História Doce Paraíso - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Oscar Emboaba
Tags Futebol!, Oscar Emboaba, Romance
Exibições 173
Palavras 2.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Capítulo betado pela Isa (@silex). ❤

Capítulo 13 - Oscar?


Fanfic / Fanfiction Doce Paraíso - Capítulo 13 - Oscar?

Charlotte’s Point of View

Minha pele queima ao sentir os seus dedos subirem pelo meu busto, em direção ao meu pescoço. Mexo minhas pernas, inquietas, e ele aperta com força a minha coxa, encaixando o seu quadril entre elas. Logo sinto os seus lábios carnudos chuparem a pele do meu pescoço e sua língua desliza lentamente sobre o local. Minhas mãos sobem pelos músculos definidos das suas costas, cravando as pontas dos meus dedos na sua pele. Depois, desço minhas unhas curtas por toda a extensão da sua coluna, em uma tentativa frustrada de arranhar sua pele.

Sinto suas mãos grossas descerem pelo meu corpo magro. Elas passam por cima dos meus seios, ainda cobertos pelo sutiã, e descem pela minha barriga, causando-me intensos arrepios, até que para em meu quadril. Sinto então ele apertar – ainda mais – o meu corpo contra o seu. Meus lábios sobem pelo seu pescoço em busca dos seus lábios, que capturam os meus em um beijo calmo e cheio de desejo. Sua outra mão desliza pelos meus cabelos. Subo minhas pernas pelas laterais do seu quadril, enquanto sinto minha calcinha se encharcar pela minha excitação.

Meus sentidos estão totalmente dopados e confusos pelo toques firmes de Oscar. Quando estou perto dele, eu não lembro mais como se respira, apenas um maldito desejo de tê-lo toma conta do meu corpo, deixando-me inquieta. E o pior de tudo é que Oscar parece saber disso e se aproveita da minha fraqueza, só para me atiçar.

– Oscar… – gemi seu nome baixinho. Seus lábios deslizam pela minha bochecha, mordisca a minha orelha e escuto algumas palavras do que ele quer fazer comigo. Todo o meu corpo se contrai em um espasmo. – Não faz assim… – sussurro, sem forças.

Oscar continua sussurrando na minha orelha o que irá fazer comigo essa noite. Cada palavra sua me deixa ainda mais entregue a ele, mas não são quaisquer palavras. São exatamente aquelas que deixariam qualquer mulher ofendida em qualquer outra situação. Eu poderia ficar ofendida e fazê-lo sair da minha cama agora, mas o problema é que eu não quero parar. Continuo desejando Oscar ainda mais, desejo aquela sacanagem pura que só ele pode me dar.

Suas mãos apertam a minha  cintura fina com força, afundando ainda mais o meu corpo na cama macia abaixo de nós. Inclino-me para frente e deslizo minhas mãos pelo seu abdômen definido e enfio os dedos na barra da sua cueca, pronta para tirá-la, mas as suas mãos agarram os meus pulsos e afastam meus braços. Eu poderia protestar e tomar controle da situação, mas uma parte de mim, mesmo reclamando, estava adorando tudo o que ele fazia. Oscar me dá mais um beijo calmo e sua língua adentra minha boca, deslizando pela mesma. Permaneço remexendo-me embaixo do seu corpo, enquanto aperto a sua cintura com força, até que sinto seus lábios descerem pelo meu queixo, dando uma leve mordida e passando pelo pescoço e indo cada vez mais em direção ao meu ventre.

Os pelos da sua barba rala arranham a minha barriga. Sinto suas mãos subindo pelas minhas costas e logo os meus seios estão livre do sutiã. Sua língua molhada desliza pela minha barriga, deixando-me toda arrepiada e suas mãos apertam meus seios, descendo pela lateral do meu corpo. Seus olhos observam cada sua suspiro meu. Oscar sorri sacana. Aquele sorriso bem filho da puta, me torturando com prazer, enquanto vai descendo minha calcinha. Ainda me encarando, ele dobra minha perna e morde a parte interna da minha coxa, passando a língua em movimentos circulares pela mesma. Seus olhos ainda se mantém fixos em mim. Mordo meu lábio inferior, implorando o toque dos seus lábios em minha intimidade.

