História Sweet Dreams (Malec) - Capítulo 45


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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Simon Lewis
Tags Malec
Visualizações 210
Palavras 1.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 45 - Por favor, por mim.


Dia 27, no velório estavam pessoas da família, amigos de verdade e gente que se dizia ser amigo de Ragnor.

Caixão marrom claro em tom quase amarelo, flores roxas assim como ele gostava, um vel de renda fininho passava pelo corpo incluindo o rosto do mesmo no rosto não havia expressão de dor, parecia estar quase sorrindo, talvez pelo selinho que conseguiu dar em Magnus segundos antes, pela presença de seu fiel amigo naquele momento.

Agora, a mãe dele estava sentada ao lado direito do caixão e Magnus ao lado esquerdo, dali não saíram a noite inteira, ali permaneceram, pessoas vieram desejar seus pêsames e por mais que o indonésio não admitisse, ele odiava quando pessoas faziam isso.

Chegava um ex professor deles, um colega nem tão próximo, um vizinho fofoqueiro, o dono da mercearia da esquina, tanta gente que se aproximava fingindo importar de verdade, fingindo que sempre esteve ao lado de Ragnor quando na verdade nem ligavam para ele. Chegar no velório fazendo seu teatrinho de "estou sofrendo, coitado de mim" é fácil, dizer "meus pêsames, eu sinto muito'' é fácil, nessa hora todos eram amigos, não é mesmo? Mas e quando Ragnor precisou? Quantas dessas pessoas estavam lá? Quantas? É ridiculo ter de lhe dar com gente hipócrita.

Tudo que Magnus queria naquele momento era beber, beber e beber, mas não faria isso antes do enterro, não iria desgrudar de seu amigo irmão em momento algum, estaria ali com ele até o último momento como prometeu.

Izzy e Alec se aproximaram algumas horas tentando o fazer beber e comer algo, mas tudo Bane negava.

As 16:30 fecharam o caixão e talvez esse tenha sido um dos piores momentos, Alec se aproximou ajudando Magnus a se levantar da cadeira, estava fraco pela falta de comida e quantidade de forças gastadas com gritos e choros, era orgulhoso para admitir mas estava sim fraco, porém, isso não o impediria de segurar uma das alças ajudando a levar o caixão.

Em todos os momentos Alexander se manteve ao lado dele e quando chegaram no cemitério, quando rezaram a oração que a mãe de Ragnor muito religiosa pediu, quando abriram o vidro no rumo do rosto e Magnus beijou a testa de Ragnor com seus pequenos olhos cheios de lágrimas pingando em cima do querido Fell, quando desceram o caixão na cova, foi aos braços de Alec que Magnus recorreu, todos jogaram rosas brancas ou roxas, já a de Magnus foi a única rosa amarela e ninguém sabia o motivo, as únicas pessoas que entenderiam o significado da rosa amarela era Magnus e Ragnor, só eles saberiam explicar o que uma rosa amarela sempre simbolizou entre os dois naquela longa amizade, só eles conheciam o motivo e agora só Magnus poderia contar o por que, mas não iria fazer isso, não estava afim, com ele então aquele segredo de amizade se permaneceria trancado à sete chaves.

No fim do enterro, Jace e Izzy se despediram de Magnus, assim indo embora com Simon e Clary. Catarina que havia passado a noite inteira no velório, também se despediu, Raphael saiu logo em seguida com silêncio extremo em respeito ao grande amigo, Ana abraçou Magnus e secou as lágrimas derrubadas pelo acontecimento, não foi preciso usar palavras para se despedir de Magnus e dizer o que estava sentindo, apenas apertou o ombro dele que assentiu com a cabeça, logo ela saiu e Alec permanesceu em silêncio olhando para a sepultura.

-Magnus?- Uma voz doce veio se aproximando até que o próprio se virasse para a mulher que o chamou.

-Vovó?- Ambos se abraçaram fortemente, era uma mulher um pouco baixa, pele bronzeada, olhos pequenos, cabelos lisos nos ombros, as raízes brancas e o resto totalmente preto, provavelmente ela pintava os cabelos de vez em quando. Ela se esticou um pouco e deixou um beijo na testa de Magnus antes de voltar a o abraçar, era perceptível tamanho o carinho que ela tinha por seu neto, seu menino, e também era notável o quanto Mag se sentia confortável envolvido pelos braços dela e beijos recebidos por todo o rosto, o corpo dele que antes estava tão tenso, agora parecia relaxado após sentir a mão direita de sua avó acariciar suas costas, sim, ela tinha o poder de o relaxar completamente e isso era bom, de fato muito bom.

-Que saudades de ti vovó-

-Eu também estava morrendo de saudades de você meu pequeno-

-Não me chame de pequeno-

-Sempre birrento- Ela deu um leve sorriso, já Alec arqueou uma de suas sobrancelhas se perguntando mentalmente por que Magnus pediu para não o chamar desta forma.

-Por favor me diga que vai ficar mais do que uma semana dessa vez-

-Na verdade eu vou embora amanhã a tarde, mas essa noite ficarei em seu apartamento contigo para tudo que precisar-

Magnus apenas se manteve mais firme no abraço que tanto sentiu falta.

