História Sweet Dreams - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Lesbicas, Romance
Exibições 345
Palavras 1.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


eu tô berrando com o feedback de vcs do último cap, tô muito feliz, brigada mesmo gente ♥
esse cap é só pra vcs verem, mais ou menos, como a rebecca é, realmente
e como foi esse primeiro contato dela com a majuzinha
façam uma boa leitura!

Capítulo 2 - Quem precisa de um namoro, né?


   POV REBECCA

 - Oi, mãe – fiz questão de ligar pra minha coroa assim que dei uma olhada no apartamento.

 - Oi, filha! – parecia animada em ouvir minha voz – Chegou bem? Como foi o voo?

 - Cheguei, foi tudo tranquilo – respondi rindo da sua preocupação.

 - E já tá em casa?

 - Tô sim, dei uma olhada por alto e pelo visto tá tudo certo aqui – me referi ao apartamento.

 - Luz, água, caminha elástica do seu jump, violão, internet, conferiu suas necessidades básicas já, Rebecca? – não aguentei e comecei a rir, ela me conhece bem.

 Cama elástica de jump porque é o meu esporte favorito e um dos meus vícios. Violão porque eu falo, respiro e como música. Internet nem precisa explicar.

 - Sim, mãe. Tudo certo, como eu já disse.

 - Então tá bom. Não vou repetir o discurso que eu fiz pra você aqui – se referiu aos 30 minutos diários que ela ficava falando na minha cabeça sobre as responsabilidades de morar sozinha – mas juízo!

 - Juízo, cuidado, atenção, paciência, já sei tudo de cor, pode deixar, dona Flávia – agora foi a vez dela rir.

 - Já ligou pro seu pai? Ele também deve estar preocupado.

 - Vou ligar agora, cuidado aí você também, tá?

 - Pode deixar, filha, um beijo.

 - Outro, tchau – desliguei a chamada.

 Liguei pro meu pai e tivemos quase que a mesma conversa. Acho que já ficou claro que eu e meus pais temos uma relação de muita confiança, né? Eles me deixaram voltar pro Brasil, agora que já sou maior de idade, o que é um grande passo, já que eu nem esperava que eles me deixassem sair de casa com essa idade, quem dirá mudar de país.

 Mas eles sempre souberam que é aqui o lugar em que eu pertenço e sempre vou pertencer, por isso deixaram, mesmo eu tendo que pedir muito. Fui até a parte de cima do meu apartamento novo, que acontece de ser a cobertura.

 Nem vem tirando conclusões precipitadas sobre mim a partir das minhas condições financeiras. Eu sou uma das pessoas mais tranquilas com relação á dinheiro que existem nesse mundo. Graças aos meus pais, que nasceram em famílias humildes e conquistaram tudo o que têm. Me ensinaram desde cedo que devo a dar valor ao dinheiro, mas nunca coloca-lo na frente de coisas mais importantes, que são muitas.

 Cheguei na sacada, senti o vento batendo na lateral direita do meu corpo, fazendo os meus cabelos voarem. Um dia lindo, um vento gostoso e uma vista maravilhosa.

 - Estou de volta, BH – comentei meio que sozinha.

 Lembrei que Túlio está organizando um movi hoje, pra gente se rever e eu meio que rever a galera também. Pelo menos a galera mais nova, já que os meus amigos da minha série se formaram e estão todos espalhados por aí.

 Sorte minha que tenho vários amigos mais novos, do primeiro, segundo e terceiro ano. Nem sei direito como eu conheci esse pessoal que era do antigo nono, mas eu conheci. Eles até que são legais, um pouco infantis, mas são melhores que os do segundo. Lá tem muita gente chata, confiem em mim.

 Tomei um banho demorado, descansando da viagem e criando expectativas perigosíssimas sobre esse ano. O meu plano é, pegar todas as meninas que eu puder e não me apaixonar.

 Simples, né? Espero que seja assim na prática.

