História Sweet Dreams - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Lesbicas, Romance
Exibições 348
Palavras 2.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


guess who's back
voltei bem rápido
façam uma boa leitura!

Capítulo 3 - Becca?


   POV MARIA JÚLIA

 Fazendo uma análise de ontem, a noite até que foi bem produtiva. Apesar de o meu namorado ter me dado um pé na bunda pra passar a noite com o amigo, eu acabei trocando ideia com a Rebecca e descobri que ela é realmente uma pessoa muito interessante.

 Ao contrário do que eu ouvi falar por aí, ela não é fechada. Enigmática, realmente. Têm coisas que ela faz, alguma coisa no seu jeito de ser que é difícil de compreender. Até o seu jeito de falar é diferente, ela fala rápido sabe? Mas fechada eu discordo. Apesar de ela não ter respondido todas as perguntas que eu fiz sobre a sua vida pessoal, ela até que compartilhou bastante coisa comigo.

 Enfim, tenho que parar de pensar nela, pelo menos um pouquinho, já que toda hora durante o dia de hoje flashes de ontem á noite voltam á minha mente. Acho que não é nada demais, só estou feliz de finalmente ter conhecido a menina.

 Acabei de chegar no churrasco do Gustavo, um dos meus amigos do segundo ano, um fofo ele. O espaço é legal, uma piscina de um tamanho ótimo ali no fundo, mais pro cantinho de cá uma churrasqueira, um monte de mesas e cadeiras espalhadas, e naquela geladeira ali dever ser onde estão as bebidas. Vim bem simples, uma blusinha preta meio transparente, um short jeans branco, chinelos e um biquíni azul clarinho por baixo.

 Procurei Carla com os olhos, e foi até que fácil de achar, ela também tinha acabado de chegar pelo visto.

 - Amiga! – me abraçou.

 - Tudo bem? – olha que educada.

 - Tudo ótimo depois de ontem á noite – começamos a rir.

 - Pegou quem?

 - Advinha, é uma pessoa que eu sou louca pra pegar desde sempre – falou já dando pulinhos.

 - Gustavo? – perguntei achando que não era ele, mas ela sempre quis o menino mesmo.

 - SIM – berrou e pulou em mim.

 - AMIGA, SÉRIO? – olhei pra ela meio incrédula.

 - Eu tô muito feliz, Júliaaa – desceu do meu colo e começou a rodar de braços abertos, percebi que bateu em uma pessoa.

 - Opaa – a menina avisou rindo. A menina, né? Podia tanto ser uma menina qualquer.

 - Rebecca, socorro, desculpa – Carla perguntou meio tímida.

 - Que isso, Cacá, de boa – passou a mão pelo braço dela, já senti o perfume dela – Maju! Ei – deixou um beijo na minha bochecha.

 - E aí, Rebecca, como você tá? – perguntei sorrindo.

 - Linda e você? – Carla e eu soltamos uma gargalhada.

 Pior que ela tá linda mesmo, uma regata branca, mostrando o que eu acredito que seja seu biquíni preto, um short jeans preto, um ray-ban preto e um boné também preto virado pra trás. Cheia de estilo a criatura. Pela terceira, ou quarta vez, que pernas.

 - Tô bem, obrigada.

 - Amiga, o meu plano – Sofia disse puxando o braço de Rebecca.

 - Verdade – riu leve – vou ter que ajudar ela, depois a gente se vê? – falou olhando mais pra mim do que pra Carla.

 - Já ficou íntima da menina?

 - Eu não, ela tem apelidos é com você – cruzei os braços na defensiva.

 - Todo mundo me chama de Cacá, ela tá te chamando de Maju! Ninguém te chama de Maju – dei de ombros e ela revirou os olhos – vem, vamos beber, hoje você vai beber, né?

 - Não sei – já fui sendo puxada por ela.

 - Para com isso, olha esse sol, tá quente pra caralho.

 - Tá certo, me dá o de sempre aí – falei me referindo á Beats.

 - Essa é minha menina – me deu a latinha sorrindo.

