História Sweet Memory - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cara Delevingne, Justin Bieber
Personagens Jeremy Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais
Tags Ballet, Drama, Gastronomia, Paris, Revelaçoes, Romance
Exibições 50
Palavras 3.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOOLHAAA EUUU AQUI!!!

Primeiramente, fora Temer.
Segundamente, AMO VOCÊS VEY, >OBRIGADA< POR TUDO, COMENTÁRIOS E FAVS! <3 <3 <3
Terceiramente, vão ler logo porque eu já tô atrasando demais... Desde alguns... meses... :)
Vejo-os lá em baixo...

Boa leitura :)

Capítulo 12 - Aprés le dessert


Fanfic / Fanfiction Sweet Memory - Capítulo 12 - Aprés le dessert

Tradução: Depois da sobremesa

Paris, France

Mars

 

Charlotte

 

Dúvida.

Eu odiava a minha maldita indecisão.

— O verde ou o preto? — Perguntei a Gale novamente.

— Já falei que você fica gostosa nos dois, tanto faz Charlotte! — Bebericou o vinho me avaliando novamente.

Nós estávamos nos arrumando na minha sala de estar ao som de “padam padam” de Édith Piaf. Eu dava giros e giros só de calcinha e sutiã quase derrubando o vinho da taça na minha mão. Rindo o respondi:

— Eu tenho consciência da minha gostosura Gale, mas quero saber em qual dos dois fico mais, entende?

Rolou os olhos — Eu vou pegar o meu perfume. Se vista logo, por favor, precisamos estar no 10° arrondissement em menos de meia hora — E se foi pelo corredor.

— Droga! — Suspirei.

Minha dúvida era entre um macacão tomara que caia verde ou um vestido preto básico.

Fiz algumas estatísticas mentais...

Meu cabelo estava em um rabo de cavalo... O verde se encaixaria melhor.

Um colar simples e algumas pulseiras douradas... Hm, o preto.

Não usaria salto, e sim um allstar... O preto.

Como diria Gabrielle Chanel, “Uma mulher precisa somente de duas coisas na vida, um vestido preto e um homem que a ame”.

Decidi pelo preto, e então só me faltava o homem.

Ri com esse pensamento.

Depois de me vestir* e terminar minha taça em um gole, não passei nada a mais do que um rímel e gloss para destacar os lábios avermelhados por conta do vinho.

Estava pronta.

Gale apareceu um minuto depois trazendo meu perfume — Obrigada! O que acha? — Mostrei o resultado final dando-lhe um giro.

— Maravilhosa, como sempre — O telefone tocou enquanto eu desligava o som e apagava as luzes para sairmos, Gale foi atender — O taxi chegou, está tudo pronto?

Assenti apagando a luz da sala.

Quando estava trancando a porta percebi que o apartamento da frente estava cheio de caixas e sacolas. Lembrei-me que o morador antigo havia se mudado por causa de um senhor idoso do apartamento de cima que sempre esquecia a água da banheira aberta, o que resultava em goteiras no teto dele. Entristeci-me um pouco, pois não teria mais a quem pedir açúcar emprestado...

Pelo visto teria um novo vizinho.

Gale me tirou do devaneio quando me chamou apressado para que entrasse logo no elevador.

Em menos de vinte minutos depois estávamos na frente do Le Gusteau’s.

Esse restaurante ficava quase do outro lado da cidade, era um lugar lindo, iluminado, com grandes portas e janelas de vidro e um tapete vermelho que levava até a entrada do local, e além disso tudo ainda cheirava a comida boa.

— Uau! — Disse quando o taxi parou e sai me enganchando nos braços de Gale — Me sinto deslocada em lugares como esses — Sussurrei.

— Lugares muito chiques não me atraem muito admito, mas eu havia prometido que te levaria para jantar, além de que Loïc disse que a comida é maravilhosa.

— Monseigneur Gale! Suivez-moi s’il vous plaît (Senhor Gale! Siga-me, por favor) — Uma ruiva simpática sorriu.

— Como eles sabem quem é você? — Sussurrei para Gale.

— É que... Eu e Jennifer já tivemos um caso quando eu...

Oh...

— Não, não Cher — Riu e vi a ruiva o acompanhou — Jenny é uma amiga de Loïc, e eu fiz reservas...

— Ah! Pardon Jennifer...

— Pas de problème! — Foi simpática novamente nos guiando restaurante adentro.

Passamos por algumas mesas redondas e subimos para o segundo andar por uma escada de mármore com detalhes “art noveaux” nos corrimões. Ela nos direcionou até a mesa que ficava mais ao fundo na parte de cima do restaurante, perto do bar e do palco onde quatro músicos tocavam uma música simpática, era algum Jazz de Louis Armstrong penso eu. A vista da noite pela janela, era maravilhosa.

