História Sweet Suicide - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Ichigo Kurosaki, Rukia Kuchiki
Tags Hentai, Ichigo, Ichiruki, Rukia
Visualizações 90
Palavras 3.885
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


GEEEEEEEEEEEENTEEEEEEE
MUITO OBRIGADO PELOS 13 COMENTÁRIOS NO CAPITULO ANTERIOR, SÉRIOOOO EU TO MUITO FELIZ
Assim, peço que leiam os avisos das notas finais okay?
Boa leitura e muito obrigado mesmo! <3
Desculpem a demora em responder alguns comentários, não é intencional, responderei em breveeeeeeeee xD
obs; quando aparecer uma letra em itálico e negrito, é pq serão trechos de uma musica.
GRANDE ABRAÇO S2

Capítulo 14 - Chapter Fourteen - Lips So Treacherous


Fanfic / Fanfiction Sweet Suicide - Capítulo 14 - Chapter Fourteen - Lips So Treacherous

 

Eu não quero outro amante

Não há lugar ao meu lado

Eu não estou procurando um romance

...

 

 Soltei a fumaça do cigarro pelo nariz e apertei o copo de bebida em minhas mãos. Senti-me fascinada por estar no campo de visão dos olhos âmbar. Bêbados e abandonados à própria sorte. Relaxei os ombros e notei seu olhar atento a mim, me analisando como se eu fosse uma presa e ele o predador.

 

Ichigo já passamos disso, não?

 

 Algumas pessoas dançavam pelo centro da sala atrapalhando nosso contato visual. Sorri descaradamente para uma garota que estava perto de Ichigo e ele me recriminou balançando a cabeça negativamente. Soltei um riso nasalado transbordando meu deboche. Ele acompanhava a festa de longe, escorado na parede apenas me fitando. Descolei as costas do sofá e me levantei sem quebrar o olhar por mais que tivesse outras pessoas entre nós. Ichigo desfilou em minha direção como um verdadeiro felino. Não me intimidei, o olhei com falsa dúvida. Aquele típico sorriso cafajeste brincando em seus lábios...

 ― Me beija ― pediu parando a milímetros de distância do meu rosto, o som estava alto, as pessoas estavam embriagadas e sedentas, mas eu ouvi muito bem.

 ― Minha sanidade... ― respondi.

 ― Já perdemos ― sussurrou em meu ouvido. Ele mordiscou meu lóbulo esquerdo e, uma verdadeira onda de calor percorreu por aquela região eriçando-me os fios da nuca.

 Embora eu estivesse imersa em tantos conflitos internos, ali estava ele, o grande motivo de toda confusão que havia se apossado de minha mente e coração. A parede de músculos estava colada a mim e a tensão sexual havia de fato se instalado entre-nós. Toquei o peito marcado pela camiseta e deixei que um sorriso travesso adornar meus lábios. Chamei-o com meu indicador, ele segurou minha mão e mordeu o dedo com mais força do que devia ― como se isso fosse um lembrete para que eu não me esquecesse de que ele não era um boneco como os outros e outras que cruzavam meu caminho ―. Sorriu ácido e antes que eu pudesse reclamar, meus lábios foram tomados por uma boca ávida.

 Há quanto tempo eu fantasiava com aqueles lábios tão traiçoeiros?

 Não havia mais lugar para mágoas ali, que Nelliel e Orihime fossem para o inferno.

 Puxei os cabelos alaranjados com força e busquei por mais contato. Ele brincava comigo, me beijando vorazmente e quando eu correspondia na mesma intensidade, ele simplesmente voltava para um ritmo mais lento enquanto ria do meu semblante confuso. Larguei o copo em cima de uma pequena mesa e joguei o cigarro dentro do resto de bebida que continha no mesmo. Impaciente seria o melhor adjetivo para definir meu atual estado.

 Agarrei a mão do ruivo que tinha uma feição diferente, talvez a bebida tivesse inebriado os sentidos dele, ou talvez fosse só o desejo contido. Foda-se.

 Subi as escadas tão conhecidas da casa Abarai e joguei Ichigo no quarto de Renji que por milagre divino não estava tão desarrumado. Tranquei a porta atrás de mim e subi minha blusa até a metade da cintura.

