História Synthetic Love - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Asking Alexandria, Motionless In White, Taylor Momsen
Personagens Angelo Parente, Ben Bruce, Cameron Liddell, Christopher "Chris Motionless" Cerulli, Danny Worsnop, Devin "Ghost" Sola, James Cassells, Joshua Balz, Personagens Originais, Richard "Ricky Horror" Olson, Ryan Sitkowski, Sam Bettley, Taylor Momsen, Vinny Mauro
Tags Asking Alexandria, Assassinato, Drama, Hentai, Linguagem Imprópria, Mistério, Miw, Mutilação, Romance, Suícidio, Taylor Momsen, Tortura
Visualizações 25
Palavras 2.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heyyyyyy, fraulein is back!!! Que saudade!

Ok. Dois anos e mais uns meses sem aparecer. Devo a vocês milhões de desculpas, me senti muito mal após ver até onde essa história havia chegado, e então, ter abandonado pela metade sem mais nem menos. Agradeço muito aos comentários que me motivaram a estar aqui hoje, postando esse capítulo. Eu também demorei um pouquinho até pensar bem que rumo eu iria dar para a SL, então aqui estamos.

Espero mesmo que não tenham me abandonado :c

Aproveitem, vem mt mais por aí!!

Capítulo 22 - Just stop, Alice!!!


Pov’s Madge.

Las Vegas, Califórnia

- Andy, eu tenho um plano. - disse, enquanto preparava uma xícara de café. Eu iria até o fim com isso. Precisava agir. 

- O que está pensando? - me perguntou, desconfiado. Andrew estava deitado no sofá enquanto passava os canais sem parar. Seria difícil, provavelmente ele não aceitaria, mas eu tinha de correr o risco, para ter a minha família de volta, e que todos ficassem em segurança. - Não seja muito ousada, Mag, tivemos sorte em sair da Europa sem sermos reconhecidos. 

- Eu sei, mas preste atenção. - Andrew me olhou, erguendo uma sobrancelha. - Você vai para Scranton.


 Pov’s Alice. 

Scranton, Pensilvânia

Quando acordei, meu corpo parecia pesado, como se um caminhão tivesse passado por cima enquanto eu dormia. Meu quarto estava escuro, apenas pequenos raios de sol adentravam pela cortina escura. Respirei fundo encarando o teto, então me perguntei que droga que eu fui fazer ontem

- Que bom que acordou. São três da tarde. - murmurou Richard olhando o visor de seu celular. Sentei na cama, um pouco desajeitada. Eu ainda estava com a roupa de ontem.Minhas costas doíam, junto com minha cabeça. Fiquei observando-o, ao pé da cama. Seu rosto cansado, seu olhar mostrava-me o quanto estava triste. Não respondi, então ele voltou a falar. - Por que insiste em machucar quem te quer bem? A sensação é boa? 

- Se refere à você mesmo? - perguntei franzindo o cenho. Por dentro, quis ouvir um sim. - Não, Richard. 

- Me refiro ao geral.

 Seu tom não era agressivo, não demonstrava estar com raiva e pouquíssimo demonstrava estar triste. Aquilo era decepcionante para ele. Eu via e reconhecia. Ele então se calou. Ele parecia não querer uma resposta. Fitei o nada por alguns segundos. O que estávamos fazendo? Provocações em todos os lugares, beijos às escondidas, xingamentos expressando o quão machucados estávamos. Beijando pessoas para suprir a necessidade de estar um com o outro. Eu não queria mais aquilo. Queria estar com ele.

- Richard, me perdoe por… - tentei começar a falar, para tentar que as coisas amenizassem entre nós. Talvez fosse tarde demais. Richard me interrompeu.

- Não diga nada, eu sei o que vai me dizer, mas eu não confio mais em você, Alice. Posso me preocupar, mas não quero mais. Não quero nada disso que estamos fazendo, então… apenas pare, Alice. Acabou.

 Richard levantou e se dirigiu à porta. Ele não teve nem o trabalho de olhar para mim. 

- Espera - levantei da cama e olhei em seus olhos. - Eu preciso que confie em mim. Por favor. Preciso muito de você. - supliquei. Ele negou com a cabeça e fitou seus pés. - Se é o que você quer, pelo menos diga isso olhando em meus olhos.

