História Sweet Dreams - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Marilyn Manson
Personagens Marilyn Manson, Personagens Originais
Tags Ação, Artista, Assassinatos, Byronmason, Charlotteadkin, Desenhos, Docessonhos, Drama, Medo, Mistério, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 12
Palavras 3.125
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - O que escondemos?


                       Parte 4

            O que escondemos?

Infelizmente ela não sobreviveu. Várias hipóteses foram formadas, mas nenhuma se concretizava. Agora o que restara era viver sem saber. É o que sempre fazemos não é? Viver normalmente.

Ele não foi condenado como deveria. Na verdade nenhum dos dois. Ou será que são três?

                           ***

Ela me olhava com um sorriso no rosto. Como se estivesse brincado comigo. Mas será que ela fez por querer? Não podia saber agora.

As luzes do palco se apagaram e apenas alguns pequenos flashs de luz vermelha ficou sobre o palco a minha volta.

Iria começar.

Caminhei ao microfone a minha frente. Todos os olhares estavam direcionados a mim, mas nenhum me chamava mais atenção a não ser os dela. Agora tudo voltara a fazer sentido. Tudo. Um som calmo começou. Eu já sabia o que fazer.

Meu olhar estava direcionado aos dela, enquanto minhas mãos iam ao microfone.

Engraçado, era apenas uma exposição de quadros, que eu estava lá na frente para fazer uma apresentação diferenciada.

Aproximei o microfone da minha boca e comecei. Aquela música era dela. Eu fiz totalmente para ela. Dizia tudo o que seus olhos que nunca estavam voltados para os meus, queria mostrar. Cada letra daquela música eu quis demonstrar tudo o que ela provavelmente sentia. Eu precisava fazer isso.

"Há algo frio e vazio por trás de seu sorriso, Ela continua transgredindo Numa milha milagrosa,

Porque você era de um mundo perfeito

Um mundo que me jogou fora hoje, hoje, hoje.

Fugirei para longe.

Uma pílula pra te entorpecer, uma pílula pra te emburrecer, uma pílula pra te tornar qualquer outra pessoa, mas nenhuma droga nesse mundo irá salvá-la dela mesma

Sua boca era um corte vazio,

Ela esperava a queda sangrando como uma garotinha, que perdeu todas suas bonecas

Porque você era de um mundo perfeito

Um mundo que me jogou fora hoje, hoje, hoje.

Fugirei para longe

Uma pílula pra te entorpecer Uma pílula pra te emburrecer Uma pílula pra te tornar qualquer outra pessoa, Mas nenhuma droga nesse mundo irá salvá-la dela mesma"

A música continuava seguindo o seu refrão. Os seus olhos estavam cheios de lágrimas. Ela sabia que aquela música era para ela. As pessoas estavam apenas ouvindo o som. Algumas já sabiam para quem era aquela música, outras, só estavam ouvindo.

Eu não podia chorar. Não podia derrubar nenhuma lágrima.

As luzes piscavam, e fiquei me perguntando o porquê. Não estava combinado e a cada ritmo mais agudo as luzes piscavam rapidamente. Isso não estava planejado e tudo que eu havia imaginado estava melhor do que as minhas expectativas. Pelos olhos das pessoas elas não estavam me julgando. Praticamente a primeira vez. Só de me olhar as pessoas já pensavam coisas horríveis, mas elas não estavam ali para isso. Tudo estava como um sonho.

Quando a música estava ao final, as luzes dançavam em um ritmo lento. Me surpreendi com isso também.

Quando contratei o guitarrista e o baterista eu apenas disse o que fazer e provavelmente os organizadores do evento sabia o que iria tocar e resolveram deixar tudo melhor. Engraçado Anny não saber de nada. Mas pouco importava. Eu só queria aproveitar os momentos bons. Era muito magnífico sentir isso. Me sentia livre, entendia que era por causa dela.

Nesse momento os olhos de Charlotte já estavam vermelhos. Era estranho lembrar do jeito que nós nos conhecemos. Ela correndo, pedindo ajuda. Parecia que tudo que acontecia tinha algum motivo e dessa vez, não via diferente. Agora estávamos aqui.

Depois de tudo que acontecera, nossas brigas, tudo o que as pessoas que nos viam de fora nunca imaginariam. O dia do restaurante, o seu pai não a deixando fazer nada. E quando nos conhecemos e ela não querendo falar o seu nome?

Charlotte Adkin. Um nome tão simples com um segundo nome mais simples ainda. Ela dizendo através daquela voz tão doce e irritante. Aquele drama de não falar com estranhos.

Nós éramos sobreviventes. Meus olhos se estreitaram e uma vontade de rir tomou conta de mim.

Eu estava apaixonado por ela. Uma garota de quinze anos.

