História Sweet Dreams - Capítulo 33


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Categorias Marilyn Manson
Personagens Marilyn Manson, Personagens Originais
Tags Ação, Artista, Assassinatos, Byronmason, Charlotteadkin, Desenhos, Docessonhos, Drama, Medo, Mistério, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 11
Palavras 1.614
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 33 - IV (Continuação)


"A televisão só falava nisso. Não havia como esquecê-la. Durante uma semana após sua morte, tudo que as pessoas falavam era que através de suas palavras ela estaria viva. Como suas personagens. Coitada, desejou tanto um final feliz que acabou se confundindo e virando o jogo.

Vivemos em um mundo cheio de injustiças, mas não podemos apontar o dedo e dizer quem foi. Suicídio ou não, nunca saberemos"

                             ***

Fiquei por bastante tempo encostado na parede que ficava perto da cama. Não conseguia mexer, então não podia fazer nada. O tempo suficiente para parecer duas horas. Enquanto o tempo ia passando, eu só conseguia ficar pensando em todas as desgraças possíveis que aconteceria em minha vida agora em diante. Era como em um filme de terror, que sabemos quem vai ser o primeiro a morrer e quem irá ser o último. Já passara da hora também. Sei que fiz muitas coisas erradas, nunca me arrependi de nada do que fiz. Mas agora, tudo parecia tão errado.

Sei que destruí vidas e é apenas a mesma dor que sentirei ou senti quando meus pais morreram. Isso dói demais.

- Está bem? - Aquela enfermeira chegou no quarto, abrindo a porta lentamente, como se fosse errado entrar no quarto. E era. - Amanhã de manhã você estará livre do hospital. - Esperando uma reação mais agradável, ela fica a minha frente com um sorriso no rosto.

- Que bom - Digo sem emoção nenhuma. Afinal, não estava feliz.

- Ainda sente dor? - Aquela pergunta me fez ter vontade de ser rude com ela, mas não fui. Era apenas o trabalho dela, e que na verdade ela não estava interessada ou preocupada comigo. Eu era apenas qualquer um.

- Sim.

- Acha que conseguirá responder algumas perguntas?

- Sim.

Após ela falar isso, seu sorriso se abre mais ainda, que por sinal era muito falso, e sai do quarto, tendo cuidado de não bater a porta. Agora viria uma pessoa fazer perguntas sobre o que tinha acontecido e eu não poderia falar nada. Deveria mentir novamente. Gostaria tanto de falar a verdade, só para ver o Joe na prisão, pois sabia que era um inferno. Mas teria de me entregar. Não para a polícia, mas para as pessoas que estão próximas do Joe. E não faria isso.

Logo entrou um homem bem vestido, como se estivesse pronto para uma entrevista de emprego. Ele foi a minha frente da maneira mais educada possível, como se estivesse com receio de vir falar comigo. Ele sentou-se do lado da minha cama, onde havia uma cadeira, e pegou um bloco do seu bolso, seguido por uma caneta. Ele sorriu mais uma vez antes de começar.

- Me conte um pouco do que aconteceu com você.

Infelizmente eu não havia sido esperto o suficiente para pensar e elaborar uma ótima mentira, dizendo que não sabia de nada da maneira mais convincente do mundo. Então o que fiz, foi inventar tudo na hora.

- Na verdade eu não sei de muita coisa - Essa fala já é histórica - Eu estava voltando para a casa após sair de uma exposição de quadros e de repente senti uma dor enorme... - Me assustei um pouco quando reparei que estava falando a mais pura verdade.

- Estava acompanhado de quem? - Ele pergunta posicionando a caneta contra o papel.

- Charlotte.

Por um minuto ele olha para mim como se eu tivesse falado que estava acompanhado de Satanás.

- A mesma do dia que houve um pequeno atentado no restaurante?

- Sim... - Respondo um pouco confuso, já pensando na defensiva.

- O que acontece entre vocês dois? Estão sendo ameaçados de algo, ou fizeram alguma coisa? Pois é a segunda vez que vocês estavam juntos que acontece.... alguma tragédia. - Sua pergunta soa como se não estivesse a só comigo - Desculpe ser tão direto.

- Não há nada com nós - Digo apenas, não disfarçando o ódio que sentira após aquela pergunta.

- Sabe quem pode ter atirado em você?

- Não - Após respirar fundo, falo um "não" desanimado.

- Vocês se conhecem a quanto tempo?

- Dois anos - Uma vontade de soltar uma gargalhada alta tomou conta de mim, mas tive que morder meus lábios até que sentisse gosto de sangue, para não rir. Que mentira mais absurda.

- Ela nunca disse algo que pudesse...

- Não - Digo antes que ele terminasse a frase. - Afinal, você está aqui para que? Para saber sobre a minha vida pessoal, ou saber o que aconteceu comigo?

Depois que disse isso, ele me olhou pedindo desculpas - implorando, aliás; eu disse tudo que uma pessoa normal poderia dizer.