 Encontramos mais um pessoal, comemos, conversamos e eu fiquei de longe observando a Rebecca de novo. Ela e Sofia estavam conversando com mais uma menina, será que esse é o plano? Percebi que Sofia agora está com o seu boné, mas isso não faz muita diferença. Enfim, se for eu acho que ela só está ajudando, já que Sofia e a menina misteriosa estão cheias de sorrisos e olhares, e... Olha só, as duas saíram de mãos dadas. Rebecca riu da situação e assentou na borda da piscina, tirou sua blusa e jogou na cadeira em que ela estava, que cena. Levantou os óculos até o topo da cabeça e começou a observar o ambiente.

 Senti uma vontade compulsiva de ir lá conversar com ela, sozinha e tão linda. Certeza que daqui a pouco aparece alguém lá e eu vou perder minha chance, então não posso pensar demais.

 - Já volto – bati de levinho no braço de Carla que apenas assentiu.

 Fui em direção á ela, que nem percebeu que eu estava me aproximando, já que estava viajando olhando pro além. Por favor, que não chegue ninguém. Por favor, que não chegue ninguém. E ufa, não chegou.

 - Posso? – perguntei chamando sua atenção e olhando pro espaço no seu lado.

 - Á vontade – sorriu aquele sorriso lindo.

 - Obrigada – sorri de volta e me assentei do seu lado – chegou bem em casa ontem? – realmente estava preocupada.

 - Sim – riu leve – deu tudo certo, eu te disse que sou uma boa motorista – bateu de levinho no meu ombro.

 - Imagino o estrago que você deve ter feito.

 - Olha só, que audácia a sua vir até aqui, me tirar da minha paz de espírito pra dizer que eu sou má motorista – tentou falar séria, mas acabou deixando o sorriso escapar.

 - Você não tem cara de ser uma boa motorista – dei de ombros.

 - Mas eu sou.

 - Só tô dizendo que não parece.

 - Ah é? – me olhou com um olhar ameaçador, hesitei, mas assenti – como você vai voltar pra casa hoje, depois daqui?

 - Com o pai da Carla, por quê?

 - Não vai mais. Vai voltar comigo – disse apoiando os braços no chão atrás das suas costas, mostrando aquela barriga definida, acho que encarei, mas tanto faz.

 - Ah, vou? – perguntei rindo e ela assentiu – E você já começou a beber, por acaso, motorista?

 - Nope – negou com a cabeça – eu sou responsável, sô – continuou sorrindo.

 - Tô vendo. Ei, acho que aquela menina ali me odeia – apontei com os olhos pra uma menina que tava atrás dela. Rebecca virou pra menina, acenou e a menina sorriu.

 - Aquela ali é louca por mim – abaixou os óculos e passou a mão pelo cabelo, jogando pro lado.

 - Todas são, né?

 - Claro que não – riu meio tímida – tô com um calorzão, nada comigo? – perguntou colocando os óculos na cadeira e levantando.

 - Que preguiça – foi tirando o short e fez biquinho – tá bom – levantei as mãos em rendição.

 - Rápido, se não eu pulo e te molho – avisou.

 - Já tô indo – fui tirando a blusa rápido, percebi que ela ficou encarando, senti o meu rosto queimar.

 - 30 segundos – bateu no pulso.

 - Não me apressa, Rebecca – reclamei meio rindo e meio reclamando mesmo.

 - 15 – avisou já gargalhando.

 - Pronto – joguei o short na cadeira, senti sua mão quente em minha cintura e depois a água fria batendo na lateral do meu corpo.

 A filha da mãe me puxou pra piscina com ela.

 - Doida – reclamei, de novo.

 - Você precisava ter visto a sua cara – ela tava rindo muito.

 Ri sarcástica, mas depois acabei rindo também. Ficamos mais um tempo ali na piscina, rindo e conversando mais. Ás vezes ela chegava mais perto e eu reparava em seus olhos. O verde quase todo aparecendo, por causa da claridade. São realmente muito bonitos. Senti vontade de elogiar, mas acho que ainda não temos essa intimidade.

 A mesma menina que estava me encarando feio apareceu na piscina e veio puxar assunto com a gente, graças a Deus a Carla me chamou e eu saí dali. Acho que eu ia segurar vela se ficasse ali por muito tempo.

  - Que foi? – perguntei quando saí da piscina.

