História Sweet Dreams - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Marilyn Manson
Personagens Marilyn Manson, Personagens Originais
Tags Ação, Artista, Assassinatos, Byronmason, Charlotteadkin, Desenhos, Docessonhos, Drama, Medo, Mistério, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 11
Palavras 1.473
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 35 - VI (Continuação)



Meus olhos abrem rapidamente e busco algum sinal que me fizesse ficar em alerta. Mas quando minha visão foi ficando melhor, vejo que tinha muito mato em volta, e que meus braços estavam sangrando e presos em alguns galhos quebrados. Não tinha sinal de ninguém do meu lado, parecia muito silencioso.

O primeiro pensamento que veio na minha cabeça foi:

"Que burra".

Sinceramente, estava quase óbvio que eu sairia, e ela nem ao menos me algemou. Agora eu conseguira fugir. Dei risada com isso, era uma situação engraçada. Como era possível uma pessoa ser tão burra? Se quisesse me fazer ficar dentro do carro, me levando para algum lugar do qual provavelmente eu morreria, teria que ao menos me algemar e apontar a arma na minha cabeça.

Burra.

De primeira não havia conseguido levantar, mas depois de um esforço tentando retirar tudo o que estava em cima de mim, consegui sair daquele monte de folhas e gravetos. Olhei em volta, e comecei a andar um pouco devagar, sempre atento nos barulhos. Não sabia se estava realmente seguro.

Mas conforme fui andando, percebi que não havia ninguém mesmo.

Comecei a rir por causa disso. Parecia que estava ficando louco, mas estava sozinho mesmo. Eu só conseguia pensar no quanto ela foi idiota, por não ter conseguido me achar aqui. Não estava bem escondido.

Andei até onde podia pelo menos ver os carros passando. Eu não sabia o que faria agora para voltar para casa. Estava em um lugar totalmente desconhecido. Não sei se aguentaria voltar andando. Na verdade eu não queria voltar para a casa. Eu tinha que procurar por Charlotte. Mas não sabia por onde começar.

Então segui em frente. Eu sei, pode parecer estranho, mas não tinha escolhas.

Quanto mais eu andava, parecia que ia ficando mais distante. Era sempre a mesma coisa, não tinha casa para diferenciar as ruas. Só eram árvores e matos com poucas flores. Estava um pouco frio, e o vento ia batendo forte contra o meu rosto. O céu ameaçava chover, o que me fazia tentar ir mais rápido. Não estava fácil, pois eu tinha vontade de desistir. O que os meus olhos conseguia alcançar, não tinha fim. E eu ia ficando mais nervoso pois cada minuto que se passava, provavelmente Charlotte precisava mais de mim. Ela deveria estar sofrendo. Isso era a pior coisa para pensar.

Na verdade, sinto que ela sempre precisou de mim. Sempre que estava perto dela sentia que tinha de protegê-la. Colocar um sorriso em seu rosto era meu dever. Pouco importava a minha felicidade, sabendo que ela existia.

Ela me colocou à vida novamente.

É como se ela ressuscitasse a rosa que estava dentro de mim, que a tanto tempo havia morrido.

Ela era uma figura tão confusa que quando me lembro dela, não sei se sinto tristeza ou felicidade. Ela era como se fosse uma figura andrógina, que não sabemos que lado amar.

Mas eu tinha que me concentrar. Se eu quisesse vê-la novamente, teria que ir rápido.

Eram raros os carros que passavam por lá, os poucos que passavam, estavam correndo mais do que deveria.

Até que avistei um grupo de pessoas a minha frente. Ainda estava longe, mas conseguia ver que tinha um carro estacionado e umas sete pessoas reunidas. Ou até mais. Não dava para ver se eram adolescentes ou adultos, pois estavam muito longe.

Foi certeiro, na hora que avistei eles, uma chuva muito forte começou a cair. Os barulhos dos raios faziam ecos e as árvores balançavam furiosamente. Cada vez ia engrossando mais ainda e o frio ia aumentando.

Talvez pediria alguma ajuda para aquelas pessoas. Não sabia onde estava, e descobrir se estava perto de algum ponto que eu conhecia, seria muito bom - por mais que parecia ser impossível estar perto de um lugar conhecido. Tudo estava tão distante, que parecia estar perdido em outro país. Quase a mesma sensação de estar passeando pelas ruas do Japão, quando tive de fugir.

Andei mais rápido quando percebi que faltava pouco para chegar até aquelas pessoas. E aí que percebi que todos que estavam reunidos eram adolescentes. Provavelmente uns dezessete anos, haviam quatro homens e três mulheres. Sete pessoas, estava certo.

