História Take my hand - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Hyuk, Ken, Leo, N, Personagens Originais, Ravi
Visualizações 1
Palavras 817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - O que te incomoda?


2018

O que te incomoda?

A mensagem brilhou quando Byul tocou a beira de proteção da ponte. O zumbido da luz era baixo e reconfortante. O calor aquece os dedos e era algo bem-vindo nesta noite. Ela carrega uma flor vermelha, uma bolsa no ombro tão leve que possui uma história, o casaco preto e vermelho com abotoaduras douradas ainda tem um resquício do perfume do antigo dono.

Uma brisa noturna soprou fazendo alguns fios de cabelo dela desalinharem. Byul se coloca em frente à mureta de proteção, dá um suspiro e joga a flor em direção ao rio abaixo que reflete as luzes distantes da cidade.

Quem a olha agora, não imagina o que aconteceu ali dois anos atrás. Na primeira noite que ela o encontrou. Uma noite como essa, em que os olhos dela estavam vermelhos de chorar, os cabelos tão bagunçados grudavam nas bochechas molhadas por conta das lágrimas, os passos errantes pareciam de alguém bêbado e ela estava tão desesperada que tudo o que queria era gritar, esperando que as respostas caíssem do céu.

2017

Byul se lembra de ter passado alguns minutos do mesmo jeito que está agora antes de tomar a decisão de pular da ponte.

Cada uma das coisas ditas à ela durante meses vem à mente dela, especialmente as palavras dele. Às vezes, merdas acontecem na vida, Byul diz para si mesma, tentando se animar, mas nada acontece. Todo mundo tem que lidar quando as coisas estão erradas. Mas, uma sucessão de coisas fez com que tudo saísse do controle.

Número de fatalidade de pulos: 99% por cento.

A noite fria e o vento a acertam no rosto, mas não parece nada, pois nada poderia ser mais doloroso do que o que Byul sentia dentro dela. Ela provavelmente devia estar com as pontas dos dedos dormentes, o nariz vermelho, mas nada disso parecia importar. Tudo que lhe interessava naquele momento era um vazio igual aquele abaixo da ponte que refletia as luzes da cidade.

Byul suspira, sobe na mureta e pula. São poucos segundos que parecem eternos e nesses segundos, ela se arrepende de sua decisão. A água a acerta, fria e dura como um bloco de concreto. Os olhos abertos em desespero se fecham enquanto as últimas pequenas bolhas de ar escapam de seu nariz.

A escuridão da inconsciência a chama e ela aceita o convite sem pestanejar. Ali, ela sente o corpo subir em um impulso forte, como se a puxasse para fora da água.

Alguns minutos se passam, tudo parece um longo sonho onde ela está exausta. O peito dói, ela recobra a consciência por alguns segundos, a tempo de ouvir alguém implorando para que ela abrisse os olhos, alguém acima dela com uma pele mais escura, e olhos lindamente desenhados o rosto preocupado. Ela fecha os olhos novamente a tempo de ver o alívio mudar sua expressão.

+++

Byul começou a se mexer ao meio dia. A sensação em seu corpo era de um imenso torpor como se tudo fosse um sonho distante. Ela estava na casa dela, o teto e tudo a sua volta era familiar... exceto...por uma pessoa sentada em uma velha poltrona próximo a ela, como se fosse uma marionete esperando que mexesse as cordas.

Era um garoto com cabelos e roupas escuras de alfaiataria.

“bom dia.” O garoto a cumprimentou com a voz sonolenta enquanto levantava o rosto para observá-la. “como está se sentindo?” ele perguntou, sua voz em um tom tão suave e calmo como se não quisesse assustá-la.

“Como eu vim parar aqui?” Byul perguntou com a voz rouca. Ela tossiu.

Ele se levantou rapidamente, caminhou para fora do quarto e em questão de segundos voltou com um copo com água. Cautelosamente, ele se aproximou dela. “Peço desculpas. Eu te trouxe até aqui.” Ele coçou a cabeça, como se estivesse escolhendo as palavras corretas para explicar. “Meu nome é Cha Hakyeon.” Byul se sentou e olhou para ele. Ele, em troca, olhou de volta e Byul não pode notar o fato de como os olhos dele eram incrivelmente desenhados e belos.

Hakyeon também tinha cabelos escuros que caia sobre a testa, e a pele de um tom mais escuro que a dela.

Hakyeon entregou a Byul o copo e ela bebeu um gole com entusiasmo. “Eu te salvei... na ponte. Eu pensei que deveria te levar a um hospital, mas eu não posso... bem.... Ir a um hospital. ”

“Qual o motivo? ” Byul perguntou, enquanto silenciosamente ela buscava por alguma coisa que pudesse usar para se defender.

“Fora da minha jurisdição. ”

“Jurisdição? Você é um policial? ”, Byul perguntou, desconfiada.

“Não. ” Ele levantou as duas mãos mexendo em negativa. “Eu não poderia explicar aos médicos. Eu sou um ‘Domovoi’. A razão pela qual não poderia ir a um hospital é que ninguém, exceto você, poderia exatamente me vê."

“Você é o quê? ”

“Seu guardião. ”



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