Que nunca houve nada na minha vida que pudesse estar sob pressão de alguém, que quase nunca briguei com ninguém... enfim, provavelmente em vão. O noticiário de que "o roqueiro assassino" havia ido preso por assassinato à uma senhora inocente que não tinha nada a ver ele, gerou polêmica. E muita.

O que eu considerei horas, apenas foi alguns minutos e depois ele foi embora com no máximo, zero vírgula um porcento das informações.

Hospital é tedioso, mas você descobre que tinha mais senso de humor do que nunca percebera.

A enfermeira dissera que sairia amanhã de manhã, mas entrou um homem, supostamente médico, dizendo que teria que ficar mais um dia e que teria que passar duas noites aqui, devido à minha terrível situação.

Várias pessoas vieram tentando me animar, mas eu apenas fechava a cara, e dizia que não sairia da cama. Por um lado, era porque não aguentava andar. E por outro lado, estava nervoso demais. Irritado demais. Até que me deram remédios. Disseram que eu estava muito nervoso e que não me fazia muito bem, então colocaram remédios dentro de um soro e me fizeram tomar. Remédios para acalmar injetado na veia não significa "fique calmo e durma confortavelmente" significa "não aguento mais você, temos outras prioridades, desmaie".

                        ***

Acordo com muita dor de cabeça, parecia que havia dormido por dias. Era estranho uma pessoa como eu aguentar ficar quieto em um hospital.

Hospital para mim nunca foi hospital, e sim uma prisão, ou até se comparando com hospício. Mas agora era ainda pior, pois estava impossibilitado de fazer alguma coisa para proteger quem eu amo, e me vingar de quem me fez mal.

Durante o tempo que ia se passando, eu não fazia ideia do que fazer. Quando olhava para o relógio após parecer ter se passado dois minutos, quando olhava de novo, nem um minuto havia se passado. Estava ficando cada vez mais difícil e ficar pensando que ainda tinha mais uma noite para ficar aqui, só piorava as coisas.

Quando saísse daqui, a primeira coisa que faria seria ir em busca de Charlotte. E teria de evitar ficar de mal humor, pois muita gente deve saber o que aconteceu comigo. Seria mais uma das polêmicas.

As pessoas achariam que eu tinha algum problema, pois sempre depois de uma exposição de quadros, algo acontecia comigo.

Esperava que ela estivesse bem, mas eu tinha tudo para acreditar que ela não estava. Se estivesse tudo bem, ela estaria aqui comigo, pois quem me trouxe para o hospital foi o Joe. Quando lembrei disso fiquei completamente agitado. O que teria acontecido? Droga, não perguntara para o Joe sobre ela. Nem ao menos o pressionei a dizer algo.

Depois que encontrasse Charlotte, e ter certeza de que ela estava bem, iria atrás do Joe. Não poderia simplesmente deixá-lo fazer qualquer coisa contra mim. Fui muito infantil de pensar que deixaria assim mesmo. Nem se fosse para matar ele. Tinha que me proteger e proteger quem eu amo. Sei que fiz muita coisa errada, mas como muita gente diz "é passado".

Deixei meus pensamentos ser levados como um sonho, imaginando como seria daqui para à frente.

Eu só queria ficar do lado de Charlotte, e não me importar com ameaças.

Essa era vida que eu queria, então teria que fazer alguma coisa. Não seria tão fraco para ficar com medo do que viria e abaixar a cabeça. Nunca fui de fazer isso, não seria agora. Eu tinha muita coisa para resolver, então me via completamente sozinho. Me acostumei a resolver meus problemas sozinho, mas agora parecia ser diferente. Como se toda a vida eu estivesse nos ombros de alguém e agora teria que resolver meus problemas.

Mas sei que estou sozinho. Desde que Elizabeth me deixou, eu fiquei completamente só. Para provar isso que estou falando, a cadeira aqui do lado da cama está vazia. O que era para ter alguém da minha família, ou até amigos aqui comigo.

Meus tios ou qualquer parente havia esquecido de mim. Se eu morresse eles apenas falariam que mereci. Meus pais não estão mais aqui, meus amigos, também não. A única pessoa que tenho, é Charlotte, que não pode estar aqui por minha culpa. É eu era sozinho talvez porque merecia.

E assim o tempo passou.

Não notei o quanto o tempo passara rápido e quando olhei mais uma vez o céu já estava um pouco escuro e as nuvens apareciam dando um charme àquele maravilhoso céu. Com certeza iria chover.

Parecia ser umas sete horas.

Ao mesmo tempo que a noite é boa, muitas vezes me trás uma tristeza imensa. Uma dor no peito enorme, que dá vontade de chorar até não sobrar nenhuma lágrima. Enfim, eu sou uma pessoa muito peculiar.

Deitei no travesseiro e deixei que o sono me levasse, por mais que não era uma hora que me acostumei a dormir. Me sentia cansado, como se estivesse pronto para deixar essa vida. Fui dormir com essa sensação, resultando em pesadelos terríveis.



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