História Sweet Insanity - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~Akira_Gremory

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Dakota, Dimitry, Iris, Kentin, Lysandre, Personagens Originais, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Assassinato, Coelho, Espíritos, Fantasmas, Insanidade, Jake Rabbit Face, Lovely Spicy, Mediunidade, Morte, Psicopata, Sangue
Visualizações 33
Palavras 1.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


*Imagem de personagem: Erin Heathcote (criada por Virtue)

Capítulo 13 - Satisfaction Guaranteed


Fanfic / Fanfiction Sweet Insanity - Capítulo 13 - Satisfaction Guaranteed

Emma corria de um lado e outro procurando por suas coisas em meio a bagunça que estava seu quarto, ela ainda não tivera tempo de colocar tudo no lugar desde a mudança e agora, teria menos tempo ainda com o trabalho que conseguira graças a Violette.
— Quem viu minha sapatilha? — Perguntou procurando embaixo da cama e ouviu um riso infantil em resposta. — Dáhlia? Você por acaso não teria visto minha sapatilha, teria? — Emma ficou de pé, endireitando-se e se virou, se voltando a garota de treze anos, sua prima-irmã.

    Vinda de uma família grande do interior, Emma e seus pais se mudaram para a cidade grande para terem uma vida mais independente e sem estarem sufocados dentro de um casebre com os mais de 15 familiares. Seu pai começou a trabalhar como contador para sustentar a família de três, enquanto sua mãe, usava seus “dons” e habilidade em ler cartas para ter uma renda extra. Com um pouco mais de um ano eles se estabeleceram oficialmente, e a família que era apenas três aumentou para cinco quando seus dois primos foram morar com eles a pedido de seu tio antes de adoecer pois os dois se davam melhor com Jackson e Eloise do que com os outros tios.
    Como as coisas melhoram, eles se mudaram para uma casa maior onde cada um podia ter seu próprio quarto, e Emma deixou o antigo colégio por Sweet Amoris – que não era nem pior nem melhor -.

— Talvez sim… Talvez não… O que ganho com isso? — Disse Dáhlia sorrindo, travessa.
— O que você quer? — Perguntou Emma cruzando os braços. Séria.
— Ainda não sei, mas quando pensar em alguma coisa, eu te digo. Pode ser? — Falou Dáhlia.
— Quer que eu fique te devendo um favor? Nem pensar. Prefiro negociar com o Rumpelstiltskin! — Falou Emma balançando a cabeça e se dirigiu ao closet. Encontraria outra sapatilha ou usaria tênis mesmo.
— Tá, você quem sabe. Mas se mudar de ideia… Sabe onde me encontrar. — Falou Dáhlia sorrindo e deixou Emma sozinha.
Emma fechou a porta do closet, irritada. Dáhlia não tinha pegado só um par de sapatilhas, tinha pegado todos os seus sapatos.
— Eu mato essa garota!
Emma foi até o quarto de Dáhlia e a encontrou sentada na cama com ar imponente, balançando as pernas. Sorrindo daquele jeito, ela lembrava um pouco a Princesa de As Meninas Superpoderosas.
— Fala de uma vez o que quer e devolva meus sapatos! — Disse Emma sem paciência para barganhar.
— Sua coleção de CDs. — Falou Dáhlia.
— Nunca! Jamais! Never! Ni pensarlo! Nem a pau! — Falou Emma.
Dáhlia deu de ombros como se dissesse “Tá, você quem sabe”.
Emma pensou melhor. Revirou os olhos e disse:
— Tá bem, mas você tem de me dar os sapatos, primeiro. Pode ser?
— Acha que eu sou burra?
“Acho”, pensou Emma, mas disse:
— Não. Só não confio em você.
Dáhlia riu, levantou-se da cama num pulo. Agachou-se e puxou uma caixa debaixo da cama e a entregou a Emma. Emma abriu a caixa e uma vez que conferiu que todos os seus sapatos estavam ali, recuou devagar.
— Tudo bem. Vou buscar os CDs. — Disse Emma. — Espera sentada! Pirralha! — Emma riu e correu para seu quarto. Dáhlia foi atrás e Emma bateu a porta em sua cara.
— Sua trapaceira! Ninguém quebra acordos comigo! Vai me pagar! — Falou Dáhlia batendo na porta.
— Ui! Que medo! — Provocou Emma rindo enquanto calçava um par de sapatilhas pretas que combinaria bem com seu uniforme branco.


