História Sweet Dreams - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Lesbicas, Romance
Exibições 326
Palavras 1.951
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


gente, mais de 60 favs em 3 caps é tipo surreal
MUITO obrigada, vcs são incríveis ♥
façam uma boa leitura!

Capítulo 4 - Pronto, minha obra de arte.


   POV REBECCA

 Acordei com o despertador irritante do meu celular. De verdade, eu acho que faz muito mal pra minha saúde mental acordar com despertador, eu fico estressada pra caralho. Mas é aquele ditado, né, vamo fazer o quê?

 Enrolei um pouquinho e levantei da cama. Tomei um banho que é a única coisa que eu tenho vontade de fazer, além de dormir, nesse momento. Vesti o uniforme e minha calça preta de sempre, um segundo banho de perfume e acabei comendo só uma banana de café da manhã. Pois é, os problemas de morar sozinha já começaram a aparecer. Nota mental de fazer compras.

 Escovei os dentes, chamei o elevador, entrei no carro e percebi que não estou atrasada, o que é uma surpresa, vindo de mim. Coloquei minha música e dirigi com calma até a escola, entrei pelo estacionamento, ah que sensação divina, era o meu sonho fazer isso.

 Saí do carro e dei de cara com minha ex-professora favorita, Claudinha, uma lenda. Claudinha, como o próprio nome já indica, é baixinha e além disso fofa. Fora que destrói na sala de aula, dá aulas de Física que até eu consigo entender.

 - Claudinha! – travei o carro e fui em sua direção.

 - Rebecca, você voltou mesmo, hein? – abriu os braços esperando um abraço.

 - Claro que eu voltei, vê se eu consigo ficar longe de BH – falei e ela riu.

 - E aí, como foi lá na gringa? – puxou assunto enquanto seguimos o caminho, para chegar no prédio das aulas.

 - Foi sensacional. Conheci muita gente nova, aprendi pra cara... Caramba – soltou uma gargalhada.

 - Que ótimo! Fico feliz de te ver de novo – sorrindo.

 - Pena que eu não tenho mais aula com você, né?

 - Pena mesmo – falou sarcástica, amo ela e ela me ama, mas eu converso a aula inteira.

 - Vou ali cumprimentar o pessoal, Claudinha, te vejo por aí – acenei pra ela e ela acenou de volta.

 Coloquei uma bala na boca e fui em direção á Sofia, que estava no meio de uma rodinha com a galera.

 - Fala time!

 - Rebecca – Sofia já veio pulando em mim, não aprende essa menina, segurei ela, não vou deixar a coitada cair – somos da mesma sala, amor!

 - Sério? Porra, finalmente! – fui carregando-a e procurando a lista das turmas.

 Finalmente, porque Sofia e eu nunca, repito, NUNCA, fomos da mesma sala. Olha que já faz 12 anos que estudamos juntas. E foi muita sorte, porque era pra Sofia ter formado, só que a inútil conseguiu tomar bomba no terceiro ano. Na verdade ela tem seus motivos, não sabia o que fazer na faculdade e seus pais queriam que ela fizesse vestibular mesmo assim. Como forma de protesto ela tomou bomba e não teve que fazer vestibular. Ok, foi inteligente, admitam. Só espero que ela decida o que quer esse ano.

 - Vamo botar fogo nessa escola – falou cruzando os braços pelos meus ombros e rindo. Ainda no meu colo, só pra constar.

 - Com certeza – concordei e ri também.

 - Você viu quem mais tá na nossa sala? – perguntou mais baixo.

 - Vi não, quem?

 - Carol – levantou as sobrancelhas.

 - Mentira – fiquei em choque.

 - Isso mesmo, é a sua chance, baby – passou o indicador no meu nariz.

 - Vamos pra sala, AGORA – coloquei Sofia no chão e ela soltou uma gargalhada.

 - Você não presta, amiga – se apoiou no meu ombro e entramos assim na sala.

 Procurei Carol com os olhos, e vi que ela estava na última mesa, na penúltima fileira do canto, vou assentar ali na frente dela mesmo. Carolina que me aguarde agora que ela está solteiríssima de novo.

