História Take care now - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Grey's Anatomy
Tags Cristina Yang, Crowen, Owen Hunt
Visualizações 65
Palavras 2.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu sei que havia dito que esse seria o último... não é.
Senti que precisava escrever mais sobre esse momento em que dois se tornaram três!
E aqui vamos nós com um capítulo sobre Cristina, Owen e Ally; Cristina e Ally; Owen e Ally; Cristina e Owen.
Ah, e um pouquinho de Teddy também =D

Boa leitura!
💙

Capítulo 33 - Do amor a três


Fanfic / Fanfiction Take care now - Capítulo 33 - Do amor a três

Um mês. Trinta dias de uma revolução completa nas vidas de Cristina Yang e Owen Hunt: noites interrompidas não pelos pagers com emergências, mas por uma vozinha vinda do quarto ao lado, cheia de manhã, ou um chorinho por motivo desconhecido. Dias distantes de prontuários, mas repletos de descobertas: as ruas de Zurique, as manhãs frias, porém, de sol e cheias de brincadeira, passeios, sabores, cores e sorrisos. O deslumbramento de Ally diante da vida. O encanto de Cristina com a maternidade. O transbordar de Owen ao viver um sonho que acreditava impossível.

A pequena ruivinha quis provar a neve e levou junto sua mãe. Foi no riso da pequena que a médica-cirurgiã entendeu, finalmente, a magia dos flocos brancos. E sequer parou para pensar no que estava fazendo quando, numa quinta-feira de manhã, agasalhou o melhor que pode a si mesma e a sua menina quando Hunt concordou com aqueles olhinhos pidões em fazer um boneco de neve no quintal que acabou herdando um cachecol da morena.

As idas ao mercado se tornaram mais frequentes e a doutora Yang se vê agora preocupada em oferecer a Ally uma alimentação saudável e nutritiva. Não pode mais simplesmente viver de caixas de cereal, como fazia em Seattle. Está aprendendo tanto, todos os dias, com sua filha que parece estar novamente numa espécie de universidade, num curso que durará sua vida inteira. E cada vez que vê os cachinhos ruivos balançando em sua direção, inaugura um novo sorriso, que pertence apenas a sua menina.

Segue religiosamente com seu estudo clínico e leva Ally ao laboratório apenas por pouco tempo. Para se concentrar naquelas horas de trabalho marcadas no relógio, deixa a pequena na creche do Instituto. E uma saudade inédita lhe cresce no peito, saudade daquela voz doce e infantil lhe fazendo mil perguntas o tempo todo, da curiosidade insaciável, dos dedinhos apontando para tudo ao seu redor e das palavras ainda meio emboladas que sempre a surpreendem. Seu pequeno milagre! E Cristina voltara a cantar enquanto observa seus experimentos.

Após o trabalho no laboratório, um passeio que rapidamente se tornou especial e só delas: atravessar a ponte Münsterbrücke sobre o rio Limmat para subir a torre de observação da catedral Grossmünster, um dos cartões postais de Zurique. Ali, com uma vista panorâmica da cidade, Cristina se senta com sua pequena no colo e as duas conversam sobre tudo e se permitem sonhar com planos e um futuro cheio de risos, cumplicidade e afeto.

Na saída, um dos momentos mais esperados por Ally: a parada em uma barraquinha de rua para comer churros quentinhos com chocolate derretido! Quanto vale aquele rostinho lambuzado de marrom e os dedinhos sujos de felicidade? A doutora Yang nem se preocupa em mensurar, sente apenas um aquecer no peito e uma leveza na alma ao contemplar sua figurinha de cachinhos vermelhos. Ainda faz questão de fotografar a pose da pequena e enviar para Owen, pois sabe o quanto ele se derrete com cada coisinha que a filha faz.

O médico-cirurgião, aliás, espera com ansiedade o inverno passar e chegar logo a primavera para fazer os famosos passeios de barco com suas garotas e levar sua pequena para conhecer a área rural de Zurique. Ally chega brilhar os olhinhos quando contempla o lago Zurich e as escunas levando turistas para um dia nas águas calmas e limpas. O casal, porém, havia concordado de ir apenas quando o tempo estivesse mais quente e a pequena com mais tempo de recuperação após suas cirurgias.