– Oscar, por favor… – suplico. Viro meu rosto e aperto o travesseiro contra o mesmo. Sinto seus dedos serem introduzidos em mim com calma e sua respiração bate contra a pele do local, fazendo o meu corpo tremer de ansiedade. Ele beija a minha intimidade e quando estou louca, ansiando pela sua língua, escuto meu celular tocar.

Todo o meu corpo é impulsionado para frente, a minha respiração está desregular e o suor desce pelo meu pescoço. Olho para o meu copo, notando que ainda vestia minha camisola, e depois minha visão vaga pelo quarto e Oscar não está mais ali. Simplesmente tudo não passou de um sonho, revelando o que meu subconsciente deseja. Deito novamente na cama e mexo as minhas pernas, totalmente frustrada e querendo Oscar me tocando. Deslizo minhas mãos pelo meu corpo a fim de acalmar meus nervos e fecho os olhos, tentando voltar o sonho, mas o despertador do meu celular continua tocando.

Pego o aparelho, desativo o alarme e o coloco novamente em cima do criado mudo. Levanto-me batendo o pé e entro no banheiro, tirando minha camisola. Me olho no espelho ainda sentindo a euforia do sonho formigar na minha pele. Adentro o boxer, abrindo o chuveiro e deixando a água gelada descer pelo meu corpo nu. Depois do banho, envolvo uma toalha no meu corpo e outra nos meus cabelos. Paro em frente a pia e coloco um pouco de creme dental na minha escova de dente e lavo a boca com movimentos circulares. Cuspo a espuma, seco os meus lábios e saio do banheiro, seguindo para o closet.

Tiro a toalha do meu corpo e dos meus cabelos e visto uma lingerie preta. Ligo o secador na tomada ao lado do grande espelho e seco meu cabelo, o deixando levemente ondulados. Subo uma calça jeans escura pelas minhas pernas finas e visto um cropped branco. Depois passo um casaco nude pelos braços e por fim calço um tênis. Saio do quarto, descendo as escadas e entro na cozinha, vendo Chloe tomar café da manhã. Ela mexe no celular enquanto come e consigo notar um sorriso travesso em seus lábios.

– Trocando mensagem com o boy? – pergunto e ela leva um pequeno susto.

– Ah, oi, bom dia – abre um sorriso fechado, parecendo nervosa.

– Não vem com bom dia – cerro os olhos, vendo ela bloquear o celular. – Responde minha pergunta.

– Que pergunta? – Chloe ri, ainda nervosa.

– Perguntei se você está trocando mensagem com o boy – cruzo os braços, esperando a resposta.

– Ah, é só um cara do trabalho – dá de ombros. – Nada muito interessante.

– Sei… – faço uma careta, fingindo acreditar.

– Quer panqueca? – ela levanta seu prato, exibindo todas as panquecas que estavam ali.

– Não, vou tomar um café primeiro – falo, pegando uma caneca e me servindo do líquido.

– E aí, dormiu bem? – Chloe pergunta, comendo uma de suas panquecas.

– Talvez… – respondo, desviando meu olhar.

– Como assim? Você teve um sonho ruim?

– Muito pelo contrário – levo a xícara de café aos lábios, decidindo contar ou não sobre meu sonho com Oscar.

– Não estou entendendo… – vejo minha irmã fazer uma careta confusa.

– Bom, digamos que tive um sonho… hum… um sonho… é… – eu não fazia ideia de como contar.

– Um sonho… – incentiva-me a continuar.

– Na verdade, eu sonhei com o Oscar.

– Ah – ela sorri –, então foi um sonho muito bom, né?