 Carol é minha crush desde sempre. Pra você ter noção, eu descobri a minha sexualidade por causa dela. Loira dos olhos azuis, pernas e cintura maravilhosos. Bunda e seios são perfeitos. Ela não tem NENHUM defeito sequer. Eu já procurei, vai por mim. São 5 anos de procura.

 Nunca tive muito contato com ela, mesmo o ensino médio inteiro daqui da escola sendo bem unido, Carol nunca foi muito de ir pras festas com a gente, porque ela namorava e os dois ficavam mais juntos em casa. Na escola não tinha como a gente se ver, já que ela e eu nunca conversamos muito, então não tínhamos intimidade, mas agora eu quero ver. Na verdade, sempre que a gente conversava rolava alguma indireta, um olhar diferente e essas coisas, mas acho que só nós duas percebíamos. E Sofia, claro.

 - Bom dia! – disse sorrindo pra Carol e suas amigas que estavam lá perto.

 Escutei vários bom dia’s como resposta, mas Carol não disse nada, só sorriu e me encarou de cima a baixo. Você que me aguarde, Carolina.

 A aula começou, típico de primeiro dia. Apresentação e essas coisas completamente desnecessárias e entediantes. Sofia, eu, Carol e suas amigas conseguimos conversar bastante, então foi até bom esse tempo. Não joguei muita indireta porque eu ainda acho que tá cedo, mas me aguardem.

 E esse parágrafo foi o resumo do meu primeiro dia. Aproveitar enquanto ainda não começa as aulas á tarde que são um porre. Ninguém merece.

 Caminhei com toda a calma do mundo até o carro, observando as pessoas novas, dando sorrisos com segundas intenções, cultivando alguns contatinhos e cumprimentando quem eu ainda não tinha visto. Bom saber que eu ainda comando essa escola.

 Maju disse que falavam bastante de mim aqui, que bom que fizeram o favor de cuidar da minha reputação enquanto eu estava fora. Em falar em Maju, nem vi ela hoje, queria ter visto. É gente boa a menina, engraçada, linda e inteligente. Entende as coisas que eu falo e eu consigo me abrir pra ela, consigo contar a minha vida e o que eu sinto. Coisa rara, sabia? Geralmente eu sou fechada, não sou muito de sair falando de mim mesma por aí. Não é da conta de ninguém mesmo.

 - Já tá indo embora, morena? – escutei a voz de Carol, me virei e ela estava escorada numa pilastra.

 - Depende – fui em direção a ela, molhei os lábios e ela esboçou um sorriso – tem alguma proposta a me fazer?

 - Tá a fim de me deixar em casa? – cruzou os braços e deitou o rosto pro lado, fofíssima.

 - Onde você mora? – coloquei as mãos nos bolsos, considerando a proposta.

 - Aqui pertinho.

 - Demorô, te deixo lá – fiz sinal com a cabeça pra ela me seguir.

 - Sério? – começou a caminhar do meu lado.

 - É uai – ri e ela me acompanhou – só você me dar as coordenadas, você tem essa capacidade?

 - Lógico que eu tenho – cerrou os olhos.

 - É mais inteligente do que aparenta – passei a mão no cabelo e joguei pro lado.

 - Eu aparento ser burra? – me olhou meio incrédula.

 - Entenda como quiser – dei de ombros e desalarmei o carro, abri a porta pra ela, que sorriu e entrou. Dá licença, que a Rebecca aqui dá aula de cavalheirismo.

 Fomos o caminho inteiro assim, se irritando, trocando olhares e falando coisas com duplo sentido. Adoro esse jogo. Até que finalmente chegamos no prédio dela, que coincidia de ser o mesmo que o da Maju.

 - Obrigada pela carona, linda – me olhou sorrindo.

 - Sem problemas – sorri de volta, apoiada no encosto de braço que tem entre o banco do motorista e do passageiro.

 Uma leve tensão ficou visível no momento. Ela começou a olhar pra minha boca, acabei olhando pra sua também. Carol se aproximou de mim, será que eu beijo? Quer dizer, ela namorou 4 anos com um cara, mas meu gaydar sempre apitava quando eu analisava ela. Foda-se, se ela não quiser ela me xinga depois.

 Levei a mão até o seu rosto e selei os nossos lábios, o outro braço ainda estava apoiado no encosto. Aprofundei o beijo, ela começou tímida, mas depois foi se soltando. Me agradeci mentalmente por ter colocado uma bala na boca, pouco tempo antes disso.