[…]


Adria despertou e quando percebeu onde estava, ficou muito nervosa, arrancou o soro de sua veia, chorando e gritando:
— Por que eu não estou morta? Eu queria morrer! Queria morrer!

Aquilo foi frustrante para Sally porque o que ela mais queria era que sua filha se recuperasse e agora ela lastimava por estar viva?
    Duas enfermeiras seguraram Adria enquanto uma terceira a sedou.

— Por que Adria? — Sally perguntou, chorando, sem entender.
Adria não suportou encarar sua mãe. Sentiu-se horrível por ter feito aquilo, mas, ainda assim, desejava morrer, e se tivesse chance, dessa vez, acertaria.
    O sedativo fez efeito quase que imediatamente e Adria adormeceu.
— Se acalme, senhora? O psicólogo falará com ela quando ela acordar. — Disse uma das enfermeiras.
— Psicólogo? — Repetiu Sally abaixando a cabeça. Não achava que sua filha era insana.
— Devo alertá-la, senhora… Dado o estado emocional dela, é possível que ela tente suicídio novamente. Por isso, é importante um acompanhamento psicológico. — Disse a enfermeira.
Sally assentiu com a cabeça e apertou a mão de Adria.


[…]


— Que tal? Como estou? — Perguntou Emma a sua mãe que estava na sala lendo tarot.
— As cartas dizem que você vai encontrar o amor de sua vida, hoje! — Disse Eloise sorrindo.
Emma riu e disse:
— Ah! Jura? Será um encontro clichê como nas comédias românticas ou talvez um pouco mais dramático… O herói salvando a mocinha? Fala sério. Não acredito em amor a primeira vista, mãe. Sinto muito.
— As cartas não mentem. — Falou Eloise.
— Hum rum. — Emma sorriu, fingindo que acreditava.
— É um jovem encantador, mas…
— Sempre tem um “mas”! Ele é feio? Velho? Gordo? Careca? Que sorte a minha! — Falou Emma fazendo graça.

Dennis Wilbor, o irmão gêmeo de Dáhlia, que estava sentado na poltrona, lendo As Crônicas De Gelo e Fogo, riu baixinho, divertindo-se com o jeito de sua prima. Emma percebeu e se sentiu feliz por tê-lo feito sorrir, ele era sempre tão quieto e solitário, só falava quando necessário. Ouvi-lo rindo também era raro.

— Eu não vou pagar por essa previsão ruim. Não mesmo. — Falou Emma balançando a cabeça.

Dennis riu novamente, com a cara escondida entre as páginas do livro. Emma sorriu, satisfeita.

— Minhas previsões não são ruins! Acho que nunca errei! Quer dizer… Oh! Uma vez, mas não conta! — Falou Eloise se confundindo.
— Sei… Vou indo, mãe. Se cuida! — Emma deu um beijo no rosto dela e recuou.
— Que você encontre o amor e depois me peça desculpa por ter duvidado de mim! — Falou Eloise.
— Tá legal. — Falou Emma e se voltou a Dennis. Sentiu-se fortemente tentada a se despedir dele com um beijo ou um abraço, mas se conteve temendo que ele não gostasse, então, se limitou a dizer — Até logo, Dennis.
— Até logo! — Dennis respondeu ainda sem mostrar o rosto.
Emma se virou e quando se aproximava da porta, ouviu Dennis a chamar:
— Emma?
Ela se virou e percebeu que Dennis não estava mais com o rosto escondido atrás do livro, mas a encarava. O garoto sorriu e disse:
— Boa sorte!
E aquele foi o momento mais fofo do dia dela.
— Obrigada. — Ela respondeu, sorrindo com vontade, antes de ir.

