História Sweet Dreams - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Lesbicas, Romance
Exibições 388
Palavras 2.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


13 é o meu número da sorte
fico feliz com o número 13
espero que vcs fiquem, só digo isso
façam uma boa leitura!

Capítulo 13 - Mais um pouco de, Maju, por favor.


   POV MAJU

 - Tô cheiassa – comentei sentindo que não conseguia nem andar.

 - Eu também – Rebecca espreguiçou, na cadeira mesmo.

 - Como uma coisa consegue ser tão gostosa – ainda lembrava do hambúrguer.

 - Não sei. Mas levanta aí que eu ainda tô a fim de nadar.

 - Mano, minha barriga, deve parecer que eu tô grávida – levantamos ao mesmo tempo.

 - Para de frescura – riu leve – Seu corpo é lindo – por favor, que eu não fique vermelha, amém.

 - Ugh – tampei o rosto e ela riu – Para de me deixar tímida.

 - Tá, não vou mais te elogiar – falou simples e ficou segurando a porta pra mim.

 - Oh – fiquei encarando e ela riu, enquanto desalarmava o carro.

 - Entra logo no carro, sô – e eu entrei, né – Tem álcool lá em casa não, vamos ter que comprar – falou dando partida.

 - Como? Ah é, ás vezes esqueço que estou com uma maior de idade – ela sorriu.

 - Sim. Inclusive eu posso ser presa por estar de dando bebida alcóolica – deu de ombros – Livin’ la vida loca – cantarolou.

 - Me sinto tão rebelde com você – ri ligando o rádio, pois é, olha que íntima.

 Chegamos no supermercado, e eu não aguentava ver comida na minha frente. Fomos praquele lugar maravilhoso onde ficam as bebidas.

 - E aí, vamos beber o que hoje? – Becca parou com as mãos na cintura.

 - Não sei – ajeitei o boné. Sim, estou com ele até agora – Pega essa Natasha aí – apontei.

 - Natasha? – ela pegou e riu – Tá querendo passar mal?

 - Não é vodka?

 - Isso é ruim pra porra. E forte que você nem imagina – fez uma careta fofa – Vou levar, mas só vou deixar você beber um pouco, só pra você nunca mais beber – acabei rindo.

 - Lindinha – falei olhando pras outras coisas.

 - Qual Beats você prefere?

 - Vermelha – fiz um coração com a mão.

 - Baranga. Pega um engradado aí. Duvido a gente beber isso tudo, mas... – fui pegar o engradado – Na verdade, vamos buscar um carrinho, já vou comprar os trem pra resenha – assenti.

 Buscamos o carrinho, e voltamos. Colocou a Natasha, vários engradados de Beats, Heineken, Corona e duas Orloff’s. Haja bebida.

 - Vai entender de cachaça assim lá longe – comentei olhando pro carrinho.

 - Vou é pegar uma Skyy pra gente – rimos e ela pegou – Agora vamos comprar umas besteiras porque bêbados passam fome, né?

 - Principalmente de besteira.

 Já no caixa, a mulher estranhou o tanto de bebida e pediu a identidade da Rebecca, que deu toda sorridente e feliz por já ter 18 anos. Eu só sabia rir.

 - A felicidade nos seus olhos por já ter 18 é cômica – comentei enquanto ela empurrava o carrinho até o estacionamento.

 - Imagino. Mas ah, não existe sentimento melhor do que esse. Já tive tanta ID falsa – comentou rindo.

 - Sério? Nunca tive – abriu o porta-malas.

 - Eu sei, santinha – começou a colocar as coisas lá dentro e eu ajudei.

 - É porque nunca teve necessidade – me justifiquei.

 - Ser maior é sempre necessário, Maju.

 - Nem é, você que sempre foi rebelde demais – ela riu e deu de ombros.

 Chegamos na casa de Rebecca, ela me mandou ir trocar de roupa e também foi colocar o biquíni. Deixando claro que já está quase escuro, nem tá mais tão calor e ela nesse fogo no rabo.

 - Vem cá que você vai virar um shot da Natasha agora – juro que minha respiração falhou quando eu cheguei na cozinha e ela estava só de biquíni, com a garrafa na mão.

 - Tem certeza que isso é seguro? – eu também estava de biquíni, mas também usava um short.

 - Tenho, cheira – abriu e eu cheirei.

 - Nu, que forte. Tem cheiro de acetona, que horror – botei a língua pra fora.

 - Eu te acompanho – serviu dois shots.

 - Da última vez, você ficou de boa e eu dei pt – só refrescando a memória dela.

 Péssimas e ótimas memórias daquele dia.

 Vocês têm noção do micão que foi vomitar na frente dela? Ah, mas ela foi tão fofinha cuidado de mim.

 Não se como me sinto em relação a esse dia, pra ser sincera.

