História Sweets Obsessions - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~DavyAm

Postado
Categorias Originais
Exibições 5
Palavras 2.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi Pessoas!!
Há algum tempo que vinhamos escrevendo esta fic e por isso ela se tornou muito importante para nós.
Espero que gostem.
Boa leitura!!
bye.

Capítulo 1 - Adam


Fanfic / Fanfiction Sweets Obsessions - Capítulo 1 - Adam

Transtorno obsessivo compulsivo e sinestesia eram as palavras-chaves que o Doutor Hans usava para mim definir. Já havia me acostumado com essa classificação assim como os olhos do Doutor que me encaravam esperando eu quebrar o silencio. Olhei para o relógio para tirar minha atenção dele, mas logo me arrependi. O relógio marcava 16: 32, como que automático, dei um longo suspiro. Coloquei minha mão sobre a calça contando todos os números impares que vinham na minha mente.

—  Números quebrados? – Perguntou ele ainda com seus olhos fixos em mim.

Limitei-me a apenas concordar com a cabeça.

— Como foi para você nesses dias? – Tentou o Doutor Hans puxar assunto. – Nathan, se você não falar nada, eu não vou ter como te ajudar.

“Três anos, três longos anos”.

— Eu estou bem. – Falei tentando parecer convincente.

Eu juro ter visto o outro quase sorrir, aposto que estava sendo irônico.

— Se você está bem... então já podemos falar sobre o que aconteceu no parque perto de West Garden. – Disse o Doutor Hans me pegando de surpresa. E eu nem pude fingir como eu sempre fazia.

— Como? – Retruquei tentando manter a calma.

E mais uma vez, eu coloquei minha mão sobre a calça lembrando dos números impares... “Um, três, cinco, sete, nove, onze, quinze... Espera, faltou o treze!” Pensei balançando minha cabeça em reprovação para logo voltar a contar tudo de novo.

 

~ Sweets Obsessions ~

 

 

Um ano antes...

Vinte e quatro de dezembro de dois mil e quinze.

Abri a janela do quarto me arrependendo ao sentir o vento gélido arrepiar todos os fios do meu corpo. Minha agitação por ser dia de natal foi totalmente congelada pelo vento que havia entrado.

— Sério Nathan. – Esbravejou Noah que acabara de ser acordado pela luz do sol.

Não pude deixar de fuzilar ele mentalmente.

— A culpa é sua por ter voltado para casa ás cinco da manhã. – Falei enquanto fechava a janela. - Não sei como a mamãe deixou você entrar, e só para avisar já é meio dia. Ainda temos inúmeros preparativos para o jantar de hoje.

Encarei Noah vendo ele se espreguiçar enquanto pegava uma roupa para vestir. Meio envergonhado virei o rosto para janela e de novo me peguei analisando a casa ao lado. Era como se fosse um habito que se repete todas as manhãs.

Desde a morte dos Ross, a casa ao lado continuava inabitada. O gramado já podia ser chamado de floresta de pequeno porte, os vidros das janelas estavam completamente embasados e sujos, e a cor laranja de suas paredes parecia sumir a cada dia que passava.

— Você devia ser preso por ficar de olho na vida alheia. – Disse Nicole me assustando.

Seu vulto alto e esquio me fizerem recuar brevemente.

— Quando é que ela entrou no quarto? – Perguntou Noah para mim.

Apenas levantei os ombros mostrando que eu tão pouco sabia.

— Nicole. Primeiro, estamos numa cidade onde contemplar a vida dos outros é uma regra. Segundo, para eu ser preso por ficar de olho na vida alheia teria que ter alguma vida naquela casa, ou melhor, alguém vivo. – Retruquei tirando minha atenção dos falecidos Ross.

— Você é horrível! – Disse Noah se sentando em sua cama.

Não foi por maldade, mas a cidade devia superar esse fato. O acidente com os Ross foi há sete anos e ainda as pessoas comentavam como se fosse alguma notícia recente.

Fui até a minha cama sentando ao lado de Nicole.

— Você me acha horrível irmã? – Perguntei para ela fazendo uma voz de inocente.

Nicole parou de comer sua maça como se aquela pausa fizesse ela pensar melhor sobre a minha pergunta.

— Acho. – Respondeu ela enquanto se preparava para dar mais uma mordida na fruta.

— Já se passaram sete anos. – Falei encarando os dois. – Sete longos anos.

Sem paciência, apenas me levantei, não queria ficar falando sobre a “vida” alheia. Era natal e o que eu não queria era pensar em coisas ruins.

