História Taboo Love - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Júlio Cocielo, Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Exibições 68
Palavras 1.866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Enjoy

Capítulo 6 - Six



As últimas semanas da minha vida foram uma loucura. Eu tive que contar a mesma história umas mil vezes e aguentar um fandom inteiro em cima de mim. As fãs do Julio pediam uma explicação, meus pais pediam uma explicação, meu irmão e os nossos amigos pediam uma explicação, a mídia pediam uma explicação, a namorada do Julio pedia uma explicação. Eu queria uma explicação.
Mas, eu não tive a minha.
Meu carro foi consertado, mas quem tratou de tudo desta vez foi o Matheus. Para falar a verdade, eu não vi mais o Julio desde então. Toda vez que eu ouvia a voz dele dentro de casa me trancava no quarto ou fingia que estava dormindo. Eventos e confraternizações dos youtubers eu não estava indo, eu só sabia de algumas coisas que o meu irmão contava ou o Coelho. Mas, nenhum dos dois falavam do Julio e eu estou tentando entender o porquê de eu estar pensando nele. 
- Para a próxima aula, não se esqueçam de estudar o sistema de SWOT e os quatro P's. Isso irão ajudar vocês na matéria - o professor disse encerrando a aula e eu pude finalmente respirar aliviada por ser a última. Eu precisava passar em casa para trocar de roupa e ir encontrar Rafael para tratarmos sobre o evento. 

Organizar um evento era uma tarefa cansativa, mas extremamente divertida. Eu adorava visitar os salões, adorava preparar a decoração e ouvir os sets dos DJs. Quando estacionei o carro, consegui observar uma movimentação grande em frente a casa noturna, várias garotas gritando enquanto um segurança tentava manter a ordem. 

"Está uma bagunça na portaria, entra pela porta dos fundos" 

Visualizei e fiz oque Rafael mandou. Tentei ser o mais discreta possível para nenhuma daquelas meninas pudessem me ver. 
- Que loucura é aquele lá fora, Rafa? - disse cumprimentando o rapaz com um beijo no rosto. 
- É porque elas viram o Lukas entrar aqui.
Antes que eu pudesse perguntar de quem ele estava falando,  um homem com um sorriso mais lindo do mundo apareceu do meu lado me fazendo sorrir mais ainda. 
- Nossa, que saudades, princesa! - eu seria capaz de morar no abraço de Lukas de tão bom que era - você sumiu!
- Também estava com saudades. Com esse evento e a faculdade mal estou tendo tempo para respirar. 

Eu gostava de conversar com Lukas pelo fato do assunto surgir de uma forma tão gostosa e natural. Ele me contou sobre como ficou preocupado no dia do "desaparecimento" e que estava ali porque estava fechando parceria com o Rafa para divulgar o evento. 
Passando a tarde inteira na casa noturna, ele me ajudou a escolher o DJ, me ajudou a escolher a decoração e a fechar com o proprietário do local. Deu trabalho, mas ao lado dele nada era um sacrifício. 
- Tchau, Rafa. Se precisar de alguma coisa, me liga - disse me despedindo do meu "chefe".
- Tchau gatinha, tchau Lukas.
Rafael saiu do meu campo de visão, me deixando sozinha com o Marques. 
- Então, te vejo na social que vai ter na sua casa hoje? - arqueei uma das sobrancelhas, mostrando como não estava entendendo nada - puts, o Matheus não te contou, né?! Aquele cara é um poço de vacilo. 
- Ele quer me excluir do mundo, não é possível - o homem riu - mas, eu vou sim. Pode esperar por mim. 
- Olha não fale para ele que eu te contei, viu.
- Pode deixar - sorri - até mais tarde. 
- Até 

