História SWEET WHISPERS (Jikook) - Capítulo 30


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amor, Ansiedade, Bangtan Boys, Bts, Depressão, Jeon Jungkook, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jung Hoseok, Jungkook, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Min Yoongi, Park Jimin, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, Suícidio, Sukisaturn
Visualizações 348
Palavras 1.057
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


As notas finais levam uma pequena explicação do capítulo, não esqueçam de ler, tudo bem?
Leiam também o capítulo anterior, aonde falo sobre a estréia de uma nova fic.

*À partir de agora, os dias não são mais contados, uma vez que o dia 162 chegou e está em seu fim.

Capítulo 30 - Poeira de Estrela.


JUNGKOOK

Era a hora. O corpo do loiro estava em meus braços, inerte ao espaço e tempo. O líquido avermelhado escorria por sua narina direita, entrando em contato com os lábios cheinhos. Eu estava em desespero, e poderia ver que o rapaz a minha frente também estava nervoso com o ocorrido. Com pressa ele busca as chaves de um carro sobre uma das penteadeiras.

– Rápido, vem.

Seguro o pequeno e delicado corpo de Jimin em meus braços, o apertando a mim. Sentir seu corpo amolecido e seus braços longe de enlaço em meu pescoço me deixava ainda mais aflito. Sentir sua própria vida se esvair em seus braços é extremamente doloroso.

Eu e o rapaz pálido corremos entre os corredores finos, enquanto ele empurrava com pressa pessoas que atrapalhavam nosso caminho. O choque era visível em todos os rostos enquanto corríamos para a saída dos fundos, próximo ao estacionamento aonde o carro do rapaz se encontraria.

Senti uma pequena movimentação em meu colo e fitei Jimin enquanto ainda percorríamos toda a confusão, chegando em uma grande porta vermelha de emergência. Os pequenos olhinhos se abriram de leve, me fitando diretamente, olhando minha alma como sempre fizeram, desvendando meus segredos e meus pensamentos. Meus olhos arregalados não poderiam mentir meu choque ao ver a pequena mãozinha ser levantada com dificuldade até meu rosto.

Como uma breve despedida. Antes de ser amolecida novamente.

O pálido empurra a porta com fúria e a segura enquanto desço as breves escadas rapidamente. Assim que descemos às escadas o pianista corre até seu carro preto simples, abrindo a porta traseira.

– Deixe ele aí. – Apertei mais o pequeno corpo desacordado a mim, negando com a cabeça.

– Eu vou com ele.

Não existia tempo o suficiente para uma discussão, então apenas entrei no carro com pressa, ouvindo a porta ser batida e em seguida o pianista tomando seu lugar como motorista.

Fito novamente a pele branca em minhas mãos. Seu corpinho desacordado tem as pernas esticadas sob o banco enquanto seu tronco é abraçado por meus braços. O medo tomava conta de minhas veias com uma rapidez absurda. Eu sentira o motor e a movimentação do carro, mas nenhuma palavra se esvaia por meus lábios, eu não enxergava o caminho. Apenas moldava em minha mente cada pequeno pedaço de seu rosto bonito.

Não só bonito aos meus olhos.

Me permito mentalmente chorar, e então lágrimas geladas escorrem pelas minhas bochechas, molhando as roupas sociais de segunda mão que eu vestia. Junto o peito de Jimin ao meu e sua cabeça em meu ombro enquanto o aperto ainda mais a mim. Um pedido mudo para tê-lo para sempre.

Para sempre em qualquer lugar que fosse. Em qualquer realidade paralela, lapso temporal ou qualquer nova vida. Tê-lo para sempre como minha estrela particular. O único dançarino de meus palcos. O pintor inexperiente. O tímido rapaz das fotos sob minha cabeceira. A única pessoa que despertara o melhor de mim. A borboleta que causaria quaisquer efeitos sob mim.

Sentia que essa não seria nosso último encontro, meu coração batia por si e eu sentira isso desde o primeiro dia que vislumbrei seu lindo sorriso, vindo de encontro a mim em uma mesa de nosso café. Eu sentia que éramos feitos para ser. Na maior complexidade de uma frase tão vaga, fomos feitos para sempre sermos ‘nós’. Para sempre um com o outro. E essa era a maior explicação que existia. O universo me daria mil realidades, mil vidas e mil encontros.

Éramos para ser.

Nenhuma explicação viria dos livros de física ou os achados astronômicos agora repousados sob minha pequena escrivaninha. Nenhum estudo explica as complexidades dos sentimentos, nenhum livro diria o que agora eu entendia.

Mesmo que meu menino fosse, ele seria meu para sempre. De novo e de novo. Somos presos a um looping chamado “destino” e não nos importávamos com o quão doloroso poderia ser, sempre teríamos outra chance de nos acharmos pelo universo.

