História Take My Hand - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Reyna Avila Ramírez-Arellano
Tags Drama, Heróis Do Olimpo, Nico Di Angelo, Os Olimpianos, Percy Jackson, Reynico, Romance
Exibições 66
Palavras 2.026
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


GENTEEEE EU NE ACREDITO QUE ESSE É O ÚLTIMO CAP!
O próximo é um epílogo, então esse pode ser considerado o último.
Era pra sair só amanhã ( ou hoje a tarde no caso), mas como eu vou ter um dia cheio, resolvi ficar acordada igual zumbi pra terminar e postar esse logo.
Eu estou até que satisfeita com esse final, não bem o que eu planejei antes, mas eu espero que vocês gostem.
Boa Leitura

Capítulo 31 - I Love You


Reyna’s P.O.V

- Aliviada agora? – Nico me perguntou, e eu não pude evitar dar um sorriso maldoso.

- Ah se eu estou, vai ser um orgulho vê-los apodrecer na prisão. – Falei, tomando um gole do meu Milk Shake de morango.

- Impressionante a polícia ter encontrado eles, não achei que fossem prendê-los tão cedo. – Nico disse, colocando uma batatinha na boca.

- Nem eu. – Assumi. E sim, nós tínhamos ido ao Mcdonalds comemorar a prisão de Robert e Lane. A polícia os pegou duas semanas depois de Hylla ter acordado, e eu fui reconhecê-los. Foi um alívio saber que eu não corria mais riscos, os dois seriam presos por sequestro e tentativa de homicídio, e mais diversos assaltos.

- Você acha que eles vão passar um bom tempo presos? – Nico perguntou.

- Provavelmente, não acho que vão escapar de tantos crimes. – Dei de ombros. Eu esperava isso, chega de pesadelos para minha família.

- Temos que levar as crianças para passear. – Falei, mudando de assunto, e Nico sorriu.

- Nós não os tiramos de casa faz dias, já está na hora de dar atenção para os dois. – Ele disse e eu assenti.

- Aurum e Argentum já estão enormes, não entendo como cresceram tanto em pouco tempo. – Falei, abismada e Nico riu da minha cara.

- Parece que você está falando de crianças de verdade. – Ele observou.

- Eles são meus filhos, mesmo sendo labradores. – Falei e ele revirou os olhos.

- Eu sei que são. Agora nós temos que ir, sua mãe te quer em casa até as sete – Nico jogou o lixo de nossas bandejas fora, e nós seguimos para  o carro, Nico me forçando a colocar o cinto de segurança. Ele estava literalmente parecendo a minha mãe, acho que depois de tudo isso ambos pegaram algum trauma com a minha segurança. Não os culpo, eu mesma às vezes me sentia mal me lembrando do que passei naquele quartinho escuro, e as cicatrizes em meus dedos não me deixavam esquecer-me da dor que passei pra me libertar.

- Nos vemos amanhã? – Perguntei quando ele estacionou em frente a minha casa.

- Ah, sobre isso... Eu... – Ele deixou a frase no ar, e temi que ele fosse dizer que já tinha compromisso esse sábado.

- O que? – Perguntei confusa. Claro que ele podia ter outros compromissos, não sou a vida toda dele, mas seria legal fazer um piquenique no parque e levar os cachorros para passear um pouco.

- Eu estive conversando com a minha avó esses dias, queria lhe fazer uma visita amanhã, e, bom, achei que você... Que você pudesse ir comigo, ela iria adorar te conhecer. – Ele murmurou e eu sorri.

- Você tem certeza? – Perguntei, só pra garantir.

- Tenho. – Ele disse firme.

- Então por mim está ótimo! – Falei e ele me beijou, dando um sorriso logo em seguida.

- Minha avó é uma excelente cozinheira, você vai adorar a comida dela, acredite, ela capricha quando tem convidados especiais. – Ele riu.

- Você podia ter dito antes, eu nem teria hesitado em aceitar. – Ri enquanto ele dava um peteleco em meu nariz.

- Você só pensa em comer! – Ele disse.

- É talvez – Dei de ombros, e depois sorri maliciosa. – Falando nisso, amanhã você podia dormir aqui...

- Você é inacreditável. – Ele gargalhou.

- Ah, tudo bem, se você quer dispensar a oferta. – Falei e comecei a sair do carro, ele me puxou e me beijou de novo.

- Nunca. Vou até deixar uma mochila no carro. – Ele sorriu e eu gargalhei.