Quando a música chegou ao final as luzes se apagaram e tudo ficou escuro. As pessoas aplaudiram como se o mundo fosse acabar daqui a segundos. As pessoas não me veriam, mas sorri para eles. Agora eu poderia perder, não ligaria mais. Tudo isso já fora o suficiente. Não estava tão focado em ganhar. Agora tanto vazia. O mais importante havia passado.

Para algumas pessoas era apenas uma apresentação, mas para mim era uma declaração.

Fui andando em direção onde todos estavam. Eles não eram ignorantes ao ponto de falar mal. Todos sabiam que todos aqui tinham se esforçado muito. Da última vez era todo mundo se provocando. Mais um ponto positivo, para que eu ficasse mais a vontade. Ao invés de falarem mal eles elogiavam. Agora seria a vez de Mitch. Ele parecia simpático pelo menos e estava mais do que nervoso.

A obra de cada um dizia uma coisa diferente. Isso era a "moral da história".

Adrian havia feito uma garota ao fundo de uma colina e mãos gigantes a pegando. Era tudo em verde escuro e a garota era como se fosse um brilho. Era bonito.

Mitch pintara um rio onde era encontrado vários objetos pessoais e se prestarmos atenção havia braços de uma garota ao fundo do rio. Mas era uma imagem que poderia ser interpretada de duas formas. Ou o rio com o braço cheio de joias da garota ou uma cidade normalmente calma. O rio nada mais era que o chão cinzento de uma rua pouco povoada e os objetos apenas lixos jogados na rua. Era em preto e branco o que dava mais confusão ao desenho. Esse era o qual eu havia mais gostado e não ficaria tão triste ao perder por ele.

Bethânia havia feito um desenho de um rosto ensanguentado e com os olhos pretos. Borboletas amarelas e brancas saiam de sua boca. Não me encantou tanto. Já era normal ver esse tipo de desenho ou pintura.

O quadro de Priscila era um trono infestado de insetos pretos comendo a última parte das roupas da suposta rainha.

O meu era uma caveira com a metade humana. Os olhos fundos estavam no lado humano e os olhos com vida e brilho no esqueleto sorridente, enquanto o humano chorava. O fundo era todo preto e eu quis representar as confusões dos seres humanos e mostrar que talvez a morte poderia ser melhor que a vida e o suicídio não era uma forma de covardia.

- Como foi? - Ouvi Bethânia perguntar. Ela mexia com os dedos da mão de uma maneira nervosa. - Ficou nervoso?

- Só no inicio - Digo ainda com os pensamentos na plateia e no palco. - Foi diferente, não tem como reclamar de nada. Ela estava lá - Termino de dizer.

- Sério? - Ela pergunta com empolgação - Acho que estamos realizados. Ariel aceitou namorar comigo - Ela faz um gesto com as mãos - Estou tão feliz Marilyn, que se eu não ganhar não tem problema.

- Também penso assim - Dou risada. Havia me identificado demais com ela. Parecia que ela pensava a mesma coisa que eu. - Não estou tão focado como antes.

Enquanto os outros subiam ao palco, ficamos conversando sobre vários assuntos. Não acabava o assunto com ela. Quando a última pessoa foi aplaudida, nesse caso a Priscila, Anny apareceu lá com aquela voz nojenta.

- Todos foram ótimos - Ela diz - Não sei quem eu escolheria - Até que em fim ela falou algo que presta. Ela estava me irritando tanto que qualquer coisa que ela falava eu já ficava atento.

- E agora? - Perguntei sem ao menos explicar o que queria dizer com aquilo. Minha cabeça já estava cheia de pensamentos que não teria como explicar - O que faremos a seguir? - Termino de dizer, um pouco ansioso.

- Espere aqui - Ela disse me olhando nos olhos.

- Mas eu não posso ir até a plateia? - pergunto com a voz confusa. Eu queria tanto ver Charlotte.

- Depois você vai - Ela disse abrindo outro sorriso - Sente aqui na cadeira e beba um pouco - Ela andou até o canto do local pegando uma garrafa de champanhe e segurando o meu braço, me trazendo até uma cadeira. Eu sabia que ela estava fazendo isso para que eu ficasse sem jeito - Aqui - Ela apontou a garrafa em direção a minha mão.

- Obrigada - Falei com ironia. Não entendia o porquê de tudo isso. Ela saiu andando, com um sorriso disfarçado no rosto.

- Agora torça para que ganhe - Ela piscou para mim, olhando para trás.

No momento em que ela falou isso eu me lembrei o real motivo que estava lá. Eu nem estava pensando em ganhar. Só pensava no que Charlotte me falaria. Porque eu sabia que ela tinha alguma coisa para me dizer e, não pensar muito na competição era bom. Pelo menos não me deixaria tão triste se caso perdesse.