De canto de olho eu podia ver o pianista levar o olhar a mim e ao pequeno, perguntando como o – agora loiro -  estava, mas eu não me sentia apto a nenhuma resposta. Seguro seu pequeno rosto morno na palma de minha mão e o olho novamente. Capturando qualquer detalhe da borboleta que poderia voar a qualquer minuto. Seu peito, ainda colado ao meu enfim me dá um fio de esperança. Sinto seu coração palpitar pela primeira vez colado a mim. Suas batidas, antes quase mudas, agora clamavam por mim e pelo contato que tínhamos ali, naquele tão improvável lugar.

Dirigíamos entre a noite escura por longas avenidas mal iluminadas, as estrelas brilhavam ao nosso redor enquanto pela primeira vez pude reparar no exterior. Uma cena tão linda que apenas estaria completa se meu pequeno dançasse por entre aquelas pequenas luzes, numa sinfonia perfeita feita para mim. E até mesmo o universo parecia entender isso.

Mais uma palpitação.

Seu corpo tentava ficar com afinco, se agarrava na esperança interna de que ainda não era o fim. Agarro meu próprio gorro em mãos e o arrumo sobre sua cabeça, escondendo as pequenas orelhinhas geladas dentro do tecido quente. Com certa dificuldade, retiro meu casaco pesado e cubro seu corpo morno com o mesmo. Limpo com minha camisa social seu nariz e o rastro de sangue que ainda escorria, agora por sua bochecha.

Tão lindo, puro e inocente.

Uso de meu tempo o observando para questionar o mal que o mundo pode fazer à pessoas tão boas como Jimin. Não existe lugar para a fraqueza, quando ela apenas existe nos corações ruins de pessoas que provocam o mal. As marcas em seus pulsos brancos não demonstram fraqueza, significam a força que ele usava para lutar contra os próprios instintos. O mundo consegue ser um lugar tão frio, sinistro e hostil que pequenas almas vindas do rastro de estrelas, tão puras e belas se veem abaladas. Essa agora era minha visão, talvez muito poética de um mundo tão ruim.

Como na outra realidade, agora eu compartilho do mesmo pensamento bonito de Park Jimin. Pessoas belas são poeira de estrela em um mundo ruim. E eu tinha uma pequena estrela em meus braços.

Sinto um baque brusco, levando meu corpo para a frente, o motor para.

– Anda, leva ele – O pianista deixa o carro, dando a volta com pressa até a porta ao meu lado. 


Notas Finais


Sweet Whispers desde seu início aparentou ser uma história sobre física e tempo, não é? Alguns nomes de capítulos foram dados segundo teorias da física. "Teoria do Caos", "Borboleta" (ligado ao Efeito Borboleta), "Ação e Consequência". Posso até mesmo citar "Verão e Inverno", sendo conectada diretamente ao tempo. Tempo esse que é um ponto sempre citado na história, desde o começo.

Ao final de tudo isso, Sweet Whispers não foi uma história sobre física, propriamente dita, e quis deixar claro nesse capítulo. A história, ao fim, foi sobre destino. Como almas podem ser interligadas pelo destino e como diariamente o destino pode dar ou não 'segundas chances' às pessoas certas.

Quis deixar claro também a visão que Jimin tinha sobre universo antes. Se lembram do dia em que foram pintar uma piscina abandonada? Uma cena tão peculiar, não é? E sobre como naquele lugar afastado conversaram sobre o amor de Jimin pelo universo. Não fora citado antes para que eu pudesse esclarecer ao final da história, mas Jimin tem uma visão poética do mundo e atrela quase tudo ao universo. Estrelas, planetas, teorias cósmicas. E aí você me pergunta, por que não foi citado antes? Eu gostaria de deixar a história ainda mais imersa no relacionamento dos dois, no amor crescente e no companheirismo que agora Jimin criava por Jungkook, uma vez que o último citado já o amava. Eu queria deixar para citar a visão de Jimin do universo quando Jungkook por completo fosse capaz de enxergar isso. Antes, a visão de Jimin não era entendida por completo por ele, e por isso, em sua narração, ele não citou com exatidão o que Jimin lhe dissera.

A história acabou também falando muito sobre como pessoas se encontram entre as mais diversas adversidades. E também deixa claro que mesmo que destruído, Jungkook tinha calmaria por dentro. Algo o dizia que Jimin estaria consigo de novo. Pode ser agora, na próxima realidade ou na próxima vida, quem sabe?

* Sobre o citado anteriormente, ao fim de Sweet Whispers, eu estrearei uma nova fic, levando o mesmo tema principal comigo. A superação. Dessa vez, levando para a parte física, uma vez que um dos nossos protagonistas será deficiente físico. E sim, também será Jikook (não consigo não escrever pensando nesses dois lindos). Já estou arrumando tudo direitinho para quase que imediatamente, ao final de Sweet Whispers, a nova história ser postada. Então, se quiserem ficar sabendo quando acontecer, ao me seguirem, serão notificados sobre a nova história.

Um beijinho em cada bochecha de cada um. O final está pertinho e espero que me acompanhem nessa. Estou com cada um de vocês.


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