– É, acho que sim… – coço a cabeça.

– Dá para você falar logo e parar de fazer suspense?

– Não estou fazendo suspense, estou com vergonha de falar.

– Vergonha por quê?

– É que… – respiro fundo –, não foi um sonho qualquer, foi um sonho erótico. Pronto, falei! – solto um suspiro, escondendo o rosto nas mãos, totalmente envergonhada.

– O quê? – ela abre a boca em surpresa. – Não acredito! – sua risada se torna o único som do ambiente enquanto eu continuo envergonhada.

– Pode parar de rir, por favor? – peço, começando a ficar irritada. – Isso não tem graça.

– Tem, sim – Chloe tenta controlar as gargalhadas. – A sua vergonha que está sendo engraçado.

– Posso saber por quê?

– Porque você falou como se nunca tivesse tido um sonho erótico – minha irmã cessa suas risadas, jogando um pouco mais de mel em suas panquecas.

– Ué, e nunca tive mesmo – dou de ombros.

– Sério mesmo, Charlotte? – ela me encara desconfiada.

– Sério, Chloe, sério mesmo – olho para ela como se fosse óbvio. – Por que acha que já tive um sonho erótico antes?

– Bom, você ficou com aquele gatinho do Dylan… vai saber! – foi a vez dela dar de ombros.

– É, mas eu não tive sonhos com ele não aconteceu nada na vida real – falei, sentido-me ainda frustrada pelo o que aconteceu entre mim e Dylan.

– Ok, mas como foi o sonho, hum? – ela perguntou divertida.

– Normal. – me limitei com as palavras.

– Normal, Lottie? Você teve um sonho erótico com o Oscar e fala que foi normal? – Chloe faz uma careta de tédio. – Quero saber o que vocês estavam fazendo.

– Se foi um sonho erótico, o que você acha que a gente estava fazendo, Chloe?

– Quero detalhes.

– Vai ficar querendo – dou de ombros e ela mostra a língua.

– O que pensa em fazer hoje?

– Não sei… Talvez assistir alguns filmes.

– Seus dias em Londres estão quase acabando e você vai passar o dia assistindo filmes, Charlotte? – Chloe revira os olhos.

– Sim – respondi simplesmente e ouço o celular dela apitar. – Olha seu boy mandando mensagem… – provoco.

– Não é meu boy, Lottie, que saco! – a jornalista se irrita e pega o celular, verificando o mesmo. – Ele está chamando a gente para ir à um pub hoje a noite. Topa?

– Ele está chamando a gente ou você? Sabe, não quero te atrapalhar com seu boy e só lembrando que segurar ve…

– Se você falar que ele é meu boy de novo, eu te mando de volta para o Brasil hoje mesmo – seu tom soa rude.

– Tudo bem, desculpa – dou um sorriso envergonhado. – Mas então, vai ser legal no pub. Eu topo!

– Ótimo. – ela fala, ainda irritada, e tenho vontade de rir.

 

[...]

Dou uma última olhada no espelho, vendo meus cabelos soltos caindo sobre meus ombros. Meus olhos maquiados e minha boca coberta por um batom vermelho. Entorto os lábios e inclino a cabeça, analisando minha imagem sendo refletida. Eu estava diferente. O vestido azul marinho trazia consigo um decote um tanto quanto grande demais e as costas ainda eram nuas, deixando minha pele exposta. Sem falar do tamanho do vestido, o qual o tecido chegava ao fim no meio das minhas coxas. Eu estava me sentindo ridiculamente exposta vestindo aquilo. Por que deixei Chloe me vestir daquele jeito?

