História Taboo Love - Capítulo 47


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Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony, Nick Jonas, Wilmer Valderrama
Personagens Demi Lovato, Lauren Jauregui, Nick Jonas, Wilmer Valderrama
Tags Demi Lovato, Dilmer, Drama, Romance, Wilmer Valderrama
Exibições 195
Palavras 2.757
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 47 - Destino


Fanfic / Fanfiction Taboo Love - Capítulo 47 - Destino

Quando eu parava para pensar em toda aquela confusão em nossas vidas, percebia em como o destino era insano e ligava Wilmer à mim de qualquer forma. Quero dizer, passamos tanto tempo de nossas vidas juntos:  no começo e por um tempo só como amigos, depois como namorados, ficamos um ano sem ter nenhum tipo de contato para, então, enxergarmos que deveríamos ficar juntos. E mais uma vez, além de tudo, Wilmer criou o meu filho como seu por cinco anos... Distintos de tudo, nós seguimos com as nossas vidas sem imaginar que aquilo seria possível.

Nós fomos até a delegacia depois de tomar o café da manhã com as crianças em uma cafeteria. Para que elas não ficassem entediadas ou cansadas – porque eu não sabia quanto tempo demoraria até tudo se acertar – resolvemos deixá-los com a minha mãe, que tinha terminado um plantão e estava de folga em sua casa.

Nos encontramos com Nick e Ashley lá, porque achamos que seria melhor se todos nós estívessemos presentes. Fomos apresentados a um juiz que estava cuidando do nosso caso e as suas decisões fariam com que o processo todo acontecesse mais depressa. As decisões sobre Joe já haviam sido tomadas, mas ele teria direito a um advogado e poderia tentar se explicar... De qualquer forma, ele não poderia trabalhar por um longo período de tempo, não poderia mais trabalhar naquele hospital, teria que comprir alguns dias de prisão e teria que pagar uma multa.

Uma cópia do resultado do teste foi entregue à mim e outra ao Nick e a expectativa era grande. Nós abrimos o envelope ao mesmo tempo e lemos quase juntos e quando aquilo foi feito, nós dois nos olhamos ao mesmo tempo e um largo sorriso surgiu nos lábios de Nick... Bom, fazia muito tempo que eu não o via sorrindo daquele jeito, aquilo só acontecia quando Mackenzie o fazia sorrir.

— Positivo. — Eu murmurei.

— Positivo. — Nick repetiu.

Wilmer que estava parado ao meu lado, leu o papel em minha mão também e quando eu o olhei, ele sorriu de forma grandiosa. Então, ele me puxou para perto de si e beijou a minha testa com carinho me fazendo sorrir. Quando ele me soltou, Nick se arriscou em se aproximar e sem jeito, me abraçou rapidamente, o que me fez sorrir também.

Ashley não estava feliz, é claro que não estava, mas eu não sabia como falar sobre aquilo com ela ainda... E eu sabia que em algum momento, teríamos que conversar.

A semana seguinte se passou de uma forma estranha, como se alguns momentos fossem longos demais e outros, rápidos demais. O desenrolar da papelada e das assinaturas, não foram tão trabalhosas como eu pensei que fosse. Alguns momentos antes de fazermos todas as alterações nos documentos de Lucas com o meu sobrenome e de Nick, Wilmer me chamou em um canto e perguntou se eu mudaria o nome de Lucas para Theodore.

Eu pensei naquilo por alguns instantes, mas a resposta foi não. Na verdade, aquela ideia nunca se passou pela minha cabeça, eu não queria deixar as coisas ainda mais confusas. Como eu falaria para um garotinho de cinco anos que ele não era quem ele pensava ser e que seu nome era outro? “Escuta, Lucas... Você é o filho que eu pensei ter perdido há cinco anos atrás e seu nome é Theodore. Nada estranho, mas agora só vou te chamar assim.” Eu não poderia fazer aquilo.

Eu sabia que Lucas era Theodore, mas ao mesmo tempo, sabia que Lucas era o Lucas. Eu não queria mudar a sua indentidade de uma forma radical. Theodore, de alguma forma, ainda era o bebê que eu não cheguei a ter em meus braços, o bebê que eu sentia falta todos os dias... E Lucas era um garotinho maravilhoso criado com a presença do meu melhor amigo por cinco anos, era um dos melhores amigos da minha filha, era uma criança admirável e que eu já estava apredendo a amar. E acima de tudo, Lucas era meu filho, irmão gêmeo de Mackenzie, meu garotinho... E eu não iria desistir de tê-lo comigo para o resto de nossas vidas.