— Je vais mattre la liste des vin. (Vou trazer a carta de vinhos) — E se retirou.

— Céus Gale! Você deve ter vendido a alma e mais um pouco para conseguir um lugar desses. Olha essa vista! Consigo ver o moulin rouge** daqui! — Sorri animada.

— Eu venho juntando algum dinheiro há um tempo e... Eu te devia por aquela vez que te deixei na mão. Não irei cometer o mesmo erro, eu juro! — Segurou minha mão por cima da mesa — Se bem que você acabou se dando tão bem quanto eu no dia daquele acidente...

— É... Nem tanto. Se eu te dissesse que... senti uma falta imensa dele quando foi embora você iria me julgar? — Apertei sua mão fazendo careta.

— Eu nunca te julgaria Cher. Oh... — Jeniffer nos interrompeu com a carta de vinhos. Acenamos e ela logo se retirou — Mas não acha que é cedo demais? Quero dizer, vi como ficou entusiasmada enquanto falava dele essa tarde mas, vocês mal se conhecem para que sinta falta dele de tal modo...

— Eu sei, eu sei! Mas sinto que o conheço há anos Gale! Estou enlouquecendo... — Bufei irritada comigo mesma — Pouilly Fumé está bom pra você?

— A entendedora de vinhos é você... Você sabe que eu não sei nadinha disso — Bebericou a água, risonho — Vá em frente!

Estendi o braço e outro garçom veio até nós.

Durante a entrada, conversamos sobre papos bobos do cotidiano, coisas sobre o ballet, companhias, professores lindos e sapatilhas novas...

No prato principal a nossa linha de conversa foi ampliada para assuntos que variavam de “como deve ser morar na Tunísia?” até “Como a vida de um taxista deve ser interessante...”.

Comentávamos sobre quanto o barman era gato quando Gale desviou o olhar para alguma mesa atrás de mim e cochichou:

— Estava olhando para aquele casal maravilhoso ali atrás, nada suspeito, pareciam Branjelina (N/a: R.I.P.) juntos — Tentei virar a cabeça para ter noção de quem ele falava — Psiu, não vire! Seja discreta como quem não quer esconder o último salto da liquidação para que ninguém o compre — Ri e olhei sorrateiramente por cima dos ombros.

— Eles parecem normais... — Confirmei voltando o rosto para Gale.

— E seriam, se ela não estivesse prestes a borrar toda a maquiagem caríssima em lágrimas. Briga de casal, como as amo! — Espremeu os olhos como uma águia vigiando os dois.

— Gale, isso é feio! — O olhei carrancuda — O que acha que é o motivo da briga?

— Hm... Eu acho que ela está contando a ele sobre o amante gostoso e mais novo pelo qual ele está prestes a ser trocado — Bebeu o vinho maldoso.

— Sua imaginação é muito fértil Gale, ela provavelmente está contando que está grávida de um bebê não planejado pelos dois... — Revirei os olhos terminando meu prato, que depois de uma discussão mental muito longa, tive que admitir que era melhor que o do florista gago, digo... Justin.

— Se esse fosse o caso, ele não estaria tão irritado. Ele está vermelho Char! — Insistiu.

— Pode ser pelo bebê — Cantarolei — Imagine a vida de quem terá que acordar às quatro da manhã para limpar merda Gale. Eu ficaria bem irritada...

— Amante.

— Bebê.

— Amante.

Bebê — Arqueei uma sobrancelha. Não iria perder essa discussão.

Amante!

— Claro, só se for uma amante que acorda de madrugada chorando por leite!  — Berrei irritada.

Ops...

A música parou no mesmo instante e todos os rostos do andar de cima — E até algumas pessoas lá de baixo — viraram-se para nossa mesa, inclusive os músicos e o barman gato.

Mas meu tempo pra vergonha foi extremamente curto, já que no nano segundo seguinte Gale havia cuspido seu vinho em mim e explodido em um riso estridente. Eu também caí na gargalhada, é claro, e ficamos como dois bobos da corte soltando gargalhadas altas e chamando a atenção de todos.

— Gale, por Deus. Olhe só isso! — Falei enquanto cessávamos as risadas e eu tentava dar jeito no meu vestido.

— Me desculpe Char! — Ele limpava uma lágrima. — E eu não sei o que é mais engraçado, o fato de eu ter cuspido em você ou o fato de que o cara de quem estávamos falando ter cara de alguém da máfia italiana e estar nos encarando feio agora.