 ― Eu tiro ― Ichigo me impediu e, em um piscar de olhos a blusinha preta foi jogada em algum lugar do quarto. Puxei ele pela camiseta branca e o joguei contra parede, ele soltou um riso ao bater as costas no local duro e me puxou pela cintura. O beijei sem cerimônia certa de que aquilo não aconteceria mais. ― Você é muito pequena ― murmurou incomodado, não tive tempo de formular uma resposta arrogante já que ele me ergueu do chão e inverteu as posições.

 ― Cretino ― falei ao ser prensada com força, apertei minhas pernas em volta do quadril e notei que ele ainda estava totalmente vestido. Eu não tinha disposição para desabotoar aquilo então apenas rasguei. Botões voaram por todo o quarto e como castigo recebi uma mordida no ombro que definitivamente deixaria marcas no outro dia.

 Ichigo se afastou suficiente para que eu empurrasse a blusa pelos ombros dele, quando a peça tocou o chão, ele sorriu divertido.

 Agarrei os cabelos da nuca e deixei que meus dedos se perdessem no emaranhado de fios ruivos. Ele intercalou beijos e mordidas pela extensão do meu pescoço enquanto pressionava sua masculinidade contra minha região íntima. Gemi pela fricção dos corpos e puxei os cabelos ruivos forçando-o a inclinar seu rosto para trás, encarei os olhos âmbar na busca de algum arrependimento. Não, definitivamente não tinha nenhum arrependimento estampado ali, não quando as mãos perambulavam por dentro da minha saia apertando-me a carne ou quando seu olhar estava absorto em luxúria.

 ― Não sei por que demorei tanto para fazer isso ― ele sussurrou contra meus lábios.

 ― Porque você é um covarde ― respondi sem desviar os olhos. Ele riu amargo, vi uma magoa conhecida pairar sobre nós.

 Meu peito subia e descia descompassadamente, o ar parecia mais pesado que o normal e a ansiedade me corroía por inteira. Cogitei em correr para longe de Ichigo antes que meu estúpido coração arrebenta-se minha caixa torácica. Como se adivinhasse meus pensamentos, ele apertou as mãos em volta das minhas coxas na medida em que se inclinava e me beijava devagar.

 Compreendi como um pedido mudo de desculpas, e não, definitivamente eu não perdoaria nada. Não perdoaria as lágrimas que derramei, não perdoaria às vezes que ele me ignorou e não perdoaria o fato de ter voltado com aquela azeda desgraçada.

 ― Você quebrou meu coração ― sussurrei enquanto ele caminhava comigo no colo. Sentou na cama e minhas pernas continuavam em volta do seu quadril. ― Agora você me paga ― conclui esparramando minhas mãos sob o peitoral no intuito de empurra-lo com força contra o colchão.

 Montei impondo domínio e colei nossas barrigas nuas. Um click ecoou e meu sutiã foi tirado de mim, Ichigo raspou as unhas em minha coluna enquanto descia para minha bunda. Uma batida da música ecoou tão alto pela casa que prendi minha respiração ao sentir minha intimidade roçar contra o membro duro dele. As mãos continuavam guiando-me ali, o atrito me fez jogar a cabeça para trás e ele ergueu-se o suficiente para capturar meu seio esquerdo, mordiscou-o de leve enquanto chupava meu mamilo com gula. Puxei seu rosto devolvendo o favor ao morder o lábio inferior com um pouco de força. Cavalguei em seu colo mesmo estando vestida na parte de baixo, a sensação era extasiante. Segurei os ombros e finquei minhas unhas descendo até o antebraço, ele riu nasalado balançando a cabeça negativamente. Em um instante eu já estava debaixo de si, minhas mãos foram presas acima da minha cabeça e eu não consegui conter o veneno.

 ― Não pode ficar marcado por causa da namoradinha é? ― gritei contra a curvatura do pescoço, em resposta ele pressionou o membro contra minha intimidade e eu detestei o fato de não ter conseguido segurar o murmúrio lânguido que escapou de meus lábios.

 ― Não me provoque ― pediu vacilante.