Desde criança eu tenho uma ótima criatividade. Por ser garota e ter irmão homem, sempre tive que brincar sozinha e olha, eu sempre me virei muito bem. O tempo passou e eu percebi que isso não mudou. Quando eu estava no hotel com o Julio, eu pensei que as coisas iriam mudar, quem sabe não rolava até algo entre nós. Mas, como sempre, ao pisar novamente em Osasco a brincadeira acabou. Príncipes encantados não existem e homens não prestam. 
Já era a terceira Skol beats que eu iria pegar, Matheus me olhava de canto de olho, Julio me olhava de canto de olho enquanto o meu alvo principal da noite não havia chegado. 
Fui até a cozinha e abri a geladeira, peguei mais uma garrafa vermelha e me encostei na pia. Por algum motivo, eu não estava bem, eu não estava feliz. 
- Desse jeito, vai entrar em coma alcoólico - ouvir a voz de Julio só fez o aperto no meu peito aumentar. 
- Não seria um problema - ri fraco abrindo a garrafa e dando um longo gole na mesma.
- Alice, eu queria conversar sobre oque aconteceu á semanas atrás...
- Pode começar - disse firme.
- Olha, eu sei que tudo pode parecer estranho, mas eu gostei de está lá com você. De passarmos a noite juntos e nos conhecendo melhor. E eu acho que até rolou um clima...
- Clima? - questionei.
- Sim, uma química - ele disse de uma forma tão simples que eu fiquei boba.
- Clima? Química? - ri tristonha - com uma pessoa comprometida? Não! - disse firme mais uma vez - metades não me faz feliz, gosto de pessoas inteiras, de pessoas sinceras e principalmente de pessoas que não mentem - quando vi que ele iria abrir a boca para falar alguma coisa o interrompi - e se também, se estiver sendo sincero, não importa. Eu e você nunca rolou. Eu e você nunca vai rolar. 
Eu sorri e sai da cozinha, uma parte de mim se sentia aliviada enquanto a outra se sentia ainda mais pesada. Eu estava me sentindo perdida. 
- E ai, bebê - Coelho falou depois de eu me sentar em seu colo - oque ele queria?
- Como sabe que ele foi falar comigo? 
- Fui na cozinha e vi vocês conversando - ele explicou.
- Ah, ele queria se explicar sobre oque aconteceu, sabe a história da namorada - bufei - eu não quis saber. Independentemente se ele estiver ou não com a namorada, eu não tenho interesse.
- Hum, então em quem você tem interesse? 
Por ironia do destino, ou por apenas coincidência, a campainha tocou e Matheus foi abrir a porta revelando a imagem de Lukas.
- Preciso responder? - ri fraco e me levantei, indo cumprimentar o rapaz - oi gatinho! 
- Oi princesa - Lukas me abraçou - que bom que você está aqui, pensei que o Matheus iriam te trancar no quarto. Eu já estava pensando em maneiras para te salvar. 
- Igual salvaram a Rapunzel? - perguntei risonha. 
- Igualzinho! - Lukas também estava rindo.
- A diferença é que a gente não iria precisar descer do quarto, né?! - a minha cara de pânico deveria ter sido gravada. Eu tenho um sério problema que é beber, ficar extremamente sincera e falar tudo oque não devo. A cara de Lukas era de diversão, ele estava rindo da minha frase ou da minha cara mesmo.
- Tem razão! - eu sorri pra ele envergonhada - você quer ir lá pra fora? Está quente aqui. 
- Ótima ideia. 
O céu estava limpo aquela noite dando uma bela visão da lua e das nuvens. Não estava frio, mas também não estava calor. A temperatura estava equilibrada, o ambiente estava equilibrada. Lukas passou seu braço pelo meu pescoço e seguimos em silêncio até o balanço do quintal. 
- Você gosta do Julio? - a pergunta me pegou de surpresa, mas eu não iria (conseguiria) mentir. 
- Talvez eu tenha dito um pequeno interesse nele naquela noite, mas de manhã já tinha passado. 
- Tipo a música do Davi? - Lukas questionou divertido.
- Ai que vontade de ficar com o Julio, já passou! - rimos. 
- Sabe uma coisa que não passou? - Lukas perguntou passando suas mãos pela minha cintura e eu coloquei minhas mãos em seu pescoço negando - a minha vontade de ficar contigo. 
TAQUEPARIU
Só pode ser brincadeira! 
Abri um sorriso bobo entregando a minha felicidade, eu sabia que os olhares dele não era atoa, que eu não era louca!
- Ai que vontade de ficar com você... - ri - não passou! 
Lukas abriu um sorriso e iniciou um beijo calmo me encostando na árvore que havia ali. Eu conseguia sentir algumas borboletas no meu estômago e minhas pernas ficarem bambas. 
- Vamos pro meu quarto... - eu disse quase num sussurro, mas Lukas pareceu gostar daquilo. 
Ele subiu primeiro e depois de alguns minutos eu subi, queríamos ser discretos (só queríamos mesmo, porque o olhar de Júlio para mim enquanto eu subia as escadas já denunciava que ele havia entendido tudo). 
Quando entrei no meu quarto Lukas estava sentando na cama e eu conseguia ver a sua ereção. Respirei fundo tentando me controlar e tranquei a porta. 
Eu não queria parecer uma adolescente que não tinha experiência com aquilo, eu não queira transar com ele (não agora), eu só queria ficar com ele num lugar tranquilo e confortável... mas quando eu sentei em seu colo rebolando levemente pela sua ereção, ele tenha compreendido de forma errada. 
Eu juro que tentei me controlar, eu ia resistir, mas aquela mão na parte interna da minha coxa já era sacanagem. 
Quando vi o meu vestido sendo levantando, quem acabou levantando fui eu. Deixando Lukas completamente excitado e confuso. 
Será que ele topa um boquete?
- Você é virgem? - ele perguntou calmo, por incrível que apareça.
- Não, mas digamos que minhas experiências sexuais não foram muito legais. 
 - O cara tinha um pau pequeno? - Lukas disse descontraído enquanto eu se sentava em seu colo novamente, mas dessa vez sem malícia. 
- Se fosse só isso, eu estava feliz - sorri tristonha.
- Se quiser, pode me contar oque aconteceu.
- Eu só gostei de um cara em toda a minha vida. Ele era incrível, tínhamos os melhores encontros, ele tinha 21 e eu 16. E sabe, ele era o tipo de cara quem uma mulher busca a vida inteira e eu tinha conseguido aos 16 anos... - engoli seco - eu fiquei completamente apaixonada. Até que ele queria sexo e eu era virgem. Então pensei: "eu gosto dele, ele gosta de mim, eu tenho vontade, ele também tem, porquê não fazer?" Na minha cabeça eu não iria fazer sexo, eu iria fazer amor. 
Respirei fundo e olhei para a Lukas, porra eu ia chorar.
- Não precisa continuar ser quiser...
- Não, tudo bem. Eu me me entreguei para ele e depois disso, o príncipe encantado sumiu. Ele mal respondia minhas mensagens e quando eu terminar, só faltou ele disser graças a Deus. Ele foi a pessoa que eu mais gostei na vida. Eu era cega, eu só vivia pra ele e por ele. Eu pensava nele 24hrs, e quando eu dedici ir embora, ele não hesitou em mandar eu ir. 
O silêncio instalou no local e o único som audível era da música. Um nó se instalava em minha garganta e eu sabia que se continuasse assim, eu iria cair no choro facilmente.
- Se você me desse a chance, eu iria te recuperar e recuperar o seu coração.
 


Notas Finais


Espero que gostem.
Não revisei o capítulo por preguiça, ignorem os erros.


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