— Se amanhecermos vivos amanhã, eu te mato Gale!

Rindo, constatei que meu rosto cheirava a uvas e álcool.

Hum!

Arrastei a cadeira e fui o mais discretamente que pude até os banheiros no andar de baixo. As pessoas me encaravam estranho... Deveriam estar pensando que eu era uma hippie da alta sociedade que vinha de allstar para um restaurante chique e usava perfumes naturais de uva...

Eu era patética, mas esses pensamentos encobriram a minha vergonha até eu chegar ao lobby dourado com lustres maravilhosos de cristal, chutei que o banheiro fosse nesse caminho.

Segui mais pouco pelo corredor luminoso, cautelosa por conta do luxo do lugar. Garrafas de vinho formavam as paredes dali, como uma adega enorme em formato de colmeia. Era tudo tão incrível e iluminado que por alguns segundos questionei se o céu se parecia com isso.

Virei à esquerda e ao fim de outro corredor, havia três portas de madeira escura, cada uma em uma parede diferente.

Okay...

Abri a da direita. Ufa! Banheiro...

Não era muito como eu esperava, era relativamente simples demais para um lugar luxuoso como esse, eu esperava por lustres e espelhos... Dei de ombros e entrei completamente buscando por algo com que pudesse me secar. Eu tinha como opção alguns papeis toalhas e... Oh! Um secador de mãos!

Fiz algumas manobras para retirar o cheiro de mim, e tomei um quase banho com o sabonete de mãos na pia. Como não iria passar aquele sabão no meu rosto, apenas molhei alguns papeis toalha para amenizar minha situação.

Certo, agora eu cheirava as incríveis frutas vermelhas — Ou seria limão? — do sabonete do Le Gusteau’s.

Não contente com meu cheiro exótico, dirigi-me até o secador de mãos para tentar secar o meu vestido molhado. Testei minha mão embaixo dele para ver se funcionava. Hum... Bem quente.

Encaixei-me artisticamente debaixo dele e levantei minha barriga de modo que o vestido quase se encostou à saída de ar do negócio grande e barulhento, e pela primeira vez na vida acreditei que alguma ideia maluca minha daria certo.

Cheguei até a sorrir e me virei de lado para secar a outra parte.

Só cheguei perto... demais.

O secador havia me sugado para ele, com vestido e tudo, e eu estava simplesmente pendurada com somente uma perna no chão.

Ótimo!

Eu já nem me surpreendia muito, já que depois de anos me metendo em situações igualmente constrangedoras como essa, sempre aparecia alguém para me resgatar. Era só esperar... e apareceria alguém.

Okay... O pânico me revestiu quando minhas costelas começaram a reclamar e eu não ouvia sequer um pio de lado algum.

Céus...

Decidi ligar para Gale.

Mas quando enfiei a mão em meus peitos - lugar super estratégico já que eu tinha uma bolsa comigo - procurando pelo meu celular, me deparei com somente 3% e isso não era bom...

Fui rápida — Répond! Répond! Répond! (Atende! Atende! Atende!) — Mordi a bochecha nervosa.

— Voici Gale! Je suis désolé pour perdre vos crédits, mais je ne peux pas répondre maintenant... Baisers! (Aqui é o Gale! Desculpe-me por gastar seus créditos, mas eu não posso atender agora... Beijinhos!).

— Porra! Porquê não atende Gale? — Xinguei alto.

Eu tinha manter a calma, desespero nunca era a saída, e eu tinha que fazer algo e tinha cinco opções:

1°: Esperar (mais ainda) por uma alma que venha me resgatar;

2°: Tentar ligar (de novo) para alguém, com os prováveis 2% de bateria;

3°: Arrancar o vestido daqui a força, e sair pelada do banheiro;

4°: Gritar por ajuda;

5°: Implorar por ajuda divina.

O número dois deixou de ser opção quando vi que minha bateria tinha morrido, e o quarto também quando me lembrei de que não havia ninguém nesse maldito lobby que pudesse me ouvir.

Mas eu tinha que tentar, ou ficaria aqui para sempre e só encontrariam meus fósseis.

Céus, não bastava o vinho?

— Aide! Quelqu'un aidez-moi, s'il vous plaît! (Socorro! Alguém me ajuda, por favor!) — Gritei o mais alto que consegui estando presa em um secador de mãos.

— Mademoiselle? — Escutei alguém falar abafado pela porta — Il est d’accord? (Senhorita, está tudo bem?).

— Non! Il n’est pas bien, aidez-moi! (Não! Não está nada bem, me ajude!).