O passeio especial de Ally com Owen é pela Altstadt, o centro histórico da capital suíça. Os dois se divertem descobrindo casas medievais, subindo em edifícios centenários para alcançar suas sacadas, olhando as bandeiras e janelas coloridas, percorrendo as ruínas das fortificações e muralhas romanas, e até mesmo se perdendo no labirinto de ruelas e becos de paralelepípedos, estreitos e sinuosos.

Às margens do rio Limmat, pai e filha se esforçam para conquistar as oito pontes e passarelas que interligam os dois lados da cidade. Cansados e felizes, fazem uma pausa para descanso em algum dos diversos cafés que existem na região (o médico anota cada novo local para levar Cristina depois). Mas as lojas preferidas da menina são as de doces e Hunt precisa se controlar para não ceder a todos os pedidos dela.

Mesmo recém-contratado pelo Hospital Universitário de Zurique, Owen teve direito a um mês de licença paternidade. Talvez mesmo em seus anos de relacionamento, Cristina e ele jamais tinham tido tanto tempo juntos com uma rotina de dormir e acordar num horário regular, fazer todas as refeições do dia juntos e ainda programar de ir ao cinema com Ally, embora não se arrependam da profissão que escolheram e saibam que outro período assim demorará a acontecer.

Uma nova quarta-feira traz também o retorno de Owen ao trabalho. Ele poderia ainda dormir uma hora a mais, porém, prefere levantar mais cedo. Cristina sente quando ele deixa a cama e confere o relógio, estranhando. Hunt capta quando Yang acorda e o olha com o cenho franzido. Ele apenas lhe sorri e dá um beijo carinhoso, pedindo que ela volte a dormir, afinal, terá um dia inteiro pela frente com um pequeno furacão ruivo para cuidar.

Assim que desperta com os barulhinhos de Ally que chegam pela babá eletrônica, Cristina se espreguiça e sorri. Deixa suas cobertas e logo está no quarto ao lado, onde encontra sua menina deitada atravessada na cama, esperando para sair de lá.

- Bom dia, minha ursinha! – pega-a no colo e as duas se abraçam demorado, iniciando seu ritual da manhã.

- Bom dia, mamain! – esfregando os olhinhos verdes, Ally aproveita o carinho de Cristina e deita a cabeça no ombro da médica, seu lugar seguro no mundo – Adê o papai? – estranha a ausência de Owen.

- O papai já foi trabalhar, Ally, hoje você ficará só comigo – conversa enquanto separa a fralda para trocar e a roupinha que colocará na pequena.

- Papai no pital?

- Isso mesmo mocinha, o papai já foi para o hospital, como nós conversamos ontem, lembra? – a pequena apenas concorda – E daqui a um tempinho a mamãe também voltará a trabalhar e você vai passar mais tempo na creche, com seus coleguinhas. Certo?

- Xeto!

Apesar de ter direito a mais tempo de afastamento do trabalho, por Ally não ser um bebê, Cristina optou por tirar apenas quatro meses de licença maternidade, mantendo o seu trabalho com o estudo clínico durante esse período. Tanto Owen quanto Teddy a apoiaram em sua decisão e a senhora Lina Bachmann, assistente social que acompanha a adaptação de Ally junto ao casal, concordou que seria um bom tempo, pois era inegável que a pequena e os dois médicos já tinham criado uma relação bastante sólida.

Depois de cuidar de sua pequena e de si mesma, Cristina desce com Ally no colo no intuito de preparar o café da manhã e se depara com uma surpresa deixada por Owen: a mesa posta e farta de todas as coisas que as duas adoram comer de manhã. Na cafeteira com a água e o pó de café já na medida, esperando apenas ser ligada, um pequeno bilhete: 

Para minhas garotas. Amo vocês!

O sorriso no rosto de Yang denuncia o quanto ela adorou o mimo de seu marido e pai de sua filha.

- Papai fazeu tudo, mama?

- Foi, meu amor, o papai fez esse café da manhã todinho pra nós! Quem está com fome aqui, uhm? – finge que morde o pescoço da pequena, fazendo-a gargalhar.

- Pala, mamain! – Cristina liga a cafeteira, guarda o bilhete de Hunt no bolso de sua calça de moletom e senta Ally na cadeirinha comprada para ela.