 - Relaxa, não vou te deixar beber igual daquela vez. Fora que agora você comeu, então tá suave, vai vira – e viramos juntas.

 Cheguei a arrepiar de tão forte e ruim que é.

 - Eu NUNCA mais ponho esse trem na boca – falei ainda me recuperando.

 - Eu avisei – ela também tava fazendo careta. Fechou a garrafa e pegou algumas beats – Bora?

 - Bora.

 Já na piscina, o dia já tinha quase virado noite, então eu comecei a hesitar em pular.

 - Anda, Maria Júlia – Becca disse colocando as cervejas no chão, sua bala do lado e pulando na piscina.

 Ela é tão viciada nessa bala, que traz até pra nadar.

 Voltando á sua entrada na piscina:

 Dando um mortal.

 - Daqui a pouco vai ficar frio – disse cruzando os braços.

 - Pra isso que você trouxe toalha. Pega uma latinha aí pra mim – fui pegar.

 Só que quando eu fui entregar a latinha, ela me puxou pela mão, e eu caí na piscina, dando uma cambalhota toda errada. Quando eu levantei, só queria matar a Rebecca, mas ela tava tão lindinha rindo, que eu acabei rindo também.

 POV REBECCA

 Algumas horas e algumas latinhas passaram enquanto nós conversávamos, ríamos e brincávamos como duas crianças naquela piscina em uma noite clara, iluminada pela luz da lua.

 - Becca, eu nem vi o Alfredo – Maju comentou brincando distraidamente com a água.

 - Pois é, até esqueci do coitado – tá vendo como você me distrai, Maju?

 - Desnaturada – falou rindo, ri também.

 Estamos levemente alteradas por causa do álcool. Mas só um pouquinho, naquele estágio que você ri mais das coisas, fica um pouquinho mais feliz e também mais corajoso.

 O estágio mais legal, na minha opinião.

 - Eu não. Botei comida pra ele na hora que eu vim almoçar, ele deve tá dormindo em algum canto, quando a gente voltar lá você vai ver.

 - Sei. Acho bom você cuidar dele, se não eu vou expor pra suas fãs do snap e do Twitter que você não é tão fofa assim com o seu bichinho – comentou olhando pra mim.

 - Minhas “fãs” – fiz aspas com as mãos – tão cagando pro Alfredo, elas só querem me ver. Eu e o meu corpinho lindo e sarado – eu estava assentada na borda da piscina.

 - Aposto que elas matam e morrem pra estar no meu lugar agora – falou reparando no meu corpo. Ainda bem que a iluminação é pouca, acho que fiquei vermelha.

 Eu nunca fico vermelha, que porra.

 - Todo mundo faria isso. E você aí, só olhando – dei de ombros.

 Ela estava na parte rasa da piscina, então dava pra ver com clareza o seu corpo. E ele é tão lindo, tão delicado. Os seios, as pernas, a cintura, é tudo na medida certa. Do jeito que eu gosto. Ás vezes eu tenho esse pensamento doido de que a Maria Júlia foi feita por mim.

 Efeitos do álcool...

 E bem, eu fui atingida por uma vontade de Maju. Eu queria poder dar um abraço apertado nela, dizer que amo e depois passar a noite inteira provando isso.

 Pena que eu não posso.

 Mais ou menos. Peguei o meu pote de bala, coloquei uma na boca e voltei a observar aquela criatura ali na minha frente. Ela continuava brincando distraidamente com a água, agora tinha voltado pra parte “funda”. Funda entre aspas porque ela dava pé, então não é fundo.

 Parecia pensativa. Eu só queria saber sobre o que ela estava pensando.

 - Tá pensando em quê? – efeitos do álcool, parte 2.

 - Ah – suspirou – Um monte de coisa – não olhou pra mim.

 - Posso saber em quê? – entrei na piscina e me aproximei.

 Uma mecha de seu cabelo quase seco estava na frente do seu rosto, tão lindo esse rosto. E essa boca tão rosinha. Eu quero pra mim.

 - É tanta coisa, Becca – agora recebi o seu olhar.

 - Você sabe que pode me contar – coloquei aquela mecha de cabelo atrás de sua orelha. Ela olhou em meus olhos e sorriu.

 Mantive a mão em seu rosto. Não sei porque, só mantive.

 - Minha cabeça tá uma confusão esses dias – segurou a minha mão, mostrando que ela queria que eu a mantivesse ali – E eu até consigo conversar com o Leo sobre isso, mas parece que falar não resolve nada – voltou a olhar pra água.

 - Conversar comigo ajudaria? – que dor ver ela assim.

 - Depende do resultado dessa conversa – riu sem humor, tô entendendo é nada.

 Voltou a me observar.

