História Sweet Insanity - Capítulo 25


Escrita por: ~ e ~Akira_Gremory

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Dakota, Dimitry, Iris, Kentin, Lysandre, Personagens Originais, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Assassinato, Coelho, Espíritos, Fantasmas, Insanidade, Jake Rabbit Face, Lovely Spicy, Mediunidade, Morte, Psicopata, Sangue
Visualizações 14
Palavras 1.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - Retorno


Emma não estava nenhum pouquinho calma quando tocou a campainha da casa de Edgar. Enquanto esperava que a recebessem, tentou se convencer que estava sendo precipitada, que os pais de seu namorado gostariam dela assim que percebessem que ela amava o filho deles.
A porta se abriu e uma mulher que aparentava ter quarenta e um anos no máximo, vestida mais ou menos elegantemente, olhou para Emma de cima a baixo, antes de sorrir e dizer-lhe:

— Deve ser a Emma. Sou Rosalinda Watterson, a mãe de Ed.
— Oh, é um prazer conhecê-la, senhora Watterson. — Falou Emma sorrindo amável e apertou a mão de Rosalinda. — Olhe só o que trouxe? Torta de amora. Eu mesma preparei.
— Oh… Que… Adorável! Mas, entre? Querida. — Falou Rosalinda pegando a travesa de vidro da mão da garota.

Emma entrou e quando a senhora Watterson estava de costas pra ela, Emma olhou tudo ao seu redor e fez uma careta como se dissesse “uau, esse povo é montado na grana”. Rosalinda a levou até a sala onde pai e filho conversavam baixo e pareciam tensos. Emma não conseguiu ouvir o que eles diziam e assim que a viu, Edgar Junior, disfarçou rápido, sorrindo e foi ao seu encontro.

— Tudo bem? — Emma perguntou a seu namorado em um sussurro.
— Sim. — Edgar disse e se voltou a seu pai. — Essa é a Emma, pai.

O senhor Watterson se aproximou sério de Emma e estendeu a mão a cumprimentando.

— É um prazer. — Ele não disse que seu nome era Edgar como o do filho nem disse a moça que se quisesse poderia tratá-lo de “você”.
— O prazer é meu, senhor Watterson. — Emma sorriu, nervosa e apertou a mão de seu namorado com força.

Eles se sentaram na sala e um silêncio constrangedor tomou o ambiente. Ninguém disse nada e Emma, tadinha, ficou sorrindo como se fosse assistente de palco.

— Bem, eu vou ver se o jantar já foi servido. — Falou a senhora Watterson e se voltou a seu marido. — Me acompanhe, querido?

Os dois saíram.

— Ah, meu deus! Eles me odiaram! — Falou Emma frustrada.
— Não, amor, não. — Disse Edgar, mas sabia que era verdade. Seus pais não queriam aquele jantar, o pai de Edgar, especialmente, mas o rapaz insistira.
— Até fiz uma torta para ela. — Falou Emma e suspirou.
— Torta? Eba! — Edgar sorriu e beijou Emma tentando animá-la.
— Sua mãe gosta de torta? — Perguntou Emma.
— Adora! — Edgar sorriu amarelo. Ah, como ele estava chateado por seus pais serem tão frios com Emma.

Rosalinda veio alguns minutos depois e avisou que o jantar seria servido. Eles seguiram para a sala de jantar. Nos primeiros cinco minutos, todos permaneceram de cabeça baixa, comendo em silêncio, até que Rosalinda percebeu que o filho estava mesmo chateado e decidiu puxar assunto com Emma.

— Foi você mesma quem preparou a torta, Emma?

Emma ergueu a cabeça e examinou o rosto de Rosalinda antes de responder:
— Sim, senhora Watterson. É uma receita que está na minha família há anos.
— Adoro tortas e essa parece deliciosa. — Rosalinda sorriu.

Emma sorriu de volta, feliz.

