História Take Me To Church - Camren - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren, Preconceito, Religião, Take Me To Church
Exibições 976
Palavras 2.522
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Somente esclarecendo, pro caso de ter ficado dúvidas, essa fic não é e nunca foi um triângulo. Josephine é linda e eu amo ela, mas ela entrou na história com um propósito totalmente diferente de atrapalhar Camren. Surgiram os medos e desconfianças devido ao relacionamento anterior dela com a Lauren, acho natural. Mas o tema da fic não é triângulo. Pra atrapalhar Camren já basta a Sinu. Podem gostar da Jose sem medo, ela vai ser bem legal. E como alguns notaram, ela é Camrenzinha.
Kissus,
-Lena

Capítulo 20 - Our Song


Sofia correu até mim com os bracinhos abertos, me abaixei para ficar na altura dela e abri os meus braços também, para receber o seu abraço. Olhei de soslaio para ver se enxergava meu pai, mas era somente a minha mãe e Sofi. Droga! Esse encontro seria mais fácil se meu pai estivesse presente.

A verdade é que depois que eu fui expulsa de casa eu só vi a minha mãe quatro vezes, no supermercado ou na saída da igreja. Mas em quase todas essas vezes eu me escondi, então não chegou à ser um encontro.

Não me escondi por vergonha, eu aprendi há um tempo atrás que amar Lauren não me é vergonha alguma. Me escondi pois conheço a minha mãe e sei que ela ainda está com verdadeiro ódio, repulsa até. E eu não preciso de um escândalo totalmente desnecessário e desagradável com a minha mãe. Ela iria me xingar, me repreender e me dizer coisas ruins e eu já me machuquei demais por causa dela.

Depois de um longo abraço apertado em Sofi, nós nos separamos. Me afastei para olhá-la de perto. Minha pequena cresceu tanto. Sorri feliz para ela.

— Quem é ele? — Sofi perguntou pra mim, apontando para Boo.

— Esse é o Boo, ele não é lindo? — Sofi assentiu sorrindo tímida e eu me derreti toda, que saudades da minha irmãzinha.

Boo andou até Sofi e a cheirou, minha irmã se afastou, um pouco temerosa, mas logo se aproximou dele novamente, brincando um pouco com o meu cachorrinho.

— Você é muito bonita. — Sofi se virou de surpresa para Lauren, que não havia se metido ainda na conversa.

— Own, obrigada! Você também é muito bonita. — Lauren respondeu se derretendo toda enquanto alternava o olhar de Sofia para mim.

Foi nesse pequeno momento de interação que minha mãe resolveu intervir. Quando ela se aproximou de nós eu vi Lauren cerrar os punhos lentamente, ela não se controlaria.

— Baby boo? — chamei. Lauren levou um minuto para olhar para mim. — Vá me esperar naquele restaurante que nós vimos, sim? — sugeri, dando a entender o motivo do meu receio. Lauren demorou para me olhar no fundo dos olhos e assentir, se retirando dali. 

Ficamos somente Boo, Sofi, minha mãe e eu. A atmosfera estava pesada entre minha mãe e eu, mas Sofi e Boo pareciam completamente alheios à isso. Os dois estavam brincando e se divertindo e eu tive que rir, pois estava bastante engraçado, não consegui distinguir se era Boo que estava correndo atrás de Sofi, ou ela que estava correndo atrás dele.

— Olá, Camila. — minha mãe sempre teve o dom de derramar veneno e acusação em cada uma de suas palavras, mesmo que fosse só uma palavrinha, respirei fundo.

— Olá, mamãe. — filho de peixe, peixinho é. Eu aprendi algumas coisas com ela.

— Você está muito diferente. — e é aqui que entra a parte da acusação. — Seu cabelo, suas roupas, sua atitude... — enumerou as coisas que mudaram em mim, como se eu não soubesse. — Está bonita. — não me deixei levar pelo elogio, minha mãe gosta de dar a corda para que as pessoas se enforquem. — Faça bom uso disso, no inferno. — não falei?

— Obrigada, lhe espero por lá. — já isso aqui eu aprendi com Lauren. — Agora eu não tenho mais ninguém me dizendo o que fazer, vestir, falar, e nem tentando me entregar para um psicopata que gosta de torturar. — eu sei que toquei no ponto fraco dela e ela vacilou por um milésimo de segundo. Sendo justa, ela não sabia sobre Tyler, então não pode ter sido de propósito.