— Mademoiselle, je suis désolé mais je ne peux pas vous aider (Senhorita, me desculpa mas eu não posso te ajudar) — O quê? — Je suis le barman, je... je vais appeler quelqu'un pour vous aider (Eu sou o barman, eu... eu vou chamar alguém que possa te ajudar).

— O quê? Não! Não me deixe aqui! — Eu gritei, mas ele já não estava mais ali.

Algum tempo se passou e nada. Estava cogitando arrancar o vestido e sair daqui pelada mesmo, mas me lembrei de que ainda tinha ajuda divina...

Deus? Hm... Eu não sei em qual língua posso falar com você, mas... Eu realmente espero que você seja poliglota. Então, eu... eu sei que não sou o melhor ser humano do mundo, eu não deveria ter mostrado o dedo pro cara que buzinou pra mim semana passada, mas... — Respirei fundo — Você não acha que ficar presa em um secador de mãos é um castigo muito... Criativo? Você não poderia falar umas palavras e BUM! Alguém apareceria aqui para me salvar? Eu juro que nunca mais xingarei ninguém. Além de que minhas costas estão doendo, e aquele barman dos infernos...  Qual o problema dele?

Ouvi a porta sendo aberta.

Eles só ligam para as gorjetas do fim da noite, esse é o problema deles...

Eu conhecia essa voz...

Suspirei, por que logo ele Deus?

— Justin! — O cumprimentei da melhor maneira que pude.

— Char... lotte? Eu adoro o fato de que só nos encontramos nas mais inusitadas situações... — Ele segurava o riso com a testa franzida.

Sim, eu também não fazia ideia que uma pessoa era capaz de ficar presa em um secador de mãos...

— E então...? — Não queria que fosse ele quem me tiraria dali, mas como não havia outra opção.

— Tirando a parte engraçada de ver você presa em um secador de mãos, posso saber como parou ai? E o porque de estar no banheiro dos funcionários?

Banheiro dos funcionários? 

Ele se apoiou na pia, SE APOIOU NA PIA! E ficou segurando o riso esperando pela minha resposta.

— Eu prometi a DEUS que não xingaria mais ninguém se alguma alma aparecesse para me salvar. Não me faça quebrar essa promessa. Você pode, por favor, me tirar daqui? Antes que eu tenha um grande ataque por estar presa no grande secador de mãos? — Dei lhe meu melhor olhar a ele.

Ele levantou os braços em rendição, e saiu em disparada em direção da porta.

Arfei enquanto eu esperava, ele iria voltar, não iria? Um cara de bigode engraçado entrou no banheiro.

— Bonsoir! (Boa noite!) — O cumprimentei através do espelho.

Ele me olhou assustado e saiu correndo. Legal, agora eu espantava homens bigodudos e barmans.

Alguns minutos depois Justin chegou com uma bolsa de pano que constatei imediatamente que tinha várias ferramentas dentro. A primeira sugestão dele foi tentar abrir o secador, mas não deu muito certo já que na bolsa não havia as chaves necessárias para mexer naquilo. Ele tentou também enfiar alguma chave de fenda lá dentro para desenroscar o vestido... O que não deu certo, de novo.

Hm... Parece que a sua situação está bem complicada aqui... — Coçou a cabeça e olhou pra o relógio em seu pulso — E já são 22h25min... Eu só tenho mais cinco minutos de pausa...

— O que? São quase dez e meia, eu passei meia hora aqui e nada do Gale me procurar? — Pensei em voz alta.

— Gale? É aquele seu amigo? Jennifer me contou que... — Ele desviou o olhar se calando imediatamente.

— Jennifer o que Justin? — Eu já choramingava a esse ponto.

Hm... Ela me avisou que vocês estavam aqui, e... Quando eu vinha para cá ela falou que o seu amigo tinha ido embora.

— O quê? Eu não acredito! E porque você...? Ah!

Estava com tanta raiva, cansada e dolorida por estar ali durante a noite toda, que em um puxão forte que dei por conta da raiva o vestido descosturou-se e eu caí de lado no chão frio daquele banheiro.

— Caramba, você está bem? — Ele correu até mim e se agachou ao meu lado, seus dedos tocaram meu braço de leve e me arrepiei. Ignorei isso e dispensei sua ajuda.

— Não, eu não estou bem! A minha noite tem sido um desastre, meu amigo me deixou aqui, você é um maníaco que fica me observando, eu passei a noite toda em um secador de mãos e estou cheirando a sabonete de uma fruta não identificada! Eu definitivamente, não estou bem! — Aumentei minha voz, me apoiando para levantar-me.

— Mas Charlotte, eu não... — Ele tentou dizer.