 Admito, eu estava me segurando para não deixar uma lágrima sequer escorrer. Richard me olhou, me encarou e olhou em meus olhos. E suas seguintes palavras bastaram. 

- Eu tenho certeza absoluta, Alice. Eu não quero. - ele respirou fundo apertando seus olhos. - Acabou, encare seus erros e forme seu caráter, porque para mim, você já era. Eu cansei. 

Ele sai do quarto deixando a porta aberta, enquanto eu estava boquiaberta. Aquilo eu nunca pensei ouvir dele. Aquilo doeu, doeu para um caralho. Ele havia desistido. Um nó se formou em minha garganta, então engoli o seco. E eu fiquei ali, devastada, mas eu tinha que encarar as consequências, o erro havia sido meu. Não deixara nem eu dizer algo. Aquilo não estava certo, e eu não iria aceitar assim, mas deixaria as coisas assim, até que eu tenha uma ideia. Meu celular começa a vibrar no chão, ao lado do meu pé. Respirei fundo tentando me recompor. Era uma mensagem de Grace. E havia outras cinco.

 “Hey, irmãzinha, o que quer fazer hoje? Ontem foi insano!!! Grace. “ 10 a.m

 “Alice, precisamos conversar. Quando acordar, me liga. Angelo.” 11.43 a.m

 “Lice, Chris acordou!!! Joshua” 12 p.m 

As outras três mensagens era do meu pai, não me dei o trabalho de abrí-las, simplesmente exclui. Então eu sorri, pela mensagem de Josh, estava aliviada. Coloquei meu celular a carregar e então tomei um banho quente enquanto tentava engolir as palavras de Richard. Fiquei na banheira até meus dedos murcharem. Então me vesti confortavelmente, peguei meu celular e fui para a cozinha. E lá estava Consuelo. 

- Alice, finalmente saiu daquela toca! - disse Consuelo, um pouco animada. Eu ri pelo nariz, sentei-me em uma cadeira próxima à bancada e escorei meus cotovelos ao mármore. - O que houve antes, com Richard? Ele saiu daqui parecendo abatido. 

-Nós terminamos, de vez, foi isso. - respondi, sem fazer muito caso. Não gostaria de mostrar minha vulnerabilidade quanto à isso. Consuelo pareceu surpresa. 

-Sério, querida? Mas ele passou o resto do dia cuidando de você. - disse triste. Interessante. Eu sorri sem mostrar os dentes. 

-Sério. Onde está Angelo ? Joshua disse quando voltaria do hospital? - pergunto, mudando de assunto. - Pensei que estariam aqui para me xingar… 

- Joshua foi para o hospital bem cedo com a Brianna, enquanto seu ex-namorado cuidava da você. E Angelo saiu com seu pai, os dois foram para o escritório. - disse ela, enquanto guardava a louça. 

-Tá bom, Consuelo, vai ser um longo dia. - disse pegando uma maçã em meio as outras frutas. E iria, afinal. Consuelo parou o que estava fazendo, me encarou por um momento. Parecia preocupada. 

- Alice… Você é uma garota linda, e extremamente inteligente, pode buscar o que quiser, mas acho que está vendo tudo pelo ângulo errado. 

- O que quer dizer? - perguntei confusa. 

-Você vai saber, só precisa ter foco. 

Ela se retirou da cozinha. Mordisquei aquela maçã enquanto pensava em suas palavras. Estranho, mas faz todo o sentido. Minha mãe, é claro. Lembrei-me da foto que me mandaram há poucos dias, e daquela carta que achei quando estava na casa de Grace, mesmo dia que conheci Bruce. Eu tive uma ideia. Juntei tudo o que eu tenho e fui para o escritório de Angelo, abri seu notebook, mexi em suas anotações, suas pastas, gavetas da mesa… nada.  

 Pov’s Angelo 

-John, fique calmo. Vai dar certo. - tentei acalmá-lo, mas parecia impossível. 

- Como, Angelo? Me diga o motivo de Andrew estar aqui! 

Não víamos Andrew desde o funeral de Madge, após isso ele havia se mudado para a Inglaterra, e nunca mais tive notícias, eu estava surpreso, mas não entendia o porquê de John estar tão apreensivo.

-Ele é seu irmão, com certeza quer vir ver a família, construir laços... 