 ― Ou o que? ― perguntei soltando meus braços com força. Ele sorriu e puxou minha saia para cima. Correu a língua pela extensão da minha barriga e empurrou a calcinha para o lado. Céus eu estava tão molhada que podia sentir escorrer.

 ― Você está muito molhada para alguém que quer falar sobre assuntos inoportunos ― falou alto, a música ainda estrondava pelos quatros cantos.

 O Kurosaki era malvado, tive a certeza quando contornou minha entrada com a ponta do indicador sem penetrar. Ele chupou a parte interna das minhas coxas e mordeu em seguida, raspou os dentes perto da minha feminilidade, arqueei as costas em antecipação. Quando a língua molhada tocou os grandes lábios, suspirei pesadamente. Eu queria mais, precisava de mais. Aquilo era a respostas para todas as minhas noites de insônia, para todas as incertezas.

 ― Se me quer, apenas prossiga sem jogos. Há muito tempo cansei dessa brincadeira de gato e rato que temos ― falei puxando os cabelos da franja para que ele me olhasse.

 ― Eu sempre fui teu ― respondeu e meu coração falhou em uma batida.

 Fui invadida pelo desejo dele em me fazer sua, a língua brincava como se fosse o entretenimento mais divertida do mundo. Joguei a cabeça para trás pela segunda vez naquele inferno de noite. Inferno delicioso, devo pontuar.

 Ele puxou uma perna e a deixou pousando em cima do ombro, ajudei a segurar a calcinha para o lado e deixei que todas as sensações me invadissem de uma só vez. Os nervos à flor da pele agora me eram tão convencionais...

 O ruivo estava implacável, me saboreando como um banquete único. Agarrei o cabelo e passei descontar a sensação dos espasmos ali ao invés dos lençóis, eu queria mostrá-lo como eu estava louca com aquelas provocações. Ele ameaçou colocar o dedo ali, mas o impedi. Reuni todas as minhas forças e o empurrei com o pé. Ele foi para trás confuso, mas isso não o impediu de segurar minha coxa e puxar a calcinha para baixo livrando-me da peça, aproveitei para engatinhar até ele. Tentei tirar o cinto, mas me atrapalhei. Culpa da bebida, confesso.

 Ele entendeu o recado e me ajudou a desafivelar o maldito objeto. Ichigo sorriu aliviado, como se a ereção latejasse dentro do jeans apertado. Montei em cima dele novamente e para surpresa do ruivo, direcionei seu membro pulsante para minha entrada. Eu não queria perder tempo sendo preparada, não queria perder mais nenhum tempo na verdade ― muito menos para caçar camisinhas por aí ―.

 Kurosaki gemeu rouco e eu senti um pouco de dificuldade ao forçar o falo rígido contra a região minuscula, doeu? Sim, muito, contudo eu não voltaria atrás por nada. Ele arranhou minhas costas e o ardor inebriou ainda mais os meus sentidos. Senti-me como fêmea no cio e a falta de experiência com homens foi largada no inferno já que o instinto tomou a frente. Quando ele começou a mexer-se, ainda doía, céus! Eu não era virgem, mas a sensação de ser rasgada ao meio também não me era tão ruim. Eu era uma amante da dor, afinal.

 

 Loba faminta ávida por mais

 

 ― Tão apertada ― confidenciou-me baixinho.

 Um arrepio varreu meu ser por inteiro. Sorri tomando os lábios para mim com força, mordi pausadamente quando ele me fez subir e descer devagar, apalpou minhas nádegas e desferiu um tapa sonoro, me apoiei nos ombros musculosos e os usei como apoio para rebolar em cima de seu colo, ondulei o quadril circularmente e o vi apoiar a cabeça na curvatura do meu pescoço. Ele me invadia cada vez mais, a bebida já não era a única causadora da nossa embriaguez. O desejo, a mágoa, o sentimento contido, o conjunto nos fez queimar de paixão.

