História Sweet Dreams - Capítulo 29


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Categorias Marilyn Manson
Personagens Marilyn Manson, Personagens Originais
Tags Ação, Artista, Assassinatos, Byronmason, Charlotteadkin, Desenhos, Docessonhos, Drama, Medo, Mistério, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 14
Palavras 2.072
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - XXI (Continuação)


Sorri mesmo sabendo que ela não veria. Desci das escadas que havia subido, e andei observando cada detalhe. As paredes desenhadas, os quadros na parede, a cor dela, e não deixei de perceber que havia um retrato de Barbara Whiter escrito: "descanse em paz". Meu coração se apertou ao ver a foto dela com um sorriso no rosto. Ela era inocente e a única causa da morte dela, fora eu. Mataram ela para me torturar, fora isso, ela não tinha nada a ver. Desviei o meu olhar a fim de não pensar nessas coisas. Tinha um espetáculo a minha frente, pronto para começar. Tinha que me concentrar nisso.

- Não sabia que tinha poucos participantes - Uma mulher se aproximou de mim. Seu rosto estava calmo, mas pude perceber pelos seus dedos que não paravam de se mexer, que ela estava nervosa assim como eu. - Já sabe o que vai falar lá na frente?

- Sei - Respondi sem querer explicar. Tinha que ser surpresa para todos que estavam ali - e você?

- Também já sei - Ela diz abaixando o tom de voz -, mas é surpresa.

- Sério? - Pergunto sorrindo, vendo que ela estava na mesma situação que eu - Também vou fazer uma surpresa. Pena que ela não está aqui.

- Ela? - Perguntou rindo - Também vou fazer uma surpresa para uma garota - Ela fez uma pausa após ver a minha reação, e depois continuou a falar só que dessa vez mais baixo - Quem sabe a minha futura namorada.

- Que ótimo - Sorri para ela, notando a semelhança do que eu queria fazer - Mas você tem sorte. A pessoa para quem eu queria me declarar hoje, não pôde vir.

- Que ruim - Ela estreitou os olhos e depois continuou - O que exatamente você vai fazer?

- Apresentação...

- De uma música. - Antes que eu falasse, ela deu continuidade. Fiquei surpreendido na hora, por ela saber mesmo antes de ter falado. Mas depois percebi que ela faria o mesmo. - Eu ensaiei isso a dias. Estava combinado ser no aniversário dela - Ela diz olhando para trás - Que vai ser depois de amanhã, mas quis fazer hoje. E agora eu descubro que alguém vai fazer igual! - Ela termina de dizer rindo um pouco alto.

- Ainda não acredito - Digo dando risada - Pensei que seria o único com essa brilhante ideia.

- Digo o mesmo - Ela ainda ria descontroladamente, o que me fez não parar também. - Mas então... meu nome é Bethânia Husty. - Ela diz estendendo a mão.

- Marilyn Manson -Aperto a sua mão.

Antes que pudéssemos dizer mais alguma coisa aquela mesma mulher morena se aproximou de nós com um sorriso no rosto e disse com a voz agitada:

- Já está na hora. Os convidados vão entrar agora e vocês tem de ir para atrás do palco. Daqui uma hora irá começar as apresentações e logo estarei lá com vocês! - Enquanto ela falava isso sua mão subia e descia por minha cintura.

Ela foi andando na nossa frente, enquanto Bethânia acompanhava ao meu lado e o restante, atrás de nós.

Havia gostado de Bethânia, simpatizei com ela nesse pouco tempo. Talvez pelo nossos gostos serem semelhantes. Era difícil encontrar pessoas que compartilhavam os mesmos pensamentos. Em todos os sentidos, é melhor pessoas que não apenas entendem o que você pensa, mas que concorda.

Bethânia usava uma roupa masculina, um terno preto com uma gravata da cor rosa claro, com uma estampa insinuando marcas de batom. Uma calça social, assim como a maioria, e um sapato também social. Um gloss bem claro na sua boca, e apenas um rímel forte nos olhos. Seu cabelo estava preso para o lado direto, as mechas negras um pouco rebelde. Posso dizer que o seu estilo era único.