Reviro os olhos ao constatar que foi uma péssima ideia ter saído do apartamento da minha irmã, e saio do banheiro feminino do pub – que estava lotado. Eu nunca fui de frequentar lugares assim e não sabia que Chloe gostava de frequentar. A música alta ecoava por todo local e as pessoas dançavam freneticamente ao som de Titanium*. Com dificuldade, procuro por Chloe, mas falho na missão. Ignoro o fato de estar sozinha e começo a dançar com os olhos fechados, sentindo sensações boas. Quando o refrão da música acaba, abro meus olhos e vejo Chloe, que dançava com Logan – o tal boy que trocava mensagens com a jornalista pela manhã. Ele estava atrás dela, segurando sua cintura e acompanhando o movimento que seu corpo fazia. Dou um sorriso. Eu sabia que estava rolando algo entre os dois.

Volto a dançar e logo franzi a testa ao sentir um par de mãos envolvendo minha cintura por trás, assim como Logan fazia com Chloe. Viro meu rosto e encaro o rapaz por cima do ombro. Seus olhos faiscaram em minha direção e ele sorriu de forma safada, colando seu corpo no meu, fazendo-me sentir seu membro encostando-se na minha bunda. Ele começou a dançar enquanto se esfregava em mim, e aquilo me deu tanto nojo que tudo o que eu havia comido e bebido pelo dia quase voltou por minha garganta.

Agarro seus pulsos e o obrigo a me soltar, mas ele apertou ainda mais minha cintura, fazendo pressão com seu corpo contra o meu, que eu tentava inutilmente afastar. Bufo inconformada com isso. Já estava mexendo com os meus nervos. Empurro o infeliz e ele solta uma gargalhada e me puxa novamente. Tento empurrá-lo mais um vez, mas o cara continua me apertando contra si, impedindo-me de me afastar.

– Me solta! – esbravejo, espalmando minha mão em seu braço, tentando empurrá-lo de novo.

– Qual é, linda? Eu sei que você quer dançar comigo. Não se faça de difícil.

– Não estou me fazendo de difícil. Eu só não quero dançar com você. Me larga! – ele balança negativamente a cabeça enquanto insiste em me apertar contra seu corpo.

– Me solta! – esbravejo pela terceira vez, gritando.

– Solta a ela – uma voz firme fala ao meu lado. – Ainda não percebeu que ela não quer? – ao ouvir a voz novamente, viro meu rosto, vendo outro rapaz, que parecia ter um olhar sério. Eu não conseguia ver nenhum dos rapazes direito, pois as luzes do pub piscavam agitadamente, impedindo ter uma visão melhor.

– Só estamos dançando, cara. Vai procurar uma gatinha para você e nos deixe em paz. – o cara falou normalmente e voltou suas mãos para minha cintura, praticamente obrigando-me a acompanhar seu ritmo.

Volto a tentar empurrá-lo para longe e dessa vez ele me puxa rudemente contra seu corpo, fazendo-me gritar novamente para me soltar. O outro rapaz me afasta para o lado, longe do homem, e ergue seu punho. Foi questão de menos de um segundo para eu ver sua mão ir de encontro ao rosto do cara, dando-lhe um soco, provocando o desequilíbrio do mesmo. O homem foi parar no chão e o rapaz apontou para ele, encarando-o de cima com um olhar de superioridade, enquanto o cara massageava o maxilar. Mas ele logo se levanta e tenta revidar o soco, porém o rapaz lhe deu outro soco e ele cambaleou fortemente para trás e acabou fazendo-me cair no chão assim como ele.

Solto um grito pelo meu tombo e vejo o cara se arrastar pelo chão, erguendo-se rapidamente para em seguida sumir pelo meio da multidão. Multidão esta que nos encarava com surpresa. Assim que a música foi trocada, as pessoas pareceram não dar mais importância ao acontecimento, logo voltando a dançar como anteriormente. Respiro aliviada e percebo o rapaz que me ajudou se agachar, aproximando de mim. As luzes do ambiente diminuem e ficam mais claras, permitindo-me encarar o rosto do homem. E ao fazer isso, sinto um arrepio pelo meu corpo e minha respiração falhar.

– Oscar?


Notas Finais


*Titanium:
https://www.youtube.com/watch?v=JRfuAukYTKg

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