 

[…]


Erin Heathcote desceu do táxi e suspirou, cansada. Boca Raton era mais agitada do que parecia, com tantas luzes e mansões luxuosas, jovens mimados e cheios da grana que achavam que podiam tudo. Mas também tinha um lado da cidade que sempre despertara a curiosidade de Erin, as lendas urbanas envolvendo a antiga estação ferroviária – que era assombrada por uma noiva que tirara a própria vida ao se jogar de uma ponte e uma garotinha que morrera atropelada nos trilhos (tinham outros fantasmas, mas estes dois eram os mais famosos) –; agora, Erin  teria tempo de sobra para explorar a cidade, uma vez que viera morar com sua avó.
    Seu irmão, Frederick estava prestes a entrar para marinha quando, infelizmente, morreu em um acidente de moto. Seu pai ficou em sua antiga cidade para resolver alguns assuntos e conseguir vender sua antiga casa para então se juntar a Erin.

— Minha querida! — Disse Quinn recebendo Erin de braços abertos.
— Vovó! — Disse Erin, feliz em revê-la.
— Deixe que eu ajude com a mala? — Falou Quinn. — Ah, eu preparei um jantar delicioso e, também fiz aqueles bolinhos que você adora!
— Mal posso esperar pra provar. — Erin sorriu, embora seus olhos refletissem tristeza.


[…]


No caminho para o trabalho Emma passou em frente a uma livraria e viu na vitrine um livro de poesias que chamou sua atenção tanto por ser de uma de suas autoras favoritas como pelo preço bem em conta. Sem pensar duas vezes, Emma entrou na livraria, pegou o livro e se dirigiu ao balcão. Qual não foi sua surpresa em ver quem era o balconista?
— Edgar?
— E-Emma? — Edgar ajeitou seus óculos um tanto nervoso.
— Então você trabalha aqui? Que feliz coincidência. — Emma debruçou-se sobre o balcão, sorrindo.
Edgar a achou extremamente sexy.
— Pois é, né? — Edgar disfarçou rápido, meio sem jeito. Emma era muito bonita e parecia até um sonho que uma garota como ela falasse com ele. Não que ele fosse feio ou desengonçado, não, era gatinho até, mas garotas como Emma dificilmente reparavam em caras como ele.
— Há que horas você sai? — perguntou Emma pagando pelo livro.
— Fecho em vinte minutos. — Respondeu Edgar dando o troco a ela.
— Bem, caso esteja com fome, é meu primeiro dia na Taff. Seria um prazer servi-lo. Aliás, o lema da Taff é… Satisfação garantida. — Emma piscou pra ele.
Edgar quis dizer alguma coisa, qualquer coisa, mas a voz sumiu, foi embaraçoso para ele. Emma deu um risinho, adorando deixá-lo sem jeito antes de sair rebolando. Edgar se inclinou para o lado para ver a garota e quase derrubou o computador.
— Opa! — Ele disse endireitado o monitor rapidamente. Por sorte, Emma não percebera nada. Ele passou a mão na nuca e riu, todo animadinho. — Uau! Satisfação garantida, é? Vamos ver…

 


Notas Finais


*Música sugerida (não recomendo só pela letra, mas também pelo clipe divertido!):
Alyssa Reid - Satisfaction Garanteed:
https://www.youtube.com/watch?v=eiwp5rQ2c-c

*Imagem de personagem: Edgar:
https://vignette1.wikia.nocookie.net/lovely-spicy/images/8/8d/Edgar.png/revision/latest?cb=20150607222925

---->Sobre o próximo capítulo... Saberemos se o "encontro" de Emma e Edgar resultou ou não em Satisfação garantida (kkkk impossível não maliciar com essa frase), e... Veremos a encrenca em que Rose e seus amigos se meteram dessa vez (algo perigoso, viu?).


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