 - Vocês tão conversando ali há tipo uma hora, fiquei com ciúmes – cruzou os braços e fez biquinho.

 - Que melooosa – fingi que ia vomitar – uma hora, sério?

 - Sim, você saiu de perto de mim era tipo 16:20, agora já são quase 17:30.

 - Eita – fiquei assustada mesmo – o papo tava bom, achei que tinha passado uns 20 minutos no máximo – ri meio incrédula.

 - Como você conseguiu?

 - O quê?

 - A Rebecca é legal se você conversar 20 minutos com ela, mas depois de muito tempo ela fica fechada e não fala um nada sobre ela, só escuta sobre você, bem fechada, como eu já disse.

 - Discordo, ela foi super gente boa comigo e falou o mesmo tanto que eu – dei de ombros pegando outra latinha.

 - Sério? Nossa, amiga, você deve ser muito legal então – riu.

 - Eu sou, você sabe que eu sou – olhei de relance pra piscina, não vi Rebecca ali, mas vi ela sumindo com a menina, pelo mesmo corredorzinho que Sofia sumiu. Isso me deixou com um pouquinho de raiva, mas nada grave.

 - Empolgou hoje – se referiu á bebida.

 - Pois é – ri – tô um pouco tonta já.

 - Ju, você é muito fraca com álcool – disparou a rir – ou, cadê o seu homem?

 - Leonardo? – assentiu – Tá jogando aquele jogo com o Breninho até agora, não aguento mais esse jogo e olha que ele lançou quarta.

 - Homens... – falou negando com a cabeça.

 Não vi mais Rebecca hora nenhuma, sumiu com a menina mesmo. O sol começou a se pôr, já tinha gente indo embora e Carla já estava querendo ir também. Como Rebecca sumiu, achei melhor ir com ela mesmo, já estava me arrumando pra ir quando eu senti o cheiro do seu perfume perto de mim.

 - Oi – estava parada, com as mãos pra trás sorrindo pra mim.

 - Oi – soltei uma risadinha com essa cena.

 - Já vou vazar – apontou pra saída, com as chaves na mão – vai comigo mesmo?

 Carla estava ali perto, então eu só olhei pra ela, que assentiu me mandou um beijo e foi embora.

 - Se não for te incomodar – arrumei o cabelo.

 - Claro que não. Fora que eu tenho que te provar que sou uma ótima motorista.

 - Meu biquíni ainda tá um pouco molhado, tem problema?

 - Não, relaxa.

 - Certo, vamos então?

 - Sim.

 Fomos pra porta, chamamos o elevador e ficamos batendo papo enquanto ele não chegava.

 - Mas você entrou no colégio ano passado, então?

 - Isso, desencontrei de você – rimos.

 - Que pena, né? – me deixou passar primeiro.

 - Pois é. Falam bastante de você por lá – apertei o P, no elevador.

 - Falam? – perguntou sorrindo.

 - Como se você não soubesse – encarei seus olhos.

 - Que falam eu sei, que falam bastante eu fiquei sabendo agora – se apoiou na parede e arrumou o cabelo. Não sei explicar, mas achei esse movimento lindo.

 - Ah sim – fiquei meio sem palavras.

 - Aceita? – me ofereceu bala de novo, a mesma de ontem á noite.

 - Aceito – ri, peguei uma e ela jogou outra na boca – você ama essa bala, né?

 - Sou muito viciada nela – chegamos no P, o elevador abriu.

 - Percebi – sorri – quais são os seus outros vícios, Rebecca?

 - Hm... – pareceu pensar. Chegamos na rua, um monte de carro estacionado e eu não sabia pra onde ir, até que vi uma Mercedes prateada desalarmando, uma Mercedes? Essa menina nada no dinheiro mesmo – Essa bala, dormir – rimos, ela apontou pro carro, abriu a porta e eu entrei, eeeita – comer, claro – entrou e bateu a porta – beijar, tocar violão, cantar, Halsey...

 - Halsey! – não pude deixar de sorrir.

 - Ah é, tenho que te mostrar minha foto com ela – tirou o celular do bolso e ligou o carro.