 

Você sabe que eu amo a sensação de agitação

 

 Aumentaram a música. Sincronismo nunca fez tanto sentido na minha vida como agora; os gemidos eram abafados pelos beijos afoitos, o atrito das investidas me faziam sucumbir a um frenesi fumegante e a música.. Deuses como aquilo era bom. Eu estava quase esgotada, lambi o pescoço bronzeado e dessa vez ele sequer me impediu de marca-lo. Abracei-o demonstrando meu cansaço para continuar conduzindo, ele riu beijando meu olho esquerdo e me deitou sem se retirar de mim. Cruzei minhas pernas em volta de sua cintura e foi inevitável impulsionar o quadril em busca de mais contato.O beijo agora tinha um gosto férreo resultado das mordidas fortes, as línguas travavam uma verdadeira guerra e eu podia sentir meus lábios inchados enquanto ardiam, mas mesmo assim eu continuaria beijando-o sem parar. 

 

Nós podemos fazer o que você quiser fazer

 

 Fundo; gemi alto. Fundo; os espasmos ditavam minhas atitudes e eu o arranhei por inteiro. Fundo; arqueei a coluna e meus olhos ficaram marejados. Fundo; ele apertou meu queixo com força, ri com o sadismo alheio. Fundo; as testas tocaram-se e não contive nenhum gemido. Já tínhamos ultrapassado todos os limites de pudor e ética.

 ― Isso é t- tão bom ― consegui falar. Minha respiração estava entrecortada e ele arfava em cima de mim. Meu corpo pulsava e o suor escorria sem parar.

 

Você me mandou direto para o paraíso doce assassino em série

 

 ― Logo essa música ― sacaneou agarrando um braço meu e depositando um beijo em minha mão.

 

Eu te amo só um pouco de mais

 

 ― Eu sou o que seu coração deseja? ― sussurrei sentindo uma descarga elétrica passear pelo meu corpo, uma torre estava sendo erguida e eu conhecia bem aquela sensação.

 ― Como assim? ― repetiu as mesmas palavras de meses atrás.

 ― Você não sabe? ― me esforcei para manter o diálogo.

 ― Só não entendi bem o sentido da pergunta ― apertei minhas pernas com mais força. ― Just have fun, wanna play you like a game boy ― passou a mão pela minha cintura rasgando por onde passava com a unha.

 

Apenas se divirta, quero te jogar como um jogo garoto

 

 Rendi-me sentindo tudo despencar de uma enorme torre. Todas as minhas energias foram drenadas naquele momento. Ichigo me olhava vitorioso, implacável, tão belo...

 

Acho que vou vê-lo acabar

 

 ― Sociopata ― ele sussurrou me apertando contra si, fui invadida pelo seu ápice e acompanhei o gemido alto. Caímos esgotados e o fitei sem acreditar no que havia acabado de acontecer.

 ― Suicida ― corrigi sem me distanciar do corpo esguio.

 ― Quero você ― respondeu fechando os olhos, acompanhei-o na ação enquanto os dedos longos dedilhavam-me a face.

 O som foi diminuindo, minha vista foi pesando e de repente solavanco me tirou do torpor. Abri os olhos imersos no cenário claro.

 Como assim claro?

 Tateei a cama e dei um verdadeiro pulo ao me encontrar sozinha no meu quarto. Puta que pariu, tudo havia sido um sonho?

 ― Não não nãooooo ― marchei até o espelho. Nenhuma marca nenhuma declaração, nada. Apenas uma Rukia com o sexo levemente molhado pelo sonho erótico. ― Deus não me ama ― joguei a cabeça para trás. ― Por quê?

 Aaaaaaaaaaaaaaaaaaa

 Queria estar morta

 Novidade

 Por mais que tenha sido só um sonho, eu me sentia quente. Olhei meu cabelo desgrenhado no espelho, como eu desejava-o.

 Que

 Como eu odiava-o isso sim, garoto maldito.

 Peguei meu celular e fui à galeria de fotos, lembrava-me vagamente de uma foto dele após o treino. Suado e com os músculos expostos. Escorei minhas costas na parede e deslizei as mãos para barra da calça moletom.

 ― Rukia querida, saia logo desse quarto. ― Hisana gritou batendo na porta.

 Credo cade a privacidade dessa casa?

 ― Saco ― sussurrei saindo de toda a magia que o sonho havia deixado.

 

Não adianta ficar remoendo, certo?