Lucas que antes era Lucas Walderrama, passaria a se chamar Lucas Lovato Jonas. Eu gostava daquilo, mas no fundo me sentia triste por saber que ele não carregava mais o sobrenome de Wilmer. Porém, algo me dava esperanças de que um dia teríamos uma criança com aquele sobrenome, mesmo com os problemas de Wilmer.

Depois de alguns dias naquela correria, no último dia, depois de todos os papéis assinados e acertados, eu resolvi chamar Ashley para conversar antes de irmos embora do tribunal onde tudo aquilo estava sendo feito.

— Ashley, — eu a chamei e ela me olhou — será que podemos ir lá fora um pouco?

Vi que Wilmer me olhou curioso, mas em seguida assentiu como se estivesse me incetivando.

— Tudo bem. — Ela respondeu.

Nós caminhamos lado a lado em silêncio até o lado de fora do prédio. Assim que abrimos e fechamos a porta, eu pude perceber o ar quente que vinha do clima de fora e era estranho sentir aquela diferença depois de ter passado tanto tempo no ar frio do lado de dentro da construção. O sol estava forte, típico de Los Angeles, me obrigando a semicerrar os olhos.

— O que foi? — Ela perguntou.

Nós caminhamos mais um pouco e paramos próximo ao estacionamento a céu aberto logo na frente do prédio, que era quase completamente cercado por palmeiras altas.  

— Eu sei que você deve estar chateada com tudo isso. — Eu a respondi. — E eu quero dizer que eu sinto muito.

Ela comprimiu os lábios e assentiu.

— Eu não quero fazer você se sentir como... Como se eu tivesse te roubando algo. — Eu continuei. — Eu não quero que você me odeie. Eu só quero resolver essa situação pacificamente.

Ela umedeceu os lábios antes de falar e me olhou.

— Eu sempre te odiei. — Ela disse e em seguida, riu como se estivesse rindo de si mesma. Aquilo não era novidade para mim. — Eu sempre tive ciúmes de como Wilmer sempre te amou e como ficava na cara tudo o que ele sentia por você. Ele se apaixonou completamente por você e o meu casamento com ele foi por água abaixo mesmo depois de eu ter tido um filho supostamente dele.

Ela fez uma pausa e pareceu pensar antes de voltar a falar.

— Então, nessas últimas semanas eu te odiei ainda mais e tudo o que eu conseguia pensar era que além de conquistar meu ex-marido, você estava tirando o meu filho de mim. — Ela disse e seus olhos pareceram se encher de lágrimas. — Mas então, eu percebi que não vale à pena... Você não tem culpa disso, você não fiz tudo isso por querer. Não é como se você tivesse fazendo um plano maligno para me afundar... É a vida, entende? E eu cometi um grande erro quando escondi a verdade de todos assim que eu fiquei sabendo e cometi um erro ainda maior quando decidi ficar ao lado de Joseph em toda essa situação.

Eu assenti.

— Bom, o ódio é recíproco... Ou pelo menos era. — Eu disse com um riso e ela acabou rindo baixinho também. — Eu te odiava por saber que você já tinha conseguido se casar com Wilmer. Eu tinha inveja porque enquanto você parecia ter várias chances com ele, eu sempre seria somente a melhor amiga dele. Então, você supostamente teve um filho com ele... Deus... Eu me lembro de como ele ficou feliz com essa notícia, enquanto eu, não sabia o que pensar ou sentir.

Eu fiz uma pausa e nós ficamos em silêncio por alguns segundos.

— Tudo isso ficou no passado, mas quando a notícia sobre o Lucas estourou, eu passei a sentir raiva de você novamente, principalmente depois de Wilmer ter sofrido o acidente. — Eu continuei. — Mas, assim como você eu percebi que não valia à pena e acabei deixando de lado. Acho que amadureci nessas últimas semanas, mais do que eu poderia amadurecer a minha vida toda.

Ela assentiu.

— Eu sinto muito por tudo isso. — Eu resolvi dizer. — De verdade.

— Olha, acho que você não precisa me dizer nada disso. — Ela murmurou. — Vocês já fizeram o bastante me mantendo fora das acusações, poderia ser bem pior. Então, obrigada.

Eu sorri de leve.

— De nada. — Eu respondi. — Eu quero dizer... Você vai continuar a ver o Lucas, você pode continuar a fazer parte da vida dele, mas, tudo vai ser diferente agora.

