História Sweet Revenge - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Criminal, Justin Bieber, Paul Wesley, Sexo, Vingança
Visualizações 584
Palavras 5.032
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi bebês, penúltimo capítulo da temporada!

Boa leitura

Capítulo 36 - Sweet Revenge - Primeira Parte


Reymond Blanco p.o.v



- Eu não entendo como você pode ser tão inútil - Mantive meu olhar sério, sem mostrar medo ou apreensão alguma - Em, Reymond? Como? Como você simplesmente deixa aquela vagabunda assassinar meu aliado mais eficiente?!

- Jeremy - suspirei pesado, fazendo minhas narinas dilatarem, eu não estou com a mínima paciência, na verdade, eu não tenho paciência com esse filho da puta - eu não tinha o que fazer.

Eu sei que Jeremy quer todo poder pra ele, ele quer unir o pouco que possui no governo, junto com o que o filho tem e pegar o império da Blake, nesse jogo todo, onde eu estou querendo exatamente o mesmo, é mais que explícito que um de nós precisamos morrer.


E não serei eu, terei tudo, exatamente tudo. Por isso deixei com que a Hilary matasse o único meio de Jeremy matar o filho, deixei ela assassinar o Beadles.


Majoritário não mata gângster, então, como Jeremy entrou para o governo quando forjou a morte, ele não pode matar o filho.

O plano com Jeremy era simples, ou a minha máquina de destruição ruiva mataria o Justin e depois Christian a mataria, ou quando ela morresse no cárcere, Christian mataria Justin.


Vocês podem se perguntar por que eu a ajudei sair do galpão.


A minha intenção foi manter ela viva, porque se o Jeremy fizesse merda comigo, eu teria ela…e se ela não matar Justin, em último caso eu tenho o Gerald, o cadeirante já está fora do jogo.


Deu certo, Jeremy quis que Jordan injetasse algo em mim para me matar, ele acha que eu sou idiota…o problema é que não se deve confiar em alguém como eu.


Jeremy Bieber vai ser minha próxima vítima.


- Ela mandou estuprar o Beadles, isso é o meu limite, coloque essa garota para atacar o quanto antes, quero meu poder.

- Nosso poder - corrigi e ele riu.

- Nosso…


Duas sentenças de morte, dois impérios poderosos em jogo.


No final de tudo, vai ser meu. Tudo dos Blakes e dos Biebers. Meu.



Hilary Blake p.o.v



Tentei manter a respiração enquanto corri pela estrada, o mais rápido que eu pude, cronometrando meu tempo.


Parei e bebi um pouco de água, me inclinando minimamente, pra pegar fôlego.

Acordar e correr não é fácil.


- Não pare, volte correndo e mude o caminho para a represa, você vai pular do penhasco - a voz de Reymond me fez dar um pulo de susto, mas logo ajeitei o ponto no meu ouvido, olhando o sol nascer.

- Tenho medo de altura - digo, ofegante - não vou conseguir correr até lá, já corri setenta quilômetros e descansei apenas três vezes, não dá, Rey.

- Coloca na cabeça que você consegue, corre até a represa e pula do penhasco, lembra da resistência, eu quero isso de você, lembra da raiva? Use ela com toda sua força. Corre, Hill, corre o mais rápido que puder e pule, se equilibre, mantenha sua mente forte.

- Mente forte, corpo mais forte ainda - suspiro, pensando nas garotas. Eu simplesmente excluí ambas dessa missão, elas ao menos sabem em que parte de Milão eu estou, não posso fraquejar por elas.


Elas estão bem fora disso, e assim vão ficar.


Tirei o ponto do ouvido e saí andando, comecei troteando e passei a correr em alguns minutos, logo eu estava correndo rápido contra o vento, fazendo meu cabelo curto voar e minha panturrilha arder.


Enquanto corri pensei em tudo, em tudo o que eu estou fazendo e me remoí por estar parecendo uma psicopata.


Mas é isso que eu me tornei, uma louca.


Há essa altura, Justin deve saber sobre mim, deve ter visto o estrago que eu fiz no amigo… quer dizer, como será que eu vou explicar de forma irônica no seu leito de morte que James foi obrigado a enfiar o pau no cu do Beadles? Vai ser engraçado, o segurança comeu o infiltrado, depois de quase morrer de nojo, obriguei James a engolir os genitais do Christian e arrancar com os dentes, quando um dos meus aliados terminou de arrombar e costurar o pênis do infeliz na boca, James voltou o cárcere pra satisfazer um velho amigo meu.