- Agora eu tenho que ir, boa noite amor. – Lhe beijei uma última vez, antes de entrar pra casa.

Minha mãe e Hylla estavam na sala, Hylla ainda estava em repouso, ela iria voltar na próxima segunda ás aulas. Ela já estava fazendo recuperações de matérias em casa, mas a Universidade não pegaria muito leve com ela.

- Oi. – Me sentei na poltrona, olhando as duas estavam vendo algum filme de romance bobo.

- Oi filha, como foi o passeio? – Minha mãe perguntou sorridente, ela adorava o Nico e se empolgava por mim até se fossemos apenas na padaria.

- Normal mãe, nós só fomos ao Mcdonalds. – Revirei os olhos para o sorriso malicioso de Hylla.

- Assim nós esperamos, não é mamãe? – Hylla deu risada e minha mãe lhe deu um tapa no braço.

- Pare de falar essas coisas pra sua irmã, Hylla, que falta de bom senso. – Mamãe a repreendeu, mas Hylla apenas riu mais um pouco.

- Eu vou deixar vocês aqui, pelo amor de Deus. – Revirei os olhos, começando a subir para o meu quarto.

- Ei mana, volte pra ver um filme com a gente – Hylla pediu e eu me virei pra ela.

- Se eu puder escolher o filme, eu tomo banho e volto. – Exigi e minha irmã resmungou sobre eu ser chata e querer tudo do meu jeito.

- A escolha é sua – Minha mãe se levantou. – Eu vou fazer pipoca!

- Tudo bem! – Ri e subi para colocar meu pijama e ter uma noite de meninas com a minha família. A vida não poderia estar melhor nesse momento. Nós estávamos nos recuperando, tantas coisas ruins aconteceram de uma vez. Mas é como diz o ditado. Depois da tempestade, sempre vem a calmaria.

                                   *-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Nico chegou á minha casa dez da manhã em ponto, e eu mal tinha levantado da cama.

- Reyna, você está viva? – Ele chegou entrando em meu quarto, e eu ainda estava deitada na cama, com a cara afundada no travesseiro.

- Quem te deixou entrar? – Perguntei de mau humor. Nós tínhamos ido dormir muito tarde mesmo, depois de uma maratona de Sex and the City.

- Sua mãe, ela me ama, você já deve saber disso. – Ele riu, abrindo as cortinas do meu quarto e deixando a luz entrar. Dei um grunhido irritado.

- Vamos Rey, minha avó está nos esperando para almoçar meio-dia, com o transito vamos demorar um pouco pra chegar até Hoboken – Ele sentou na beira da minha cama e começou a me cutucar.

- Por que eu combino as coisas com você mesmo? – Reclamei, mas me levantei mesmo assim. Peguei minha toalha e roupas íntimas, e segui para o banheiro. Tentei não demorar no banho para que meu namorado não resolvesse surtar.

Sai do banheiro com meu roupão e fui procurar o que vestir. Nico estava largado em minha cama, mexendo no celular como se não tivesse nenhuma preocupação no mundo.

- O que eu devo vestir pra conhecer sua avó? – Perguntei e ele me olhou com o cenho franzido.

- Sei lá, se vista do jeito que sempre se veste. Minha avó não tem frescura, ela é bem simples. – Ele deu de ombros.

- Nunca sei o que esperar da sua família. – Dei de ombros e peguei uma calça jeans e uma camiseta verde. – Que tal?

- Pra mim está ótimo, você sabe disso. – Ele sorriu.

- Ok, então se vire porque eu vou me vestir. – Pedi, e ele levantou o olhar do celular pra mim novamente.

- Qual é! Você está usando suas roupas intimas já, e não é como se eu nunca tivesse visto nada disso. – Ele levantou a sobrancelha de um jeito insinuador, o qual eu me irritei e joguei minha toalha em sua cara.

- Ouch – Ele reclamou, e quando tirou a toalha do rosto, eu já estava vestida com a calça, e terminando de passar a camiseta pela cabeça. – Você pode se apressar um pouco? Sem pressão, mas minha vó gosta das coisas no horário certo.

- Já que você está com pressa, vai colocando ração lá embaixo para o Aurum e o Argentum, e eu vou terminar aqui. – Apontei para mim mesma, enquanto amarrava os cadarços dos meus coturnos.

- Tudo bem, mas anda logo! – Ele passou perto de mim e me deu algumas cutucadas na barriga, tais quais fizeram eu me encolher de cócegas. Saiu pela porta rindo enquanto eu me levantava direito, para poder terminar uma maquiagem básica e trançar meu cabelo em uma cumprida trança caindo pelo lado esquerdo do ombro.