— Há rumores de que você está morando com a satanista de olhos verdes, isso é verdade? — minha mãe perguntou, me acusando, mas mantendo a linha de mãe preocupada, uma grande farsa, se me permite dizer.

— Ainda não, mas pretendemos, depois de nos casarmos. — minha mãe abriu a boca, chocada, e depois me olhou como se eu tivesse cravado uma faca no meio de seu peito, direto em seu coração.

— Não sei como o seu pai ainda consegue olhar na sua cara. Eu só sinto nojo. — aquilo doeu, doeu como as chamas do próprio inferno, e eu tive que me controlar para não piscar, pois se eu o fizesse eu sei que as lágrimas desceriam com tudo pelo meu rosto.

— Ele consegue porque é meu pai, e me ama independente de tudo, porque ele não é um velho infeliz obcecado pela igreja como você, porque ele quer que eu seja feliz, e ele sabe que isso significa ficar com Lauren. — despejei cada uma das palavras com a raiva e o desprezo que eu estava sentindo há muito tempo. — Tchau, Sofi! Nos vemos uma outra hora. — me abaixei para dar um beijo na bochecha de minha irmã e peguei Boo no colo.

— Tchau, Kaki. — sorri dolorosamente para ela e me virei, dando as costa para a minha mãe, deixei as lágrimas correrem livremente pelo meu rosto, agora fora do alcance da visão da dona Sinuhe.

Ainda com Boo no colo eu atravessei a rua, na faixa de pedestres, é claro. As lágrimas deixaram a minha vista embaçada e eu não vi quando ele se aproximou, nem ouvi a buzina, pois as lágrimas faziam o meu ouvido zunir e aquele zumbido parecia o barulho mais alto do mundo, naquele momento.

Quando eu vi o carro eu não conseguia mais me mexer, e eu só escapei para contar a história porque algo, ou melhor, alguém, me puxou pela cintura e me colocou em cima do meio fio. Eu abri a minha boca, em choque, meu corpo todo tremendo com o medo do que quase aconteceu segundos atrás.

Isso interrompeu o fluxo das lágrimas, pois eu estava em um choque tal que nem conseguia mais chorar. Mas isso durou pouco, menos de um minuto depois do quase acidente eu abri a minha boca novamente, mas o grito ficou preso em minha garganta.

— Calma, Camz! Shhh! Eu tô aqui, tá tudo bem. Nada te aconteceu. — só então eu percebi que havia sido ela, Lauren quem me salvou do carro e do quase acidente. — Tá tudo bem, né? — o grito ficou preso porque eu reconheci o carro, claro que sim, mas eu não falaria para Lauren, ela não deixaria isso barato.

— Eu a... ach-o... que sim. — falei nervosa, me virei para ela e a abracei, como se nunca mais fosse soltar, como se ela fosse a única coisa me ancorando à Terra.

Lauren se distanciou de mim, colocou as duas mãos em minhas bochechas e começou a olhar todos os cantos do meu corpo, como se eu fosse um criança que caiu e se machucou e ela a mãe checando se está mesmo tudo bem.

Quando ela se lembrou do carro e levantou o olhar procurando, já não havia mais nem sinal do mesmo. Ótimo. Menos confusão. O dia hoje já começou agitado.

— Okay, vamos almoçar. — ela me puxou para dentro do restaurante e me encaminhou para uma mesa ao fundo, que ela já havia escolhido. Eu olhei para os lados, eu ainda estava com Boo no colo.

— Lauren? — chamei e ela parou e se virou para me olhar. — Mas, e ele? — perguntei apontando para Boo no meu colo.

— Ah, não se preocupe com ele, eu já falei com o dono, ele disse que é permitido, porque muitos casais vem aqui depois de andar no parque e alguns trazem os cachorros, ele só não permite os grandões, você sabe, pitbulls, rottweilers, dobermans... — Lauren explicou e eu assenti, surpresa que um restaurante chique como aquele aceitasse cachorros. — Eu sei, também fiquei surpresa, achei que ia precisar molhar a mão dele ou algo assim pra você poder ficar com o seu pulguento. — Lauren falou e eu revirei os olhos. Chegamos à mesa e nos sentamos. 