 

 Olhei para o calendário em cima da mesinha do computador e vi o dia dez de outubro circulado por uma caneta vermelha ― acabei sorrindo ao concluir minha contagem regressiva ―. Enfim o aniversário de Orihime havia chegado. Fiz um textão clichê como todas as melhores amigas fazem ― por livre espontânea pressão ― e postei até um vídeo de fotos. Não demorei na higiene pessoal, muito menos em me produzir. Eu estava ansiosa, não tanto como Inoue já que o aniversário dela caiu coincidentemente no mesmo dia em que o animafest começaria. O evento de anime trazia consigo um grande rebusco da cultura japonesa, fora que eu queria muito ver o empenho dos cosplayers esse ano.

 Queria ter tido paciência para arranjar uma fantasia de paquita do diabo, mas bem, ainda teria o halloween para isso.

 

 Dezessete anos hein

 

 Graças a uma carona de Hisana, não demoramos em chegar à casa da ruiva. O começo do sábado estava bem tranquilo. Minha progenitora parecia cansada, perguntei se ela estava dormindo bem e ela riu com a palavra ‘’dormir’’ ― coitada ―. Sorriu gentil para mim e disse que iria a um centro de massagens para ter um dia de rainha. A burguesia me mata.

 Bati na porta antes de adentrar na casa repleta de enfeites, a senhora Inoue estava cozinhando o almoço mesmo tão cedo e seu irmão mantinha-se no quarto trancado ― quem sabe até dormindo ―. Cumprimentei a ruiva mais velha e recebi um beijo no topo da cabeça. Virei-me a tempo de encarar uma Orihime elétrica sentando ao meu lado na mesa da cozinha, ela estava tão linda que até me esqueci dos últimos acontecimentos duvidosos envolvendo a ruiva. Meia calça, short cintura alta, uma blusa decotada com uma xadrez por cima, há sim, parecia uma boneca trajando aquelas vestes.

 ― Bom dia! ― mantinha um tom de voz contagiante.

 ― Bom dia querida ― a senhora Inoue abraçou a filha.

 ― Oi xuxu ― murmurei sentindo os braços contornarem meu pescoço. ― Parabéns.

 ― Obrigado meu bem ― beijou minha bochecha.

 Degustamos o café da manhã ― sim, uma verdadeira degustação já que a mãe dela nos encheu de mimos ― e saímos em seguida. Teríamos um dia longo pela frente.

 Eu acompanhei Inoue em tudo, partilhei dos risos que ela dava ao ter as cantadas mais sem noção direcionada a si, da admiração pela decoração bem estruturada que o evento havia preparado, pelo susto seguido de um grito esganiçado ao se deparar com o cosplay do Jason logo atrás dela. Só não pude compartilhar com a felicidade que atingiu a ruiva após Neliel chegar.

 

Isso já era pedir de mais

 

 Não é como se eu tivesse algo contra... Ela. Ou tinha. Não sei.

 Nell me abraçou e eu retribui. ‘’Preciso ir ao banheiro’’ foi tudo o que disse, seguimos a esverdeada durante seu trajeto para o banheiro e parei em frente ao espelho enquanto admirava meu próprio reflexo. Escutei um ‘’que barriga bonita’’ de Orihime para ela e apenas olhei de soslaio.

 É... Ela não era feia.

 ― Rukia, gosto de você, porque é muito pequena ― Nell falou sorrindo e me abraçou em seguida.

 

Iludida

 

 ― Tu é toda linda mulher ― respondi e senti algo escorrendo pelos cantos da minha boca. Ah! É só meu veneno ― constatei ― passei a ponta do polegar no canto inferior dos meus lábios e ri maldosa para meu reflexo. o bom senso repreendeu-me.

 Saímos de lá para andar pelo local.

 Nunca fui de trocar muitas palavras com Neliel, mas naquele dia em especial, ela parecia mais comunicativa que o normal.

 ― Eu não entendo. Demora muito para responder e quando responde é assim... ― Nell falou e eu não consegui distinguir se sua expressão era de ansiedade ou confusão.