— Eu sei disso... — Ela disse e desviou o olhar. — Não sei se você ficou sabendo, mas eu vou ser investigada também. Mesmo com tudo o que vocês disseram, Joe confirmou o contrário. É um contra todos, mas, eles querem ter certeza... Eles querem saber se eu realmente não tive nada a ver com isso.

Eu não sabia sobre aquilo, então, movi a cabeça negativamente enquanto a ouvia.

— Eles não vão encontrar nada que possa te culpar, Ashley. — Eu disse. — E eles vão entender que Joe só disse essas coisas para não ficar com toda a culpa.

— É, eu espero que sim. — Ela disse. — Mas eu decidi que vou sair da cidade quando a investigação acabar. Eu quero mudar de vida, quero conhecer outros lugares... Há tantas cidades para viver por aqui e eu fiquei tanto tempo presa nessa vida, que nunca me interessei por procurar coisas diferentes.

Ela moveu a cabeça negativamente enquanto parecia estar perdida em pensamentos.

— Eu planejei me mudar para Nova York aquela vez e não foi pelo Wilmer. — Ela continuou. — É claro, eu queria que Lucas pudesse ficar mais perto dele, mas eu também vi uma oportunidade de começar uma vida nova, procurar um emprego de verdade e ser indendepente de verdade do meu pai. Mas foi então que Joe descobriu os meus planos e me contou a verdade como uma forma apra tentar me prender aqui. De primeiro momento eu não acreditei, mas percebi que ele não contaria uma mentira daquelas só para me fazer ficar e quando eu liguei os fatos, vi que ele estava falando a verdade... Foi quando tudo começou a virar uma confusão.

Eu engoli em seco tentando me colocar em seu colocar, sentindo o que ela poderia ter sentido.

— Eu sinto muito. — Foi o que eu consegui dizer.

Ela sorriu fraco, como se estivesse tentando afastar suas próprias lágrimas e voltou a me olhar.

— Fico aliviada por tudo estar resolvido agora. — Ela disse.

— É, eu também. — Eu respondi.

— Para ser sincera, vai ser muito difícil ver tudo isso de perto... Por isso quero me mudar. — Ela murmurou.

Aquilo era um tanto dolorido de se ouvir, mas confesso que seria melhor na adaptação do Lucas se ela realmente passasse um tempo fora.

— Mas você não vai desaparecer, certo? — Eu indaguei. — Tenho certeza que Lucas vai perguntar por você e vai sentir sua falta.

Ela moveu a cabeça negativamente e sorriu, seus olhos ficando marejados mais uma vez.

— É claro que não. — Ela disse. — Eu também vou sentir saudades dele... Mas eu preciso começar uma nova vida, encontrar um emprego, talvez ter um novo relacionamento que não seja baseado em mentiras.

— Isso vai ser bom para você. — Eu disse.

— Vai sim. — Ela respondeu sem jeito.

— E você pode ir visitá-lo quando quiser. — Eu completei.

Dessa vez ela apenas assentiu, como se estivesse emocionada demais para falar mais alguma coisa.

Eu percebi que aquela conversa tinha terminar ali ou senão tudo iria ficar constrangidor demais. Então, eu também assenti e com um sorriso, fiz um sinal com a mão para seguirmos em frente. Quando voltamos a caminhar em direção ao prédio, vi Wilmer e Nick saindo lado a lado, também conversando.

Wilmer viu que eu caminhava em sua direção, pareceu se despedir de Nick e deu um tapinha em seu ombro. Nick acenou para mim, colocou seus óculos escuros e foi até seu carro que estava no estacionamento.

— Tudo bem... — Ashley murmurou assim que nos aproximamos de Wilmer. — Eu tenho que ir... Eu entro em contato em breve para ver o Lucas.

— Ok. — Eu respondi. — Obrigada por tudo... Sua ajuda foi muito importante nisso tudo. Se você nunca tivesse falado nada, talvez essa história ainda passaria despercebida por muito tempo e Joe nunca pagaria pelos seus erros.

— É, muito obrigado. — Wilmer disse também, antes que Ashley pudesse responder alguma coisa. — Você foi mais prestativa e mais madura do que eu imaginei que pudesse ser. Então... Obrigado de verdade.

Ashley riu de leve.

— Não precisa agradecer. — Ela respondeu. — Vocês também me ajudaram muito, então, acho que estamos quites.

Ela fez uma pausa e ajeitou sua bolsa em seu ombro.

— Bom, — ela disse com um suspiro — até mais.

