História Sweet Dreams - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Marilyn Manson
Personagens Marilyn Manson, Personagens Originais
Tags Ação, Artista, Assassinatos, Byronmason, Charlotteadkin, Desenhos, Docessonhos, Drama, Medo, Mistério, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 14
Palavras 1.515
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 34 - V (Continuação)


Acordei com dores por todo o corpo, além de ter tido um pesadelo horrível. Por mais incrível que pareça, a minha cintura estava bem melhor, não doía mais. Após ficar tentando voltar a dormir, enfim desisto e olho para o relógio. Marcava exatamente oito horas em ponto. Até que tinha dormido bem.

Me animei ao pensar que hoje estaria livre do hospital. Já estava enlouquecendo preso aqui dentro. Não sei por que é tão ruim ficar aqui, sendo que quando sair, será muito pior. Terei que tentar descobrir se Charlotte está bem, não descartando nenhuma possibilidade de que ela talvez esteja morta. Isso seria o fim para mim. Queria acreditar que isso não era possível, mas estaria me iludindo se pensasse assim.

Fiquei um tempo pensando nisso, até que uma enfermeira, que até então, eu nunca tinha visto, apareceu lá me perguntando se estava bem. Eu disse que sim, mentindo não estar sentindo nenhuma dor. Tinha que sair de lá.

Após várias perguntas, que foram respondidas com "estou muito bem" "acho que consigo sair hoje" "sim, estou muito bem!", ela saiu de lá, dizendo que logo estaria voltando para dizer que eu já poderia sair do hospital.

O tempo que ela demorou deu para que eu me aprofundasse em uma tristeza profunda. Eu não tinha ninguém. Novamente.

Sei que já me acostumei com isso, mas me sentia como se fosse alguém menos importante. Como se não fosse nada. Eu estava lutando contra tudo isso, para não me sentir assim. Mas quem eu estava querendo culpar? Como eu sempre pensei "as vezes eu deveria ganhar uma recompensa, algum reconhecimento, por aguentar tanta coisa". Mal havia me recuperado, já teria que me arriscar em coisas que não tinha certeza. Parece que não posso ser feliz de maneira alguma.

Respirei fundo, tentando afastar todos os problemas da minha cabeça. Como Scarlett O'hara diria: "depois eu penso nisso".

As vezes é melhor seguir essa linha de pensamento, pois se continuasse assim, pararia em um hospício.

- Está livre daqui - Aquela mesma enfermeira entra dizendo, com um sorriso no rosto - Tem gente te esperando do lado de fora.

- Quem? - Pergunto já sentindo que não era uma pessoa da qual eu gostava. Aliás, eu quase que tinha certeza.

- Acho que quer fazer uma "surpresa".

Olho para ela, que estava com um sorriso no rosto, fazendo um sinal com a mão para que eu a acompanhasse. Segui em frente sabendo que coisa boa não seria. Chegamos até a recepção, e assinei o papel de alta, e ainda por cima, respondi perguntas da recepcionista. Mas eu estava tão ansioso e nervoso por causa da pessoa que estava me esperando lá fora, que fui mal educado com ela.

Quando finalmente cheguei lá fora, deixando as pessoas de lá de dentro me achando um arrogante, olhei em volta, tentando saber quem era a tal pessoa que estava me esperando. Não tinha ninguém a vista. Estava completamente vazio e silencioso. Andei um pouco mais para a frente, mas não tinha nenhum carro estacionado. Achei estranho, então continuei andando, olhando a minha volta. Até que sou surpreendido por braços me segurando e colocando suas mãos por sobre minha boca.

- Fique quieto.

Achei estranho por ser uma voz de uma mulher, e dito isso, ela foi me arrastando para longe, até que ouvi barulho de porta de carro ser aberta. Ela me empurra para dentro do carro. Não faço nada, aliás eu queria saber o que estava acontecendo, então essa era a melhor solução.

Abri meus olhos, vendo uma mulher com os cabelos lisos e longos até a cintura. Ela não usava nenhuma maquiagem e nem estava bem vestida, mas mesmo assim eu consegui lembrar. Como se eu fosse arrastado para longe, eu lembro quem ela era.

No começo do meu relacionamento com Elizabeth, ela dizia ter um sonho. Ela queria ser escritora. Ela estava escrevendo um romance de época, do estilo Jane Austen. Aqueles romances onde sempre tem finais felizes. E ela estava escrevendo, mas como possibilidades não caem do céu, ela começou a trabalhar. Era uma loja um pouco conhecida, que ela começara como vendedora, ganhando uma quantia até boa.

Até que certo dia, ela foi promovida a gerente, ganhando ainda mais.

Lembro que ela falava que ela estava feliz e assim que conseguisse terminar de escrever o seu livro, ela publicaria, afinal tinha bastante dinheiro.