Eu sou tão sortuda que encontrei Gerald e Beadles em Dublin, agora que o Chris morreu, Gerald passa os dias presos no cárcere sendo chupado - contra sua vontade - pelo James.


Genial, não é? Sim, eu sei. Aplausos pra mim.


O meu Grand Finale será genial, eu já tenho tudo planejado.


Meu exército, minhas vítimas, meus alvos, minha vingança.


Armamentos pesados já foram descarregados no meu galpão de LA, já estou a par dos desembarques com alguns magnatas que eu fiz aliança - que também querem derrubar o Bieber -, estou treinando pesado todos os dias, com certeza meu corpo está sofrendo uma “mutação” com isso.


Eu estou começando a criar alguns músculos, minha coxa está mais grossa por conta dos exercícios e suplementos, eu estou pronta pra atacar.


Quando me dou conta estou chegando na represa, analiso a subida até o penhasco e prendo o cabelo, sentindo frio na barriga.


Altura ainda me aterroriza, e se me aterroriza eu tenho que enfrentar.


Suspiro começando a subir pela trilha, provavelmente aqui é atração de alguns turistas, já que tem algumas coisas jogadas no chão.  Continuo a caminhar, criando mais velocidade, voltando a correr até lá em cima, fitando o horizonte, eu já posso ver a ponta do penhasco.


Praticamente correndo até lá, retiro a camiseta e jogo no chão, sem me importar com o celular no bolso da calça, continuo indo mais rápido, com o vento cortando minha pele junto da brisa gelada.


- Caralho - Murmurei quando me aproximei da beirada, droga, é muito alto, muito fundo e sabe-se lá se tem alguma pedra perdida lá em baixo - Porra!


Sem pensar eu pulei.


Se essa é a sensação de voar,  é totalmente aterrorizante, não sei por quanto tempo eu caí, mas pareceu uma eternidade.


Eu me vi diante de um verdadeiro oceano, a represa toda dominou minha visão, sacudi as pernas exatamente como já fiz em algumas vezes que sonhei cair de algo alto.


Meu corpo foi de encontro com a água, foi um impacto forte, é muito fundo, meu pé ao menos chegou tocar ao “chão”.

Eu quis ficar embaixo d’água por horas, pensei em suicídio pela terceira vez nessa semana.


Mantive a mente sem preocupações e olhei para a superfície, nadando até a mesma, sentindo a água fria cortar cada músculo.


Quando meu corpo emergiu eu olhei em volta e ofeguei ao ver o penhasco daqui debaixo, movi o pescoço, colocando o cabelo para trás.


Eu fiz isso, eu consegui superar um medo, consegui sair bem nessa, consegui.


Encarem a estrada e o penhasco como uma prisão,  a represa como liberdade, tudo o que eu corri, o longo caminho valeu a pena.


Eu estava correndo da antiga Hilary, pra deixar tudo que eu era para trás, agora eu me sinto totalmente diferente.


Eu sou forte, eu sei disso.

Eu vou ganhar essa guerra.



(...)



Atirei no último boneco da simulação, descarregando as balas da AA-12 em um boneco que estava parado, suspirei pesado, olhando em volta.


- Preciso de um celular descartável - digo para Otávio, o mesmo que desliga os aparelhos da simulação e saí para providenciar o que eu pedi.


Ouço passos e olho para a porta, sorrindo maldosa.


- Direto de Los Angeles para Milão, senhorita - Rey entra no galpão ( montamos um de improviso), jogando James no chão, ao lado de Gerald.

- Como está, Aldo Raine? - dou risada, me agachando - é tão bom te ver assim, sabe… me deixa tão… feliz.

- Vagabunda - James murmura, tentando se levantar. Acontece que, como ele fez comigo eu fiz com ele.


James está nu, com as pernas queimadas, já foi afogado e espancado… estuprado ele é diariamente pelo Trevor.


- Eu quis te trazer aqui junto com seu companheiro - aponto pro Gerald - porque agora a gente vai ver seu patrãozinho, só que você vai ser o aviso de que eu estou chegando…

- E o que eu tenho com isso? - Gerald murmura.