-Eu duvido muito. Aposto que quer saber como eu lidei com a situa… Ele sabe que vou me casar com Abigail? 

- Ele já sabe, mas não foi por minha culpa. Eu juro. 

Ele respirou fundo sentando-se na cadeira à frente da minha mesa.

- Certo, certo… E então, o que acha que ele quer? 

- Vou mandar ele subir - disse discando os números da minha secretária. - Quando ele me ligou, disse que queria falar com nós dois, e também disse que passaria o Dia de Ação de Graças com nós. 

John suspirou. Estava transparente o quanto aquilo não estava confortável, mas confesso que eu estava contente. Detestava mentir para John, mas admito, agora mais do que nunca eu estava confiante de que daria tudo certo com Andrew de volta.

 Pov’s Alice.

 Ok. Procurei entre as gavetas novamente o álbum de fotos de capa dura que eu havia achado outro dia. E não estava em nenhuma das gavetas, mas uma estava trancada. Ótimo. Me sentei na cadeira giratória de couro que estava atrás de mim. Pense, Alice. Pense. Tateei em baixo da mesa com as mãos, e voalá, a chave estava ali. 

Abri a gaveta e bingo, foi como ganhar na loteria, só que o prêmio era as verdades sobre minha vida. Ali estava o álbum, uma pasta amarela, um envelope e algumas cartas. Comecei por essa ordem. 

Eu tinha uma irmã, Sophia. Intitulado como suposto sequestro. Minha ficha, ou sei lá ao certo o que era, meu processo dizia que eu supostamente poderia ter cometido dois assassinatos, mas não haviam provas concretas, então o caso foi arquivado. E o mais interessante? No local, havia eu e mais uma pessoa, tirando as vítimas. E junto nessa pasta amarela, havia uma cópia dos meus dados daquele inferninho que me puseram. Mas, também, havia uma ficha de outro lugar que eu também estive, um pouco antes. A assinatura do responsável legal era Abigail Beckman. 


O quê?!!

Respirei fundo. Ok, Alice. Você consegue. 

Haviam receitas médicas no envelope, me indicando a tomar antipsicóticos, antidepressivos, remédios contra esquizofrenia, demência, e a lista só aumentava. Agora sabia porque aqueles remédios me deixavam tão mal.

 Na ficha, me descreveram como perigosa, violenta, depressiva, psicopata, suicida, raivosa. 

Aquilo era muita informação. 

Revirei as cartas que estavam no fundo da gaveta. Então encontrei a mesma foto que recebi de alguém, a foto da minha mãe. Na anotação de Angelo dizia: Madge está viva. Junto com um endereço na Alemanha. Ele estava investigando por conta própria.

 Eu estava sem palavras, me recostei na cadeira tentando absorver cada detalhe de cada informação. Abigail tinha um dedo nisso tudo. Então ouvi um barulho. Angelo havia chegado com alguém. Apressadamente, coloquei tudo em seu devido lugar, perfeitamente, após tirar fotos com meu celular de tudo o que havia ali. Levantei da cadeira e me deitei no sofá que havia perto da janela. Nada havia acontecido. 

-Então, como eu havia dito antes… Alice, o que faz aqui? - questionou Angelo. Atrás dele, havia um homem desconhecido, que aparentemente era um pouco parecido com meu pai. 

-Eu recebi sua mensagem, então vim esperar aqui. Não quis te ligar. - respondi, quase honestamente. - E hm, quem é ele? 

-Ah, esse é Andrew. Andy, essa é Alice, crescida. - meu tio apresentou. O tal de Andrew sorriu, parecia que já me conhecia. 

-Eu me lembro dela. - ele disse se aproximando de mim. - Sou o irmão do John, o mais atraente, claro. 

Eu ri. Que interessante. Angelo revirou os olhos. As diferenças entre os dois eram claramente visíveis. Andrew parecia alegre, não era sério como meu pai. Seus cabelos eram em um tom de mel, também era mais baixo e mais novo.

- Então Alice, Joshua me contou o que houve mais cedo… 

-Então tio - eu comecei tentando desconversar. Se eu estivesse disposta a descobrir o que realmente aconteceu, não podia enlouquecer todos nessa casa. Precisava entrar na linha. - Eu andei pensando sobre isso, sabe, e sim, eu exagerei, estou errada e terrivelmente arrependida. Aprendi minha lição e não vai mais se repetir. Minha ficha caiu! - eu sorri, parecendo convincente. Ele me olhou, pensando. - Qual é! Eu juro! 