— Lauren, pelo amor de Deus, eu já te pedi um milhão de vezes pra parar de chamar ele assim. O Boo é um chow chow muito limpinho, não é, Boo? — perguntei o levantando como se fosse um bebê e brincando com ele, fazendo o mesmo latir para mim.

Um funcionário do restaurante veio pegar Boo e levá-lo para uma área enquanto nós comemos, mas podíamos manter os nossos olhos nele mesmo daqui, logo que viu outros dois filhotes ele nos esqueceu completamente. Me levantei e fui até o toilettes para lavar as minhas mãos e quando voltei a comida já havia chegado.

— Eu tomei a liberdade de pedir por mim e por você, se não se importa. — assenti e me sentei, vendo melhor o que ela havia pedido para mim.

— Camarão Lauren? É sério? Eu te disse que não gosto. — fiz uma careta para a torta.

— É, eu sei, e também me disse que nunca provou. — Lauren revirou os olhos para mim também.

— Se eu não gostar você me dá um pote de sorvete. — propus, convicta de que iria ganhar.

— Só se não gostar? — provocou e eu assenti. — Fechado! Agora prova. — olhei para a torta como se fosse um camarão ainda vivo e minha barriga revirou em protesto.

Peguei um pedaço e levei à boca. Depois de engolir, a surpresa. Okay, aquilo estava muito bom! Quando eu peguei outra garfada Lauren teve a sua confirmação, eu havia gostado.

— Parece que eu tenho outro item pra lista da Camila... — provocou e eu a encarei irritada.

— Não enche, balofa. — revidei e ela riu.

— Isso soou à Josephine e Dinah, acho que vou ter que te afastar delas. — Lauren provocou e eu tive que me conter para não levantar o dedo do meio para ela.

— Idiota. — ela riu.

* * *

— Vai Lauren, por favor. Eu só tô te pedindo um potezinho de sorvete, para de birra, você sabe que você também quer. — tentei argumentar, mas Lauren não deu o braço à torcer.

— Nope, o acordo foi, só se você não gostasse de camarão, e você gostou. — olha aí a minha brecha.

— Tecnicamente... — Lauren me olhou. — Eu gostei de torta de camarão, que não é o camarão em si. — Lauren ficou me encarando como se estivesse se perguntando se eu falava sério. — Pelo amor de Deus, olha pra estrada! Eu já quase morri hoje, uma vez tá de bom tamanho. — gritei e ela se virou para olhar para a estrada.

— Você não tá falando sério, né? — perguntou, revirando os olhos ao obter somente o meu silêncio como resposta. — Tudo bem, senhora futura advogada. — Lauren deu a volta indo até a loja de conveniência de um posto que passamos à pouco. Boo latiu quando o carro parou e eu sorri me lembrando que ele estava ali.

— Fiquem aqui, seus chatos. — Lauren disse pegando sua bolsa e indo até a pequena loja, assenti.

Depois de um tempo Lauren voltou com duas sacolas. Ela entrou no carro e me entregou. Peguei vendo o que ela havia comprado: chocolates, dois potes de Ben & Jerry's, um de chocolate e outro de cereja, e refrigerantes.

— Gorda. — disse e ela me deu o dedo, me fazendo rir.

— Sou mesmo. — disse orgulhosa. — Eu devia era te deixar com fome, pra me respeitar. — eu ri mais ainda. — Mas eu te amo. — me falou e eu a encarei, seu tom ficando sério, eu sorri novamente, dessa vez de amor.

Eu nunca disse que amo Lauren, não pra ela ouvir. Mas eu repito isso baixinho todas as noites, mesmo quando ela não está dormindo comigo. Porque é a mais pura verdade, e eu sinto em meu coração.

* * *

— Lauren, eu achei a nossa música. — disse, me virando, para olhá-la. Já está de noite e nós estamos deitadas na cama do meu quarto, eu estou com a minha cabeça apoiada no peito dela e estamos tentando assistir à um filme bobo na TV.

— Qual é? — Lauren perguntou, colocando a sua colher dentro do pote já vazio de sorvete e pondo o mesmo no criado mudo.