Olhei para atrás vendo que poucos nos acompanhavam. Apenas três. Contando com nós: cinco participantes. Eram poucos, mas fazia me sentir especial. Dentre tantos eu fui escolhido. Minha prisão durante a exposição tinha algum valor pelo menos.

Chegamos atrás do palco, depois de darmos a volta, onde tinha uma cortina preta e grande. Me surpreendi quando vi que era tão grande.

- Todos já sabem o básico não é? - A mulher morena perguntou olhando a todos, que fizeram que sim com a cabeça. Apenas eu fiquei quieto. Não precisava responder essa pergunta idiota - Então sentem nos bancos - Disse ela ignorando o fato de que eu já estava sentado em um banco e que minha expressão estava um nojo.

Ouvimos um barulho, que provavelmente era os convidados chegando. Sem dar atenção a isso ela continua:

- Quero saber o que cada um de vocês vão fazer - Após passar os olhos em cada um de nós ela termina - Depois que eu subir ao palco, vou anunciar quem vai falar algo primeiro, tem de ser um espetáculo pessoal.

Depois disso, cada um falou o que faria e achei estranho, mas todos fariam uma homenagem. Não com música, mas com falas. Quando dissemos que faríamos uma apresentação musical, eles ficaram mais animados do que nós. Só de pensar que faltava uma hora apenas, meu coração já se alterava. Eu sempre fui uma pessoa muito ansiosa, e quando se trata de fazer apresentações, eu nunca me importei tanto, mas agora seria diferente. Seria ruim, já que Charlotte não estaria presente.

- Agora quero saber os nomes - A mulher voltou a falar - me chamem de Anny.

Após todos falarem o nome, com uma empolgação surpreendente, Anny explicou como seria a apresentação. A sequência da entrada no palco seria assim:

Adrian

Bethânia

Marilyn

Mitch

Priscila.

Eu seria o terceiro. Não tinha preferência então não me importei com o lugar que estaria. Se fosse o primeiro seria um pouco difícil, já que não sabia como era. Nunca gostei de ser o primeiro em uma apresentação e nem o último. Não estava em nenhum desses lugares então não estava tão inseguro.

- Então já entenderam? - Anny novamente falou - Eu vou entrar no palco e anunciar que quem irá entrar vai ser Adrian, depois será a Bethânia, e assim vai, até chegar em Priscila. - Todos fizeram que sim com a cabeça. Ela estava mais insegura do que nós - Querem alguma coisa para relaxar?

Antes que todos falassem, eu me levantei da cadeira e fui direto a uma mesa pequena que estava no canto do palco, onde tinha três garrafas de bebidas. Enchi um copo de vinho. Eu precisava fazer aquilo. O vinho estava me encarando demais.

Voltei a sentar na cadeira com todos me olhando. Não sei que tipo de olhar que era, nem quis saber. Após um minuto eu já estava levantando e enchendo o copo novamente. Não tinha culpa. Estava nervoso demais e a única coisa que me faz me sentir melhor é o álcool. Não tinha culpa mesmo.

- Só não exagera - Anny disse andando em minha direção e passando a mão em meu cabelo.

- Deixa comigo. - Disse, com a voz mais irritante do mundo. Ela estava me irritando, então faria o mesmo. Não sei o que ela queria comigo, mas eu não estava afim.

- Sorria - Ela diz, confirmando as minhas suspeitas de que ela havia me odiado - Faz bem para o seu dia - Após dizer isso, ela se agachou ao meu lado, tirando o copo de minha mão e bebendo tudo o que sobrara nele. - E essa calça ficou muito bem em você - Sua mão foi na minha perna, passando a mão de uma maneira obscena.

- Eu sei - Falei sem olhar para ela que levantou em seguida deixando meu copo no mesmo lugar de onde eu pegara.

O tempo foi passando tão rápido que nem notei que ficara uma hora sentado esperando tudo começar. Durante esse tempo todos foram conversando, tentando se conhecer naquele pouco tempo que tínhamos. As pessoas tentaram falar comigo, mas muitas vezes eu estava muito ocupado com o meu copo cheio de vinho. Sim, eu o peguei novamente.

Bethânia era a pessoa mais legal que estava lá, era ela quem puxava assunto. Ela parecia um homem com jeitos de mulher. Mas na verdade era ao contrário e eu gostei bastante disso. As pessoas estavam mais focadas em ganhar então não prestavam muita atenção no que nós estávamos falando.

