História T R A U M A - WonTaek - Capítulo 4


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Categorias VIXX
Personagens Hyuk, Leo, Ravi
Tags Leobin, Levi, Taekbin, Taekshik, Vixx, Wontaek, Woonbin
Visualizações 38
Palavras 1.413
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Socorro que eu só atualizo fic a essa hora da noite(??)
Me desculpem, o curso e trabalho estão me engolindo, de fora as obrigações em casa.
Tô tentando postar e escrever no mesmo ritmo, já que odeio ficar com diversos caps prontos e não postar nenhum.

Eu espero que estejam gostando da história. Creio eu que essa seja uma das quais mais estou me dedicando.

Capítulo 4 - Noite conturbada


Fanfic / Fanfiction T R A U M A - WonTaek - Capítulo 4 - Noite conturbada

Taekwoon estava no celular quando Wonsik entrou na sala. Não que ele soubesse quem havia entrado ali, pois não olhou para a porta, mais era óbvio. A única alma que viva que esteve consigo em todo o tempo era ele.

Voltou os olhos para os pés do enfermeiro quando ele se aproximou da cama.

—Teve um bom dia?— Estava colocando as luvas.—Eu sei que mesmo que sua memória tenha voltado e você consiga falar, você não vai me responder.—Falou enquanto puxava o suporte de soros.—Mas eu vou continuar a tratá-lo como antes.—Abaixou a grade da cama.

Taekwoon colocou os braços na braçadeira e esperou o enfermeiro tirar a agulha do soro. Sem dizer nada.

—Pronto.—Retirou as luvas.—Falta poucos dias para ter alta, você se recuperou muito bem. Daqui a pouco traremos seu jantar.

—Obrigado.—Murmurou para que o enfermeiro não ouvisse, mas falhando.

Wonsik saiu do quarto com um riso.

Taekwoon estava no celular, após jantar, quando ouviu a porta ser aberta.

—Novamente aferir meus sinais vitais, Kim? Acho que está gostando de mim e está arrumando motivos para vir aqui.—Sorriu sem olhar para o homem, entretanto percebeu a diferença dos passos, que se aproximavam, e franzindo o cenho, ergueu o olhar da tela do aparelho para a porta.—Você…—Seus olhos pareciam sair faíscas quando desceu da cama.

Wonsik estava caminhando até o leito de Taekwoon para lhe entregar alguns remédios prescritos pelo médico quando, antes de entrar, viu uma silhueta dentro da sala, através da janela de vidro. E antes que desse por si, ouviu o barulho de vidros se estilhaçando quando um dos corpos caiu ao solo. Conseguiu ver num rápido movimento os traços de Hongbin.

Tentou abrir a porta, mas a mesma se encontrava fechada pelo lado de dentro. Seu coração estava batendo forte no peito e ele tremia quando chutou a porta, fazendo barulho suficiente para chamar a atenção de outros funcionários do hospital.

—Ele está trancado lá dentro com um agressor. Alguém vá buscar a chave de segurança e chamem a polícia!—

—Então você aguentou a queda, Taekwoon… nunca duvidei da sua força de vontade.—Riu soprado.—Mas força de vontade não supera inteligência.—

—Eu disse para você não…—

Foi impedido com uma risada súbita do menor, que se aproximava com os olhos brilhantes e profundos, onde pôde ver pouco pela fraca luz da lua que entrava pela janela.

—Como acha que isso vai acabar? Você sabe que é somente meu, Taek. Aqueles vídeos são como provas de amor.—

Jung teve nojo do jeito que ele o chamou, por seu maldito apelido que, antes, considerava carinhoso, enquanto ele se aproximou tocando-lhe as bochechas, num sorriso de canto.

—Eram somente vídeos, qual o problema?— Sua voz soava arrependimento, falso arrependimento, pensou Taekwoon.—Você estava completamente lindo neles.—

—Hongbin, você me dopou.—Cuspiu palavras entre dentes.—Seu nojento do caralho!—Voou uma mão em punho no estômago e outra na face alheia.

Hongbin se distanciou, com as mãos da barriga pelo súbito golpe, pegando uma jarra de vidro, com a mão livre, que estava sobre uma mesa e jogou na cabeça do mais velho.

—Eu te amo, Taek.—Ele falou embargado, chorando.

Taekwoon caiu ao solo no mesmo instante, sentindo sangue fluir e arregalando os olhos ao ver Hongbin se aproximar com uma faca, em seguida forçando seus sapatos em suas costas.

—Seu psicopata do caralho!—Murmurou desnorteado.

—E se você não vai ficar comigo, não…—Seus olhos se arregalaram quando viu que alguém abrir a janela do quarto e entrar.—Eu irei te procurar novamente…—De repente ele correu, pulando a janela do quarto e Taekwoon viu que Wonsik havia entrado pela janela, correndo até si.

O enfermeiro correu para a janela de vidro, tendo a visão de dentro do quarto. Taekwoon estava caído ao chão, pôde perceber sangue fluindo de suas têmporas, agarrado à um lençol, e enquanto tentava se arrastar viu o Hongbin pisar em suas costas.

RÁPIDO!— Gritou em desespero ao ver um objeto, prata e brilhante, nas mãos do menor no quarto escuro.

Tentou achar as fechaduras da janela, rezando para que estivessem abertas. Seus dedos empurraram o vídeo com força, que para seu alívio, deslizou.