- Você não tem nada, só cansei de te deixar preso recebendo boquete todos os dias… como eu imagino, Blanco não vai te ajudar agora que você está quase caindo aos pedaços… - Gerald encara Reymond por um tempo, o mesmo que ri alto, me fazendo dar um meio sorriso - com você vai ser bem rápido, Eazy - faço sinal pro Reymond e para outro segurança levar os dois até o lado mais sujo do galpão, eu não vou matar alguém e sujar o chão encerado.


- Tira a roupa - Gerald me olha espantado, negando - Walter - olho para o segurança - tira a roupa dele - dou a ordem e Walter arranca a roupa do Gerald - se você não fosse um traidor, eu poderia estar fazendo o que ele vai fazer - pego James pelos cabelos e faço ele se ajoelhar - chupa - aperto o cabelo do filho da puta com bastante força - anda! - pego um canivete da minha bota de treinamento, segurando a orelha dele com força, passando o canivete ali - chupa, filho da puta - aperto minhas  mãos  no seu cabelo, fazendo seu rosto ir de encontro com o pênis do Gerald, que praticamente grita de horror quando James começa a chupar ele, chorando - não foi assim que você fez comigo? Veja bem, James, você comeu o Chris e arrancou os genitais dele com os dentes, agora você só vai chupar um cadáver.

- Cadáv… - Mal deixo Gerald continuar a falar e atiro no meio do seu peito, fazendo-o cair com tudo para trás e James encarar a cena perplexo - continua chupando ele - chuto James pra cima do corpo - fica mais umas horinhas aí - vou até a saída da sala - Walter, quando o corpo feder você pode mandar o James parar com o sexo oral - vou até a saída, olhando em volta, sentindo o estômago embrulhar.

- Tá afim de ir pra represa mais uma vez? - Reymond vem até mim.

- Só se for agora.


(...)


Me joguei na cama do hotel depois do dia exaustivo, fitei a parede por um tempo e suspirei pesado, preocupada com as meninas.


Eu fiz de tudo pra que elas não me achem aqui em Milão, mesmo estando no mesmo país que eu, eu consigo esconder meus “rastros” de qualquer um, menos da filha da puta da Amber.


O problema é que muitas coisas estão em jogo agora, muitas vidas.


Elas têm que ficam  longe, pelo menos até a guerra acabar.


Saí semana passada da minha casa, não falei com ninguém - exceto minha mãe - e vim pra esse hotel que fica praticamente do outro lado da Itália. Aqui nessa cidadezinha,  eu tenho o galpão e tudo o que preciso para treinar.


O ataque está cada vez mais próximo, só falta uma coisa pra eu me sentir totalmente pronta.


Perder meu medo de homens.


Para isso vai tempo, então eu vou ter que deixar isso de lado e pensar somente na minha glória… mas não é fácil pensar só nisso.


Eu tenho trabalhado nesse trauma,  mas eu ainda tenho muito medo de que aconteça aquilo de novo. Quem está me ajudando nisso é o Charles, poucas vezes eu troco mensagens com ele, mas ajuda bastante.


Ele disse que quer conversar e me ver, que eu preciso muito de ouvir todos à minha volta, fui uma ogra com ele a maioria das vezes.


Mas fizemos um trato : ficamos juntos de vez em quando e ele não toca em assunto nenhum sobre a minha vingança.


Uma coisa é certa, se Chaz me atrapalhar na vingança eu não vou perdoar, eu sei que ele se machuca com isso, mas nesses dias nós fizemos um acordo : Quando estivermos juntos, esquecemos de Justin, Blanco, vingança e máfia.


É só nossa amizade,  que se fortaleceu muito esses tempos, é só eu e ele.



Ouvi batidas na porta e sorri fraco, indo abrir, sabendo bem quem é.


- Comida japonesa? - Chaz passa por mim e eu sorrio mais ainda, ao ver que ele não chegou me dando sermão, mas eu sei que no fundo essa aproximação é pra me fazer desistir - nem vem me dizer que está satisfeita, porque suplemento não é comida.


Assenti e ele me abraçou carinhosamente, confesso que os braços do Charles estão sendo as melhores coisas ultimamente.


- Olhos cansados, precisa dormir - faço carinho no rosto dele.

- Justin tem nos enlouquecido, ele está te procurando.