 Já cansei de sofrer por causa de amor, sério. Já dizia o filósofo contemporâneo Rafael Uccman, eu já me relacionei e dei errado com os 12 signos do zodíaco, pra dar certo só se criar mais um. Mas tudo bem, quem precisa de um namoro, né?

 Vesti uma calça preta colada, uma blusa branca escrita LAX, porque a minha ida pra Los Angeles não foi ruim, muito pelo contrário, foi muito boa. Ainda sim prefiro aqui. Passei só um rímel, perfume, all star todo preto e já era. Um pouco gótica, né? Joguei a minha inseparável jaqueta de couro nos ombros e desci correndo pro estacionamento. Atrasada como sempre.

 Em pouco tempo já estava no prédio de Túlio. A galera parecia animada, dei uns abraços rápidos, porque contato físico não é o meu forte. Ali no começo tá mais o pessoal do primeiro ano que eu não tenho muito contato, por enquanto nada de especial. Exceto essa daqui do meu lado, nunca vi, quem é?

 - Oi – sorri pra ela – eu não sei seu nome – falei apontando, com o meu charminho natural.

 Baixinha a menina, não tem mais de 1,60 nem fudendo. Seus cabelos são um castanho claro, batem na metade das costas. Seus olhos são quase da mesma cor dos cabelos, um mel que consegue puxar rapidinho ali pro verde, que lindos. 

- É porque você não me conhece – riu e eu acabei rindo também, que sorriso lindo!

 - Se eu te conhecesse eu teria lembrado do seu rosto – falei ainda observando os seus olhos.

 - Sou a Júlia – sorriu e ficou corada, que fofinha.

 - Prazer, Júlia – levei minha mão até sua cintura, que cinturinha, hein – Sou a Rebecca – voltei sorrindo ao constatar o fato e sentir o seu perfume, uma delícia, por sinal.

 - Prazer, Rebecca – devolveu o beijo.

 Eu abri a boca pra perguntar onde ela estudava, mas senti um peso já conhecido nas minhas costas.

 - AMOR DA MINHA VIDA INTEEEEIRA – Sofia agarrou o meu pescoço.

 - AÍ SOFIA, SOLTA MEU PESCOÇO – reclamei e vi Júlia rindo, como tira os olhos desse sorriso? – Parece que não me vê há anos, me viu mês passado, vê se pode? – continuei olhando pra ela, tentando dialogar.

 - Eu tava com saudades de você, sua indelicada – Sofia reclamou descendo das minhas costas.

 - Desculpa, linda – beijei sua bochecha e percebi que Júlia se afastou dali. Tanto faz.

 - Nem vem em mim com essas babas das suas putas – limpou a bochecha, fazendo cara de nojo.

- Exagerada, eu não beijo há mais de 10 horas, pra sua info – falei apontando o dedo.

 - 10 horas é o tempo do voo, né, gata? – perguntei e caímos na gargalhada – Que esquisito, você não garro ninguém no avião, não?

 - Tô falando pra você que agora eu vou ser difícil – não poderia ter sido mais sarcástica, Sofia me acompanhou na risada disso.

 Sofia é a minha melhor amiga desde quando eu me entendo por gente. Nossas mães têm uma amizade desde a faculdade, então nos conhecemos desde quando nascemos. Sofia é uma menina maravilhosa, e eu namoraria ela facilmente se ela não fosse praticamente a minha irmã. Seus cabelos são loiros, seus olhos são castanho escuro, sua pele está SEMPRE bronzeada, já que ela passa o dia tomando sol. Quem vê pensa que ela mora na praia, mas daí é só lembrar que moramos em BH e fica tudo suave.

 - Já avistou uma novinha? – perguntou elétrica.

 - Ainda não – falei passando o olho pelo lugar – Você tá gostosa nessa calça, hein?! – falei observando seu jeans claro.

 - Gostou? – virou de costas me mostrando a bunda.