Sem nenhum modos, bebi da garrafa mesmo. Sem copo e sem nada. Esse era o meu jeito e eles tinham de se acostumar.

Enquanto o tempo foi passando ninguém falava nada e nem ao menos bebia alguma coisa. Nesse momento ninguém era amigo. Nenhuma palavra de conforto era ouvida. Nem um "você consegue" ou "se acalme". Não tinham nada o que falar. Agora era cada um por si.

Mas novamente eu não estava nesse mundo. Meus pensamentos estava o mais distante possível.

Eu sempre fui um garoto quieto e no colégio achavam que eu era tímido e tiravam proveito disso. Eu apenas não me preocupava em ser o que não era. O assunto deles não me interessava e o jeito nojento com que eles levavam aquelas vidas monótonas era enjoativo.

Quando eu cresci, sentia orgulho por tudo o que havia passado e superado. Aquele era apenas o meu mundo adolescente nada complicado. O meu desafio era aguentar de olhos abertos as pessoas tentando tirar proveito do meu jeito um pouco diferente de ser. Agora adulto eu tinha desafios ainda maiores e estava conquistando. Mas eu queria mais.

Fui um ingrato e me tornei a vergonha dos meus pais. Os meus queridos pais, tão jovens na época.

Eu queria provar que tudo o que fizeram comigo teria volta e que, aquele mundo adolescente não havia passado.

Durante o tempo em que as pessoas não me aceitavam no colégio eu tentara suicídio duas vezes, parando em hospital. Era mesmo para estar orgulhoso de ainda estar vivo. Mas eu fui um idiota. Me detestava por isso e, quanto mais eu lembrava, tomava consciência das duras palavras de Elizabeth. Eu era uma pessoa sem sentimentos.

Liddy Manson, minha querida irmã, estava em uma fase complicada da vida dela. A fase dos treze anos. Só pensava em duas coisas: chamar atenção e homens. Essas garotas sempre me irritou e justo a minha irmã estava agindo da mesma forma! Para mim isso era uma vergonha.

Liddy era uma garota que a cada semana estava trazendo um garoto novo para casa, gerando confusões entre todos nós.

E quando não eram homens ela queria mostrar que era uma filha rebelde e dizia tudo o que fazia de "ruim" dentro da sala de aula.

Ela própria contava que matava aula, só para gerar discórdia dentro de casa. E ela conseguia. Toda a educação que meus pais não davam a ela, eu era encarregado de dar. E com isso, foi tirado toda aquela honra de ter conseguido superar a tudo.

Certo dia ela havia chegado das aulas, cansada, foi tomar banho. Mas naquele dia tudo estava planejado a dar errado. Eu disse planejado. Ela se afogou na banheira, pondo um fim às discussões da família. Ninguém soube ao certo se ela se matou ou foi apenas um acidente. Seu corpo já sem vida foi encontrado na banheira, seu rosto pálido com os olhos arregalados e a boca aberta como se alguém a tivesse segurado no fundo da banheira.

Só eu sabia o que realmente tinha acontecido.

Eu a matei.

Não aguentando mais a pressão em cima de mim eu tive que fazer isso. Talvez meus pais já desconfiavam disso, pois quando eu matei a minha vizinha ninguém falou nada. Nem uma pergunta do tipo: "como aconteceu?". Eles já sabiam do que eu era capaz.

E quando eu disse a Elizabeth que nunca tinha feito nada que possa me arrepender estava falando a mais dura verdade.

Não tinha lembranças e ressentimentos ao pensar nisso. As minhas lembranças eram o que a minha mente adolescente permitia ser visto e compreendido. Eu estava tão perdido que o meu mundo parecia se fechar. Meu pequeno mundo que me queria para fora. Meus pais ficaram horrorizados a saber que tipo de filhos tinham.

Mas eu tenho certeza de que a morte dela não foi algo tão ruim assim. Não me pareceram sinceras as suas lágrimas.

Após isso eu me prometi que nada mais aconteceria de ruim e que tomaria cuidado, não deixando ninguém saber. Mas não foi exatamente isso que aconteceu. Eu matei a minha vizinha. Não foi algo tão estranho, afinal já havia matado minha irmã.

Quando a polícia me prendeu eu os contei que o culpado da morte da minha irmã havia sido eu. Eu pedi para que não divulgasse a nenhum jornal e eles cumpriram a palavra. Foi isso que deu os quinze anos de cadeia. Eu nunca contei isso para ninguém, mas teria dado apenas uns três ou quatro anos de prisão, pois eu não estava completamente são quando isso aconteceu. Quando matei, naquela noite terrível, a minha vizinha insuportável.

- Vamos - Uma voz que mais parecia estar surgindo de um pesadelo me acorda para a realidade. - Está na hora - Ela segurou em meus braços.

Era Bethânia.

Estava na hora.

