História Take Your Time. - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~LudEvilRegal

Postado
Categorias Colin O'Donoghue, Ginnifer Goodwin, Jared Gilmore, Jennifer Morrison, Josh Dallas, Lana Parrilla, Rebecca Mader, Sean Maguire
Personagens Jennifer Morrison, Lana Parrilla
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Swanqueen
Exibições 142
Palavras 2.249
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá amores,
Demoramos, podem nos bater, mas tivemos alguns contra-tempos, se servir de justificativa.
Peço encarecidamente que leiam as notas.

Andamos recebendo algumas críticas a respeito de tudo que está acontecendo na história. Criticas construtivas, é muito bom saber o que vocês pensam sobre, isso pode ser uma história minha e da minha co-autora, mas também é de vocês.
Estupro não é uma coisa simples, mas também é o que mais acontece, a cada minuto uma mulher é abusada e violentada. Infelizmente. E a fic não foi diferente, não estamos tratando a violência sexual como se fosse algo normal e que sim deve ser denunciado. Vocês iram entender nesse capítulo o que realmente aconteceu com Fred nessa história toda, o que ele foi fazer em Londres na "provável" clínica de recuperação. Esse capítulo é todo voltado a Alfredo. Não vamos deixar isso passar em branco, só que iremos contar de uma forma diferente. Na história Fred também não faria isso que fez com Lana, ele agiu pelo impulso provocado pela raiva e o álcool, e não, isso não justifica o que ele fez, jamais. Mas Lana ainda o ama, independente de tudo e ele notou a burrada que fez, já que Lana não o denunciou, por medo e insegurança, pois uma coisa que ocorre muito sobre o assunto é o medo que as mulheres sentem em denunciar e a grande maioria não faz isso. O próprio Fred fez o que tinha que fazer, pois ele se sentiu sujo consigo mesmo.
Enfim, se eu continuar a explicar aqui, vai vocês irão ter um grande spoiler dos momentos finais da Fanfic. Sim, nossa história está chegando ao fim dentro de mais alguns capítulos.
Desculpe-nos se algumas coisas não foram tratadas como deviam ou como vocês gostariam que fossem, mas vamos tentar passar a vocês tudo, para que entendam.

Desde já muito obrigada pela compreensão de todos.

Boa leitura!

Capítulo 18 - On the other side.


Fanfic / Fanfiction Take Your Time. - Capítulo 18 - On the other side.

Warrior – Demi Lovato ♪

 

Três meses atrás.

 

Alfredo mais atordoado que tudo, perdido em meio às vozes de sua mente. Culpa. Nojo de si mesmo.

Quando ele deixou Lana em estado de calamidade, sua mente acordou, ele voltou a pensar, parecia que no mesmo instante que havia saído porta a fora da casa de Dolores ele teve um choque da realidade, e que tudo que ele fez era a pior coisa de todo o mundo. Se sua esposa já não o merecia, agora então, ele era e se sentia um lixo que não merecia nem ser reciclado.

Por mais irônico que seja, um dos poucos amigos que lhe havia restado desde a ida de Lana era Amaury, que também estava arrasado por Jennifer tê-lo deixado. Se é que Fred poderia considerar Nolasco como seu amigo, pois o mesmo foi quem levou Fred se afundar no álcool, pelo prazer de ter alguém para dividir as magoas de "suas mulheres" estarem supostamente juntas.

Alfredo sabia bem onde encontrar o "amigo", com certeza no mesmo bar de onde ele havia saído a incentivo do tal para acertar suas contas.

- Seu desgraçado! - Fred chegou empurrando o moreno ao ponto dele cair pelo fato de estar bêbedo.

- O que é isso cara? - Ele deitado no chão com Fred prestes a lhe socar a cara.

- Você seu filho da puta. Eu não era assim, nunca deveria ter ouvido você. Jennifer tem toda razão de ter te largado. - Alfredo cuspia as palavras com ódio, ódio de si mesmo.

- Fred, calma. - Nolasco tentava sair dali. - Eu não fiz nada. Você fez. - Fred armou o soco, mas alguém segurou seu braço o fazendo sair de perto de Amaury. - Seu louco.

- Me escuta bem. Não ouse chegar perto de Lana, tão pouco de Jennifer e muito menos da minha filha. - Ele respirava pesado. - Não toque nunca mais no meu nome, seu filho da puta. - Ele proferiu um soco na face de Amaury e o deixou lá, saindo a passos largos daquele bar, que jurou nunca mais botar os pés lá dentro.

O homem chegou no quarto do hotel com a vida revirada e ele era o único culpado disso. Ele pensou em se entregar para a polícia confessar o que fez, mas se fizesse isso a mídia o atacaria e principalmente cairia em cima de Lana, e agora estava mais que nunca preocupado pela mulher, hilário, mas a preocupação bateu fortemente em sua consciência que agora dava indícios de estar sana. Além de comentar a maior atrocidade que um dia jamais se viu fazendo, ainda bateu no cara dentro de um local público.

Ele não se importava mais se tinha alguma pouca fama, mas Lana. Se isso viesse à tona, se sentiria mais culpado ainda por isso.