 Orihime tomou o celular das mãos alheias e olhou pela barra de notificações, como eu estava ao lado dela, pude ver de quem se tratava. Um desconforto atingiu-me sem dó ao lembrar-me do sonho quente que tive com o namorado de Nell, mas sinceramente? Eu não me importava. Tinha sido bom e por mais que eu odiasse ele, não consegui me manter longe das fantasias sexuais envolvendo o belo morango.

 

Ichigo: Tudo bem ctg? :3 [13h35]

 

 ― Demora em responder também. ― a ruiva falou entregando o aparelho de volta. Fiz-me de doida e contemplei o telhado, eu adorava fazer a linha pêssega para estar por dentro da fofoca.

 ― É isso que estou fazendo. Ele está doente e fica saindo para correr no parque. ― murmurou mordendo os lábios.

 

Hmmm doente é? Espero que M O R R A

 

 ― No parque ecológico? Ele mora perto de lá né? ― Orihime indagou e eu fingi não estar prestando atenção na conversa.

 ― É... Ei! É ela? ― Nell não escondeu a surpresa em apontar para uma garota. A vi de longe, não conhecia e então não entendi muito a expressão alarmada da verdolenga.

 ― Vou ao banheiro discretamente ― Orihime sussurrou deixando Neliel ao meu lado.

 

Como se um poste peitudo fosse discreto, ainda mais com aqueles cabelos de bruxa…

 

 ― Você está bem? ― perguntei como quem não quer nada.

 ― Só com fome ― respondeu ― E você? ― sussurrou vendo Inoue voltando.

 ― Bem ― respondi desviando o olhar para mirar na ruiva.

 

Desembucha

 

 ― É ela. ― confirmou séria.

 

Ela quem viado?

 

 ― Eu vou lá, fiquem aqui ― Nell mandou e eu olhei para Inoue sem entender nada.

 

Meu Deus alguém me conta esse babado

 

 Tô nervouso

 ― É uma ex dela ― foi tudo o que disse.

 

Neliel nera hetero?

 

 ― Não me viu ― murmurou voltando, sua ansiedade estava claríssima. ― Vamos sair daqui ― pediu e assim passamos a explorar as exposições que o evento havia montado.

 Teve uma competição de k-pop e eu me vi fascinada em como eles dançavam bem. Do jeito que sou toda estabanada, eu nunca conseguiria pegar o ritmo daquelas pessoas. Após a competição, fomos em busca de tirar foto com os cosplayers que estavam espalhados por todos os lugares. Muito interessante.

 ― O que é aquilo? ― Nell perguntou apontando para pessoas encenando uma luta com espadas.

 ― Vamos chegar perto. ― falei andando na frente.

 Olhamos curiosas e uma mulher sorriu andando em nossa direção. Ela trajava um colete com os dizeres ‘’Filhos de Odin’’. Aquelas pessoas eram estranhas... Um cara estava usando lentes que deixavam seus olhos pretos por completo. Outro se vestia como um elfo legítimo.

 ― Bem vindas ao swordplay. ― sorriu ― Conhecem esse esporte? ― negamos. ― Então, swordplay é um esporte divertido que inclui batalhas com réplicas de espadas, arcos, e outras armas. São todas revestidas com espuma para que não ocorra nenhum acidente. ― falou rapidamente, como se o discurso já estivesse todo preparado em sua mente.

 ― Legal ― Nell pronunciou-se.

 ― A confederação japonesa listou alguns benefícios que o swordplay trás para saúde. Tais como; flexibilidade, resistência, concentração e equilíbrio, agilidade. Dentre outros. ― um menino sorriu.

 ― Querem tentar? ― a mulher perguntou ― Ainda temos vinte minutos para o evento terminar.

 ― Hoje não ― Inoue sorriu gentil.

 ― O que impede? ― ela indagou.

 ― Paradas lotadas ― riu.

 Olhei em meu relógio de pulso e quase não acreditei no horário. O dia havia passado tão depressa.

 ― Acho que vou jantar na casa do Ichigo ― Neliel constatou as horas e eu segurei o riso.

  ― Vai criatura ― Orihime incentivou.

  ― Tchau Rukia ― falou distanciando-se após nos abraçar.

  ― Até mais ver ― respondi agarrando o braço da ruiva e girando os calcanhares para sair do evento.

