História Taboo- Pinecest - Capítulo 16


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Categorias Gravity Falls
Personagens Candy Chiu, Dipper Pines, Gideon Gleeful, Grenda, Mabel Pines, Pacifica Northwest, Soos Ramirez, Stanford "Ford" Pines, Stanley "Stan" Pines, Waddles, Wendy Corduroy
Tags Amor, Automutilação, Candy, Depressão, Dipper, Dipper Pines, Dor, Gravity Falls, Incesto, Mabel, Mabel Pines, Mutilação, Paixão Platônica, Pinecest, Sem Rumo
Exibições 214
Palavras 903
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse é mais um capítulo bônus e recomendo vocês lerem ouvindo Dance Little Liar do Artic Monkeys(Mad Sounds também é recomendável pra caralho caso vcs queiram ouvir).

Capítulo 16 - Mais uma vez- Bônus


- Como você se sente?- Perguntou a mulher afro que estava com suas pernas cruzadas com um caderno sobre os joelhos, suas mãos estavam ocupadas, na direita um óculos e na esquerda uma caneta.

Mabel olhou para a mulher e engoliu seco, os olhos negros da psicóloga a fitava como se o que sentisse fosse errado mesmo não sabendo de seus problemas. Um medo invadiu seu corpo, a sensação ruim percorreu toda sua medula espinhal.
A psicóloga respirou calmamente e levou sua coluna para trás colocando o óculos de armação prateada.

- Sabe Mabel, todos vem aqui com a intenção de falar sobre os seus problemas, de serem escutados. É normal sentir medo na primeira vez, porém não na oitava. Do que você tem medo?

- De ser julgada- Mabel respondeu friamente.

- Eu não julgarei você, esse não é meu papel.

A garota olhou ao redor do cômodo com pouca iluminação. As paredes eram cinzas e pareciam que foram pintadas a poucas semanas, o carpete era fino e o branco pérola se mostrava intacto nele. Havia estantes atrás da psicóloga cobrindo a parede inteira tinha no mínimo quatro estantes com muito livros de ficção, terror, poesias e psicologia, tinha também miniaturas de kombi, vasos de vidros sem nada dentro e várias coisas que podiam permanecer em um looping infinito.
A psicóloga estava sentada em uma cadeira clichê de couro marrom e Mabel em um divã cinza escuro.
Após o silêncio incerto a gêmea se pronunciou com a voz trêmula.

- Eu não me referi a você.

- Como?

- Eu me referi a minha família.

Ao ouvir essas palavras a mulher riu docemente.

- Você já foi em algum psicólogo antes?

- S-Sim e meu pai subornava ele para falar sobre as coisas que aconteciam.

- Eu não aceito suborno senhorita Pines. A relação entre paciente e médico não pode ser exposta para ninguém.- Ela disse em tom sério.

- Mas e se eu quiser matar alguém?

- Eu poderei revelar apenas à pessoa.

- E as autoridades?

- Isso seria opção da pessoa que você quer matar.

- Então... Tudo o que eu falar aqui vai ser sigiloso?

A psicóloga concordou.

- Mas me diga, quem você quer matar?

- Eu.

A mulher engoliu seco.

- O que você pode fazer por mim?- Perguntou Mabel.

- Primeiro precisamos saber o que você tem.

- Eu posso fumar aqui?

- Não. Por que você fuma?

- Depende.

- Depende?

- Depende do dia e do que. Mas a maioria das vezes é para fugir da realidade.

- Me conte sobre o que foge.

- Não era para você me dar conselhos não?

- Não era para você ter falado essas coisas na primeira consulta?

Ao perceber que estava em um beco sem saída, Mabel engoliu seco novamente e abriu a boca.

- O que você quer saber?

- Quando começou e o por quê.

- Muito bem.- A respiração de Mabel ficou pesada depois que ela suspirou para segurar o choro.- Começou ao meus quatorze anos, quando meu pai começou a trabalhar em uma empresa de publicidade. Tudo estava relativamente bem até... Meu pai...- A pausa da gêmea foi um tanto quanto dolorosa, ela ficou em silêncio ouvindo o barulho da caneta escrevendo no papel e se segurando para não chorar.

Após a psicóloga perceber a dor da paciente se ajeitou na poltrona colocando o corpo um pouco mais para frente e abraçando o joelho direito com suas mãos entrelaçadas.

- Eu entendo se você não quiser falar.

A garota negou com a cabeça.

- E-Eu quero mas... Eu só preciso se um tempo.

A Pines se sentou lentamente no divã para tirar o maço do bolso do seu shorts seguido do esqueiro. Ela virou a cabeça até a janela que dava em uma escada de incêndio enquanto colocava o cigarro na sua boca.

- Você não pode fumar aqui senhorita Pines.- Repreendeu a mulher.

- Eu não vou fumar aqui.

Depois que o silêncio reinou ela se levantou e caminhou até a janela aonde a abriu para ir até a "varanda".

Quando seus pés pisaram no metal branco automaticamente uma brisa misturou seus cabelos com o vento. Mabel caminhou até a grade e apoiou seus braços para acender o tubo de papel com tabaco comprensado que, então, pôde finalmente inalar a fumaça que corroe a alma.
Seus olhos se fecharam lentamente afim de sentir as lágrimas salgadas descendo por suas bochechas enquanto o Sol das 17:30 fazia efeito sobre a pele a esquentando
Mabel ficou lá até pensando sobre o que falaria para a mulher que a esperava, ela aprendeu a não falar sobre seus sentimentos o que acabou causando um conflito com seu cérebro travado.

- Senhorita Pines, a sua hora acabou.- Falou a psicóloga com as mãos apoiadas na moldura da janela.

A jovem acentiu e jogou o resto do cigarro pelos ombros antes de deixar o consultório fedendo a morte.

- Você fez um grande progresso Senhorita.

- Pode me chamar apenas de Mabel, Ana.- Ela disse depois de parou na porta.

- Mabel dê esse papel para a recepcionista.- Disse Ana arrancando o papel do caderno.- Verei você amanhã.

- Sim, talvez... Mas só se eu conseguir irei aparecer aqui.

Depois de terminar a conversa e pegar os remédios Mabel seguiu até uma sorveteria aonde pegou apenas um milkshake de brigadeiro para ir finalmente ao penhasco pensar.


Notas Finais


Eu sei que esse capítulo é minúsculo porém foi apenas pra entreter e fazer algo ao estilo Tarantino(sem sair muito de um ambiente).



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