Um mês pensando no que fazer, sem votar a cara nas ruas, um mês entre decidir se esconder ou se entregar, um mês lutando para encontrar uma saída se fosse boa e que não prejudicasse mais a mulher que mais amava no mundo todo. Decidiu mentir para ela e para todos, até tentar enganar a si próprio.

Iria para Londres para se entregar à polícia e pagar pelo seu ato inconsequente, mas para todos, ele iria tratar ser alcoolismo e ao mesmo tempo suas alucinações psicológicas consequentes do álcool excessivo.

- Pai? - Jack atendeu a ligação preocupado pois era madrugada e fazia dias que eles não se falavam.

- Filho, preciso muito falar com você. - Tratou de ser breve.

- Pai, você sumiu. Onde você está?

- Eu estou bem, estou em New York, prestes para embarcar com destino a Londres. - Ele respirou fundo. - Preciso que me escute. Por favor.

- Como assim? Londres? - Disse forte, quase se engasgando.

- Jack, você é mais velho que seus irmãos e agora você tem suas responsabilidades. Eu fiz uma loucura com Lana. E o pior de tudo, fiz isso é ela está grávida, você deve ter visto. Ela anunciou ontem. - O homem se xingou mais uma vez mentalmente por tudo que fez. - E agora estou indo para Londres, para me cuidar, me tratar e me tornar alguém melhor.

- Pai...

- Me deixe acabar Jack. - Disse nevoso. - Eu quero que cuide de Lana, e de sua irmã que está prestes a vir. Eu estarei fora por quatro meses. Sempre que puder eu vou mandar notícias, não se preocupe por mim, estarei bem. - Sua voz fraquejou. - Prometa-me cuidar de Lana?

- Eu não entendo pai, por que? - O garoto disse confuso.

- Me prometa Jack? Cuidar de Lana e tranquilizar seus irmãos. Eu estarei bem.

- Eu prometo pai, mas me diga o que houve.

- Logo você saberá e enredar o porque eu me fui.

- Pai, eu te amo, sentirei falta.

- Eu te amo muito Jack, você. Seus irmãos, Lana. - Ele suspirou. - Mais vou voltar logo, preciso ir. - Alfredo ouviu pelos altos falantes do aeroporto anunciarem o começo do embarque de seu voo. - Fique bem, meu filho. - Findou a ligação.

Antes de embarcar pensou e repensou mil vezes se estava tomando a decisão certa, e se devia ou não avisar Lana de sua partida, não havia falado com ela desde o fato ocorrido, por vergonha e mesmo que fosse ignorado antes de entrar no avião enviou uma mensagem ao celular dela. Pois assim que ela acordasse, orava para que ela visse.

 

“Então é uma menina.

Sei que fiz coisas horríveis e nem sei porque eu estou lhe enviando essa mensagem, mas creio que não queira ver minha cara tão cedo. Peço perdão por tudo, não por ter feito aquilo, eu não sei o que tinha na cabeça e sei que nunca aquilo será digno de perdão. Peço perdão pelo antes, por não dar o verdadeiro valor que você merece, você é uma mulher incrível e merece ser a mais feliz de todas e ao meu lado não pude te dar essa felicidade. Lana que nossa filha venha cheia de saúde, que seja tão linda como você é, com seus olhos enigmáticos, cabelos escuros com brilho como o seu. Que seja abençoada por Deus e por todos. Eu quero lhe dizer que já lhe enviei a papelada do divórcio e assinada. Quero que você seja feliz com a pequena Sophia, que por sinal é o nome mais lindo de todos. Me prontificarei para qualquer coisa com ela, mas você é quem escolhe. Os meninos estão sentindo a sua falta e almejam muito a irmã, se é que posso falar assim, mas é como eles a consideram. Eu conversei com eles e vi a necessidade de que eu faça um tratamento intensivo por conta do abuso do álcool e farei, em dois dias vou para Londres e passarei alguns meses por lá por conta do tratamento. Não espero que me perdoe agora, mas que algum dia sim. Espero que seja feliz junto com a princesa que você está esperando, que encontre alguém que te faça bem. Nunca deixarei de te amar e espero que algum dia possamos nos encontrar e sermos amigos.

Fique bem, Alfredo! ”

 

Respirou fundo algumas vezes entrando no avião, como se deixasse parar trás todo ruim que fez. Buscando encontrar o novo caminho, por mais que fosse doloroso, ele estava disposto a pagar o preço que fosse.

No mês que Fred ficou atordoado, ele pensou que assim que chegasse em Londres iria direto para alguma delegacia, não havia mais regalia para ele, se fosse possível ele mesmo colocaria sua pena a cumprir sobre ele mesmo.

Dentro de longas horas lá estava ele se entregando as autoridades, se julgando culpado perante a todos e sobre tudo mais uma vez jogando a culpa de tudo sobre ele, e tinha razão.

- O que o senhor está dizendo? - O senhor autoridade ainda estava perdido no meio daquela toda situação.