Eu não levava ela para o trabalho pois não morávamos juntos, apesar de sermos casados. Mas um dia resolvi levá-la. Queria conhecer a loja pela qual ela trabalhava. Ela sempre falava das outras vendedoras, e que elas eram um pouco preguiçosas, pois eram jovens demais. Além de serem incompetentes. Paloma e Heloyse.

Conheci elas duas, e acabei por gostar delas. Mas falando a verdade, Paloma parecia um pouco incompetente só pela aparência. Eu gostara mais de Heloyse, que fora muito simpática comigo, dizendo que gostava de Elizabeth, e para mim na época, qualquer pessoa que falava bem de Elizabeth eu gostava.

Heloyse estava na minha frente agora.

A vendedora da loja que Elizabeth trabalhara.

Ela apenas foi dirigindo, me olhando de vez em quando com o olhar frio. Ela havia percebido que eu lembrara. Após alguns minutos eu não quis ficar em silêncio.

- Heloyse, quando tempo! - Digo com ironia, dando um sorriso para ela - Para onde está me levando? Gostou tanto de mim que está me levando para sua casa?

- Eu já disse para ficar quieto.

- Ficar quieto? Claro que não! - Digo, fingindo espanto - Quem realmente é você?

- Cala a sua boca.

- Nossa, o que está acontecendo? Você não era assim! Mas afinal, você é somente vendedora? Me diz, o que você tem a ver com isso tudo.

Após ela ficar em silêncio, continuo falando:

- Estranho. Eu sempre gostei de você. Agora me diz, o que está acontecendo? Agora até a empregada da vizinha da frente tem alguma coisa a ver com isso? - Brinco e dou risada em seguida.

- Sou irmã do Joe.

- O que? - Pergunto um pouco assustado, enfim, tudo fazia sentido agora.

- Cala a boca - Ela repete - Já falei demais.

- Você foi uma pessoa "enviada". - Digo já sabendo disso. Ela apenas me lança um olhar estranho, e continua dirigindo. Entendi como um sim.

Tudo isso me fez questionar muitas coisas. Desde quando Joe estava planejando isso? Desde quando Elizabeth estava saindo com ele? De repente uma dor enorme me invadiu. Será que desde aquela época ela estava me traindo? Senti raiva por me sentir mal justo agora. Não era para importar, pois isso tudo já fazia muito tempo, e tudo fora planejado com apenas um objetivo: se vingar de mim. Heloyse, era irmã do Joe, que estava trabalhando na loja para vigiar a vida de Elizabeth.

Me senti pior por isso.

Observo a estrada e vejo que estávamos pegando um caminho diferente. Tudo era mato em volta, como se estivéssemos fazendo aquelas viagens de carro. Isso era ainda mais estranho, afinal, onde estávamos indo?

- Para onde está me levando? - Ela apenas me olha novamente. Tudo bem, ela não me falaria.

Quando disse que estava vivendo uma mentira, era pouco comparando agora. Uma lágrima ameaçou cair, mas segurei o choro. Que sentido fazia a minha vida? Joe era tão doente assim? Acho que já tinha a resposta.

Eu fui enganado esse tempo todo.

- Eu não vou com você - Digo isso, fazendo ela me olhar com expressão curiosa. - Eles vão me matar não é?

Após falar isso abro a porta do carro.

Basta lembrar que estava em uma velocidade alta.

Solto um grito com o impacto das minhas costas no chão, minha cintura doía muito. Sinto meu braço passar dolorosamente pelo chão, fazendo sangrar muito. Estava com muita tontura e sentia dor em todo o meu corpo, mas mesmo assim levantei e corri. Não sabia para onde, mas corri.

Minha visão estava muito estranha, eu não estava enxergando quase nada, mas mesmo assim eu corria. Os barulhos estavam indistintos. Até que um som alto invade meus ouvidos.

Um tiro.

Não senti nenhuma dor, então presumi que não me acertara. Eu não sabia onde estava, mas me joguei no meio de muitos galhos caídos, no meio de muitas árvores. Continuo andando até encontrar muito mato reunido no mesmo lugar, vários galhos, além de pedras. Tento me esconder no meio deles, não estava muito bem. O barulho de passos iam se distanciando, enquanto a dor ia se aproximando.

Minhas costas estavam doendo de tal forma, que parecia quase possível uma cadeira de rodas. Minha cintura também por causa do tiro, que ameaçava cicatrizar. Além de que meus braços estavam ralados por causa da queda.

Deixei que toda aquela dor me levasse.

De repente a escuridão tomou conta da minha vista. Desmaiei acreditando que estava seguro. Havia me jogado no meio daquele "lixo" todo. Ela não poderia ter me encontrado. Daria um jeito em sair de lá. Tentei acreditar nisso, mas antes que pudesse confirmar, acabei caindo em um sono mais que profundo.



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