A médica prepara uma mini salada de frutas com iogurte e entrega para a pequena, deixando-a comer sozinha enquanto seu café fica pronto. A morena pega seu celular e se aproxima da ruivinha, pedindo para que ela jogue um beijo. Yang faz uma selfie das duas e manda para Owen.

Suas garotas amam você, muito!

- Bom dia! – Teddy chega de seu plantão de 36 horas no Instituto – Uau! Isso é o que eu chamo de café da manhã – dá um beijo na bochecha de Ally e se deixa cair na cadeira ao lado da menina.

- Bom dia, titi Teddy – responde a pequena com a boca toda suja de iogurte.

- Como foi o seu plantão? – Cristina oferece a amiga uma caneca de café fresco.

- Cansativo, produtivo, nada de novo sob o sol! – comenta a loira – Uhm... muito bom! – fecha os olhos por um instante – Então, planos para hoje? – quer saber da doutora Yang.

- Nada específico, por quê?

- Eu preciso dormir, isso é certo! – pontua com um sorriso – Mas depois eu tenho que ir até o cartório acertar a compra da minha casa – a médica seria quase vizinha da família Yang-Hunt – E começar a organizar a minha mudança, afinal, quase todas as minhas coisas estão empacotadas na garagem de vocês – bebe mais café – O que acha de irem comigo?

- Paxeio, titi Teddy! – ali levanta os bracinhos e faz as duas médicas sorrirem.

- Eu não acredito que de todas as crianças no mundo, a mais fofa delas é justamente a filha de Cristina Yang! – implica a doutora Altman fazendo Yang sorrir enquanto faz um carinho nos cabelos de sua menina.

- Acho que a tia Teddy não está merecendo nossa presença, ursinha – finge que sussurra para a pequena.

- Naum?! – Ally olha para a loira e franze o cenho – Itaum eu num vai – e cruza os bracinhos.

- Cristina, tira essa criança de perto de mim, senão eu vou levá-la comigo e enchê-la de cócegas e mordidas – faz que avança sobre a cadeirinha para pegar a menina.

- Naum, mamain, pega eu! – e se joga para o lado de Cristina, que logo a tem nos braços.

Teddy apenas sorri com a cena e se aproxima deixando vários beijinhos na pequena, que ri solto no pescoço de sua mãe.

- Vamos deixar a chata da sua mãe em casa e passear, Ally? – a ruivinha para e olha para a loira e parece pensar.

- Voxê qué paxeio naum, mamain? – pergunta olhando para a doutora Yang.

- E se eu não for? – Cristina toca no nariz de sua menina com o seu.

- Eu num vai! Ally ussinha xeu! – diz agarrada ao corpo da médica, fazendo a morena sorrir e a abraçar mais forte.

- Coala baby, nós vamos sair com a tia Teddy depois do almoço, tudo bem? – diz bem pertinho de Ally.

- Bigadu, mamain! – beija a médica no rosto.

 

Depois de passarem a tarde fora, Cristina se permite tomar banho junto com Ally na banheira de seu quarto e sai de lá com uma ruivinha cansada e adormecida em seu colo. A pequena sequer acorda enquanto sua mãe coloca a fralda e a agasalha com um pijama de flanela imitando uma gatinha, presente de Teddy. A médica não resiste e deita junto com a filha em sua cama enquanto Owen não chega.

O cirurgião entra em casa já perto das 20 horas e estranha as luzes apagadas. Ele vê alguns bichinhos de pelúcia espalhados na sala e pela escada e sorri. Ansioso, logo vence os degraus e abre a porta do quarto que divide com a mulher que ele ama. A cena que encontra o faz sorrir ainda mais largo: Cristina está deitada de lado, quase no centro da cama, formando uma concha, e tem Ally aconchegada junto de si, protegendo-a com seu braço.

Hunt se aproxima e deixa um beijo nos cabelos de sua menina, depois, vai até o lado de sua esposa e faz um carinho, sentindo o perfume dela, sabendo que a morena tomou banho há pouco.

- Eu amo você... – sussurra antes de beijá-la no rosto. As duas nem se mexem e o ruivo segue para seu banho.

Quando retorna, encontra mãe e filha exatamente na mesma posição. Com cuidado, ele se deita junto de Cristina e abraça as duas.