- Que eu sou culpado por abusar e violentar minha própria mulher, eu me sinto o homem mais imundo de todos e mereço ser punido. - Por mais que estivesse se humilhando ele dizia tudo de cabeça erguida com o resto de dignidade que lhe sobrava. - Eu vim até aqui para prova-lá da mídia. Por ela fazer parte do mundo de famosos eu jamais permitiria que ela sofresse mais do que já sofreu. Eu a amo e a perdi da pior maneira possível. Eu sou culpado de tudo, cometi um erro terrível e estou aqui para que seja pago. Eu lhe peço, não faço disse o pior, eu estou aqui por livre e espontânea vontade, sai do meu país para preservar a vida de ex-mulher, para ser punido pelo que eu fiz. - Alfredo já tinha o rosto coberto por lágrimas de dor.

O homem que escutava todo o depoimento, depois de Fred entrar nos detalhes e suplicar mais uma vez para que isso não caísse na boca da mídia, não por ele, já nem se importava mais se um dia fora alguém na vida. Agora de longe iria zelar por Lana.

- O que o senhor fez precisa ser punido, porem por estar aqui por que quer, você terá sua pena reduzida e se obtiver bom comportamento em poucos meses estará livre. - O senhor mais velho de cabelos grisalhos disse e Fred concordou.

- Deseja falar com alguém por ora?

- Não, creio que poderei fazer isso outro dia, apenas me mande para o lugar onde eu possa cumprir por meus atos. - Ele disse sério.

- Assim será feito. - Logo entrou dois policiais a sala para fazer a escolta de Alfredo até sua cela.

O homem passou por uma vistoria, deixando todos seus pertences com os oficiais. Sendo revistado da ponta do dedinho do pé até os fios de cabelos.

Lá estava ele sendo mal visto por outros homens, humilhado até o limite. Dois meses sofridos passaram, Alfredo estava mais magro, em seu corpo estava nítido que estava pagando todo o mal que fez, não só contra Lana, mas a tudo que um dia pensou não ter relevância. No tempo que ficava na encarcerado pensava no tudo de ruim que fez, até mesmo no trabalho. Julgava ser ruim até mesmo com os filhos e se sentia o pior pai de mundo e sabendo que seria mais uma vez pai, isso só aumenta a certeza que não era pai o suficiente. Em pouco tempo sua vida mudou, precisou sofrer para ver o verdadeiro da vida, o verdadeiro de si. Alfredo dentro da prisão apenas se lamentava mais e mais, o peso da culpa realmente havia se instalado nele. Nem se quer conversava com os companheiros para não entrar em encrenca e prolongar mais ainda a tortura que tinha contra a si mesmo. O pior poderia ser o sofrimento causado por outros, mas para ele o pior sofrimento era o de sua consciência que a todo segundo repetia que era culpado.

Teve a oportunidade de falar com o filho algumas vezes, porém, algo dizia que precisa falar com Lana, ouvir a voz dela, por mais que ela não estivesse nem um pouco a fim de falar com ele. Sabia bem que Lana estava com Jennifer agora e sim e podia ver que a loira fazia um bem imenso para Lana. O que mais doía era não acompanhar a gravidez, ela deveria estar linda no seu sétimo mês de gravidez. Sim, ele contava até os dias, ansiando em um dia conhecer a filha. E ao saber que poderia sair dali, se colaborasse com estava, em dois meses estaria de volta, assim fazendo a esperança acender uma pequena chama e seu coração. Não por pensar em voltar a ter algo com Lana, por pelo menos poder estar próximo. Não iria tirar ou obrigar a mulher de que ele tinha que ser pai da menina, longe disso. Apenas estaria à disposição se Lana precisasse de algo.

A ligação que Fred fez foi certeira, omitindo mais uma vez sobre onde estava, alegando que estava numa clínica e bem. Ele ficou desconcertado em ouvir a voz da mulher que amava. Ele disse coisas para reparar ao menos um pouco de todo ruim, não implorou perdão, pois jamais seria digno disso. Mas Lana pareceu estar em paz, feliz, Sophia nasceria logo e mesmo estando longe, Alfredo podia ver o brilho que ela irradiava. Para não fazer surpresa disse que estaria de volta quando a menina nascesse, e que estava feliz se Lana fosse feliz.

Ali dentro Fred não era de todo um santo, era provocado pelos outros presos. Chegou a ser agredido, foi uma verdadeira paga de pena. Mais tudo isso ele merecia. Trabalhou lá dentro, era obrigado a comer coisas nem um pouco saborosas como foi acostumando, mas tudo foi para que ele visse que a vida dele não era diferente de ninguém. Que ele era humano como qualquer outro ali junto com ele.

A vida o mostrou os extremos, a felicidade e a tristeza, e agora mais que nunca estava disposto a mudar e voltar a ser feliz, mesmo que lhe custasse caro.

Mudar isso foi desde o princípio, desde que os papéis do divórcio foram assinados por ele, desde a decisão de pagar pelo que fez. E agora estava mudando e mudando para ser um homem melhor. Um homem mudado, para lutar contra tudo, ser o guerreiro de sua própria vida, ser mais forte por ele e pelas pessoas que ama.


Notas Finais




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