História T3ddy-Cuidar de Você - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Lucas "T3ddy" Olioti
Tags Amor, Brigas, Descobertas, Festas, Mistério, Romance, Sequestro, Trafico
Exibições 103
Palavras 2.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Cuidar de você


Fanfic / Fanfiction T3ddy-Cuidar de Você - Capítulo 9 - Cuidar de você

A chuva cai lá fora, trovões e mais trovões, o tempo lá fora não estava nada agradável, não me lembro qual foi a última vez que vi uma chuva assim, Lucas estava sentado na mesa da cozinha revendo algum dos seus novos contratos, Gabriel brincava com alguns carrinhos no sofá, e eu observava a chuva pela janela, imersa em pensamentos, ultimamente eu só ficava assim, preferia lugares silenciosos, onde poderia pensar, a noite eu mal conseguia dormir, as ligações de alguém dizendo ser o pai de Gabriel me atormentava, procuramos a polícia, mas não deu em nada, nunca dava, Lucas tentava me acalmar. Eu só tentava entender o porquê de Paulo estar de volta, e querer Gabriel, será que minha mãe também havia voltado? Por que eles teriam voltado depois de anos? Isso era estranho.

— Amor...— Senti uma mão sobre meu ombro, podia sentir seu cheiro, Lucas estava ali, lentamente ergui minha cabeça e o olhei.

— Oi?— perguntei.

— Está tudo bem?— Perguntou dando a volta na cadeira e se sentando ao meu lado.

— Está.— respondi serena. Mas ele me conhecia, sabia que não estava nada bem.

— O que está te atormentando dessa vez?— Me olhou sério. Pensei em mentir, falar a verdade não era uma boa opção, eu não queria ficar enchendo ele com  meus problemas, ele já tinha os dele. Mas se eu não falasse...— É sobre o homem que diz ser o pai de Gabriel?— Ele me olhou preocupado, apenas balancei a cabeça concordando—  Não precisa ficar preocupada, esse cara não vai fazer nada.— Disse segurando em minha mão.

— Eu não sei… Se realmente for o Paulo, ele é o pai de Gabriel, e se ele querer levar Gabriel de mim?— Perguntei assustada— Eu não sei o que fazer, a cada ligação eu sinto que ele está mais perto.

— Amor… Se depender de mim, esse cara nunca vai chegar perto de vocês.— Disse me olhando nos olhos, segurava minha mão com firmeza— Eu prometo.

— Eu acredito em você.— Sorri sincera— Obrigada.

— Não precisa me agradecer, eu vou cuidar de você, como havia prometido.— Sorriu— Vem cá...— Disse me segurando e me puxando para seu colo— Ficar pensando nisso vai acabar ficando louca.

— Eu sei, mas é difícil, vai saber do que esse cara é capaz de fazer…

— Não se preocupe, nada de ruim vai acontecer...— Sorriu me olhando. Me aproximei e selei nossos lábios.

Era tão bom tê-lo comigo me passando segurança, como era louco, eu nunca pensei que ele estaria comigo, me protegendo, me tratando bem, se mêses atrás alguém me dissesse que esse era o Lucas Olioti, eu duvidaria até o último segundo. Ele estava mudado, talvez esse sempre tenha sido ele, mas ele se escondia, não dava o braço a torcer que ele era uma boa pessoa.

— Eu te amo.— Sorri olhando em seus olhos, ele me olhou surpreso, assumiu uma expressão séria. Sei lá eu precisava dizer isso, estava entalado na minha garganta, pensei que ele não havia gostado. Mas acabei me enganando, ele abriu um sorriso de canto a canto e falou.

— Eu te amo.— Falou sorrindo, dentro de mim era como se houvesse explosões, estava tão feliz, eu queria sair gritando, ele havia dito que me amava, as palavras saíram diretamente da sua boca “Eu Te Amo” Não pensei duas vezes, me aproximei e o beijei.

******

Acabava de preparar o jantar quando a campainha tocou. Deixei a panela sobre a mesa, enxuguei as mãos no guardanapo e sai em direção a porta, deveria ser Lucas, ele disse que estava chegando, deve ter esquecido as chaves, corri até a porta, a campainha continuava tocando.

— JÁ VAI!— Gritei. Levei a mão na chave, destranquei a porta e girei a maçaneta, abri a porta, ao abrir, levei um choque, meu corpo todo se arrepiou— Pa...Pai?— Meus olhos se encheram de água.

— Oi...— Ele forçou um sorriso. Eu simplesmente travei.

— O...o...O que está fazendo aqui?— Perguntei surpresa.