Desci as escadas chamando atenção da minha mãe, que pareceu surpresa por eu ainda estar ali.

— A Scarlet ligou filho. – Falou minha mãe me dando um abraço. – Você vai sair?

— Vou sim, vou passar na casa de Darwin.

— Nathan eu avisei a você que hoje iremos receber o meu maior patrocinador, então é bom que você volte a tempo para o jantar.

Desde o sumiço do meu pai, o tal patrocinador era o que mantinha a comida na nossa mesa, graças a ele as pinturas feitas pela minha mãe tinham algum valor.

Peguei o sobretudo preto e a bota para a neve de mesma cor, ambos estavam no armário embaixo da escada. Com uma mão colocando a bota e a outra no celular tentei mandar uma mensagem legível. Tentei escrever “Darwin já estou a caminho de sua casa, espero que você e Scarlet já estejam pronto.”. Porém, acabou que eu enviei “Darwin já estou faminto de sua casa, espero que você e a Scarlet já estejam no ponto”. Balancei a cabeça em reprovação, saindo de casa o mais rápido possível.

 

~ Sweets Obsessions ~

 

dois anos atrás...

Seis de junho de dois mil e treze.

Piscava constantemente na tentativa de me acostumar com o tanto de branco presente naquela sala. O médico, que devia estar na casa dos quarentas, veio me receber com um sorriso quase que palpável.

— Prazer Nathan, me chamo Henri Hans. – Falou o médico estendendo sua mão até mim.

— Prazer. – Respondi apertando sua mão, até me senti mais educado por isso.

Com um gesto o Doutor Hans pediu para eu sentar na poltrona a minha frente. Quando eu o fiz, todo acolchoado da mobília parecia me engolir... sabe areia movediça – acabei de me enfiar em uma...

— Nathan. – Disse o Doutor Hans chamando minha atenção. – Por que você veio aqui?

Olhei para ele pensando em sua pergunta. Não sabia como responder sem parecer cético quanto ao seu trabalho, eu não devia nem estar aqui, ou melhor, eu não precisava estar aqui.

— Sabe, Nathan. Como eu vou ser seu novo psiquiatra, não precisa falar tudo agora, só me diz o que te fez procurar alguma ajuda médica. –  Suas mãos cruzaram enquanto repousava cada um de seus cotovelos nos braços da poltrona.

Silêncio, silêncio e mais silêncio, passamos uns cinco minutos assim. Na minha cabeça passava várias coisas que eu queria falar, mas não conseguia coloca-las em palavras.

— Não era para eu estar aqui.  – Falei como um impulso.

Pensei em tantas coisas para no fim dizer isso.

— Então você não queria estar aqui? – Indagou o outro com os olhos fixos em mim.

— Não.

Não queria parecer rude.

— Desculpa. – Falei tentando redimir a minha educação. – Minha mãe insistiu para eu vim falar com você. Porém, eu não tenho problema algum, sou completamente normal.

— Nathan, nesse mundo ninguém é normal, no máximo as pessoas escondem o pouco de anormal que elas têm em si. Você poderia me contar um pouco sobre Adam? – Ao falar o nome Adam senti todos meus músculos se contraírem. - Sua mãe disse que ele é muito importante para você.

“Minha mãe?” Indaguei mentalmente, como assim ela tinha conversado sobre isso sem me consultar.

— Doutor Hans, eu acho que essa conversa pode ficar um pouco longa e você não iria querer escutar um adolescente de dezessete anos falar...

— Quero sim. – Disse ele me interrompendo.

— Por onde eu posso começar... – Pensei em voz alta.

— Talvez do início Nathan. – Falou o Doutor Hans recebendo um olhar reprovador da minha parte. – Como vocês se conheceram? Era disso que eu me referia.

Acomodei-me melhor na poltrona tentando achar a posição mais confortável para dar início ao meu monologo.

— Como conheci Adam? – Indaguei ao médico utilizando de todo meu poder de gesticulação.

— Eu sempre estive de olho nele doutor, desde o nosso encontro unilateral, já que ele só significa para mim. Naquele encontro perfeito foi quando eu descobri seu nome, Adam Terry Parker, a sua babá estava dando o duro em pega-lo enquanto ele corria pela loja de doces do Sr. James que fica entre o restaurante italiano e a boutique da sra. Kristin.

“Nathan, informação demais” pensei ao ver o riso de lado do Doutor.