Suspiro pesado, dando de ombros.


- Qual foi a desculpa dessa vez?

- Disse que estava atrás de você, então ele me mandou pra cá, pra te procurar.

- Entendi - vou até a cama, sentando e chamo Chaz que vem com a comida, deixando na escrivaninha - o que está acontecendo? Você não parece bem.

- Eu não estou bem, Hilary - Chaz faz uma pausa - isso entre a gente não tá certo, eu vou sair machucado disso tudo, muito.

- Chaz eu já falei que o meu alvo é o Justin, não você, e…

- Estou falando de nós, a gente tá ficando, estou te ajudando com seu trauma. Mas pra você eu sei que não tem significado, você ama o Justin, não a mim, eu tô sendo só uma distração.

- Eu não amo o Justin - encaro seus olhos, vendo ele desviar o olhar e começar a comer - eu não amo ele, e talvez nunca tenha amado, porque no fundo eu ainda tinha raiva dele por tudo o que ele fez.

- Depois que isso acabar, você vai ficar comigo ou vai voar pros braços dele?

- Você ainda não entendeu que eu não vou deixar ele vivo? Porra.

- Eu duvido - Somers murmura e eu como um pouco, deixando o prato mais uma vez na escrivaninha.

- Não duvide - volto a me sentar na cama, selando seus lábios por um tempo - você tem sido ótimo pra mim, tem me ajudado, mas não interfira nessa vingança.

- Você tá indo comprar morte, é o que Blanco quer, eu te peço - Chaz segura o meu queixo - não faça.

- Não adianta me pedir isso - olho pra varanda e ele vira meu rosto, voltando a grudar os lábios nos meus, deitando por cima de mim.

- A gente tá tão errado - ele beija meus lábios algumas vezes - eu estou sendo tão falso com meu melhor amigo porque não consigo me afastar de você, eu gosto de ficar com você mas é errado com o Justin - eu sei que ele está falando e fazendo tudo isso pra tentar reverter a situação, mas eu sei também que Charles gosta muito de mim e que isso não é bom, pois não é recíproco.

- A gente pode parar de ficar, Chaz - suspiro - eu gosto muito da sua amizade, você me ajudou muito.

- Esse é o problema, eu não quero parar de ficar com você - suspirou.

- Talvez o melhor seja você parar de me ver - sou franca - volta pra LA e fica longe da casa do Bieber.

- Você sabe que eu não vou deixar ele sozinho, não vou deixar você o matar.

- Eu espero que pense melhor sobre isso - fito seus olhos - porque eu não vou parar por ninguém, nem mesmo por você.



Semana seguinte


Justin Bieber p.o.v



- Algum sinal dela? - pergunto pela terceira vez, entrando no escritório com uma garrafa de café.

- Só sabemos que ela está em Milão - Lana se apoia na amiga - que está mexendo nos aparelhos de rastreamento -.

- É impossível não ter nenhum sinal - mordo meu lábio inferior, nervoso - há quanto tempo vocês não veem ela?

- Tem uns quinze dias - Amber torce a boca, sem tirar os olhos do computador - estou vendo alguns Check-ins com o código do passaporte dela, aqui mostra que ela está circulando por Milão, vôos e mais vôos.

- Por que não estão com ela? - pergunto.

- Lana está grávida, ela não quer que nada aconteça, Hilary me tirou porque disse que vai ser perigoso.


E realmente, está sendo perigoso.


Essa semana, todos os meus galpões foram explodidos ao mesmo tempo.


Não digo só os de LA, os que eu tenho no Canadá, na França e até no México, ao total são quinze galpões.


Os quinze explodiram na madrugada retrasada, ao mesmo tempo.

Os seguranças que estavam por lá estão todos mortos.


E como se isso não bastasse, tenho recebido caixotes com partes de corpos que foram brutalmente mutilados, os corpos dos meus seguranças que ficaram com a Hilary quando ela estava no cativeiro.


O mais absurdo foi a surpresa de hoje pela madrugada, ouvi barulhos pela casa e saí do meu quarto, quando voltei tinha um corpo cremado na minha cama.


Reconheci ser Kenny. Mudei de quarto, e provavelmente ainda esse fim de semana eu saio da casa.