Pulou para dentro da sala em questão de segundos, e quando Hongbin o viu, correu para a sacada do quarto e pulou dois andares abaixo. Wonsik não pensou em momento algum segui-lo, mas sim em socorrer Taekwoon. Abriu a porta da sala dando a possibilidade dos outros funcionários entrarem, avisando para tomarem cuidado com os cacos, e voltou para seu paciente

—Aquele desgraçado…—Taekwoon murmurou enquanto tentava engolir o choro. Seus olhos estavam quase transbordando em lágrimas.

—Está tudo bem, certo? Ele te feriu? Onde dói?—Tateou o corpo do paciente com cuidado, procurando ferimentos. Havia um arranhão em sua têmpora, onde sangrava um pouco.

—Não… isso foi do vaso que ele jogou em mim...—Tocou o ferimento fazendo expressão de dor. —Você está mais desesperado do que eu, enfermeiro…—Ele riu sem humor.—Mas… eu estou com muito medo.—Perdeu o falso sorriso e desabou em Wonsik.—Eu estou com medo.—Chorou aquela noite ali, no chão.

O enfermeiro o abraçou, afagando seus cabelos sem nem se importar em sujar o jaleco.

—Você logo vai sair daqui e ele não irá te perturbar.—Disse sem muita confiança. Aquilo estava ficando sério. Era a segunda vez.

—Como não? Ele sabe onde eu moro, onde eu trabalho, ele sabe…—Sua voz era embargada pelos soluços baixos.

—Shh… podemos dar um jeito nisso depois, mas agora precisa deixar que eu cuide dos seus ferimentos.—Disse apoiando as mãos de Taekwoon em seus ombros e o levantando.

A polícia demorou a chegar. Tanto que Taekwoon já estava sonolento, por conta dos remédios, já que não dormiria após aquele fato, quando um dos sargentos o acordou pedindo depoimento. Wonsik havia perguntado se não podiam vir outro momento, em que ele não estivesse descansando, mas disseram que as denúncias devem ser feitas o mais rápido possível.

—Ele é meu ex-namorado. Nós brigamos e eu terminei com ele recentemente. Hongbin não quer aceitar o fim, e por isso está atrás de mim.—Engoliu em seco. Não estava mentindo, mas estava omitindo alguns fatos, que considerava vergonhosos. Jamais iria revelar os fatos que considerava vergonhoso. Já era o suficiente revelar-se homossexual.

Jamais.

O policial anotou tudo e garantiu que se ele fizesse um pedido de distância mínima contra o ex poderia ser um método de se manter mais seguro. Uma carta chegaria a Hongbin e ele veria a proibição de pelo menos 500 metros de distância.

Taekwoon nunca acreditou, e nem iria, nesses métodos judiciais, até porque, se fosse para ele fazer algo, não seria o papel que o impediria.

—Tudo bem. Eu quero fazer um boletim e pedir a distância mínima.—Cedeu após ver Wonsik assentir de longe para si, com uma expressão preocupada.

Duas semanas depois.

Finalmente ele estava tendo alta do hospital. Era até mesmo estranho pisar na calçada e atravessar a rua. Sentir a brisa contra seu rosto e uma liberdade incrível.

Desde que esteve internado, sua maior vontade era poder voltar a tomar seu café favorito de sua cafeteria favorita, que por incrível que pareça, não era longe dali.

Suas pernas ainda estavam engessadas, mas o pior havia passado. Suas costelas estavam novas em folha. Nem parecia que algumas semana atrás sequer conseguia respirar normalmente.

—Um latte, por favor.— Pediu ajeitando a muleta para alcançar a carteira no bolso de trás da calça.

Sentou-se num canto menos iluminado pela luz do sol, com janelas fechadas e persianas na cor vinho.

Se sentia mais protegido assim.

Sua mãe o visitara pelo menos duas vezes por semana, já que ela trabalhava o dia todo, e sem descanso, tendo o pai para cuidar. Taekwoon sabia de suas dificuldades e por isso pediu para ela se preocupar menos consigo, e que seu pai, doente, merecia mais atenção.

Ficou de atestado médico durante o tempo em que esteve internado, e após o tempo, tinha recebido mais tempo até que retirasse o gesso, afinal, não poderia jogar com a perna imobilizada.

Logo tudo voltaria ao normal. Logo ele voltaria para o time e poderia treinar novamente.

Logo.

Dois dias após a alta.

As coisas haviam voltado ao normal, como sempre, mas Wonsik sentia a falta de algo, que no começo não soube identificar.

Sua rotina estava como sempre, e mesmo que amasse trabalhar e cuidar das pessoas no hospital, ele sentia a falta de algo.

Horas mais tarde.

Antes que Wonsik levasse todo o seu monte de roupas para a lavanderia, novamente, como um dejavú, viu outro papel, assim como os outros, cair do bolso de um dos vários jalecos.

55764322-4.

Era um número telefônico. O qual não demorou para discar.

—Alô?— Seu coração bombou quase arrítmico ao ouvir aquela voz suave que reconheceu no mesmo segundo.


Notas Finais


Eu tô percebendo que os textos estão formatando com grandes espaços (AAAAAAAAAAA).
Juro que no próximo vou tentar diminuir isso TT
É porque eu uso um aplicativo que dá os espaço automaticamente, e nisso, acho que ele está passando aqui com dois espaços entre os parágrafos GRRRRR
Beijos amores, espero que tenham tido uma boa leitura.
Qualquer dúvida respondo nos comentários 💜


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