Atrás do palco era um lugar que se pode considerar bagunçado. Antes que as cortinas forem abertas, provavelmente tirariam as coisas de lá. Como por exemplo as cadeiras que estávamos sentados e a mesa de vidro com as bebidas.

O tempo passava e eu já havia provado dos três vinhos que estavam lá e o mais engraçado de tudo isso, era que ninguém levantava para pegar um copo, ou alguma coisa. Parecia que estavam muito nervosos ou era timidez demais. Ninguém levantou da cadeira nem um só minuto. Enquanto o que eu mais fazia era isso. Não tinha vergonha. Eu queria, beber, me fazia bem, então por que não?

Logo Anny apareceu na nossa frente novamente anunciando que iria começar. A plateia já sabia que o que nós faríamos seria uma coisa de três minutos ou mais. Antes que alguém aparecesse lá na frente, as luzes já foram apagadas e Anny entrou. Meu coração quis sair do meu peito. Só conseguíamos ouvir o que ela falava, pois não dava para ver. Ela se apresentou lá na frente e depois começou a falar sobre o objetivo desse evento. Coisa que todos nós sabíamos.

Nós já estávamos em outro lugar quando ela subiu ao palco, então não conseguimos ver, mas sabíamos que Adrian já estava lá na frente. Havia achado legal essa chance que eles davam para os convidados te conhecer melhor. Era um pouco diferente.

Quando Anny começara a falar Adrian estava tão nervoso que não parava quieto. Ele andava de um lado para o outro sem dizer nada. Mas eu também estava assim. Acho que na verdade todos nós. As luzes onde estávamos estava meio acesa o que dificultava algumas coisas. Adrian apareceu no palco já dizendo o que queria. No momento em que subiu no palco, a plateia o aplaudiu bastante. Ele sabia o que fazer, mas mesmo assim, nós que estávamos sem vê-lo, conseguimos perceber o nervosismo em sua voz.

Ele falou várias coisas. Ele fez uma homenagem a sua mulher. Foi diferente. Demorou uns quatro minutos apenas. Mas que com certeza emocionou muita gente. Cada vez ia ficando mais nervoso. Seria a Bethânia e depois eu. Pensar assim não ajudava nada. Lembrei que ninguém que eu conhecia estaria ali e que a pessoa que eu havia dedicado o quadro e a música não estaria ali. Era estranho e ao mesmo tempo normal.

- É agora - Ouço Bethânia falar e logo anda até a plateia, trazendo aplausos.

Antes de subir ao palco sua respiração estava tão acelerada, que parecia estar passando mal. Conseguimos entender. Eram dois desafios. Conseguir apresentar direito, ou melhor, cantar, e a garota aceitar seu pedido de namoro. Realmente, era difícil.

Consegui ouvir o que ela falou antes de cantar. Foi uma declaração em poucas palavras. Era uma música que provavelmente ela inventou e ao final da música ela pediu em namoro uma garota chamada Ariel. Pelos gritos da plateia, ela aceitou.

Eu estava tão entretido, prestando atenção na reação das pessoas, que por um momento esqueci que seria a minha vez. Mas quando lembrei, respirei fundo. Meu coração estava ao ponto de explodir. Nunca era assim. Deve ser porque era alguma coisa nova.

Quando ouvi aquela voz nojenta da Anny dizer meu nome, dei um passo a frente. Respirei fundo. "Eu consigo" pensei. Segui em frente.

Por mais incrível que pareça, quando fui andando, todo o meu nervosismo passou. Quando cheguei na frente de toda aquelas pessoas me aplaudindo, não estava nervoso. Estava mais confiante do que nunca. Nem eu consigo me entender as vezes. O meu olhar passava rapidamente pela plateia quando meus olhos pousou em uma pessoa.

Uma pessoa com os cabelos um pouco claros, formando uma onda perfeita. Os olhos negros de longe eram percebido. Aquele vale das almas que me encantava tanto. Seus ombros estavam à mostra, com um vestido branco com rendas pretas, contornando a sua cintura. Seus lábios com um sorriso lindo, lágrimas saiam dos seus olhos, o portal para o paraíso.

Charlotte estava lá.



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