Eles já me olhavam antes mesmo de chegar a uma distância boa. Quando finalmente cheguei até eles, meus cabelos estavam todo bagunçado e molhado. Conseguia ver que estava horrível. Isso era o que eu menos me importei. Nunca fui de ligar muito para a aparência, imagine agora. O que estava mais inapropriado era a minha roupa. Ainda estava com a roupa que havia ido ao evento. Mesmo que tinha chegado ao hospital, essa era a única que tinha naquele momento.

Me aproximei deles, achando estranho ao início, pois eles estavam todos na chuva, igualmente eu, e dois carros estavam do lado.

- Junte-se à nós - Um garoto falou quando me viu, antes mesmo que eu abrisse a boca para falar alguma coisa. Ele segurava uma garrafa que não soube identificar do que era. Eu só consegui identificar que ele estava muito embriagado.

- Estou precisando de uma ajuda - Fui direto ao assunto - me diz onde é aqui? Eu estou perdido.

Por um momento achei que eles não fossem responder. Ficaram me olhando de uma maneira que eu não soube decifrar, até que um garoto da uma risada divertida, como se eu tivesse perguntado uma coisa idiota, e então disse:

- Nós não fazemos ideia.

Olho para ele um pouco confuso, ao início achava que estavam brincando comigo, mas ele parecia sério demais para estar fazendo uma brincadeira.

- Você sabe se fica muito longe para sair.... daqui? Algum ponto turístico, ou até um shopping para saber onde estamos? Alguma coisa...

- Uma boate, ou sei lá como se chama aquilo - Aquele mesmo garoto diz com um sorriso de lado. - aliás, quer uma carona? Vamos pra lá agora.

Pelo jeito que ele falou eu decidi que seria melhor não aceitar. Mas depois eu pensei melhor pois tudo que estivesse perto de algum lugar que eu conhecia seria bom. Eu quase me ajoelhei pedindo aos céus que não fosse ele quem iria dirigir.

- Pode ser.

- Nós não tínhamos nada para fazer - Disse, confirmando o que eu estava pensando a respeito - Vamos nos divertir pelo menos. Uma boate é um lugar onde podemos fazer qualquer coisa, que ninguém se importa.

                         ***

Durante o caminho, todos ficaram falando sobre coisas aleatórias. Já que havia dois carros, então ficava tudo mais fácil. Esperava que aquela boate fosse perto de algum lugar. Pelo menos eu tinha alguma coisa para fazer e não queria ir para uma boate, por mais que a ideia era tentadora.

Parecia que eles não sabiam se realmente era uma boate ou não. Estavam discutindo por causa disso. Uns diziam que era uma boate normal, um lugar de dançar, ou qualquer outra coisa. Eu não sabia do que eles estavam falando e nem queria saber. Só esperava ser um lugar pelo qual estava próximo de tudo. Perguntavam para mim algumas coisas, como por exemplo, o que eu havia feito para me perder justo ali. Respondi da pior maneira possível. Disse que havia bebido demais e que a única coisa que lembrava era estar em um carro com muitas mulheres.

Isso fez com que eles gostassem de mim.

Entendia que adolescente tinha uma mente distorcida, mas que realmente, fazia anos que eu não saía com tantas mulheres ao ponto de me esquecer.

Percebi que estava muito longe mesmo. Se eu tivesse andado tudo aquilo teria, no mínimo, desmaiado. Eu estava todo molhado e eles também. Estavam parecendo loucos.

O tempo foi passando e meus pensamentos estavam terríveis. Eu não sabia o que faria daqui em diante. Onde poderia procurar Charlotte? O que eu falaria para que Joe parasse com tudo isso? E o pior: eu avisaria para Elizabeth? Ou deixaria que morresse?

Eu não me importava se ela vivesse ou morresse, por mais que posso dizer que um lado meu era mais sensível, ou seja, desejava a morte dela.

Finamente o carro parou e imediatamente meus olhos correram por sobre o local. Instantaneamente reconheci. Essa boate não era uma simples boate. Era a casa de prostituição em que Elizabeth estava. Aquele em que fiquei recebendo remédios e que ela quase me matou. Fiquei surpreso quando vi aquelas portas desenhadas e as paredes brancas com luzes ao início. A grama bem cortada ao redor dava um destaque à mais. Parecia uma casa dos sonhos. Esse pensamento se devia ao nome também.

Na entrada estavam destacadas com letras pretas com as bordas brancas:

|Doces Sonhos|

"Uma realidade que você nunca viu"

Realmente uma realidade que ninguém desconfiava que existia.

Talvez eu já estivesse pronto para tomar as minhas decisões. Esperava que Elizabeth e Joe estivessem ali.

Essa noite prometia ser quente.



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