Peguei meu casaco de lã cinza, e minha bolsa na cama. Notei que o celular de Nico ainda estava lá, e eu peguei pra entregar pra ela. Acabei me distraindo com suas notificações do Facebook. Por algum motivo bizarro, havia várias notificações com o nome da Drew, me surpreendi que ela ainda estivesse atrás do meu namorado, baixo até pra ela persegui-lo nas redes sociais. Desci as escadas dando pulinhos, com o celular de Nico na mão. A maioria das notificações era de curtidas e comentários de flerte em suas fotos e publicações. Revirei os olhos de um jeito bem dramático, porque aquela garota é extremamente insuportável.

- Drew ainda está atrás de você? – Assustei o moreno que brincava distraído com os cachorros. Pela primeira vez no dia reparei no que ele estava vestindo, um suéter vinho o qual eu nunca tinha visto, por baixo de uma jaqueta preta e suas típicas calças pretas. 

- Ela tenta, até que admiro os esforços dela. – Ele brincou e eu bufei, indo para a cozinha tomar uma xícara de café, ou qualquer líquido que desse algum sabor á minha manhã.

- Você está estressada hoje. – Nico comentou, se encostando na bancada ao meu lado.

- Só estou cansada. Noite mal dormida. – Falei e suspirei de contentamento quando achei café ainda quente na cafeteira.

- Nós precisamos de umas férias. Não vejo a hora de o verão chegar. Uma viagem seria ótima. – Ele disse e eu sorri.

- Há tantos lugares. Austrália, Canadá, Marrocos, Cuba e quem sabe até a Itália? – Perguntou sorrindo ao ver que ele se animou ao ouvir a palavra Itália.

- Eu adoraria ir novamente até a Itália. – Vi-o suspirar.

- Então quando você for eu estarei ao seu lado. – Peguei em sua mão, enquanto dava um gole em meu café.

- Ótimo, um dia iremos juntos para a Itália. Mas provavelmente não esse ano, eu acho que o mais longe que vamos poder ir enquanto somos menores é até a Califórnia. – Ele me deu um sorriso enorme e depois apontou para a minha caneca. – Pegue a tampa dessa caneca térmica e vamos logo, chica – Ele disse e eu ri com sua tentativa falha de imitar o sotaque espanhol.

- Vamos logo Di Angelo, antes que você me enlouqueça. – Reclamei, colocando a tampa em meu café e o levando pra fora de casa, para seu carro, á caminho de conhecer uma das mulheres mais importantes da vida dele.

                                          *-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Olhei para o garoto deitado ao meu lado, e uau, eu ainda me impressiono com a sorte que tive em tê-lo comigo.

Eu estava contente por sua vó ter gostado de mim, senti que a opinião dela era importante para o Nico, e saber que ela me aprovava era quase um alívio. E como prometido, nós voltamos para a minha casa e Nico ficou para dormir aqui. E agora, ele já havia pegado no sono depois de certa atividade física, e eu estava o admirando como uma psicopata, mas é que ele é tão importante pra mim que chega a doer, e minha cabeça fica dando voltas lembrando-me do quão rápido e de repente ele entrou em minha vida para mudar tudo.

Olhando pra ele, não consigo deixar de pensar que ele é o cara com quem eu posso passar o resto da minha vida. Não tenho como saber se isso vai acontecer, já que nada pode me garantir que algo não nos separe, que daqui alguns anos nós não acabaremos, a única garantia que eu tenho é que vou aproveitar enquanto estivermos juntos. Nico é melhor de mim, e eu sou seu melhor, e o que importa é que somos a soma de tudo isso.

- Eu te amo. – Sussurrei passando os dedos de leve em seu cabelo, e quase pude jurar que vi seu lábio tremer em um sorriso.

Virei de costas relaxando em minha posição, tentando pegar em um sono tranquilo. Fui sentindo a consciência se esvaindo de mim, e quando estava quase lá, ouvi suas palavras sopradas em meu ouvido:

- Eu também te amo.

E adormeci.

 


Notas Finais


Desculpem qualquer erro, e eu espero que essa história tenha agradado vocês até aqui. Eu sei que eu demorei muito pra finalizar, e pra postar os capítulos, e confesso que quase pensei em desistir várias vezes, mas eu sentia que precisava terminar, então me desculpem se não é melhor final de todos.
Kisses <3


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