— Será que posso entrar?— Perguntou olhando pra dentro do apartamento. Eu não sabia o que fazer. Ele ficou me olhando.

— É… Entra...— Disse dando espaço para que ele entrasse, e assim ele fez. Ele caminhou pra dentro da casa, fechei a porta, me virei, ele estava de costas pra mim, se virou me olhando— Como… Como me achou?—Perguntei curiosa.

— Sua mãe… Ela me deu o endereço.

— Minha mãe? Você se encontrou com ela?— Eu não conseguia acreditar, eu só poderia estar sonhando.

— A alguns dias atrás...—Ele forçou um sorriso. Franzi a testa, caminhei até o sofá.

— Sente-se...— Apontei pro sofá a minha frente, ele concordou, caminhou até o sofá e se sentou— O que te trouxe aqui?

— Você deve estar surpresa, afinal já faz um certo tempo que não nos vemos...— Forçou um sorriso.

— nove anos...— Falei o lembrando.

— Eu sinto muito por ter partido…

— Acho que já passou tempo demais pra se arrepender né?— O encarei.

— Me desculpe...— Ele abaixou a cabeça— Você não me entenderia.

— Ainda bem que nunca tentei...— Disse séria. Quando meu pai sumiu eu entrei em estado de choque, eu nunca entendi porque, ele e minha mãe pareciam se dar tão bem, e de uma hora pra outra ele resolveu sumir, eu tinha apenas doze anos, por mais que eu não entendia, eu nunca tentei saber o real motivo, porque me doía, e tocar nesse assunto era como cutucar uma ferida que não tinha cura.

— Você está diferente.— Ele forçou um sorriso— Ficou uma bonita mulher.

— Obrigada.— Agradeci.

— Tem os olhos da sua mãe.— Sorriu.

— Não acho...— Eu não tinha nada daquela mulher, nada, ela só me trouxe ao mundo, e na primeira oportunidade fugiu.

— Vejo que não gosta que fale nela.— Ele falou.

— Ela é um passado que não gosto de me lembrar!— Eu sei que meu pai também havia me abandonado, até antes dela, mas ela não abandonou apenas a mim, e sim meu irmão, e ela sabia o quanto eu havia sofrido quando meu pai partiu, ela fez o mesmo, ainda pior.

— Soube que ela foi embora, deixou você com seu irmão mais novo...— Concordei— Sinto muito.

— Não faz diferença.— respondi, ele se mexeu no sofá parecia desconfortável— Mas então, o que te trouxe aqui?— Perguntei novamente.

— Não vim aqui para tentar recompensar o tempo e voltarmos a ter um relacionamento de pai e filha, por mais que eu queira, eu voltei porque preciso da sua ajuda!

— O que?— ri, ele some por anos, e volta querendo minha ajuda?

— Eu sei que não tenho direito algum de lhe pedir isso, mas o que tenho pra lhe pedir, não ajudará apenas a mim, e sim você!

— Não estou entendendo!— Falei.

— Soube que Paulo voltou, e que te procura querendo seu irmão!

— Como você sabe?— Perguntei assustada.

— Tenho meus contatos, Mili...— O olhei séria, “Mili” era como ele me chamava quando pequena, senti meus olhos se encherem de água, ele me olhou sério— Me desculpe...— ele pediu arrependido por ter me chamado assim.

— Tudo bem...— Forcei um sorriso— Continue.

— Milena, a coisas sobre nossa família, sobre mim, sobre sua mãe que você não sabe, coisas que nos colocam em perigo, você precisa saber, mas antes preciso saber se posso confiar em você!

— Coisas? Que coisas são essas?—  Ele falando parecia um agente de FBI dessas séries de televisão.

— Coisas que vão te fazer entender o porquê de eu ter partido, o porquê da sua mãe ter feito o mesmo!—  Ele só poderia estar ficando louco.

— Você não vai inventar história né? Porque eu sei muito bem que você é bom nisso!— Eu conhecia meu pai, bom eu achava que conhecia, me lembro das histórias que ele me contava sobre suas viagens com minha mãe. Me lembro dele contar que lutou contra dois robôs gigantes, e eu como uma criança inocente acreditava, e enlouquecia quando ele me contava essas história, ele me dizia ser uma espécie de super herói, eu sempre acreditava, e fantasiava histórias, ele me dizia que quando saia pra trabalhar e demorava dias para voltar, era que ele estava salvando o mundo, eu ficava toda feliz, e fazia questão de contar pra todos os meus amigos do bairro, e eles ficavam com inveja. Mas tudo sumiu quando ele foi e não voltou mais, e o super herói acabou se tornando o vilão.