— Não! Eu não quero ouvir, eu não preciso ouvir suas lamentações quando eu já estou cheia delas. Só... Me arranje algo pra vestir, eu preciso ir para casa. Por favor.

Eu segurava os trapos do meu vestido na frente do meu corpo numa tentativa falha de não ficar seminua na frente dele e lhe implorava com os olhos — Tudo bem — Disse baixo.

Em poucos minutos ele foi e voltou carregando algumas peças, e se desculpou pela blusa ser grande demais e pelas calças que eram da amiga dele. Eu só queria dar o fora dali. Vesti tudo o mais rápido que pude e quando respirei fundo para ir embora, ele segurou meu braço e me virou oferecendo-me um pote preto com a logo do restaurante.

— O que é isso? — Perguntei exausta.

Odeio que fiquem com raiva de mim. Só aceito algum tipo de raiva depois do último prato, e como você já provou tudo o que fiz essa noite — Era ele que estava cozinhando então? — só tem o direito de ficar com raiva de mim depois da sobremesa — Sorriu daquela maneira sapeca que... Ah! Me dava nos nervos — Eu posso te levar para casa, só espere eu terminar por aqui e...

Naufraguei no instante em que encarei seus olhos, oh! Outra coisa nele que me dava nos nervos. Tratei de desviar antes que me afogasse ali.

Tomei o pote de sua mão e tentei ser áspera — Obrigada Justin, mas não e... adeus.

Meu corpo não queria, mas forcei-me a sair dali. Já minha mente não saiu daquele banheiro tão rápido quanto eu gostaria...

Eu andei rápido para fora do restaurante, tão rápido que quando a adrenalina diminuiu, percebi que já estava na frente do restaurante esperando por um taxi vazio.

— Charlotte! — Ouvi sua voz quando eu fiz sinal para um taxi que aparentava estar vazio. Suspirei — Tem certeza que não quer esperar por mim? — Seus olhos suplicavam-me algo desconhecido.

— Eu acho que você tem que voltar ao trabalho não? — O taxi parou na minha frente. O olhei de novo por cima do ombro e me apressei em virar o rosto para abrir a porta antes que me perdesse em seu olhar novamente e meu cérebro me traísse implorando para que eu ficasse.

Dei o primeiro passo, e consegui ouvir seu suspiro frustrado atrás de mim. Ele pegou novamente meu braço e me virou puxando-me para ele, tudo foi tão rápido, que no instante em que seu lábio quase tocou o meu - No canto, quase lá! - eu ainda não tinha figurado tudo o que tinha acontecido.

— Desculpe-me pelo... erro de cálculo. Au revoir! — Sussurrou e soltou meu braço me permitindo finalmente ir, com aquele sorriso no rosto.

Que golpe... Arght! Baixíssimo!

Dei-lhe um último olhar repreensor antes de entrar no taxi parisien de uma vez por todas e partir rumo ao meu apartamento, sozinha, com as costas doloridas e com a camiseta – E um quase beijo... – de um cara que só conheço a uma semana, mas que mexe com meu senso gravitacional de uma forma que nem mesmo Newton poderia explicar.


Notas Finais


OIEEEEEEEE
Gente, eu realmente não queria encher vocês com aquele papo clichê de "não postei por falta de tempo", mas o tempo (corrido) realmente foi um GRANDE problema para mim... E quando eu sentava para escrever, PUFT! A Inspiração sumia...

>>>>Desculpem-me, espero que não desistam de mim :')<<<<<

**********************************************************************************************************************
*ROUPA: http://www.polyvore.com/sweet_memory_12/set?id=199424055
**Gente, Moulin Rouge é um cabaré Parisiense bem conhecido, e como ele aparecerá em algum momento no futuro da história, decidi introduzi-lo aqui, okay? (HMMM, CABARÉÉ! kk)
***********************************************************************************************************************
ENTÃO, O QUE ACHARAM AFINAL? ESPERO QUE DEPOIS DE TODO ESSE TEMPO AINDA LEMBREM DOS DOIS!
E ESSA SOBREMESA NO JURTIN? HMMMMM
E ESSA QUASE PEGAÇÃO DO TAXI? HMMMMM
PQ ACHAM QUE GALE DEIXOU ELA AI? HMMMMM
***********************************************************************************************************************
Gente, esse capítulo tá faltando um tempero, eu sei, mas vou compensar no próximo okay? ;)
ME AGUARDEM, QUE DESSA VEZ EU NÃO DEMORO NÃO, EU JURO! (Tô parecendo o Gale...)

UM BEIJU E UM QUIABO! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...