— É do Gnash. — falei e ela revirou os olhos.

— Claro que é, você por acaso é viciada nesse cara ou algo assim? — perguntou e eu assenti.

— Mas a música é linda, okay? Se chama Rumours. Minha mãe falou essa palavra hoje e eu me lembrei da música. Escuta. — peguei meu telefone e coloquei a música para tocar.

I don't fuck with no rumours
(Eu não ligo para os rumores)
Girl, I know you're the truth
(Garota, eu sei que você é a verdade)
So fuck whatever it's you heard
(Então foda-se qualquer coisa que você ouça)
Cause I ain't me without you
(Porque eu não sou eu sem você)
So tell me the lies they tell you first
(Então me diga as mentiras que eles te contaram primeiro)
Cause that shit ain't nothing new
(Porque essa merda não é novidade)
Cause I don't fuck with no rumours
(Porque eu não ligo para os rumores)
I don't fuck with no rumours
(Eu não ligo para os rumores)
No, no, no
(Não, não, não)

— Na verdade isso é só o refrão, a música toda é mais parecida com a gente. — falei e Lauren arqueou a sobrancelha.

— Tipo? — ela estava duvidando.

— Tipo quando ele diz que: "eu gostaria de te fazer menos solitária, foda-se tudo o que eles me disseram". Foi assim pra você não foi? Você teve que ignorar tudo o que te disseram de mim. — Lauren assentiu dando um pequeno sorriso. — Ou então quando ele diz: "eu quero o antigo você, que amou o antigo eu". Você me amou como eu era antigamente, mesmo que parecesse impossível. — Lauren ponderou um pouco e assentiu.

— Não é o suficiente para ser a nossa música. — Lauren declarou e eu bufei, revirando os olhos.

— "Um passarinho azul uma vez me disse, essa garota vai te fazer solitária." Me disseram uma vez que você não sabia amar, que ia me deixar sempre infeliz. — falei me lembrando de uma conversa que eu tive com Ally.

— Nada ainda. — Lauren sorriu ao me ver irritada.

— "Eu já vi o seu tipo aqui, antes. O seu tipo é o tipo que eu ignoro. Normalmente. Mas algo sobre você pareceu novo pra mim." Isso é sobre nós duas, nós éramos tipos extremamente opostos, nem dava de esperar que falássemos uma com a outra, mas algo chamou a nossa atenção uma na outra. — Lauren começou a ponderar, sorrindo e não se dando por vencida.

— Não sinto nada ainda. — ela estava se divertindo em me ver quase perdendo a paciência.

— "Eu sei o que estão dizendo sobre você, mas eu sei que você irá mudar. Eu não duvido de você. Eu estou com você. Eu vou lutar por você. Eu vou gritar com você. Eu vou escrever com você." Isso é você, você teve que ter fé que eu mudaria por você, que eu escolheria você. — ela sorriu.

— Okay, me pegou. Parece com a gente. — ela disse, me fazendo sorrir. Lauren se virou, ficando por cima de mim, se apoiando em suas mãos para não jogar o seu peso em cima de mim.

— E então? — perguntei sorrindo, animada.

— O único problema é que só tem uma música que nos define realmente bem. — arqueei a sobrancelha. — Take me to church, Camila. — sussurrou no meu ouvido e os pelos do meu corpo se arrepiaram.

Dito isso, ela me beijou, como nunca antes. Talvez eu a leve à igreja.


Notas Finais


Weightless já foi postada! Se está no SocialSpirit, eu vou deixar o link aqui mesmo: https://spiritfanfics.com/historia/weightless--camren-6745579 CONSEGUIMOS 900 FAVORITOS NO SPIRIT ANTES DO PRIMEIRO CAPÍTULO DE WL. E FALTAM 21 VOTOS PARA 1K NO WATTPAD. E AINDA BATEMOS OS 600 COMENTÁRIOS NO SPIRIT E OS 450 NO WATTPAD. PULINHOS DE FELICIDADE AQUI.
Agora um aviso: Lembrem-se que WL é um capítulo por semana, pois a prioridade agora é TMTC. Eu vou tentar postar três vezes na semana, dois TMTC e um WL. Bye, see you in wednesday (quarta)!
Kissus,
-Lena


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