- Hum... – a doutora Yang desperta e sorri ao sentir o perfume de Owen e o braço dele envolvendo sua cintura – Oi! – ela o olha e eles sorriem.

- Como foi o seu dia? – pergunta enquanto faz um carinho no rosto dela.

- Dividido entre brincar de operar bichinhos de pelúcia, assistir a desenhos musicais supercoloridos e sair à tarde com Teddy para regularizar a compra da casa dela. E você? – Owen a beija, vagaroso e delicado, antes de responder.

- Traumas, duas cirurgias e uma turma de internos bastante impressionada – resume – Tive que me controlar para não voltar pra casa imediatamente depois que você me mandou aquela foto de manhã...

- Owen...

- É difícil ir trabalhar e deixar as minhas garotas em casa – confessa – Mas é o certo a se fazer – ele sorri para ela e a beija novamente.

- Ally perguntou por você – Cristina conta – Ela estava ansiosa para encontrá-lo, mas apagou enquanto tomávamos banho – se ajeita na cama com cuidado e libera uma de suas mãos para fazer um carinho no rosto de seu marido.

- Apenas a nossa filha estava ansiosa por me encontrar? – ele pergunta baixo, perto do ouvido da médica, que sorri.

- Você sabe que não – busca os olhos dele.

- Sei? – Hunt brinca com ela.

- Não sabe? – a morena devolve.

- O que eu sei é que cada dia me apaixono mais pela mulher mais incrível que já conheci! A mais inteligente, destemida, talentosa e irresistivelmente linda! – declara-se – A mais linda pra mim – beija Cristina novamente.

- Uhm... – a morena permite-se amar e ser amada – Acho que precisamos providenciar o jantar ou...

- Eu trouxe algo para nós dois – ele sorri – Passei naquele restaurante alemão que você adora.

- Uau! Eu certamente posso me acostumar a ser mimada assim todos os dias – ela sorri.

- Eu certamente posso mimar muito você e a nossa filha todos os dias! – os dois olham para a pequena que se mexe e se espalha na cama.

- Ally, meu amor... – Cristina a chama baixinho – Olha só quem chegou...

A ruivinha abre os olhos, cheia de sono, procurando ao redor, mas logo se levanta e pula sobre Owen.

- Papai! – o médico a segura e beija o rostinho da menina enquanto seu coração descompassa de felicidade.

- Oi, minha ursinha! – Hunt se senta na cama com Ally em seu colo – Então, você cuidou direitinho da mamãe, como eu pedi?

- Cuidou! Eu fezi a mamain rir muntão! – a pequena dispara a contar a seu pai tudo sobre seu dia e o encanta com cada detalhe.

Os três descem para a cozinha e lá encontram, na porta da geladeira, o bilhete de Teddy informando que já saíra para seu plantão. Enquanto Owen ouve todas as histórias de Ally, Cristina esquenta a sopinha de legumes que deixara pronta para sua filha jantar. Ela entrega o prato a Hunt e o cirurgião inventa mil histórias enquanto faz a pequena comer tudo.

Depois de mais um pouco de brincadeiras, Ally dá mostras de cansaço e boceja. Juntos, eles a levam até o quarto para escovar os dentes. Depois, a colocam para dormir. Owen a embala com seus braços e sua voz enquanto Cristina assiste e também se apaixona ainda mais pelo ruivo. Os dois a deixam em sua cama e retornam à cozinha.

- Eu recebi um telefonema dos advogados do Instituto enquanto estava no cartório com Teddy – ela conta.

- Do que se trata? – ele desembala o jantar dos dois.

- Temos uma nova audiência sobre a adoção da Ally na próxima quinta-feira, à tarde, você acha que consegue ir?

- Estarei lá com você! – entrelaça suas mãos às dela.

- Será que nos darão a guarda definitiva dela?

- Eu não tenho a menor dúvida quanto a isso – a abraça – Pode não ser nessa audiência, mas será em outra data, Cristina – os dois se olham – Ally é nossa filha, nossa menina. Me prometa que você não vai ficar nervosa com isso, nós estamos bem, tudo ficará bem, ok?

- Ok! – ela passa seus braços pelo pescoço dele e fica na ponta dos pés para beijá-lo.


Notas Finais


Muito mais do que apaixonada pela Ally... não tem como! #crowen


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