Com um imenso susto eu me levanto da cadeira lembrando o que estava acontecendo. Claro, estava na hora!

- Agora? - Pergunto com a voz embargada. Estava um pouco difícil de pronunciar as palavras e elas saiam como se eu estivesse doente. Ou bêbado. Quer dizer, eu estava bêbado. - Como assim?

- Vem comigo! - Ela puxa o meu braço e consigo ver que os outros estavam bem a nossa frente.

Vou andando sem falar nenhuma palavra, afinal, não estava conseguindo dizer muita coisa. Ao subir no palco novamente, meus olhos passaram rapidamente pela plateia encontrando Charlotte no mesmo lugar. Ela estava linda demais e meus olhos não me permitia ver tanto. Estava tudo embasado. Eu não acreditava que estava acontecendo isso. Eu fui idiota suficiente por beber tanto assim. Uma voz que reconheci ser da Anny começou a falar:

- Esse evento foi inspirado naquele último feito por Barbara Whiter. Foi uma homenagem. Resolvemos fazer igual a ela. Uma apresentação feita pelos nossos participantes e como vocês viram, alguns fizeram diferente. Uma música. - Ela fez uma pausa e olhou para nós dois e fez um gesto com a mão, apontando para nós - Agora está com os juízes decidirem qual quadro está mais criativo, pois o tema era livre. - Ela deu um passo para trás e terminou de dizer - Silêncio por favor.

Um mulher entrou ao palco, ela era já de idade, com os cabelos crespos e brancos enrolados até a altura dos ombros. Sua voz era suave, mas não perceptível para uma pessoa nervosa e bêbada. Ela estaria representando a escolha de vários juízes.

- Vou dizer que o vencedor ligou todos os pontos. Esse quadro quis dizer todas as confusões de uma mente, e vou dizer que isso provavelmente tocou minha alma. - Ela fez uma pausa para olhar cada um de nós - Não estou avaliando a apresentação pois se assim fizesse essa pessoa não seria o vencedor - Após dizer isso eu tive uma breve noção de que a pessoa que ganharia não seria eu. - Cada um pode entender um significado pois um quadro é cheio disso. Nunca sabemos o que se passa pela cabeça de um artista.

Meu coração se acelerou quando ela falou:

-Vai ter segundo vencedor que irá ganhar setenta e cinco mil dólares e o primeiro vencedor cento e vinte e cinco mil dólares, mais o título como vencedor e uma exposição no museu mais nobre do país. E a pessoa que ficará no segundo lugar, terá uma exposição de seu quadro no museu mais nobre da cidade.

Iria ter segundo lugar. Se eu não ganhasse poderia estar em segundo lugar. Mas mesmo assim não era tão bom. Não queria dinheiro.

- O vencedor merece cada prêmio que irá estar em seu nome pois ele superou a todos... - Após uma pausa para fazer um suspense indesejado ela diz - Pode vir buscar seu prêmio Mitch James!

Os aplausos invadiram o local e nenhuma voz era ouvida. Mitch ao início não fez nada, porém depois colocou suas mãos sobre sua boca e olhou surpreso para todos. Ele veio em minha direção e me abraçou (eu estava ao seu lado) e foi fazendo isso com todos os participantes que ali estavam.

- Silêncio por favor - A mulher pediu com um sorriso no rosto. - O segundo vencedor vai ser um completo artista que venceu em tudo. Me tocou muito também e não tenho palavras para descrever o que senti ao ver. - Mais uma pausa e ela disse - Vem aqui do meu lado Marilyn.

Suspirei de alívio. Eu também tinha ganhado. Estava ficando desanimado quando não falaram o meu nome em primeiro lugar, mas já estava muito bom em segundo. A minha reação foi olhar para as pessoas e encontrar os olhos de Charlotte, com um sorriso enorme estampado em seu belo rosto.

Já estava muito bom.

Sinceramente, Mitch merecia ter vencido. Era surreal a pintura dele. E eu merecia estar em segundo lugar. Mas para mim era vencer. Eu tinha Charlotte. As pessoas me abraçaram quando andei até a mulher que apresentava. Eles sorriam também e Bethânia me olhava de um jeito como se estivesse vendo um velho amigo realizar o sonho.

Enquanto estava ocupado abraçando as pessoas, senti braços me puxando para longe e virei meu rosto, olhando quem era que havia pulado igual louco para me abraçar. Seus cabelos estavam um pouco bagunçado e meus dedos passavam pelo seu vestido branco. Ela olhou para mim sorrindo.

Charlotte subira no palco.

Minhas mãos passaram por sua cintura e eu a beijei, e ao mesmo tempo a peguei no colo, rodando ela no ar. Eu sei muito clichê, mas não pude me controlar.

Isso era um sonho. Tudo estava voltando ao normal e eu estava muito feliz. Estava realizado. Até que enfim.



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