— Tchau, Ashley. — Wilmer disse.

— Tchau, até mais. — Eu disse.

Ela se afastou e caminhou até seu carro que estava quase ao lado de onde o carro do Nick estava.

Wilmer me puxou para perto si com o seu braço bom, onde ele carregava uma pasta cheia de papéis.

— Está tudo aqui. — Ele disse indicado a pasta. — Está tudo aqui e está tudo pronto.

Eu sorri.

— Obrigada. — Eu respondi.

—  Agora é oficial. — Ele disse com um sorriso. — Você consegue acreditar que agora você é oficialmente mãe do Lucas?

Lentamente e ainda lado a lado, nós passamos a caminhar em direção ao meu carro. Wilmer ainda estava usando uma tipóia para apoiar o braço e ainda precisava ter um cuidado extremo com a sua costela... Eu me sentia culpada por achá-lo tão fofo daquela maneira.

— Na verdade, não. — Eu respondi. — A minha ficha ainda não caiu e mesmo quando Lucas tiver trinta anos, eu vou olhá-lo e pensar “eu não acredito que você é meu.”

Eu ri e Wilmer acabou rindo também.

— O que vamos falar para ele? — Ele indagou. — Como vamos explicar essa situação para ele e para Mackenzie?

Eu dei de ombros.

— Podemos dizer que Ashley vai ficar muito ocupada agora... Que ela vai viajar e tudo mais. — Eu disse. — E podemos dizer que Lucas terá que passar um tempo conosco... Creio que com o tempo ele vai se acostumar. Com você por perto, talvez seja mais fácil.

Wilmer assentiu.

— E Mackenzie pode convidá-lo para acompanhá-la em alguns passeios com o Nick. — Ele disse. — Assim eles passam a conviver juntos também.

— É uma ótima ideia. — Eu respondi e assenti.

Eu imaginei que fosse aquilo que eles estavam conversando antes de se despedirem. Era ótimo ver que ele e Nick estavam se dando tão bem, mesmo sendo uma situação terrível, eles acabaram criando uma amizade naquelas últimas semanas.

Quando chegamos no carro, eu entrei do lado do motorista e Wilmer do lado passageiro.

— Precisamos conversar com sua mãe, com Eddie, com Lauren... Precisamos contar as novidades e precisamos comemorar. — Wilmer disse.

— Tenho certeza que assim que eu contar, minha mãe vai querer convidar todo mundo para jantar na casa dela, até mesmo os pais de Nick. — Eu disse enquanto colocava meu cinto de segurança e me ajeitava no banco.

— Para falar a verdade, eu acho uma ótima ideia. — Ele respondeu. — Jantar na casa da sua mãe me lembra os velhos tempos.

Eu ri e dei partida no carro.

— Então, acho que já temos planos para a comemoração. — Eu disse.

— Precisamos celebrar a nova formação da família. — Ele completou e antes que eu pudesse arrancar com o carro, ele segurou meu rosto com delicadeza e me fez olhá-lo. — E o mais importante de tudo, estamos juntos depois de tudo isso.

Eu sorri enquanto o olhava.

— Você é o meu grande apoio... Você me dá forças que eu mesma não sabia que eu tinha. Você acha mesmo que eu desistiria de você? — Eu indaguei e em seguida, me estiquei para colar meus lábios nos seus. — Eu amo você.

Antes de responder, ele também selou meus lábios e sorriu.

— Eu amo você, hermosa. — Ele respondeu. — Você me faz querer ser um homem melhor.

Nós ficamos nos olhando por alguns segundos, até eu me afastar, focar meus olhos no caminho e arrancar com o carro.

Mais uma vez, meus pensamentos estavam à mil e meus sentimentos estavam todos bagunçados, mas era de uma forma boa. Era uma sensação de dever cumprido, era uma sensação de ter ganho um batalha e ter saído intacta. Era a sensação de felicidade e tranquilidade, porque tudo finalmente ficaria bem. O meu filho ficaria comigo. O filho que eu tanto imaginei como seria, o filho que eu desejei tanto e sofri tanto pela sua perda, finalmente tinha tomado uma forma. Ele existia e ele era meu.

Eu me sentia completa de uma forma que eu nunca havia sentido em cinco anos.


Notas Finais


Boa noite, pessoas lindas!! Aqui está mais um capítulo e eu espero que vocês tenham gostado! Espero também que vocês estejam gostando da fanfic, e não esqueçam de comentar e deixar as suas opiniões. Obrigada por tudo e até mais <3


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