— Não Milena, eu sei que você não é mais uma criança, o que eu estou te dizendo é sério, eu sei que está magoada, que mesmo que passou anos ainda dói o fato de eu ter lhe abandonado, mas tudo o que eu fiz foi pro seu bem, pro bem da sua mãe!

— Estava salvando o mundo?— ri.

— Pode se dizer que sim!— Ele disse sério, eu ri.

— Não tenho mais dez anos!— O olhei séria— Essas suas histórias não me enganam mais!

— Essas histórias eram a forma de eu lhe contar sobre meu trabalho!— Ele me encarou sério.

— Sabe o que eu pensei quando você foi embora?— O encarei, ele fez sinal para que eu contasse— Que você tinha ido salvar o mundo— ri— Como você sempre dizia, eu sabia que você demorava um, dois, três dias pra voltar, e ficava orgulhosa, meu pai era um super herói— Sorri—  mas ai se passou uma semana, você não havia voltado, e mais uma, e outra, e então chegou o dia do meu aniversário, você não estava lá!— Meus olhos se encheram de água— minha mãe disse que você estava ocupado e que seu trabalho era puxado e me pediu desculpas por você não ter chegado a tempo, aquilo me doeu, e então os meses se passaram, e você não voltou, e mais uma aniversário, você não estava lá, você não ligava, não mandava carta, você simplesmente sumiu. E sabe o que eu pensei?— Uma lágrima caiu— Que um dos vilões haviam te matado, foi quando minha mãe me contou que você tinha ido embora, que havia outras pessoas que precisava de você. Mais e eu? Eu não precisava? eu não precisava do meu pai? do meu super herói? Foi quando tudo desabou, mamãe levou um cara pra dentro de casa, o qual ela me apresentou como seu novo marido, mesmo sem entender sobre isso eu soube que era o fim, você realmente não ia voltar, todas as noites eu chorava, pedia pra que Deus, pra que os anjos me trouxesse você de volta, mas meu pedido não era atendido.— Eu já me acabava em lágrimas, ele ouvia tudo calado— Eu tive que aceitar que meu pai, que você, tinha me abandonado e sequer se importou comigo, e mesmo que eu chorasse, e mesmo que eu corresse todos os dias às seis e ponto pro portão, você não estaria lá, você nunca mais estaria lá!— Vi quando seus olhos se encheram de água.

— Me perdoa...— Ele pediu baixinho— Me perdoa.— Pediu mais alto— Eu nunca quis te machucar, eu juro que o que fiz, foi pra te proteger!

— Que seja, se tem uma coisa que eu aprendi, foi seguir em frente sem olhar pro passado, de certa forma eu agradeço você, agradeço a mulher que se diz minha mãe, vocês me abandonando me ensinou a vencer, sem precisar de ninguém, me ensinou a dar valor nas pequenas coisas, me ensinou que não devo abandonar ninguém, hoje eu me tornei mulher, e posso dizer que tenho orgulho de quem me tornei, me lembro das vezes que pensei em desistir, mas me lembrava que tinha alguém que dependia de mim, e eu olhava pra frente e criava forças, e dizia a mim mesma, que não, eu não seria como meus pais, eu seria melhor que eles, muito melhor, eu continuei, eu passei fome, quase precisei desistir da escola pra poder cuidar de Gabriel, mas eu consegui, eu tive forças, eu fui ser humano de verdade e lutei, e onde vocês estavam? Só Deus sabe!— Disse entre as lágrimas—  Seja lá qual for o motivo que você voltou, mas eu não tenho tempo pra historinhas, se veio aqui pra me machucar de novo, peço que dê meia volta e saia por aquela porta e não volte nunca mais, eu vivi nove anos sem você, posso viver muito mais!

Vi quando a porta se abriu e a figura de Lucas entrou em casa, ele sorria ao ver que eu chorava, assumiu uma expressão séria, olhou pro outro lado e viu meu pai, que pra ele era um total desconhecido, ele rapidamente correu até o homem.

— O que você fez com ela?— Disse segurando no colarinho da camisa do meu pai e o levantando.

— Quem...Quem é você?— meu pai perguntou…

— O que você fez pra ela?— Lucas insistiu.

— Lucas calma...— Falei me aproximando e segurando em seu braço— Solta ele!— Pedi, ele me olhou duvidoso— Solta, pode soltar!— Insisti, e ele obedeceu. Meu pai o olhou assustado.

— Quem é esse cara?— Lucas perguntou irritado.

— Esse… Esse é meu pai!— disse o olhando.

— Seu pai?— Lucas perguntou surpreso.

 



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