Hilary precisa de ajuda, tratamento ou sei lá, ela está descontrolada, Chaz disse que ela não vai ceder, que está cada vez mais paranoica e determinada.


Por isso eu preciso encontrar a Hill logo, falar sobre o cara que trabalha pra ela, que diz ser amigo é o Reymond Blanco. Preciso falar que eu não mandei que a violassem, que não mandei em tudo.


Foi o Beadles, filho da puta até é embaixo da terra.


- Vocês acham que ela vai me ouvir? Pelo menos um pouco? - bebo um pouco de café.

- Eu acho que você deve terminar de fazer a proteção na sua casa - Lana faz carinho na barriga, que está ficando cada vez maior. Ryan fica o dia todo me falando que ela está no quarto mês de gestação, que entra no quinto mês na semana que vem, e mais um monte de coisa.


E à propósito, a médica dela disse que é uma menina - que vai se chamar Rebecka -,  então imaginem como as coisas estão.


- Vou fazer isso - suspiro depois de um tempo, saindo do escritório, indo até a área dos seguranças, onde Ryan está com nosso novo chefe de segurança.

- Dude, perguntaram se caso haja ataque com a Blake presente, eles podem revidar diretamente nela.

- Não, não mesmo! - os encaro - não quero que vocês a machuquem, ela tem que ficar intacta, o resto dos seguranças dela vocês podem meter bala… quando Hilary aparecer, quero que meus homens matem todos os aliados dela, deixem ela desfalcada para que ela fique redutível, eu preciso falar com a Hilary. Ataquem com armas pesadas, mas não quero que a Blake tenha um arranhão.

- Justin…

- Não vou mais machucá-la, Ryan - olho para cima, respirando fundo - se ela está com toda essa fúria, a culpa não é de ninguém menos do que minha. Eu não a ouvi e destruíram ela, tenho que arcar com todas as consequências.

- Ela deixou um morto na sua cama e…

- Ryan, só faz o seu trabalho.


Meu amigo assente e eu suspiro, passando a mão pela minha barba rala, analisando minha casa.


Trocamos todos os vidros por vidros blindados, tiramos todos os aparelhos de frente da casa, do tipo Ar condicionado e coisas assim, se isso explodir vai fazer um estrago muito grande.


- Bieber! Vem aqui! - Alguém me chama do escritório e eu corro até lá - ela mandou uma mensagem de voz pro seu computador - Lana me dá espaço e eu sinto o coração disparar.


Cinco meses que eu não ouço essa maldita voz.


- Coloque os fones, está com o volume baixo - me sento, fazendo o que a Amber pediu, colocando os fones - posso soltar?

- Pode - murmuro, aflito.


Ficamos em silêncio, e logo a voz rouca se evidenciou.


- “ Há um lugar… que eu odeio - sua voz me deu arrepios, depois de tanto tempo, ouví-la assim me destrói - você se lembra onde você matou meu pai? Na fronteira de Los Angeles… é um bom lugar pra nós acertarmos as coisas…você tem um galpão por lá, foi o único que eu não explodi, notou isso? - fez uma longa pausa - não, não notou… então, é o seguinte, ou você vai lá e me encontra, ou eu pego seus irmãos e você será obrigado à buscá-los. Não duvide de mim, eu tenho o endereço onde sua mãe mora : ‘ Saint James Village, número Duzentos e sete, Stratford’... a escola das crianças é a mesma que você estudou quando criança, tão fácil de se imaginar - ela riu - bom, quando eu chegar você vai saber, gosto de entradas gloriosas, até breve, amor!”


Hilary está totalmente louca.


- Isso é doentio - murmuro, fitando elas.

- Reymond tirou o cérebro dela fora e fez lavagem - Allana olha pra amiga - temos que fazer alguma coisa, antes que ela mesmo se mate.


Elas estão certas, mas assim como eu, sabem bem que não tem o que fazer.

Só aguardar.



Hilary Blake p.o.v



- O jatinho com armamentos pousou - Reymond se apoia na copa do balcão, enquanto eu analiso algumas armas que levarei comigo ainda hoje para Los Angeles.


O ataque será amanhã.



- Os carros já estão separados? Meu helicóptero? Minha Metralhadora Ponto Cinquenta?