 - Eu pegava – dei um tapa, tô nem aí.

 - Filha da puta – me xingou e bebeu um gole de cerveja – vamos virar um shot?

 - Por favor – já fui puxando-a pela mão.

 Bebi horrores, matei a saudade de uma galera, fiquei com uma menina linda, estou no lucro. Mas agora o pessoal já começou a ir embora, então o que me resta é beber mais um pouquinho. Peguei uma garrafa de Orloff que estava na mesa, quase no final e vi aquela menina do começo da festa assentada sozinha no sofá. É pra lá mesmo que eu vou.

 Me joguei no sofá, ela só olhou pra mim e sorriu. Porra pra quê eu me joguei? Tá tudo girando mais do que já tava, merda. Bebi mais um gole pra ver se passa.

  - Oi, de novo – olhei pra ela e deitei a cabeça no sofá, tentando não parecer muito bêbada.

 - Oi, de novo – imitou o que eu fiz, ri leve.

 - Gostei muito do seu perfume, Júlia – bebi mais um gole. Júlia é o nome dela, né? Acho que não, pela cara que ela fez pra mim – Porra, seu nome não é Júlia? Aí que vacilo, foi mal...

 - É Júlia, sim – riu e eu sorri pra ela, ufa – Na verdade, meu nome é Maria Júlia, mas eu não gosto, e peço que me chamem só de Júlia. E obrigada, também gostei muito do seu.

 - Obrigada – mais um gole – Maria Júlia é um nome lindo, na verdade, sempre quis conhecer alguém com esse nome, pra chamar de Maju. Vou te chamar de Maju.

 - Ah – deu de ombros – pode ser – rimos.

 - E aí, Maju , você não tem cara, mas eu sinto que você é novinha – observei-a por um tempinho, esse rostinho dela é lindo, toda feminina a menina – tá em que ano?

 Fiquei trocando ideia com ela por um tempo e descobri que ela ainda tem 15 aninhos, fofa. Apesar de eu não ligar pra idade, ligo pra compromisso e ela tem namorado. Tem jeitinho de quem tá curiosa, mas ainda não ficou com nenhuma menina. Se um dia eu tiver a chance fico com ela fácil.

 O papo tava legal, então me ofereci para acompanha-la até em casa. Ela hesitou um pouco, porque não queria que eu dirigisse bêbada, mas acabou aceitando que eu a acompanhasse, mas á pé.

 Maju me fez mais perguntas, sobre a minha vida pessoal e eu acabei respondendo, apesar de ser um pouco reservada. Acendi um cigarro, e depois de pouco tempo ela me disse que já estávamos chegando, então eu joguei o cigarro no chão, não quero causar uma má impressão. Acho que ela gostou de mim, já que estava até me convidando pra passar a noite na casa dela, sem segunda intenções, claro. Mas sei lá, acho que não tá na hora, então recusei.

 Ofereci uma bala pra ela, peguei outra e conversamos mais um pouquinho, a intimidade já foi suficiente pra que eu irritasse um pouquinho ela. E chegamos em seu prédio.

 - Santinha, tá vendo? – era assim que eu tava irritando ela.

 - Eu já te disse que não sou santinha coisa nenhuma – bateu o pé no chão e cruzou os braços.

 - Tá deixando as suas garrinhas aparecerem, gatinha – rosnei pra ela, que apenas riu. Mordi de leve o lóbulo da sua orelha, aproveitando o movimento, percebi que ela arrepiou toda – que sensível – sorri encarando os seus olhos, de novo.

 Percebi que ela ficou um pouco nervosa, mas se manteve firme. Então quer dizer que eu tenho efeitos sobre você, santinha?

 

 


Notas Finais


espero que tenha gostado, obrigada por ler <3
sei que esse cap foi meio o outro, só que por outros olhos, então se vcs me convencerem nos comentários eu posto outro amanhã hahahah


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