— Enfim, num certo momento eu vi um ursinho pelúcia caído no meio da loja, e como uma criança normal que eu era, normal de novo para enfatizar, eu o peguei. Nele tinha uma etiqueta "Esse Bibi pertence a Adam Terry Parker". Nossa como foi um dia feliz, e foi aí que meu amor por ele se tornou uma obsessão, tínhamos seis anos quando tudo começou.

Aos sete me tornei seu colega na sala da soneca. E foi quando Adam disse a maravilhosa palavra, Nathan.

Aos oito, virei seu colega de mesa nas aulas de artes, matemática e história dos esportes, esse último totalmente dispensável, mas eu fiz porque ele estaria lá.

Aos nove, foi a primeira vez que dormimos juntos. Era uma noite de outono e uma tempestade caiu pela cidade, acabei usando essa desculpa para dormir ao seu lado. Sim, eu nunca tive medos de trovões, mas foi preciso para ficar mais próximo dele. Foi também aos noves que tomamos banho juntos, aquela sensação eu nunca vou esquecer.

“Nathan, informação demais” pensei ao ver novamente a expressão meio espantada do Doutor.

— Antes que eu esqueça, também foi aos nove que ele me deu um globo de neve no natal. Ainda mantenho ele em bom estado. Os dez, onze, doze e treze anos foram nossas idades de ouro. Pois em quatro anos consegui ser seu colega de mesa em nove matérias, mais a educação física. Foi também nela que foi dado nosso primeiro beijo, ele insistiu em dizer que era para não contarmos a ninguém até a nossa morte.

“Desculpa Adam esse segredo eu não levarei para o meu túmulo.” Pensei.

— Então vocês tiveram algum tipo de relacionamento? – Perguntou Doutor Hans me interrompendo mais uma vez.

— Calma, isso é um tópico que irei falar posteriormente. – Falei um pouco impaciente.

Limpei a garganta e cruzei a perna para continuar.

— Voltando. Nosso aniversário de onze comemoramos no mesmo dia, assim como o de doze e o de treze. Dividimos nosso primeiro cupcake red velvet em Londres, em três anos assistimos ao todo vinte e uma estreias no cinema. Sim Doutor, eu guardo cada entrada e ticket, e não, isso não me faz louco. Também foi aos treze que compramos moletons iguais que juravam nossa comunhão e amizade. Éramos tão felizes, porém tudo mudou. E o grande culpado foi ele.

— Afinal, vocês tiveram ou não algum tipo de relação? – Encarei o Doutor já perdendo a minha paciência. - Ok, continue.

— Aos catorze vi tudo o que construí na nossa relação acabar, Adam e uma garota chamada Lia começaram a namorar sem nem me consultar. Naquele ano perdi cinco matérias do colégio que eu compartilhava com ele, pois sua namorada fez questão de fazer ele mudar. Não consegui me contentar com as quatro matérias que sobraram, e ele ainda fazia questão de me dar um bolo nas estreias de cinema que marcávamos, doze no total.

Mas, tudo mudou quando ele terminou com Lia... tudo mudou para pior, Adam entrou finalmente para o basquete e as quatro matérias - mais educação física - passaram para uma, história do esporte. Como chorei naqueles catorze anos. Será que eu fiquei depressivo doutor?

— Depressão vai muito além de um choro Nathan. – Respondeu Doutor Hans com um sorriso.

— Certo, voltando de novo. Depois veio os quinze e dezesseis anos, foi aí que Adam encontrou novas amizades e eu também, o bom dia do ano anterior virou apenas um sorriso que depois veio a ser uma simples troca de olhares.

Nesse ano, vi ele ficar com a Ashley, a Tina, a Amber, a Margo, a Susan e namorar a Jessie. Perdemos o nosso maravilhoso contato e provavelmente ele nem deve ter mais aquele moletom que compramos aos treze que eu tenho até hoje, e agora que acabou a escola provavelmente não vamos nos ver nunca mais.

— E é isso que você quer? – Perguntou o outro.

— Sim, mas eu não consigo parar de pensar nele. Às vezes me pego falando comigo mesmo como se tivesse falando com ele. E toda vez que vejo algo na cor branca eu penso nele, sinto o cheiro dele mas agora tudo que é nessa cor eu associo a ele.

— Isso acontece com outras cores? – Perguntou o doutor Hans.

Tentei pensar um pouco nas outras, mais uma confusão de informação vinha a minha cabeça.

— Sim. – Respondi sendo sincero.

— Nathan, pelo visto você não é tão normal quando você disse.


Notas Finais


Postaremos o próximo capitulo o mais rápido possível!!
Espero que tenham gostado!!


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