 Dentro do carro é tudo branco, é lindo! O painel tem uns tons de bege claro, nossa, parece um robô. Eu não entendo de carro e adorei, imagina alguém que entende.

 - Verdade – toda animada, mas mantendo a calma por fora.

 - Aqui ó – abriu a foto e me entregou o celular, começou a dirigir.

 - Que lindas, meu Deus – certeza que, se fosse possível, corações apareceriam nos meus olhos.

 - Ficou fofa a foto, né? – perguntou sorrindo enquanto fazia uma curva.

 - Muito! Onde você conheceu ela? – voltei a olhar a foto.

 - Eu tava no Starbucks, lá em Los Angeles – arrumou o cabelo – daí ela estava, casualmente, lá também – rimos.

 - Goals – suspirei.

 - Um dia você vai num show dela – olhou pra mim e sorriu, aff que linda.

 - Meus pais detestam, se recusam a gastar dinheiro com shows dos quais não são do interesse deles – apoiei o cotovelo na janela e deitei a cabeça em minha mão.

 - Um dia eu te levo então – continuou prestando atenção no trânsito.

 - Vou te cobrar, viu? – não sei se ela falou sério, por isso falei uma brincadeira que pode ser séria.

 - Cobra mesmo – toda concentrada na direção, dirige bem mesmo, quebrei a cara – pode colocar música?

 - Com certeza – ligou o som.

 - Gosta de rap? – perguntou olhando pra mim.

 - Eu até escuto, mas me embolo toda pra cantar – ela começou a rir e eu acompanhei.

 - Já ouviu essa? – deu play.

 - Lógico – sorrimos juntas.

 - Sei que o povo perdeu o interesse nela, porque é manjadinha, mas eu amo cantar ela, ó só – e começou a cantar tudo – cantou gesticulando e quase perdendo o ar, tão empenhada e bonitinha.

 - Quer performanceeee – comentei animada e ela começou a rir.

 - Obrigada, obrigada – fez reverência.

 - Mas e aí, você gosta de carros? – falei olhando ao redor.

 - Gosto – soltamos um gargalhada – Eu sempre quis ter esse daqui, fiquei séculos tentando convencer o meu pai, séculos mesmo, tipo muito tempo, daí ele e minha mãe racharam o valor e me deram de Natal/aniversário/todos os presentes da minha vida, junto com a casa – rimos mais.

 - Entendi. Você deve ter dinheiro pra caralho – comentei.

 - Meus pais têm uma empresa de turismo, por isso eu viajo tanto – tá explicado – Alguém tem que fazer o controle de qualidade, né – ela riu e eu não contive a gargalhada – Mas era chato porque eles queriam que eu estudasse pra assumir a empresa, mas meu irmão mais novo disse que assume, então tá tudo bem.

 - Você tem um irmão? – perguntei sorrindo.

 - Não, idiota, meu irmão imaginário que vai assumir – dei um tapa forte mesmo, estalou – ai, trem forte – reclamou e rimos.

 - Quantos anos ele tem?

 - Ele é um neném, tem sua idade – falou parando no sinal.

 - Insuportável – revirei os olhos e ela riu.

 - Viro á esquerda aqui, né?

 - Isso mesmo – aff, já estamos quase chegando. Tenho que parar de falar “aff”, né? Verdade.

 - Direita e direita?

 - Isso. Aqui, o prédio cinza.

 - Sã e salva – falou enquanto parava o carro.

 - Pois é, até que você não é tão ruim de roda – não vou admitir que ela dirige bem.

 - Eu sou uma mestre da direção – piscou de um olho só, aí que coisa linda, comecei a ri de nervoso.

 - Aí você já exagerou – dei um beijo na bochecha dela por impulso, nem eu entendi porque fiz isso – brigada pela carona, Rebecca – um sorriso sincero nos meu rosto.

 - Sem problemas, Maju – recebi um sorriso sincero de volta.

 - Tchauzinho, Becca – saí do carro.

 - Becca?

 - Posso te chamar assim? – abaixei na janela e perguntei.

 - Á vontade – riu e ficou me olhando até eu entrar no prédio.

 Que dia maravilhoso.


Notas Finais


continuem comentando e me falando o que acharam, pq eu fico felizinha lendo
obrigada por ler <3


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