-Então aquele garotão ali é o Alexander?-

-Magnus, você... ela... ela sabe? Quer dizer...-

-Sim, meu neto me contou, na verdade desde a adolescência dele eu já sabia que ele te ama, confesso que também fui aquele tipo de avó protetora que perguntava das namoradinhas e sempre que tinha oportunidade lia cartinhas ou o diário escondida, eu me arrependo hoje mas já fiz isso, de qualquer forma, eu sempre torci por vocês dois e a alguns dias atrás ele me contou pelo celular sobre o namoro-

-Ele é mais lindo do que as fotos que Maia te mostrou pelo facebook, não é mesmo?-

-Sim Magnus, parece mesmo um modelo-

E aquilo fez com que as bochechas de Alec ficassem completamente vermelhas e um sorrisinho tímido se fizesse presente no momento.

Magnus deu uma última olhada para o túmulo e respirou fundo.

-Aquele garoto vai me fazer falta- Ela afirmou -Me lembro tanto de vocês dois correndo pela casa com uma bola velha de futebol quase quebrando as lâmpadas e os copos-

-Não me entregue uma bola quando estiver na sua casa novamente vovó, eu ainda posso quebrar coisas e agora meus chutes são mais fortes-

-Anotarei isso-

Os 3 saíram do cemitério e caminharam em silêncio, Alec tímido por estar ao lado da avó de seu namorado, Magnus tentando manter sua mente vaga e a avó dele disposta a doar todo seu carinho.

Já estava escurecendo, era por volta das 19:00 quando chegaram na porta do apartamento de Magnus e Alec decidiu que o deixaria passar essa noite sozinho com a avó matando saudade, revivendo os velhos tempos, mas a verdade é que os velhos tempos não voltariam e nem estavam dispostos a tentar os voltar.

Magnus abriu a porta e deixou que sua avó entrasse primeiro com uma pequena mala e fosse se instalar no quarto de hospedes, ela já conhecia aquele apartamento e no momento tudo que suas costas não jovens mais precisava era de alguns minutos de coxão.

-Nos vemos amanhã?- Alec acariciava a bochecha de Magnus com o polegar enquanto seus oceanos se aprofundavam nos brilhos pequenos e brilhantes que vinham dos olhos de Magnus.

-Por favor, dorme aqui hoje-

-Mas a sua avó...-

-Ela sabe que casais geralmente dormem juntos, fique, por favor, por mim-

E desse jeito era impossível negar o pedido, Alec se derreteu completamente e sempre se derreteria quando o assunto era seu amado.

-Tudo bem, eu fico. Posso te perguntar uma coisa?-

-Sim-

-Por que não me disse antes que odeia ser chamado de "pequeno"?-

-Eu não odeio quando se trata de você, talvez seja pela sua voz doce ou esse olhar hipnotizante, talvez seja por que te amo de forma inexplicável e me sinto amado quando você me chama dessa maneira-

E novamente Alec estava com as bochechas coradas.

-Eu amo te ver assim Alec, é tão fofo-

Alec se aproximou o imprensando contra a parede e olhando fixamente os pequenos e irresistíveis lábios de Magnus.

-E eu amo sentir sua respiração assim tão perto, as vezes fica possível até mesmo sentir seu coração e sei que preciso só disso pra já me sentir completo-

Ele ainda não havia contado sobre o empurrão para Magnus e sabia que seria difícil ver seu pequeno decepcionado com ele mas teria de contar, não naquela noite.

A dor havia os aproximado ainda mais e tudo que Bane precisava era se sentir amado por Alec assim como queria mostrar seu amor, não estava afim de sexo aquela noite, queria beijos e cafuné, queria se aconchegar nos braços fortes e quentinhos de Alec, o escultar dizer que tudo vai ficar bem e ali dormirem agarradinhos. Sim, ele teria isso.

Ambos olharam no fundo dos olhos um do outro e ali se beijaram com ternura, carinho, respirações quentes e lábios macios, beijos lentos e incríveis, nunca iriam querer parar aquilo e ali pela primeira vez no dia Magnus sentiu seu coração contente, mesmo que depois voltasse a doer, Alec estaria ali para o apoiar.

Ao fim dos beijos quando se abraçaram, Magnus afundou o rosto no pescoço de Alec sentindo o leve perfume.

-Alexander, você é o melhor namorado do mundo-

Alec deu um leve sorriso e chegou no ouvido de Magnus assim podendo cochichar -Eu te amo- sentiu Magnus fraquejar e quase cair devido a falta de alimento desde o dia anterior mas logo segurou o indonésio contra seu corpo impedindo que o mesmo caísse -você precisa comer algo-

-não precisa se preocupar-

-me deixe cuidar de você, por favor-

Magnus apenas concordou com a cabeça e entrou com a ajuda de Alec.


Notas Finais


Saiu pequeno o capítulo? Sim, saiu.
Vou tentar aparecer com maior frequência? Sim.
Estou feliz por continuarem me acompanhando? De mais.
Obg, só tenho isso a dizer!
Ps: amo vocês 💘


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