 Separei o beijo pra empurrar o encosto pra cima, porque estava criando uma distância desnecessária entre os nossos corpos. Carol veio quente e me puxou pela nuca, iniciando outro beijo. Perdeu a timidez pelo visto, hein. Segurei sua cintura e fiz força pra que ela viesse pro meu colo, e foi o que ela fez. Empurrei o banco pra trás, pra ter espaço e continuei concentrada no beijo.

 Carol puxava o meu cabelo sem muita força, enquanto com a outra mão arranhava de leve a minha nuca, me deixando levemente arrepiada. Desci a mão pra sua bunda, e que bunda! Depois de cinco anos eu posso finalmente fazer isso, e apertei com força. Desci os beijos pro seu pescoço, tentando manter a calma enquanto ela começava a rebolar no meu colo.

 - Não deixa marca – pediu baixinho.

 - Tá bom – respondi no mesmo tom e continuei o que estava fazendo.

 - Eu queiro deixar uma marca em você.

 - Mas isso atrapalha na hora de chegar nas meninas – falei só pra irritar mesmo, mas tem um fundo de verdade.

 Carol me fuzilou com os olhos e eu comecei a rir, ela foi com força pro meu pescoço, mordeu e eu reclamei de dor, mas ela continuou, agora provavelmente deixando uma marca que só vai sair daqui a um mês.

 - Pronto, minha obra de arte – falou sorrindo e passando o dedo no estrago que ela fez.

 - Quero nem ver essa porra – murmurei e ela riu.

 - Agora deixa eu ir que minha mãe já deve tá preocupada, falei com ela que não precisava me buscar hoje e agora tô demorando.

 - Quer dizer que você tava contando com minha carona?

 - Todos os meus movimentos são calculados, Rebecca – mordeu minha boca e pulou pro banco de passageiro – obrigada pela carona, te vejo amanhã – mandou um beijo e saiu do carro.

 Que mulher. Única coisa que veio na minha cabeça. Fiquei meio sem reação enquanto dirigia de volta pra casa.

  POV MARIA JÚLIA

 Cheguei em casa agradecendo aos deuses por ter sobrevivido mais um dia de acordar cedo e me deparo com o carro da Rebecca estacionado na minha porta. Quer dizer, um carro igual ao dela, não sei se é o dela. Me aproximei e vi, é ela mesma. Quê isso, ela tá se aproximando da menina e, meu Deus isso é um beijo, socorro.

 Tentei ignorar o calor que subiu quando eu vi o jeito que ela segurou o rosto da menina e entrei no prédio. Eu hein, que sensação mais esquisita, vai entender. Dei boa tarde pro porteiro e fui pra minha casa, vou ver série que eu ganho mais.

 Almocei, tomei meu banho, deitei pra ver série. Fiquei um tempão curtindo a minha paz, até que uma notificação tirou minha atenção da série. Peguei o celular pra ver o que era, Insta, “Rebecca Barcellos @rebeccabarcellos pediu para seguir você”.

 Eu não devia, mas abri correndo. Nem sei pra quê, já que fiquei alguns minutos surtando e enrolando pra aceitar a solicitação, exatamente pra parecer que eu não surtei. Me chamem de doida, mas eu estou apenas cuidando da minha imagem.

 Ok, acho que deu tempo suficiente. Aceitei a solicitação e pedi pra seguir também, ela aceitou quase que na mesma hora. Abri o perfil, e apesar de eu já conhecer a maioria das fotos, porque meus amigos me mostraram, é legal finalmente seguir ela na minha própria conta.

 Ah não, mas é linda demais gente. Olha essas pernas, não é possível, ela deve malhar muito essas pernas. Que coisa mais maravilhosa. Olha a foto com a Halsey, melhor foto. E esse olhos? Não tem jeito, ela não tem defeito.

 Que pensamentos paranoicos. Acho que eu tô ficando é louca.


Notas Finais


o cap não tá graaande, mas o próximo já tá escrito e com 4000 palavras, então me amem
me digam o que acharamm, quem essa carol tá achando que é?
será que dá treta com ela?
me contem o que vcs achamm
obrigada por ler <3


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