- Sim, os carros estão na garagem já com os respectivos motoristas separados com as armas, seu helicóptero já está equipado com a Super-metralhadora, coletes e as dinamites que você solicitou. Otávio já está deixando o local preparado, ele conseguiu manter a polícia e qualquer movimento longe do deserto até depois de amanhã.

- O corpo do Kenny já foi entregue?

- Essa madrugada.

- Conseguiram colocar na cama dele?

- Sim, deixaram o corpo na cama enquanto ele ia procurar de onde veio o estrondo.

- Perfeito - sorrio de lado - viu se ele já ouviu minha mensagem?

- Ele escutou pela tarde - Reymond suspira - agora só falta você subir no jatinho e ir.

- Vou falar com a minha mãe antes de ir, pode me esperar na pista de vôo.


Depois que saí do galpão eu segui para o hotel, peguei minhas coisas e fui pra casa  rapidamente. Me despedi da minha mãe, estranhando as meninas não estarem lá, mas não contestei, afinal, quero elas longe de problemas.


Quando cheguei na pista de vôo eu senti uma fome anormal, comi algo natural e decidi dormir o vôo todo, mas logo perdi todo o sono.


Eu fiquei pensando em como vai ser ver Justin depois desse tempo, como ele vai me olhar, como eu vou reagir.

Eu estou determinada a matá-lo, mas eu não posso deixar meu lado fraco que ainda gosta daquele inútil tomar conta de mim. Consegui esconder esse lado e praticamente enterrar esse sentimento estúpido no meu coração, consegui me superar e perder meus medos.


Por que é tão impossível parar de sentir algo por Justin? Por que saber tudo o que ele fez não me parece o suficiente pra atirar no meio de sua testa?


Não posso sentir pena, não posso olhar em seus olhos. Eu sei que sua morte vai me abalar, talvez eu me mate depois, talvez eu suma e morra com depressão. Mas eu tento ao máximo colocar na minha cabeça que, quando eu o matar eu vou ser a mais poderosa e vou seguir em frente com a minha vida.

Ser racional agora é impossível.


- Mente forte, corpo forte - murmuro pra mim, olhando pela janela do jatinho e no relógio, tentando dormir mais um pouco.



(...)



Subi minha calça de couro e coloquei a regata preta, com uma jaqueta por cima. Amarrei minha boot e não me preocupei em prender o cabelo, já que está acima dos ombros.


Saí do banheiro do jatinho e desci as escadinhas fitando a cidade, o clima está seco e frio, a noite está gelada e preguiçosa, mas meu corpo está borbulhando.


- Os armamentos que você solicitou, senhorita - meu segurança me entrega um colete e minha desert eagle, a deixei na cintura e coloquei alças em uma AK-47, jogando nas costas - me acompanhe - sigo o segurança até o helicóptero, colocando meu óculos, vendo James ali como eu pedi.

- Belo dia pra matar, Aldo - aceno para Reymond, que entra no carro. Ele está indo pra fronteira, afim de montar minha linha de combate - como está?

- Você vai pagar por isso - James murmura e eu dou de ombros, ouvindo o barulho da Hélice. Mantenho a “porta” do helicóptero aberta, sentando no suporte da Super metralhadora (ou ponto cinquenta), carregando ali.


Logo começamos a tomar latitude e eu ajeito os óculos escuros, suspirando pesadamente.


- Já sabe o nosso destino.



Justin Bieber p.o.v



Olho no relógio, me sentando na cadeira ao lado do Ryan e do Chaz, enquanto Amélia serve nosso jantar.


- Onde as meninas estão? - Charles pergunta, de boca cheia.

- Achei melhor deixá-las em um hotel - Ryan diz e Somers assente, trocando olhares com Butler e eu empurro a comida goela abaixo, suspirando pesado.

- Você conseguiu ver a Hilary nesses dias? - pergunto e Chaz intercala o olhar entre mim e o prato cheio de comida, dando mais uma garfada - você a viu, porra?!

- Sim - ele revira os olhos, ainda estranho e eu beberico o suco, encarando os dois na minha frente.

- O que vocês não estão me contando? - largo os talheres, fazendo os mesmos baterem no prato de porcelana - em? Falem!

- É delicado demais… - Chaz suspira, fitando Ryan.

- Qual das duas opções é  a mais delicada? A que você está pegando a ruiva nas suas idas a Milão ou a que o pai…

- RYAN! - Chaz repreende o amigo e me olha, fico em silêncio e encaro Chaz mortalmente.

