhe por favor. - Não deixei de notar que ela era muito bonita.

Acompanhei até a frente, onde havia um palco imenso. Tinha um microfone na frente e dava uma bela visão dali de cima. Ela pegou o quadro e deixou exposto junto com vários outros. Provavelmente os meus adversários.

- Logo irá começar - Ela diz após ter ajeitado ele na parede - Te desejo boa sorte - Ela piscou o olho e passou a mão em meu peito, puxando com força a minha gravata, indo embora com um sorriso de lado.


Notas Finais


Que tal um comentário aí? :3


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