 ― Adorei o dia. ― confidenciou-me ― Obrigado!

 ― Me agradeça depois que eu comer seu bolo ― respondi morrendo de fome.

 ― Aaaaaaaaaaaaa meu sonho ― gargalhou puxando minha mão para atravessarmos a avenida.

 ― Cadê teu boy? ― perguntei lembrando-me da existência dele.

 ― Sabe a menina que queria ter ficado com você na beira-mar? Pois é, ele gosta daquela menina. Meio que tava comigo só pra fazer ciúmes a ela. Terminei. ― respondeu passando os braços ao redor do meu corpo. ― O bom de ser libriana é que arranjo crush em tudo quanto é canto ― riu.

 ― Essa é a Orihime que conheço ― respondi risonha.

 

.. Sweet Suicide ..

.. Chapter Fourteen - Lips so treacherous ..

 

 Dia dezessete de outubro de dois mil e quinze... Fiz uma nota mental de nunca esquecer o que meus olhos tinham acabado de presenciar. Eu esperava tudo, menos isso.

 Porque fez isso comigo Orihime?

 


Notas Finais


ANTES QUE EU ESQUEÇA, VOCÊS VIRAM O APELIDO QUE A RUKIA DEU PRA NELLIEL? ''VERDOLENGA'' KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
acho que faz apologia ao cabelo verde da Nell, n lembro de onde tirei esse nome kkkk

vou fazer aquela parada de tópico para explicar algumas coisas *desvia das pedras*

1- EU NÃO AGUENTAVA MAIS TANTO CU DOCE, MEU DEUS DO CÉU EU JÁ ESTAVA DE SACO CHEIO DESSE POVO VIÇOSO. * respira *
Galera, eu não escrevo hentai a quase quatro anos, sério, desde Instincts Of A Killer. Então peço que me perdoem a falta de prática, mas é que eu não aguentava mais a enrola. Precisou ser em sonho pq as pegações só começam em 2016. Eu estou tentando correr com o enredo, talvez os caps saiam maiores que o normal para que eu consiga desenvolver sem demorar tanto.

2- Semana que vem já começavam todos os meus cursos, ai minha semana ficará assim;
Segunda e terça de 13h ás 17hrs tenho curso de assistente administrativo (aquele para o jovem aprendiz, porém ainda não arranjei trabalho, só que eles já me colocaram lá então vou seguir o baile)
Terça e quinta de 17h ás 18h30 tenho curso de inglês na UECE (percebam que tem choque de horário com o do Ass Adm, tentarei mudar o de inglês para os sábados, se eu conseguir, será de 8h ás 12hrs no sábado).
Sexta-feira de 14h ás 17hrs tenho curso para carreira diplomatas na UECE novamente (universidade estadual do Ceara)
Durante o fim de semana, eu faço um preparatório para o enem, começa 13h até 17h30 tanto no sábado como no domingo. Será bem puxado, mas entendam que são cursos que farei de graça e o momento que tenho para rechear meu currículo é esse pois depois que o contrato de jovem aprendiz terminar, eu irei ingressar no ensino superior. Só não fiz ainda pq quero entrar na universidade publica.
Ai o que acontece, tentarei manter o ritmo de postar a cada duas semanas, caso eu atrase, peço que compreendam desde já. Espero de coração não passar de 3 semanas.

3- O pequeno dialogo entre o Ichigo e a Rukia fazem referencia a um capitulo já postado, é o primeiro dialogo deles com uma pegada de duplo sentido usando a musica serial killer da Lana.
o remix que me baseei é esse: https://www.youtube.com/watch?v=55pucOlWnvI
OUÇAM ELE É DEMAAAAIS, E TA TIPO COM CENAS DE ESQUADRÃO SUICIDA AAAAAAAAAAAA <3

4- Obrigado por todo apoio que me dão, sério. Eu juro que essa fanfic n ia nem chegar ao cap 10, me sinto mais empenhada graças a vcs! Obrigado xuxuzinhooos <3
Enfim, espero vcs nos comentarios combinado?

beeeijaaaaaaaaaaao, forte abraço e CARPE DIEEEEEEM <3


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