- Você o que, Charles? - me levanto, fazendo os dois se levantarem em seguida, na defensiva - você está ficando com a minha mulher?!

- A porra tá séria - Ryan se coloca na minha frente quando eu avanço no Charles.

- A porra tá muito séria!! - empurro Ryan por cima da mesa e acerto um soco no rosto do filho da puta, fazendo ele balbuciar e se esquivar - você perdeu o juízo?!

- Cara, eu estava ajudando ela a…

- É INACREDITÁVEL! - empurro Charles novamente - Ela é minha! - Ryan tenta se meter no meio, mas eu aperto o pescoço do Somers, batendo a cabeça dele na parede duas vezes - Aquela bunda, os peitos, boca… são meus, Somers! Como você ousa encostar na minha garota?!

- Solta ele, porra! - Ryan me puxa fortemente.

- Ela tem trauma de homens, porra… eu estava ajudando - Charles massageia o pescoço.

- Você  é um filho da puta! - bufo, travando o maxilar.

- Eu gosto dela, não vou negar, eu estou apaixonado por ela e anseio por aquele corpo tanto quanto você!


Nego com a cabeça, sem acreditar.


- Mas eu sei que é você que ela ama, e eu não vou interferir, fiquei com ela pra tentar fazer ela parar com essa vingança louca - ele explica.

- Vocês foderam? - sorrio amargo e ele nega - ME FALA A VERDADE!

- E O QUE VAI MUDAR EU TER TRANSADO COM ELA?! NÃO, PORRA, NÃO TRANSAMOS!

- Eu juro que eu mato você se… - olho la pra fora, me assustando com a movimentação e com os seguranças correndo, disparando as armas, atirando para todos os lados - Merda!


Corro até meu escritório e pego minha arma, colocando um colete, vou até a sala e mando Ryan tirar a Amélia da casa.


Carrego a arma e saio no quintal, ficando atrás de um pilar, vendo um helicóptero circular, disparando contra nós.


Ela chegou.


Bombas de gás dominam o local junto com dinamites.


Minha casa começa a ser tomada por homens que pulam o muro e descem do Helicóptero pela corda, eles atiram em tudo, em todos. Corro até a garagem ao ver carros e mais carros passarem pela rua e mando o segurança abrir o portão, para que eu possa voar dali com meu carro e tirar toda a confusão dessa região.


Logo o helicóptero muda a rota e eu sigo para o deserto, me lembrando da mensagem de voz onde ela diz que eu vou saber quando ir pro galpão.


Estou indo pra lá agora.


- Quero sete Suvs fazendo minha proteção, os homens que estão preparados já podem seguir para a fronteira, o que estão lá façam o de melhor, exterminem os aliados e deixe a Blake viva - digo no ponto, indo até o galpão que ela havia falado o mais rápido possível, notando que eu estou sendo seguido.


Logo, a Range Rover atrás de mim começa a atirar e eu desvio, ainda recebendo tiros na traseira.


Nesse percurso de perseguição eu chego perto da fronteira, vendo de longe uma fila de carros parados em volta do galpão, o carro que me perseguia some na areia e eu estaciono, olhando em volta, vendo nada menos que um exército de homens de preto, mirando pra mim, mas os meus seguranças estão em uma quantidade grande, mirando de volta.


Entrei no galpão, olhando em volta e nos andares de cima, algo caiu do terceiro andar e espatifou no chão.


O corpo do James, dividido ao meio.


Em seguida, uma chuva de corpos começou a cair, os seguranças que torturaram a Hilary enfeitaram o chão, ergui a arma, olhando para todos os lados, vendo meus seguranças entrarem, mirando em vários lugares.


- Bieber - ouvi sua voz e encarei a escada, vendo sua silhueta nos corredores de cima, sem ver o resto do corpo, confuso - aqui… - olhei para trás, dando de cara com a ruiva apontando a desert Eagle na minha testa - feliz em me ver? Espero que sim. Pois essa é a última vez, amor


Notas Finais


Desculpa a demora meus amorzinhos! Vou tentar postar o outro logo ♡
Espero que eu tenha feito algo bom, porque tá difícil, então desculpa se eu desapontei vocês!
Próximo capítulo é o último da temporada!
Comentem aí, quero ver o que acharam!


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