Rosalinda fez algumas perguntas a Emma e Edgar acabou entrando no assunto. O senhor Watterson, de vez em quando acrescentava algum comentário a conversa, mas ainda se mantinha sério.
Quando serviram a sobremesa, Emma desejou com todas as suas forças que todos gostassem de sua humilde torta. Edgar adorou, claro, como adorava tudo o que Emma fazia. Rosalinda também pareceu gostar, mas o Edgar “pai”… Bem, nem teve tempo de dizer nada porque teve de deixar a sala ao receber uma ligação importante referente a uma entrega que estava aguardando.
    Emma quase se sentiu querida por Ed e sua mãe, quase… Mas sabia que Rosalinda só estava sendo educada. Edgar percebeu e disse:
— Bem, mãe, o jantar estava maravilhoso, mas agora Emma e eu temos um compromisso importante.
— Que compromisso? — Rosalinda arqueou uma sobrancelha.
— O lançamento do livro de uma amiga da Emma. — Falou Edgar.
— Ah! Da Franca Morales, você quis dizer… — Rosalinda se voltou a Emma. — É amiga da… Franca… Morales?

Emma não gostou da forma como Rosalinda colocou aquilo, como se ela fosse tão insignificante que não pudesse ser amiga de uma garota como Franca.

— Sim, é de Ambre Hanson e Dafne Sayers. — Falou Edgar antes de Emma.
— Oh! — Rosalinda pareceu impressionada.

“Que cretina”, pensou Emma.

— Como vê, Emma é muito relacionada, mãe. Agora, se nos permite… Temos de ir. — Edgar disse nervoso e se levantou.

Emma se despediu de Rosalinda antes de ir com Edgar.

“Uma alpinista social, isso sim”, pensou Rosalinda sorrindo enquanto acenava para os dois da porta.


Edgar não levou Emma até o Centro Cultural, mas sim em um pub. Ele estava decidido a compensá-la por aquele jantar constrangedor e só se se daria por satisfeito quando a ouvisse rindo com vontade.

— Você é a melhor namorada do mundo e sua torta é a minha preferida. — Edgar disse segurando as mãos dela.
— Oh, Ed! — Emma sorriu e o beijou. — Pena que seus pais não pensam o mesmo.
— Eles são assim mesmo. Não é nada pessoal, juro. — Disse Edgar acariciando o rosto dela.

 

✠✠✠


A festa de lançamento do livro de Franca Morales aconteceu no Centro Cultural de Boca Raton. Quase todos os alunos de Sweet Amoris compareceram ao evento. Franca estava feliz, mas muito nervosa, ainda que não demonstrasse isso. Após falar sobre seu livro e ler parte do primeiro capítulo, foi a vez de autografar os exemplares de Obsessiva. Dafne Sayers ficou ao lado de Franca para lhe dar apoio, ela não poderia estar mais orgulhosa de Franca, vendo-a realizar o seu sonho.

— Meus parabéns pelo livro, Fran. — Falou Lysandre sorrindo.— Poderia dedicar a minha namorada, Arianny Jackson? Infelizmente, ela não pode vir.
— Obrigada, Lysandre. Sim, é claro. — Falou Franca sorrindo e autografou o livro para ele.
— Boa-noite Dafne? — Disse Lysandre a cumprimentando.
— Boa-noite, Lysandre. — Disse Dafne sorrindo.

Franca encarou outros rostos conhecidos como Dimitry Felder – se sentiu importante quando o professor a elogiou e também a seu livro, mas não pode evitar ficar nervosa, ser julgada por estranhos era fácil, mas ser julgada por pessoas que ela conhecia não, porque se importava com a aprovação delas – e também novos rostos. Todos foram muito amáveis com ela e a cobriram de elogios.

— Muito obrigado, Fran, estou ansioso para ler o livro. — Falou Nathaniel Hanson sorrindo antes de se afastar.

Franca sorriu e abaixou a cabeça, esperando pela próxima pessoa na fila, uma garota, que lhe entregou o livro. Franca não fez muita questão de encará-la – ela se limitava a dar mais atenção a quem conhecia, não que maltratasse os outros, só tentava manter a pose de uma profissional –, pegando o livro e indo direto ao ponto.

— A quem devo dedicar? — Franca perguntou.
— A sua fã número um, Fran. — Disse a garota sorrindo.