-Acho que ela diz à verdade, Angelo, não duvide de uma garota. - Andrew disse sem me olhar. Já levou pontos comigo. 

-Certo Alice, espero que não se repita! - meu tio disse, autoritário. Eu assenti e saí do escritório. 

Que alívio por ter me livrado dessa, mas havia um peso nas minhas costas por tudo o que eu acabara de descobrir. Subi as escadas e fui para meu quarto, que estava limpo e arrumado, com as janelas e cortinas abertas. Não sei o que seria de mim sem Consuelo. Me joguei na cama e deixei meus pensamentos tomarem conta da minha atenção. Me senti aliviada que Angelo acreditava na minha inocência. Mas por quê Abigail está envolvida? E outra, quem era a outra pessoa que presenciou tudo aquilo? E se minha mãe está realmente viva, onde ela está? A cada pensamento, eu ficava mais confusa. Parecia que minha vida era dentro de uma teia de mentiras, e a cada uma delas que eu cortava, a verdade me prendia em outra. Meu celular começou a tocar. Era Josh. 

- Alice, recebeu minha mensagem? Chris acordou! - ele disse, mas não parecia tão feliz assim. 

-Eu recebi sim, Josh, só… 

-Não importa, vem pra cá, estamos todos aqui. Não demora. E ah, infelizmente a Bonnie ainda não acordou, mas falo sobre isso com você depois. 

Então ele desligou, assim, na minha cara. Suspirei. Que droga, eu imagino como Richard deve estar, e também Chris, sabendo que ela ainda está em coma. Levantei apressada e vesti uma roupa qualquer para ir ao hospital. 

 ××××× 

Enquanto estava no elevador, pensei no que diria para Richard caso eu o encontrasse. Porque ele teria que me ouvir, mais cedo ou mais tarde. Talvez eu não devesse olha-lo, mas talvez sim, por educação. Ah, Alice, quem você quer enganar? De qualquer maneira meu jeito me entregaria. Andei pelos corredores calmamente, então passei pelo quarto de Bonnie. Ela ainda estava entubada, haviam muitos aparelhos em volta de sua cama. Chris estava ali, ao seu lado. Espera. Chris estava ali. Segurando a mão de Bonnie, e estava… chorando?

- Ele está lá desde que liguei para você, não sossegou até vê-la. - Joshua disse, atrás de mim. Meu corpo se mantinha imóvel. Aquela cena doeu tanto em mim. Me pus no lugar de Christopher. A dor por ter causado um acidente com a pessoa que tanto ama, sem saber ao certo se no próximo segundo, minuto, na próxima hora, ou até dia ou semana, se ela irá acordar ou não. - Alice? 

Joshua tira-me de meus devaneios. 


-Sente-se, vamos conversar. - ele pediu gentilmente. Eu sentei, ainda sem dizer uma palavra, sem tirar os olhos do quarto de Bonnie. - Você quer falar sobre ontem?

- Não, Josh. Foi burrice, não vai se repetir. - falei sem muito caso. Era verdade. Meu peito doía. Gostaria mais do que tudo, que, naquele momento, Richard estivesse me abraçando. 

-Ricky me contou sobre hoje mais cedo. - então eu o olhei. - Como você está? 

-Eu estou bem. Sabe como somos. Onde está todo mundo? - desconversei e peguei o copo d'água de sua mão. - Ele tá aqui? 

-Não, ele veio apenas dar oi e já foi embora. Os outros foram comer. Eu trouxe o Chris para cá depois de fazer alguns exames. 

Ficamos em silêncio, por um bom tempo. Joshua me olhou.

- Querem levá-la para Nova York, os pais dela disseram que acharam alguém que possa fazê-la acordar. Chris quer ir junto. 

-Josh, acha que ela irá acordar?

- Eu acho que… Ela precisa, pelo Chris, por todos nós.    


Notas Finais


Então, é isso. Me perdoem mais uma vez. Em breve eu estarei de volta.

Comentem!!! Espero mesmo que tenham gostado. Xoxo :*


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