 E o seu olhar disse tudo que ela não conseguia dizer. Foi além das palavras e de qualquer outro gesto. Eu não sabia de nada, naquele momento.

 Deus existe? O que é solidão? Por que há tantas guerras? De onde vem tanto ódio? Como se consegue a felicidade? Eu quero mesmo ser musicista? E se tudo der errado? Como eu lido com a saudade que eu sinto dos meus pais? Por que todos os meus namoros dão errado?

 A minha única certeza, era de que eu precisava beijá-la. Ali. Agora. O mais rápido possível. E não importa qual seja o resultado disso.

 Então eu aproximei os nossos rostos, em uma velocidade extremamente lenta e quase agonizante. Mas eu precisava de ter mais uma certeza.

 A de que ela queria aquilo, tanto quanto eu.

 E quando os nossos lábios se tocaram, eu sabia que era ali mesmo que nós devíamos estar.

 Um, dois, três calmos e delicados selinhos. Antes que eu quisesse mais, e pedisse espaço para isso. Espaço esse que eu recebi praticamente na mesma hora, quando eu colei os nossos corpos, puxando-a pela cintura, sem soltar a mão do seu rosto. Enquanto ela me abraçava pela nuca com um braço, e descansava a outra mão em meu colo.

 E eu estava no meio do que era provavelmente o melhor beijo da minha vida. A gente simplesmente combinava. Parecia que nos beijávamos há anos. Uma sincronia maravilhosa, que fazia o meu coração bater com força e o meu corpo inteiro pedir mais.

 Mais um pouco de, Maju, por favor.

 Agora suas duas mãos estavam em minha nuca, como resposta ao arranhão que eu quase que involuntariamente fiz em sua cintura. Senti ela segurando o meu cabelo com força, e puxei o seu lábio inferior com os dentes, ao descer as duas mãos e, finalmente, apertar aquela bunda que era simplesmente perfeita. Tantos dias de espera valeram a pena.

 Maju soltou um gemido baixo, mas audível, que incendiou o meu corpo inteiro. Fui guiando os nossos corpos até que ela tivesse suas costas contra parede da piscina. Segurei a parte de trás de suas coxas, e a prendi em meu corpo para que os nossos rostos ficassem da mesma altura. Isso tudo sem parar o beijo, que estava ficando quase que desesperado.

 Arranhei com uma força considerável as suas coxas, ao mesmo tempo. Já que a pressão da água me ajudava a segurá-la só com o corpo. A delicadeza que os seus toques em meu rosto ainda tinham estava me deixando louca. Resolvi levar os arranhões para sua barriga, mas agora bem de leve. E ela respondeu com arranhões fortes, aonde suas unhas conseguiam alcançar em minhas costas, devido á posição.

 Levei as mãos de volta á sua cintura, e senti a delicadeza voltar á minha nuca. Desci, com calma, os beijos para o seu pescoço. Maju, timidamente, deu mais espaço para esses beijos, que acabaram se tornando chupões, leves, porque eu ainda tenho noção do perigo.

 Maju puxou o meu rosto para mais um beijo e fomos interrompidas pelo meu celular tocando. Ignoramos quando ele tocou das três primeiras vezes. Mas na quarta já começou a incomodar.

 - Puta que pariu – reclamei quando separei as nossas bocas.

 - Hoje eu mato alguém – ela disse baixo, nossos rostos ainda estavam bem próximos – Vê quem é.

 E foi com muita tristeza que eu desgrudei os nossos corpos.

 - Alô – atendi rápido, sem ver quem é, coloquei no vivo a voz, Maju parecia curiosa. E puta.

 - Caralho, Rebecca, tava fazendo o quê? – era a Carol, que merda, segurei o riso ao ver a expressão da Maju.

 Sempre soube que ela tinha ciúmes da Carol.

 - Eu tava ocupada, por quê?

 - Eu sei que já tá tarde, amanhã tem aula, mas a Sofia tá aqui comigo e minha prima tá aqui também, sei lá, ela não tá a fim de ficar de vela... – Maju simplesmente virou de costas. Deve ter ido respirar fundo.

 Caralho eu quero tanto rir.

 - Que proposta tentadora, Carol – ela voltou a me olhar e me fuzilou com os olhos – Mas eu tô ocupada com outra pessoa – ri leve, ela não escondeu o sorriso.

 - Hmmm, posso saber quem? – olhei pra Maju, que negou com a cabeça.

 - Quem come quieto come mais vezes – respondi e a Carol riu, Maju balançou a cabeça em negação, com um sorriso no rosto.

 - Verdade. Aff, beleza então. Aproveita aí, beijo.

 - Beijo – desliguei.

 Como já dizia a pensadora contemporânea, Ludmilla.

 É hoje.


Notas Finais


aaaaa hahah
finalmente??
espero que tenha gostado, obrigada por ler <3


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