Aquela voz…
Franca sentiu um nó no estômago e, tremendo, se forçou a erguer a cabeça, encarando a garota parada a sua frente que sorria.

— Oh, droga. — Dafne disse baixinho como se estivesse diante de um fantasma.
— Adria? — Falou Franca.
— Eu não perderia isso por nada. — Falou Adria sorrindo.

Adria estava diferente. Vestida elegantemente e não com as roupas estilo garotinha de antes. Usava uma maquiagem um pouco mais escura que o comum, o que lhe conferia um ar mais sexy e maduro. Por pouco, Franca não a reconhecera.

— Quer que eu chame os seguranças? — Dafne perguntou num sussurro a Franca.
— Não. Nem pensar em armar um escândalo no lançamento do meu livro! — Falou Franca noutro sussurro nervosa sem tirar os olhos de Adria.
— Dafne? É você, querida? — Disse Adria fingindo que só agora reparara nela. — Mas nem parece… Acho que o tempo não lhe fez muito bem, mas… Oh! Adorei o penteado.

Dafne a fuzilou com os olhos. Se aquele não fosse um evento tão importante para Franca, certamente Dafne já teria agredido Adria com palavras grosseiras, mas, como não podia se dar a esse luxo, exibiu um sorriso e respondeu:

— Já voltou das suas férias, fofinha? Aposto que foi MUITO relaxante. Não?

Adria deu um risinho como se não tivesse se abalado com o que Dafne dissera.

— Não imagina o quanto, e isso, eu devo a você… Obrigada. — Adria disse.

Dafne não respondeu, mas manteve o sorriso no rosto.
Franca apressou-se em autografar o livro de Adria ainda que sua mão tremesse mais que tudo.

— Pronto. Aqui está. — Franca fechou o livro e o devolveu a Adria.

Adria apoiou as mãos na mesa e ousou aproximar seu rosto do de Franca que prendeu a respiração com a proximidade. Adria sorriu e antes de recuar, disse:

— Obrigada… Fran.

Franca tirou as mãos de cima da mesa temendo que Adria ou Dafne percebessem que elas tremiam.
    Um rapaz alto, de olhos verdes, e cabelos castanhos veio ao encontro de Adria e a abraçou por trás, beijando seu pescoço. Ele era muito bonito e Dafne achou que fosse um modelo.

    Mas o que uma coitada como Adria fazia com um gato daqueles? Com certeza fora ele quem a levara a um salão de beleza e depois a uma loja… Então era isso? Dafne deu um risinho com ar esnobe. Para ela, Adria se tornara uma vadiazinha qualquer, só isso explicava o salto que ela dera.
    
    Franca se chateou muito porque também pensou o mesmo que Dafne, que Adria se vendera para aquele cara… Fosse quem fosse.

— Podemos ir agora, amor? Isso aqui tá me entediando. — Falou o rapaz ainda abraçado a Adria.
— Oh, sim, bebê, mas não vai cumprimentar nossas antigas colegas? — Adria disse sorrindo.

O rapaz se voltou a Dafne e a encarou com ódio antes de se voltar a Franca e encará-la, inexpressivo.

— Como vai, Franca?

Franca não conseguiu responder e teria saído dali correndo, mas Dafne, como sempre, pareceu adivinhar seus pensamentos e, antes mesmo que ela se movesse, sentiu Dafne agarrar sua mão. Franca respirou fundo e sorriu amarelo para o “namorado” de Adria mesmo sem reconhecê-lo.

— Boa sorte com o livro. Nos vemos. — Ele disse, seco, antes de ir embora com Adria.


Franca encarou Dafne como se suplicasse a ela com um único olhar que as duas fossem embora.

— Essa é a SUA noite! Não pode deixar que nada nem ninguém estrague isso. Seja forte. Não dê esse gostinho a ela. Mostre a todos que isso não te abalou. — Falou Dafne.

Franca assentiu, mas não foi fácil continuar sorrindo até o fim da festa, não quando ela tinha certeza que seus amigos e colegas comentavam sobre a volta repentina de Adria. O que lhe deu forças foi a presença de Dafne que o tempo todo ficou ao seu lado como sua melhor amiga.



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